segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A Campainha


Beeeeemmm! Primeiro sinal.

Frio na barriga ouve-se o burburinho do público entrando, quem faz a primeira cena começa a se posicionar. Em fração de segundos é possível “passar” todas as falas da peça ou lembrar de que não foi ao banheiro e geralmente quando lembramos disto a vontade sempre vem. Dependendo do figurino e da distancia dá para resolver o assunto antes do segundo sinal, caso contrario é bom pôr em pratica todas as técnicas de Stanislavski de concentração e preparação de ator que a vontade passa, na maioria das vezes é nervosismo mesmo.

Beeeeeemmm! Segundo sinal.

O ápice da tensão. É nessa hora que sempre me questiono por que fui inventar isso? É tão mais fácil ficar na platéia. O que eu faço? Simulo um ataque? Um desmaio talvez? Não vale a pena, seguindo a máxima: O show deve continuar; com certeza seria substituída por alguém. Enquanto pensei nestas bobagens todas sai totalmente da personagem, para voltar inicio o mantra “calma, calma, se concentre, calma, calma, se concentra…”.

Beeeeeemmm! Terceiro sinal.

MERDA!

Não sei explicar como, mas entre o terceiro sinal e a cortina se abrir relaxo como se nada tivesse acontecido e tudo dá certo.

É esta adrenalina que me encanta no teatro, mais até que o aplauso. O aplauso é importante, gratificante, mas essa apreensão funciona como uma espécie de termômetro. A partir do momento que pisamos no palco na base do “piloto automático” significa que esta na hora de começar estudar novas peças, ensaiar uma nova montagem e se preparar para outra tensão.

Beeeeemmm! A campainha de uma estréia.

Escrito por audrey

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Não precisamos ter medo do Grande Irmão


O ator lida com a fantasia não com a realidade, mas qual o problema em pessoas que surgem para o grande público em um reality show iniciar uma carreira artística depois da fama repentina?

Caso alguém tenha recebido uma oferta de emprego num banco, por exemplo, apesar de não ter experiência alguma na área, ela não fica ouvindo xingos ou chacotas por ser um profissional inexperiente. Pelo contrario em muitos casos os companheiros de trabalho ajudam o profissional inexperiente.

O tempo que as pessoas gastam criticando estes novos atores poderia ser utilizado para estudar. Acredito que tais agressões, talvez inconscientemente, retratam uma necessidade de auto-afirmação, uma insegurança. E a partir do momento que nos sentimos inseguros é porque está na hora de nos aperfeiçoarmos. É assim no mercado de trabalho “tradicional”; quem sente que seu emprego está ameaçado ou que está precisando de novos conhecimentos para progredir faz uma faculdade, uma pós-graduação, um curso de idioma, informática qualquer coisa para justamente manter-se atualizado e não ter medo de perder o emprego para um desqualificado. Por que a classe artística se acha no direito de fazer diferente? Atores têm o direito de agredir publicamente os outros?

Em tese quem se inscreveu em um reality show tinha uma outra profissão (cabeleireiro, advogado, medico, modelo, etc.) e passou a “atuar” em comerciais e novelas depois da fama. Que mal há em tentar? Um famoso de reality show atrai anúncios e audiência. A televisão sempre precisou de imagem, de pessoas que ficam bem no vídeo, então porque uma empresa de comunicação não pode investir em um novo funcionário?

Podemos não gostar de alguém ou do seu trabalho, mas devemos sempre respeitá-lo. Esta atitude respeitosa é principalmente prudente, porque se por ventura estes novos atores se dedicarem e o antigo clichê “só quem tem talento vai sobreviver” se comprovar, com uma carreira de sucesso a convivência entre os atores será péssima.

Muitos me perguntam o que devo fazer para ser ator. Acredito que participar de um reality show é o caminho menos indicado, mas tenho que admitir que a vida nos oferece diversas oportunidades cabe a nós sabermos aproveitá-las ou não.

Escrito por audrey
Foto: Marc Brenner. Espetáculo "The Brothers Size" no Young Vic.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Cia. De Teatro Atemporal arrasa no palco do Teatro Municipal de Araruama

O ator Serginho Clemente na pele de Clóvis no tenso espetáculo "Atribulado" da Cia. De Teatro Atemporal.

A noite da última quinta-feira (15) foi agitada para nossa companhia. O espetáculo "Atribulado" teve única apresentação no FESTMAR - 1º Festival de Monólogos de Araruama que aconteceu no Teatro Municipal de Araruama no interior do estado do Rio de Janeiro.


Com uma excelente interpretação e presença no palco, o ator Serginho Clemente que dá vida a Clóvis no espetáculo se mostrou muito grato e feliz com a apresentação que arrancou muitos aplausos, elogios e cumprimento de parte do público.

O enredo do espetáculo narra um embate de um rapaz jurado de morte com a LUZ e as trevas. Nossa companhia fica gratificada pelo privilégio em ter levado este grande projeto para a 1ª edição do FESTMAR. Agradecemos a toda equipe do festival e a todos os demais artistas participantes.

E acima de tudo e todas as coisas,

Agradecemos a DEUS por sempre estar conosco e nunca deixar em nenhum milésimo a nossa companhia.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

No meio do caminho há sempre uma pedra


Os artistas têm fama de malucos por verem a sociedade por uma outra ótica. Realmente estudamos não apenas para obter uma vaga no mercado de trabalho; estudamos também para compreender às mazelas de nosso país, mas como isto não chega ao grande público a imagem que fica é o lado glamuroso da profissão.

