segunda-feira, 28 de maio de 2018

"O Que É Um Nome?"



Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Casal Gay Com Filhos, É uma Família?


Fico matutando e chego a achar engraçada a camisa de onze varas onde estão metidos os deputados no Congresso eu estão discutindo o que é uma Família.

Família mesmo, e não “Família” no sentido mafioso, já que esta última a julgar pelos atos dos deputandos já o sabem de sobra.

A maior dificuldade é o que fazer com a turma LGBT. Porque se aprovarem que dois cidadãos, homens, casados, com um filho adotado, ou de barriga de aluguel, é uma Família implicará que eles terão direito por exemplo a participar e serem honrados nos cultos para a família nas igrejas cristãs, bem como em todos os “cursinhos” para pais e mães que a Igreja Católica promove.Inclusive com todos os direitos e respeitos que merece uma família na sociedade. E vai por aí.

E vai complicando no mundo atual. Pois além dos gays: uma mãe solteira, com seu filho de “produção independente”. É uma família? Um filho gerado in vitro por inseminação com sêmen ou óvulo, de outra pessoa é a Família? Pra ser família tem que ter pai e mãe? Vivos? Juntos? Separados? E quando se dá o fato de viverem três (ou mais) pessoas: dois pais e uma mãe sob o mesmo teto com os filhos de uns e outros. É uma Família, ou duas? Ou três?

Ou nenhuma?

Kiakiakiá!

Realmente eu não gostaria de estar na pele dos que se propõem a definir o que é uma Família.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Do Terror de Ser Gay


Um grande amigo passou boa parte da sua adolescência apavorado, dividido entre ser ou não ser. Ele mesmo se perguntava: - Será que eu sou gay? E se for? O que fazer?

Um pânico que durou anos, afinal ele não era desta nova geração, a Geração Cristal que mal sai às ruas e já sabe tudo sobre a diversidade sexual.

Hoje é tudo bem mais fácil. Um filho de uma grande amiga, aos 15 anos disse a ela: - Mãe, quero ser bissexual.

Dois anos mais tarde disse: - Decidi, quero ser homossexual.

Assim. Simples, sem escândalos, sem culpas, sem terror.

Ao contrário de outro grande amigo da minha geração, hoje Doutor formado, internacionalmente renomado, que prometia ao Santo que iria de joelhos da Cidade Alta até a Igreja do Bonfim, em Salvador, se ficasse "curado" do desejo que possuía pelos homens. Acho que o santo fez ouvidos moucos, e hoje o culposo de antanho é um assumido e sério senhor gay... e ateu.

Mas se você, jovem ainda tem alguma dúvida sobre a sexualidade e fica em dúvida se é gay ou não, aprenda o que eu ouvi de um desses ninfetos da Geração Cristal:

- Se você achar um desperdício um homem bonito com uma mulher feia...não há cura nem salvação, aproveite, é só alegria: você é gayzão mesmo!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br
Foto: Cena da Peça 'Slipping.’ (Captura via YouTube)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Generosidade dos Atores

O ator Mário Lago, exemplo de generosidade

Outro dia pensei sobre a generosidade, e continuei então a meditar sobre o assunto. Daí, hoje a reflexão sobre a generosidade repousou o olhar sobre nós, os atores. N verdade, não só os atores, mas todos os ambientes de trabalho.

A profissão de ator é generosa por essência. Os atores são generosos pela natureza do nosso próprio trabalho: consolamos por alguns momentos os espectadores quer levando-os a refletir e identificarem-se com as histórias que representamos, quer divertindo-as e fazendo-as esquecer por um tempo as dores do Mundo.

A profissão é generosa, e se a maioria dos colegas escolhe esta profissão o faz porque neles já está intrínseca a generosidade. Mas, como em qualquer trabalho, alguns colegas nem sempre são generosos. Creio que sem generosidade ninguém, em qualquer profissão, e na vida, chega a lugar algum. Pode até por um tempo deter o Poder, mas um simples soprar do vento o esfumaça.

Há várias formas do colega ser egoísta e pouco generoso em cena. Uma delas é representando cada vez mais ao fundo do palco, o que obriga o seu interlocutor a virar-se de costas para o público para dialogar com ele. É um truque velho, de vedetes antigas, mas que usam até hoje. Outros dão o tom errado – mais baixo, mais alto... - nas falas em resposta, o que obriga o outro a malabarismos de harmonia para acertar a melodia e o andamento do texto. Há ainda aqueles que sequer olham em teus olhos quando dialogam contigo, justo quando sabem que a arte de representar é um jogo de olho no olho do colega. Há sim, os que fazem isso, e muito mais. Usam de mil artimanhas, incapazes de doar ao colega o apoio tão necessário em cena. São poucos, mas os há. Creio que como em todas as profissões.

Mas são perdedores, porque afundam-se na solidão do seu ego e da sua mesquinhez, desconhecem o prazer do amor que a generosidade traz consigo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br