segunda-feira, 30 de abril de 2018

Experimente Ficar Calado alguns Minutos por Dia

O ator Mel Gibson em silêncio numa das cenas do filme "Hamlet"

Ontem à tarde teve lugar uma festa no play do prédio ao lado. Moro no 12º andar, pois as pessoas da festa falavam tão alto e todos ao mesmo tempo, que a balbúrdia que começou às 17h seguiu por horas até 23h. Não sei como elas se escutavam, nem sequer se estavam interessadas em se escutarem, ou apenas interessadas em gritar e esgotar suas energias e hormônios nos berros. Crei que depois seguem todas para suas casas, canadas, exuastas, mas felizes por terem gritado tanto. (Risos).

Foi aí que lembrei-me de Shakespeare:

“O resto é silêncio”. Estas são as últimas palavras de Hamlet ao morrer na tragédia.

Use estas palavras não para morrer, mas para começar uma nova vida. Aprenda com o "resto" deixado por Hamlet: o Silêncio. Este "resto" é tudo.

Há dentro de cada um de nós uma voz que nos fala. A voz do nosso Eu interior. A chamada voz da consciência. Eu até me arriscaria a chama-la de voz da inconsciência. Porque a da consciência sempre se expressa por palavras. Não fica em silêncio.

Experimente ficar calado, em profundo silêncio ao menos alguns minutos por dia. Você verá como isso lhe trará pacificação. No Silêncio podemos sentir a pulsação da vida. A gente sente isto ainda mais claramente sentados em silêncio sob uma árvore, num lugar como um parque, um horto, um jardim.

Para o seu próprio conhecimento, curta o silêncio.

Muitas vezes falamos tanto que não só não ouvimos as pessoas próximas: não ouvimos a nós mesmos.

Relembro o dito popular: "Falar é prata, calar é ouro."

Mas não pratique isto em festas de fim de semana em playgrounds. Você será a pessoa mais antisocial do convescote. (risos)

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Insegurança e Preconceito

Ah, Cidade da Bahia, do alto do Elevador Lacerda o preconceito te contempla

Minha mulher estava em Salvador, entrou numa lanchonete com nossos dois netos. Em seguida entraram dois jovens adolescentes e sentaram-se em outra mesa. Vale dizer que eram negros.

Imediatamente, o segurança, também negro, veio retirar os dois jovens da lanchonete.

Eles não haviam sequer feito um pedido.

Minha mulher questionou o segurança:

- Porque o senhor está fazendo isso? Porque está tirando eles daqui?

- Porque eles entram aqui e podem roubar as pessoas.

- Mas eles não roubaram ninguém, não fizeram nada, apenas sentaram...eles têm direito de entrar aqui, o senhor não pode fazer isso. Como o senhor pode dizer que são criminosos?

- Eles são todos iguais. Disse o segurança.

Um dos jovens, constrangido, abriu sua mochila e mostrava ao segurança:

- Olha aqui moço, não tem nada roubado aqui. É tudo meu, coisas da escola, coisas pessoais..

Não adiantou. As pessoas nas outras mesas faziam de conta que os dois jovens eram invisíveis e que aquela cena não estava ocorrendo.

A violência do silêncio e da omissão delas é tão forte, ou mais até, que um furto de um pivete de rua.

Minha mulher rendeu-se àquela cena de violência para evitar que ela própria entrasse em conflito de violência maior com o segurança da lanchonete.

Os jovens foram retirados da lanchonete. Não sabemos até hoje se eles queriam apenas tomar um sorvete, ou descansar um pouco sentados ali.

Não roubaram ninguém, não agrediram, não foram violentos. Ao contrário: sofreram a violência diária destinada aos que “são todos iguais”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quarta-feira, 18 de abril de 2018

"Vozes Suspeitas" Novo Curta-Metragem com Ator da Cia. De Teatro Atemporal

Serginho Clemente (Ator de Cia. De Teatro Atemporal) com a Atriz Jaqueline Menezes e parte da equipe de produção na pausa de uma das cenas do curta-metragem "Vozes Suspeitas".

Em breve será lançado mais um obra cinematográfica que conta no elenco com o ator da Cia. De Teatro Atemporal, Serginho Clemente.

"Vozes Suspeitas" um curta-metragem policial repleto de muito mistério, tensão e suspense.

As filmagens terminaram no último domingo (15/04/18) e seu lançamento será lançado ainda este ano. Serginho Clemente interpreta o investigador Régis. O ator conta que foi um papel muito forte, pois Régis é um homem que passa por problemas, dentre eles ser um pai ausente de uma filha autista, ter tido um relacionamentos conturbados e para pegar o assassino do caso que é responsável terá que lidar com a principal testemunha que sofre com esquizofrenia.