Fala-se muito no chefe bravo, no encarregado estúpido, mas muitos diretores de teatro, coreógrafos e regentes, passam longe de ser uma candura de pessoa. Não são pessoas más, porém a busca pela perfeição, do melhor, do inédito faz com que a rotina dos artistas seja tão estressante quanto a de qualquer executivo.

Passos repetidos a exaustão, dias ensaiando a mesma cena. A nossa meta é o belo, o retorno financeiro na maioria das vezes fica em segundo plano. Até a cena ficar do jeito que o diretor quer é comum ouvimos gritos e mais gritos. A nossa jornada de trabalho é irregular, fim de semana não é dia de descanso, para os artistas sábado e domingo é dia útil. Recebemos criticas, quando digo critica é critica mesmo e não apenas um feedback construtivo.

Falando em feedback geralmente dos diretores ouvimos quando estiver ruim eu aviso ou depois de passar a mesma cena pela quinta vez ouvimos um “ ficou melhor”, ou seja, ainda não está bom. É claro que quando vem um elogio, instantaneamente esquecemos todas as dificuldades e compreendemos o porquê do método e recarregamos as nossas baterias para os próximos ensaios, próximos gritos, próximas critica e etc.

Escrito por audrey
Foto do espetáculo "Picnic at Hanging Rock"

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Cia. De Teatro Atemporal estará com "Atribulado" nesta quinta-feira no FESTMAR


A Cia. De Teatro Atemporal está no Facebook


Já curtiu nossa companhia no Facebook? Não? Ah, então curte lá! Muitas novidades também são postadas em nossa página! Segue o link:


E se você já curtiu, (risos) só temos de lhe agradecer! Mais uma vez, muito obrigado! 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

DESISTIR DE NÃO SOFRER

Registro da peça "Conversations Avec Mon Penis" foto de Cath Langlois

O que seriam atores? Loucos sob controle?

A psicopatologia tem a ver com a descoberta de que nossa experiência psíquica é sempre sofrida. São durezas. São ataques repentinos. São formas de subtração. São formas de reconstrução.

Mas a construção da personagem é parto que se faz a cada ensaio. Os detalhes do corpo. Os detalhes da fala e da voz. Os detalhes das formas de pensar.

Tem a ver com a (re) construção de visão da dor de cada um; singularidade ligada à história do desejo e da frustração do desejo de cada um. E sobre o palco é o que mais se assenta. Não reafirmaria a historia do desejo, mas, a pratica histórica de apresentação do desejo. Em seguida sua frustração, favorecendo a historia que se conta. E mais contemporaneamente a possibilidade de nada se resolver e vermos a peça terminar com uma incógnita. Desejo suspenso. Frustração. Retorno á realidade.

Em termos de coletivo de trabalhos gerais de equipe teatral tem a ver com a aceitação criativa que o outro propõe, muitas vezes diferente da referência que o diretor deseja; o FIXO em teatro não existe; existe sempre o DINÂMICO de onde deriva a palavra DRAMA (aquilo que toma movimento); existe a atitude não resignada, mas respeitosa, atitude não submissa desta experiência, que no fim, é a experiência de sofrimento e dor (não a dor que nos leva à pena, mas, sim, a dor da parturição, a dor de dar à luz, dentro das devidas proporções que só as mulheres sabem como é).

Essa dor, que é uma dor expositiva, dar à luz, expor no palco, está ligada à história de cada um e tem que se mesclar com a história de todos; um grupo é um fenômeno; um grupo de artes cênicas pode passar por processos, mas o coletivo bem equilibrado é fenômeno.

A análise poderá ser um espaço de experiência e de criação de si; a análise em relações humana é coisa importante; análise em teatro é terapia coletiva obrigatória, onde se aprende com a própria dor e se aprende a desistir de sofrer, pois caso contrário não haverá obra para encenar.

Atrizes e atores estão propensos ao sofrimento.

Uma das condições, além da vaidade, da autopromoção, da vitrine, do orgulho de se mostrar, de ser contador de historias, é a de que se prevê um sofrimento a cada noite de espetáculo (com ou sem Stanislaviski).

A atriz e ator estarão prontos para doar pedaços da alma.

Questão esta que está inserida nos canais da livre escolha. Livre escolha da alma, subir aos patamares superiores do palco e expor noticias de todos os tempos com variadas roupagens e interpretações: atriz e ator tornando-se divinos, passo a passado com os deuses do teatro.

Se Pico de la Mirandola opera com a retomada da idéia do ser humano como microcosmos do universo, sabemos dizer que o ator e atriz são deuses do espaço entre de palco que se lhes é reservado a cada apresentação.

A questão já representação, (re) apresentação dos fatos é coisa já presente na mitologia das mais diversas culturas da antiguidade. Se tal idéia implicava a definição do ser humano como um produto composto das coisas do mundo, (através da persona o mundano se abate sobre a Terra), em Pico de la Mirandola ressurge um conceito que nos faz pensar em outra direção: acentuar sua diferença essencial, que se dá pelo poder inerente ao espírito artístico, de poder assemelhar-se a qualquer elemento, graça, força, imagem, idéia, segundo sua própria vontade, sem ter, no entanto, forma definitiva em nenhum deles, pois a natureza do artista define-se por seu movimento e por sua insubstancialidade.

Fala Pico:

“A ele foi dado possuir o que escolhesse; ser o que quisesse. Os animais, desde o nascer, já trazem em si, o que irão possuir depois. Os espíritos superiores, a partir do início, ou logo depois, já eram aquilo que pela eternidade seriam. No ser humano, todavia, quando este estava por desabrochar, o Pai (os deuses) infundiu todo tipo de sementes, de tal sorte que tivesse toda e qualquer variedade de vida.”

