segunda-feira, 9 de julho de 2018

Quando Acreditei Que Podia Voar


Faria Lemos é esta pequena cidade que vocês veem na foto acima. Fica na Zona da Mata de Minas Gerais. Quando nasci, em 1947, era distrito de Carangola. Hoje é município emancipado.

Nasci em Carangola porque sequer havia hospital em Faria Lemos. Minha cidade natal mesmo seria Faria lemos. Fariofá como a chamam os mineiros. Meus pais, cariocas, tinham ido para lá envolvidos em fabricação de queijos.

Meu pai era queijeiro, maçom, e uma liderança local: vereador em Carangola pelo PSD da época.

Com este perfil promoviam bailes de carnaval no clube de Faria Lemos. Vem daí minha atração e gosto pelos festejos carnavalescos. O clube ficava no segundo andar de uma construção. Uma escada nos levava até o salão.

Foi num destes anos que minha mãe resolveu me fantasiar de Super Homem e o babaquinha aqui, então com 4 anos, achou que com aquela capa podia voar.

A certo instante do baile projetei-me escada abaixo certo que poderia planar.

A Divina Providência providenciou para que não me ferisse seriamente ao me esborrachar lá embaixo depois de ter rolado muito bem por uns trinta degraus.

Aquilo talvez tenha sido minha primeira quebra de fantasia, das muitas outras que viria a quebrar durante a vida.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

Um comentário:

  1. Nossa Benvindo tua narração nos prende do inicio ao fim, adorei. Sabe você teve sorte quando eu tinha meus quinze anos um menino pequeno talvez uns seis anos também achou que podia voar e se atirou da sacada de sua casa, infelizmente não teve a mesma sorte que você. Foi terrível, estava passando o filme do Super Homem no cinema e a mãe o tinha levado assistir e depois para fazê-lo feliz lhe deu a capa. Bem gostei muito de tua forma de escrever vou lá em teu blog, abraços Luconi

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