Uma história cheia de reviravoltas com um desfecho espetacular.

Sinopse: Victor é testemunha de um crime. Régis é o investigador do caso e interroga Victor, que, por ter esquizofrenia, desconfia se o que viu realmente aconteceu ou foi uma de suas alucinações.

Em breve traremos mais novidades!


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Há Multas Que Nunca Vimos Ser Aplicadas


O DETRAN do Rio de Janeiro informou que só este na (seis meses) aplicou 848 multas por fechamento de cruzamento. É muito pouco para uma cidade como o Rio de Janeiro com milhões de veículos e onde, sobretudo, os ônibus da poderosa FETRANSPOR fazem o que bem querem, fechando cruzamentos ou trafegando em qualquer faixa. Eu canso de ter minha passagem fechada por veículos que fecham o cruzamento e jamais vi nenhum guarda multando este tipo de infração.

Da mesma forma jamais vi nenhum guarda no Rio de Janeiro multando carros que param sobre a faixa de pedestres.

Pra mim estas multas somam-se à tal brincadeira que pergunta se você alguma vez já viu cabeça de bacalhau. Pois é, nem eu.

Mas qual não foi minha surpresa, semana esta, quando no Largo da Carioca presenciei um Guarda Municipal acompanhado de um fiscal da COMLURB multando três rapazes por jogar lixo em via pública.

Jurei que não estava no Rio de Janeiro.

Confesso que fiquei feliz, por um momento vivenciei o sentimento de cidadania.

No mais, o caos segue nesta cidade, onde a regra é a exceção. Isto, no Rio, onde moro. E na sua cidade?

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Tire Um Tempo Para Meditar. Se Conseguir.


Um turbilhão de pensamentos na mente. Não há sossego. Sento-me solitário para meditar sobre um assunto sobre o qual preciso de uma resposta, preciso me aprofundar. Penso e medito sobre o assunto. Mas qual, logo nos primeiros segundos pensamentos os mais diversos do assunto invadem minha mente. Observo que nós não temos a capacidade de pensar vários assuntos ao mesmo tempo. Mas assim que conseguimos anular um desses pensamentos, outro toma seu lugar. Uma luta dificílima para atingir a concentração necessária, anular os pensamentos inúteis para aquela tarefa e atingir o processo de concentração meditativa a que nos propusemos.

Mesmo praticada por diversas religiões e filosofias: budismo, hinduísmo, cristianismo, muçulmanos, judaísmo, é também usada nos das de hoje até mesmo por executivos ateus. Ainda assim é um exercício difícil de ser alcançado., quando ficamos em silencio tentando meditar é que percebo como nossa mente pensou sem parar durante todo o dia, porque naquele momento vem à tona todos os pensamentos que tivemos e sequer percebemos na jornada diária.

Leva tempo, mas vale a pena, a meditação é muito importante ar o encontro com seu eu superior, com sua alma. Com sua essência.

Tente um tempo e verá que sempre é bom.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dê Um Tempo Ao Seu Tempo


Percebi uma coisa curiosa a meu respeito e talvez a respeito de muitos de nós.

A incapacidade de curtirmos o ócio. O “far niente” como dizem os italianos. De “bundear” como diz a garotada. Há uma ansiedade que nos leva a ter sempre que estar compromissados com algo; sempre cumprindo uma agenda de obrigações e serviços, até mesmo num dia de folga como hoje. Até o lazer passa a ser agendado, do salão de cabeleireiro ao andar de bicicleta das tantas ‘as tantas horas. Preenchemos até mesmo nossas horas de folga com lazeres agendados e que devem ser cumpridos com a mesma rigidez com que cumprimos as agendas de trabalho durante a semana.

Há uma incapacidade nossa de não fazer nada. De ficar em quietude. A modernidade e seus apelos cibernéticos encurtou distancias e tempo, e assim tornamo-nos escravos da possibilidade de sermos onipotentes e oniscientes e onipresentes, sem sermos deuses, apenas humanos, e a tendência assim é a pilha acabar antes do tempo.

Tenho procurado exercícios de quietude e calma, fugindo de querer resolver por antecipação todos os fatos que anda estão começando a se apresentar no dia a dia. Não é fácil.

Comece você também a praticar isso, vai descobrir que há uma parte sua que deseja muito descansar em silêncio e quietude, em paz e harmonia com o Todo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com