Ou seja, está no ser humano a multiplicidade de representações. O ser humano como espelho múltiplo. E isso não é feito sem dores.

Talvez não exista uma concepção mais extravagante da liberdade humana. Self flexível, moldável, alterável, que todos praticam no dia a dia das ruas , que atriz e ator escolhem praticar no dia a dia dos palcos.

Concedem, os deuses do teatro, ó Dioniso, ó Apolo, ao ser humano a capacidade de moldar-se de acordo com sua vontade, transformando-se em besta, planta ou anjo.

Esta proposta de Pico rompia com a concepção escolástica (ver Tomás de Aquino), segundo a qual, o SELF é fixo, e, inalterável, dado por sua posição no cosmos; sem contar a tradição agostiniana (patrística), que enfatiza a intervenção da Graça divina, na salvação da natureza humana corrompida pelo pecado, predestinada ao inferno.

Mas os deuses dizem que ninguém está perdido nem vai ao inferno que é região que não existe pois teríamos que aceitar um lugar onde não se dá a presença divina. É que os humanos usam muita máscara e se perdem nelas. Os artistas de teatro estão ai para que, usando máscaras, sofram ao removê-las nas peças e escancarar a verdadeira face humana.

Escrito Por Coelho De Moraes

terça-feira, 30 de julho de 2019

"Atribulado" tem apresentação garantida no FESTMAR 2019


Nossa companhia estará presente no FESTMAR 2019 - 1º Festival de Monólogos de Araruama com o incrível espetáculo "Atribulado". 

Estaremos em uma mostra competitiva junto a 11 espetáculos selecionados. O FESTMAR é um dos mais aguardados do ano no Brasil e acontece no dia 15 de agosto de 2019 a partir de 19h no Teatro Municipal de Araruama - Ingressos R$ 10,00 (Valor Único) Vendas: (21) 97219.8358.

Contamos com sua torcida pela Cia. De Teatro Atemporal! 

Em breve muitas novidades aqui no Blog!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Compartilho com você minha primeira composição "Humilde Oração"


Tenho a honra de compartilhar com você aqui no Blog da Cia. De Teatro Atemporal minha primeira composição "Humilde Oração". A letra expressa um momento íntimo entre uma pessoa e DEUS.

Confira:


Humilde Oração
Letra: Serginho Clemente

Venho aqui
De todo o coração
Oferecer
Esta humilde oração

Pois minha vida
Necessita do Teu perdão
E eu almejo a minha salvação

Senhor
Eu venho entregar
A minha vida
Cem por cento em Teu altar

Pois sei
Que este é o meu lugar
E o Senhor em mim irá habitar

(Refrão)
O meu maior prazer
É para sempre Te adorar
E a minha vida
Te glorificar

Pois nada no universo
Irá me separar
Do poder
Do DEUS que abriu o mar

Caso desejar baixar a letra da música CLIQUE AQUI

Agradeço a DEUS pela honra de me conceder esta letra e a você que conferiu nosso trabalho!

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Fique Por Dentro dos Textos Para Teatro


No Blog Textos Para Teatro (www.textosparateatro.com.br) você tem acesso a um banco de textos teatrais de dramaturgos antigos e jovens dramaturgos. Além de apostilas sobre arte, cultura e variedades para download.

Curta a Página no Facebook (www.facebook.com/TextosParaTeatro) aproveite os textos, apostilas e compartilhe!


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Adeus Uberlíndia


A Uberlíndia era um País absurdo, sem solução, pensava o parlamentar com seus botões, e seus botões não era os da sua camisa de seda pura, mas sim seus dois assessores parlamentares: João Botão e Zé Botão. Dois dedicados representantes do lumpesinato religioso e que religiosamente serviam ao parlamentar Zé Canguinha, eleito com três milhões de votos, praticamente toda a massa trabalhadora da Uberlíndia: dois milhões, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e sete motoristas de Uber e três de Cabify.

Não era séria a Uberlíndia.

Ele havia combinado com um lobista que receberia duzentos milhões de Silvérios (Silvério era a moeda de troca da Uberlíndia) desde que ele votasse pelo fim completo das riquezas minerais daquele rincão, outrora respeitado pelo Mundo e agora reduzido a mero exportador de estrume para a Somália. Ele votou, o lobista pegou o dinheiro com a mineradora Humboldt and Merckz com sede em Yowa nos Estados Unidos e desapareceu. Soube-se que fora visto tomando sorvete Dagen Haas numa ilha do Caribe. Não era séria.

De outra feita quando o parlamentar era o Ministro da Doença, a Uberlindia tomara-se exemplo Mundial no combate a saúde, só restaram as doenças. As mais ricas, raras e variadas: tuberculose, chicungunha, dengue, baiancu (este importado do Cabukistão), a febre amarela que voltou aclamada pelo público, a febre verde amarela, uma epidemia de coxinhas, e dizem até que em breve seria ressuscitada por lá, a varíola. O esforço do Ministério da Doença para isso era imenso, e com mais uma granazinha aqui, uma propinazinha ali, o surgimento da peste era mais que certo.

Pois não era séria a Uberlíndia: um carregamento de remédios para crianças com necessidades especiais fora combinado que seria desviado para Boston a serem revendidos em valiosos dólares revertidos para os embornais do parlamentar. Os containers que chegassem ao Aeroporto Internacional da Uberlindia, - Aeroporto Covil dos Ratos – deveriam conter apenas supositórios de glicerina. Os ciosos despachantes haviam despachado realmente parta Boston os remédios especiais, ficaram com toda a rana e disseram ao parlamentar:

- Não está satisfeito vá queixar-se ao Bispo.

Esta era a frase mais comum na Uberlíndia:

-Vá queixar-se ao Bispo.

Embora ninguém, soubesse exatamente qual Bispo, tantos que haviam na Uberblindia.

Depois do negócio patriota em Boston, venderam os supositórios para o Paraguai que os revendeu para as Ilhas Maurício, considerando que todo mauricinho é chegado num supositório. Sem contar que eu duvido que a maioria de nós saiba onde ficam as tais Ilhas Maurício, não fosse o fato de que de quatro em quatro anos, nas Olimpíadas, dois babacas aparecessem carregando a bandeira daquela josta.

E ainda haviam as acusações infundadas contra ele, em tribunais internacionais naturalmente, já que o último tribunal da Uberlíndia havia fechado e virara um food truck de cachorros quentes. O Mundo acusava-o de ter ganhado quatro mansões em áreas ambientais em troca da elevação do gabarito de construção em áreas históricas para 140 andares, feito em comum acordo com a construtora Obrigado Amigo Sogro.

Impossível fazer qualquer negócio honesto na Uberlíndia. Certa feita aguardou por um mês um carregamento de cocaína para uso fármaco familiar, e quando afinal recebeu a encomenda foi uma desonestidade: apenas quilos e mais quilos de pó Royal. A concorrência no Parlamento era desleal, era chute, cavalhada, porrada no saco, puxão de cabelo, o diabo a quatro para ver quem conseguia apropriar-se mais e mais do Tesouro Nacional.

Era desleal: até dedo no rabo acontecia nas sessões parlamentares.

A Uberlindia chegara a tal ponto de decadência, desorganização e desvalorização que por absurdo que pareça, lá o crime não compensa. Uma delação já não oferecia mais nenhum prêmio, haja à vista que todo mundo delatava todo mundo, a caguetagem virara valor nacional, ou seja: não valia porra nenhuma, já que a Uberlindia não tinha o menor valor.

Pois naquele dia, pensando com seus botões, completamente desiludido com a Uberlindia, o nobre parlamentar decidiu: havia ouvido falar de um lugar onde tudo funcionava a como ele sonhava. Só havia, portanto, um jeito para ele exercer a sua vocação com plenitude: abandonar a Uberlíndia e ir morar nesse tal lugar que chamavam...Brasil!

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Artigos de Bemvindo Sequeira se Despedem do Blog da Cia. De Teatro Atemporal


Informamos que o último artigo de Bemvindo Sequeira será publicado aqui no Blog da Cia. De Teatro Atemporal no dia 1 de julho de 2019.

Foi um longo período de publicações de seus artigos durante muitas segundas-feira aqui no nosso Blog.

Agradecemos por cada leitura, visualização e comentário em suas postagens aqui publicadas. Meditamos, demos muitas risadas e vivemos momentos incríveis com as mensagens desse gênio da arte brasileira.

Você pode acompanhar o Bemvindo em seu Canal no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCHkIWOyyMuYfWeXkRGJUSxA) e em seu Blog (http://blogdobemvindo.blogspot.com/)

Muito obrigado, Bemvindo!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A Rainha de Copas


- Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a cabeça!

Nem mesmo o autor de Alice no País das Maravilhas poderia imaginar que a sua personagem, a Rainha de Copas, havia pulado fora da História, ou melhor havia entrado para a História.

Depois de servir como atendente direta de Mussolini fabricando-lhe pizzas de fina massa trabalhadora, rapidamente ascendeu na maldade e foi ser assessora de Hitler, e grande incentivadora da solução final.

Com o fim do nazismo fugiu de jangada para a Argentina onde esteve a serviço dos generais até naufragar com um destroier nas costas das Malvinas. A coisa ruim veio a nado e veio dar com os costados na Uberlíndia.

Ali fixou-se como emigrante ilegal, até que vendendo um dos anéis de ouro que possuía conseguiu um visto de trabalho. Trabalhou muitos anos como aparadora de restos nos centros de tortura da Uberlíndia. Tendo até recebido a medalha de mérito por relevantes serviços prestados à humanidade, se é que se podia chamar de humanos aquele amontoado de gente da Uberlindia que quando não estavam atirando e matando-se uns aos outros estavam completamente anestesiados andando pelas ruas como zumbis com a cara mergulhada em smartphones.

Por uns breves anos na Uberlíndia teve que retornar à condição semiclandestina, quando passou a trabalhar como piniqueira – lavadora de pinicos – no Motel Bahamas.

Mas a sorte lhe sorriu a passou a ser ama seca, muito seca, do seco rebento do vampirão seco que imperava na Uberlíndia e que por ser muito velho deixava a Imperatriz na maior secura.

Dali para ser ela mesma a Rainha de Copas de sempre, foi um passo, melhor ou pior ainda: agora não era apenas A Rainha De Copas havia se transformada numa hidra de sete cabeças, por isso era difícil identificar seu nome, ora era um nome, ora outro. Como uma besta apocalíptica gritava após ter conseguido mandar prender um sujeitinho arrogante que ousara ser maior que ela, logo ela de origem autoritária, elitista e aristocrática:

- Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a Cabeça!

- Mas Majestade, atreveu-se a lhe orientar um puxa saco que havia sido ministro da Cultura. Assim como a Bolívia não tem mar, mas tem Ministro Marinha, assim a Uberlindia tem Ministro para isso e para os vexames de sempre.

- Majestade já está um pé no saco este tal de cortem-lhe a cabeça. Muito monótono, e depois cabeça cortada é maldade pouca, acaba o sofrimento logo.

- Tem razão, rosnou a Rainha. Prendam-no.

Mas é pouco. Predam-no num espaço pequeno. Mas ainda é pouco.

Prendam-no isolado de todos.

É pouco...hummm proíbam as visitas... nem o rei de Roma, nem o rato que roeu as roupas da rainha de Roma podem visita-lo ah e não toquem mais no nome dele, em nenhum jornal, rádio ou televisão. E quem o fizer será preso e processado. Deixem-no preso por algumas décadas. Mas se isso não quebrantar-lhe o ânimo então não tem outro jeito a não ser seguir o conto da Alice, Cortem-lhe a cabeça!

Afinal a Uberlíndia não é também chamada de o País das Maravilhas?

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 17 de junho de 2019

A Intervenção Miulitar e a Louca Paixão de Adolfo, o Mito


Naquele dia Adolfo, o Mito, também conhecido como Adolfinho Zero Zero, ele gostava de numerar as pessoas, ele era o Zero Zero, seus filhos os números 1, 2 e 3 . A única filha não era numerada pois não podia ser quantificada. Numa palestra na Associação dos Cortadores de Grama de Elói mendes, em Minas Gerais ele dissera que mulheres valiam menos que um molho de brócolis, e fora muito aplaudido.

Adolfo teve conhecimento da Intervenção Militar no Rio de Janeiro. E indignou-se, vale dizer que ele não era homem de se indignar com qualquer coisinha como direitos humanos, uma atendente de telefonia celular, ou um escorpião numa lata de coca cola.

Na mesma hora que soube da notícia para surpresa geral Adolfinho proclamou que era contra a intervenção.

Oh, um ohhh prolongado oooooohhh ouviu-se por toda a nação. Logo ele era contra a intervenção militar já?

O motivo era lógico, o feito tirava dele o protagonismo de ser o herói que montado numa metralhadora, na passarela da Rocinha e aplaudido por um milhar de especuladores do dinheiro alheio iria disparar sobre os trezentos mil moradores pondo fim junto com eles à bandidagem. Sua fórmula era perfeita: panfletos dando um prazo e depois, a metralha.

E agora vinha este general atrapalhar seus planos, tirar dele a gloria de acabar com os bandidos pés de chinelo do Rio de Janeiro.

E isto logo naquele dia que Adolfo acordara de péssimo humor, o que aliás era comum no seu cotidiano depois que sua mãe fora atropelada e morta por um avião Constelation da Panair do Brasil ao atravessar a Rua Domingos Ferreira, no Leblon. O avião, descontrolado desde a falência da empresa ficava à espreita atrás de bancas de jornais e hidrantes, à espera de senhorinhas míopes e mancas. Agenitora de Adolfo possuía estas duas qualidades era míope e manca.

Preso em flagrante por um meganha que na hora de folga estava dirigindo um UBER o avião declarou no Tuiter – o depoimento foi dado no tuiter porque o governo não tinha verbas para papeis – o avião confessou que seu prazer era atropelar senhorinhas do Leblon numa vingança contra as novelas de Manoel Carlos que ele detestava desde que era criança, quando ainda era um DC3 da Real Aerovias. Ainda assim há controvérsias.

Mas o assunto é Adolfo, o Garnizé de Realengo, não confundir com o Galinho de Quintino. Irritado com a Intervenção que lhe tirava o brilho, sua raiva hedionda transformou-se em gula, uma gula ansiosa que o levou a comer 12 pratos de de ravióli frios no Sporreto. O ravióli era sua paixão. ele dizia que o ravióli do sporreto ficava melhor depois de frio. A massa pesou e ele foi fotografado dormindo de boca aberta no trabalho. Dormiu e sonhou, um sonho épico que virou pesadelo. No sonho ele era o Imperador da Uberlíndia. Coroa na cabeça, faixa ao peito, uniforme de Napoleão, Mas quando no sonho se preparava para apertar o gatilho da metralhadora os comunitários, de cima da criminosa colina jogavam merda fresca sobre ele. Quilos e quilos de merda, toneladas, enquanto gritavam: seu filho de uma mula manca.

Acordou com uma azia imensa, e cheio de gases, eram tantos gases que pensou em reinventar o zeppelin. Amaldiçoou a Intervenção, dizendo que era coisa de comunistas fabianos, e o que o irritou mais no sonho não foi a merda, ele já estava acostumado , era a sua essencia, mas chamarem sua pobre mãezinha, vítima de atropelo aéreo urbano, de mula manca foi o que mais o incomodou.

Foi pra casa mas não conseguia dormir só depois que pegou sua 45 desceu na portaria do prédio e disparou 6 tiros na cara do porteiro Waldir aos berros de : Morre nordestino filho da puta, todo nordestino vota em Lula. Morre comunista mossoroense. O rapaz nem era de Mossoró, era de Currais Novos, mas isso não vem ao caso, já que para ele todo nordestino era sempre culpado.

Ele passara a ter este conceito desde que quando ainda soldado, tirando serviço na madrugada em Curitiba,no meio da bruma excitante, viu-se atraído sexualmente por Rosenildo Araújo, também conhecido como Sariguê, o Gambá, do Sertão, nordestino de Sobral, eleitor de Ciro Gomes e gay assumido. Rosenildo, um metro e 62 , calvo, peito cabeludo, pernas arqueadas, com um leve odor de bode no cio, ocupou de imediato o lugar da sua paixão por raviolis frios. Paixão na hora. Mas Rosenildo Sariguê era volúvel e após o ato o abandonou trocando-o pelo pastor alemão Marco Feliniano.

O Dr. Luiz Effelberg Alfredo, psicanalista da linha Central- Santa Cruz explicou o sucedido: paixão recolhida que na andropausa transformou-se em homofobia, e o tornara também nordestefóbico com a paranoia focada na erva santa de Joazeiro. Quem sabe o Santo Daime... disse ainda o psicanalista antes de levar uma azeitona no meio da testa.

Mas nada adiantou para melhorar o dia de Adolfinho. Continuava de péssimo humor, resmungando nomes estranhos de mulheres à revelia: Jandira, Manuela, Gleisi, Olga Benario, foi quando numa esquina encontrou sua vizinha Maria Bispo do Rosário, aí ele aliviou sua raiva: Só não te estupro porque você é muito feia! E saiu correndo gargalhando histérico pelas ruas até o consultório do seu médico, o Dr. Calighari, que havia sido médico de Mussolini, Hitler, e do General Eisenhower, e agora responsável pelo desentupimento do pinto do Vampiro da Tuiuti. O Dr Calighari deu-lhe umas pílulas de vida do Dr Ross para acalmar seus nervos e seus intestinos que exalavam os resultados de 12 pratos de raviólis frios.

O Dr disse-lhe enquanto cortava diligente a unha do dedão do pé esquerdo:

- Já vi muitos exércitos, muitas manobras militares, não se aborreça com isso não, deixa isso pra lá. Isso é só uma gambiarra, vai dar em nada. Lembre-se dos Dardanellos.

Adolfo pensava que dardanellos era um tipo de chocolate recheado.

- Desiste desse negócio de ser Salvador da Pátria e parta em busca da sua felicidade , do seu eu interior.

Vale dizer que Calighari depois de tentar ser condutor do metrô de São Paulo tornara-se discípulo de Prem Baba.

- Alegria! Parta agora mesmo numa van da linha Moema Vale das Pedrinhas, diga ao condutor a senha: Miriam Makeba, se nõ colar tente a senha Jean Willys, e vá em busca de sua grande paixão: Rosenildo Araujo, o sariguê do sertão.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Aniversário de 11 Anos da Cia. De Teatro Atemporal


No último dia 5 de deste mês, nossa companhia completou 11 anos de existência. Uma caminhada de lutas, superação e vitórias. Temos admiradores aqui no Blog e nas Redes Sociais que nos acompanham há anos... alguns desde os tempos de quando a companhia foi fundada no colégio. Também temos novos admiradores que vem nos acompanhando e nos apoiando nesta caminhada.

Peças como "Encruzilhada: Quatro Caminhos, Uma Escolha" (2007), "Zona Oeste, Zona Sul" (2008) e "Atribulado" (2019) fazem parte da história da Cia. De Teatro Atemporal.

É isso que faz nossa companhia tão especial. Todo o sucesso que alcançamos é fruto de um trabalho árduo. Que DEUS continue nos sustentando e conduzindo durante muitos anos.

O mundo precisa de mais amor e mais projetos como este, que leve a verdadeira Arte do Teatro Atemporal para as pessoas.

Viva a Cia. De Teatro Atemporal!

Parabéns pelos 11 anos!


segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Glória Eterna da Lata de Lixo da História

Chiquinha Gonzaga, Heroína Nacional

O Rei, o mais medíocre que já tivemos desde 1927 rivalizava em brilho apenas com a Rodovia Washington Luiz e com Fulgêncio Batista.

O Soberano, outrora um jovem idealista que acreditou que se não seguisse a carreira de contador de coliformes fecais até que daria um bom advogado, trocou seu idealismo e seus sonhos de juventude por um doce bradando a célebre frase que o imortalizou às margens do Riacho da Mãe Joana: Viva o Sorvete Dagen Hausss!!!

O Rei havia mandado às favas os escrúpulos, a pátria, a constituição e até aquele menino, chato como todo filho de velho, e que cismava que tinha direito a um Ministério no reino da Uberlíndia.

Tudo ia bem para o rei até que nuvens sombrias se abateram sobre ele e seu poder: uma conspiração. Foi denunciado no WhatsApp, já que o WhatsApp era a Instância Máxima no Reino da Uberlíndia. Fora denunciado por receber propinas na construção de ancoradouros para caravelas e barcos voadores provenientes da Grande Nave Mãe ancorada ao lado do Reino da Uberlindia e comandada por um panaca de cabelos cor de cenoura cujo único mote na vida era:" - Vou bombardear a Coreia do Norte e vou invadir a Venezuela."
E o panaca enquanto dizia isto apalpava bundinhas no salão oval que tinha justamente este nome de oval porque era lá que ele contemplava seus ovos, ovinhos tão minúsculos, mais minúsculos que rabanetes orgânicos.

O Rei Eustáquio III, este era um de seus nomes, ele tinha vários nomes, um deles era Batman, ele ganhou este nome quando num jantar vegano ele irritou-se e saiu, transformou-se num morcego gigantesco e saiu batendo asas.

Mas como eu ia dizendo, o Rei não se importava muito com aquela denúncia pois afinal fora publicada no WhatsApp, e o WhatsApp que era a única instância de justiça do Reino é cheio de fake News e aquela poderia ser mais uma, sendo ao final esclarecido que o Rei era honesto, justo, maravilhoso, e que tudo não passou de um engano. E que ele foi, é e continua sendo a pessoa mais honesta jamais posta sobre a face da Terra, à exceção superado apenas pelo Marquês Adelmário de Barros, e pelo Duque Saulo Paluf, por coincidência ambos provenientes da mesma província do Reino: o Tucanistão.

-É tudo fake News! Tudo fake News! Bradava ele enquanto cortava a garganta de um bode preto durante uma missa satanista.

Mas eis que de repente, não mais que de repente, a las cinco en punto de la tarde, sem mais, sem quê nem para quê denunciaram o Delfin, logo o Delfin o primogênito, o herdeiro, o sucessor, o Delfin!

Estavam chegando muito perto de tudo. O Delfin, tão fofinho, que a gente não conseguia olhar para ele sem imaginar um saco de bacon.
O Rei grunhia desesperado:

- Em que tempos estamos?

E dizia isto enquanto lavava o rosto com óleo de peroba.

- Não há mais qualquer respeito a qualquer cidadão de bem. Cidadão de bem! Homens de Bem, como eu e Delfin, estamos à mercê de conspirações baratas. Sim! Porque isto contra mim e contra o Delfin não passa de uma conspiração barata para destruir a Família, a Pátria e a Propriedade Privada, sobretudo a minha propriedade privada.

Aí o o Rei mandou chamar imediatamente o seu Ministro da Educação que tinha cara de padeiro do interior e que por questões humanas tinha por pretensão ser o Inquisidor Mor da Avenida Boa Vista na bela recife. O Rei deu a ordem:

-Prenda todos os reitores do reino, Todos os reitores e professore, queime-os!

Essa ordem dada, vale dizer, não tinha nada a ver com a conspiração que envolvia ele e o Delfin, mas ele não se apercebia. Todos no reino sabiam que ele fumara estragado quando fora a um piquenique em Paquetá e tentou estuprar a Chiquinha Gonzaga que quando se viu assediada por um morcego deu-lhe uma guarda-chuvada na cabeça enquanto cantava: " _ ô Abre Alas que eu quero passar!"

A porrada na cabeça fora tão grande que ele nunca mais se recuperara passando então a ser denominado de Dona Maria II, a Louca, entrando assim, de vez, para a Glória Eterna da Lata de Lixo da História!

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

sábado, 13 de abril de 2019

Sessão Extra de "Atribulado" Encerra as Apresentações da Peça no LuAr - Lugar de Arte


Na última sexta-feira (12/04/19) ocorreu a Sessão Extra da peça "Atribulado" no LuAr - Lugar de Arte em Curicica, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ. A apresentação encerrou a temporada de apresentações da peça no espaço. 



O público presente ficou grato e satisfeito com a apresentação. Uma produção muito bem produzida, com um texto excelente e uma interpretação forte de Serginho Clemente, que é Clóvis, personagem central de "Atribulado".


O projeto é um marco histórico na trajetória da Cia. De Teatro Atemporal. "Atribulado" mostrou que a companhia está viva, aliás, sempre esteve, e se superou depois de todas adversidades que passou. Em primeiro lugar, agradecemos a DEUS por ter realizado esse projeto fantástico, a cada espectador que prestigiou "Atribulado" e a toda equipe do LuAr - Lugar de Arte que acreditaram no projeto e abriram as portas do espaço para nós, justo em Jacarepaguá, que é o berço e a casa da Cia. De Teatro Atemporal.

Serginho Clemente

Sabemos o quanto é duro e difícil trabalhar com teatro e ainda mais manter uma companhia de teatro por mais de 10 anos, mas pela misericórdia e para glória de DEUS vencemos e venceremos todas as lutas e adversidades que surgirem. Pois DEUS sempre esteve e sempre estará a frente da Cia. De Teatro Atemporal. 

Missão cumprida! 

"No mundo teatral, sou ATEMPORAL!"

domingo, 7 de abril de 2019

Sessão Extra de "Atribulado" Acontece na Próxima Sexta no LuAr com Ingresso a Preço Popular


Chance para você que não conferiu "Atribulado" conferir nossa peça que tem Sessão Extra na próxima sexta-feira (12/04/19) no LuAr Lugar de Arte.

SINOPSE

Vivendo uma situação caótica em sua vida financeira, Clóvis (Serginho Clemente) precisa quitar uma dívida com um temível agiota em menos de uma hora. Caso a dívida não for quitada, Clóvis será morto. Sem ter como conseguir o dinheiro, o rapaz decide fazer um pacto para que a toda a ­dívida seja quitada.

“Atribulado” é um monólogo simplesmente fantástico!
Que lhe mostrará a que ponto chega uma pessoa atribulada com suas dívidas.

FICHA TÉCNICA

Texto, Produção, Interpretação e Direção Geral: Serginho Clemente
Áudio e Luz: Carlos de Sousa
Trilha Sonora, Figurino e Cenário: Serginho Clemente

SERVIÇO

Espetáculo: Atribulado
Gênero: Realismo
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 30 minutos­
Data: 12/04/2019 às 20h
Local: LuAr Lugar de Arte
Endereço: Estr. dos Bandeirantes, 4926 / 204 - Curicica, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$ 8,00 (INTEIRA)

Reservas e Vendas na bilheteria do LuAr ou pelo WhatsApp: 021981000443


Peça "Atribulado" é Destaque no Último Fim de Semana no LuAr Lugar de Arte

A atriz Pricilla Aragão, nosso amigo Alexandro de Assis e sua esposa Monique prestigiando a peça "Atribulado" com Serginho Clemente e um dos professores do LuAr, Carlos de Sousa.

Em um momento histórico para Cia. De Teatro Atemporal, "Atribulado" marcou o retorno aos palcos da companhia no LuAr Lugar de Arte no último fim de semana.

Com um texto forte e uma interpretação marcante, o público presente ficou feliz com a apresentação e produção da peça.

Estamos felizes e gratos a DEUS pela volta por cima e superação de nossa companhia com "Atribulado". - Disse Serginho Clemente, ator que interpreta Clóvis em "Atribulado".

Nossos profundos e sinceros agradecimentos para com todos presentes. 

Serginho Clemente (direita) e o Professor do LuAr Carlos de Sousa, que arrasou no áudio e na iluminação de "Atribulado".

Nossa gratidão ao LuAr Lugar de Arte e toda sua família, que abriram as portas do espaço para apresentação de nosso projeto em Jacarepaguá, que é o berço da Cia. De Teatro Atemporal.

Carlos de Sousa, Renata Leite e Jack Santtoro, diretores e professores do LuAr, nossos sinceros agradecimentos.

E para você que perdeu,

Teremos uma SESSÃO EXTRA de "Atribulado" nessa sexta-feira dia 12 às 20h no LuAr, Estrada dos Bandeirantes, 4926 / 204 - Curicica, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ.

Ingressos: R$ 8,00 (Inteira) 

Vendas e Reservas pelo WhatsApp: (21) 98100 0443

terça-feira, 2 de abril de 2019

É Neste Final de Semana! Garanta já seu Ingresso para "Atribulado"


Semana histórica para nossa companhia. Como temos divulgado aqui no Blog e em nossas Redes Sociais, a peça "Atribulado" marcará nosso retorno aos palcos após um longo período de lutas e dificuldades. 

As portas do LuAr Lugar de Arte foram escancaradas para esse retorno histórico. E "Atribulado' garante sacudir o teatro carioca em 2019. 

Uma peça incrível que mostrará de fato a que ponto uma pessoa chega ao ficar atribulada com suas dívidas. Posteriormente a peça mostrará um verdadeiro armagedom entre a LUZ e as trevas na mente de um homem. A peça é um monólogo eletrizante estrelado por Serginho Clemente.


Com áudio e iluminação de Carlos de Sousa, texto, trilha, produção e direção de Serginho Clemente, as apresentações acontecem nesta sexta-feira (05/04/19) às 20h e no sábado (06/04/19) às 19h30min.

Ingressos: R$ 8,00 (Inteira até quinta-feira) e R$ 10,00 (Inteira no dia).

LuAr Lugar de Arte
Estrada dos Bandeirantes, 4926 / Sala 204
Curicica, Jacarepaguá
Rio de Janeiro/RJ

Você pode adquirir seu ingresso na bilheteria do LuAr ou pelo WhatsApp (21) 98100 0443 

Contamos com sua presença! 

sábado, 2 de março de 2019

Produção das Apresentações de "Atribulado" Estão a Todo Vapor


Nos dias 5 e 6 de abril de 2019 a Cia. De Teatro Atemporal retorna aos palcos com a peça "Atribulado". A produção das apresentações que acontecem no LuAr Lugar de Arte estão a todo o vapor. 

- Estamos tratando este projeto com muito carinho e cuidado. Pois essas apresentações serão um verdadeiro deleite e uma vitória de superação da nossa companhia - Disse Serginho Clemente, produtor, protagonista e diretor da peça.  

As apresentações que contém um número limitadíssimo de ingressos prometem surpreender cada espectador com seu texto forte e uma produção bem desenvolvida.

"Atribulado" conta a história de Clóvis (Serginho Clemente) um rapaz que fica perturbado entre a LUZ e as trevas contando que sua dívida seja quitada de alguma forma, caso contrário será morto por um agiota.

Serginho Clemente (foto acima) é Clóvis em "Atribulado"

Se você estará no Rio de Janeiro/RJ em abril de 2019, não deixe de prestigiar nossa companhia em uma das apresentações! 

Caso não for estar, compartilhe e recomende para seus amigos no Rio de Janeiro.

OS INGRESSOS JÁ ESTÃO A VENDA NA BILHETERIA DO LUAR OU PELO WHATSAPP (21) 98100.0443

INDICAÇÕES

Espetáculo: Atribulado
Gênero: Realismo
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 45 minutos
Datas: 05/04/2019 às 20h (Estreia) e 06/04/2019 às 19h30min
Local: LuAr Lugar de Arte
Endereço: Estrada dos Bandeirantes 4926 / 204 - Curicica, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ
Ingressos Antecipados: R$ 8,00
Ingressos no Dia: 10,00

FICHA TÉCNICA

Texto, Produção, Interpretação e Direção Geral: Serginho Clemente
Áudio & Luz: Renata Leite e Jack Santtoro 
Trilha Sonora, Figurino e Cenário: Serginho Clemente

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pré-Venda de "Atribulado" Garanta já seu Ingresso


Ingressos limitados! Você pode garantir o seu pelo aplicativo WhatsApp:

(21) 98100-0443 ou (21) 98354-2169

TEMPORADA - 05/04/19 às 20h e 06/04/19 às 19:30h

Ingressos Antecipados POR APENAS R$ 8,00 (Inteira)

LuAr Lugar de Arte
Estr. dos Bandeirantes, 4926 / 204
Curicica, Jacarepaguá
Rio de Janeiro/RJ

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Peça "Atribulado" tem Apresentações Confirmadas para Abril em Jacarepaguá


"Atribulado", próxima peça da Cia. De Teatro Atemporal, tem temporada confirmada para o primeiro final de semana de abril em Jacarepaguá. As apresentações acontecerão no Espaço LuAr de Curicica.

Logo estaremos trazendo todos os detalhes das apresentações e disponibilizando a VENDA DOS INGRESSOS por valores muito especiais.


A peça é estrelada pelo ator Serginho Clemente (foto acima) e promete ser um grande marco no teatro carioca em 2019.

Nossa companhia conta com seu apoio.