segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O Ódio Nosso de Cada Dia


Em essência não há maldade. Há selvageria. Maldade já é cultura. Moralidade. Construção mental e racional. O que há é um selvagem em cada um de nós que precisa ser domesticado, domado, reprimido para que possamos ser dignos do nome Homo Sapiens.

Digo tudo isso em função de observar a violência vulgar dos nossos dias. As agressões que viram hábito diuturno em todos os setores.

Que cada um tenha sua religião, ou nenhuma religião...que cada um tenha seu partido político, ou nenhum...que cada um tenha seu time de futebol, ou nenhum...que cada um tenha sua individualidade e seus gostos...que cada um tenha a sua sexualidade, ou nenhuma...permitir que seja assim, isso é estar no Mundo, ser do Mundo Civilizado e conviver com o outro.

Mas o nível de agressividade que percebemos hoje quer no campo religioso, ou político, quer no campo dos afetos ou dos esportes eu nunca vi antes. Só tenho notícias disto em tribos ou grupos pré-civilizatórios.

É muito além da maldade, é o primata selvagem manifestando-se em cada esquina, restaurante e estádio, rede social, trânsito, ruas e avenidas...

Este ódio que explode a cada momento em nossa sociedade, quer de forma individual, quer de forma coletiva me assusta e muito. Vai além da intolerância. Vai ao irracional, ultrapassa o mundo animal, já que os animais são violentos por apenas por defesa ou caça.

Este ódio diário, do Estado islâmico aos taxistas de SP agredindo os motoristas do UBER; dos black blocs aos atentados em Paris; da banalidade dos homicídios no trânsito às guerras étnicas na África...todo esse ódio gera, com certeza, uma energia, uma aura impura, um dínamo demoníaco que nos leva mais e mais ao retorno do selvagem pré-civilizatório.

Todos, em todos os lugares estão muito agressivos. Tenho medo. Nem é do outro, mas do meu próximo: o selvagem que também habita em mim.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dicas de Livros


Desde criança desenvolvi o hábito da leitura. Leitura é hábito, é processo cultural. Comecei assim que aprendi a ler, lendo livrinhos de histórias infantis. E nunca mais deixei de ler. Espero que vocês, leitores, também tenham este hábito e por isso tomei a liberdade - retomando minhas postagens após os feriados carnavalescos - de lhes indicar o os últimos livros que li e amei ler.

Até os que não tem o hábito da leitura podem saborear a obra de Thales Guaracy sobre a História do Brasil entre 1500 e 1600. Um livro que não é maçante, ao contrário, Guaracy defende a tese de que o Brasil não foi descoberto e sim conquistado pelos portugueses. O título certo é “A Conquista do Brasil – de 1500 a 1600" (Foto Acima). Em pouco mais de uma centena de páginas ele vai narrando a vida selvagem encontrada pelos primeiros conquistadores na costa brasileira, sobretudo na Baía da Guanabara. As lutas travadas e as alianças entre nações europeias e nações indígenas pela manutenção das terras conquistadas.

Terminada a leitura da obra de Guaracy estou deliciando-me com o cubano Leonardo Padura e seu mais recente lançamento no Brasil: “Hereges” (Foto Abaixo).


Padura pra quem não recorda é também o autor de “O Homem que Amava Os Cachorros”, um romance sobre o assassinato de Trotsky no México.

Desta vez Padura dá mais um banho de literatura levando-nos pelo mundo hebraico da velha Cuba, pelo enigma de um pintor do século XVII, e pela paixão de uma jovem cubana, num livro de 500 páginas de saborosa leitura.

Duas leituras de estilos variados, Guaracy e Padura, e que recomendo.

Em tempo: neste momento estou lendo "Arroz de Palma" do carioca Francisco Azevedo , quando acabar de ler eu conto pra vocês se valeu a pena.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

“Luz, Mais Luz!!”


O título deste post foram as últimas palavras pronunciadas por Goethe no seu leito de morte.

Sentado na varanda de minha casa observava a luminosidade da tarde carioca. O Sol derramava sua luz, soberano, por sobre todas as coisas. Muita luz. Um maravilhoso espetáculo sob um radiante céu azul.

Fiquei pensando como nós, seres humanos buscamos a luz. Fomos feitos para ansiarmos pela luz. Mesmo à noite amamos e buscamos a luz. As mais belas noites, para nós, não são as noites escuras sem luar, tenebrosas. São as estelares, com o firmamento iluminado pela luz das estrelas, e coma Lua em todo o seu esplendor. Nestas horas, os ricos de espírito cantam felizes a melodia que Catulo imortalizou: “Luar do Sertão”.

Uma incessante busca pela luz. Podemos não ser seres de luz, como os personagens alienígenas do filme “Cocoon”, mas com certeza estamos sempre em busca de nos tornarmos luminosos também.

Continuemos buscando, luz, mais luz!!!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

As Lutas Libertárias Nos Dão a Razão de Ser

Quixotescos? Sim! Mas sempre vivos!No final a gente vence!

Quando eu falo de lutas libertárias falo de todos os tipos de lutas que tem por objetivo a libertação do homem, quer dos opressores e exploradores de seu país até a libertação dos grilhões das drogas. Quer da luta de uma mãe pela instrução e cuidados com seu filho para que seja um homem livre e independente, quanto das lutas libertárias dos que buscam a salvação da sua alma.

Da política a religião; da família aos vícios, todos os que lutaram por sua libertação e pela libertação de seu próximo sabem o gosto bom de ter vivido uma vida profícua. Uma vida com histórias para se contar e para se orgulhar.

Ai dos covardes! Ai dos omissos! Ai dos submissos às prisões da alma e da existência. O que terão para dizer sobre suas vidas? Que lutas travaram, para poder festeja-las depois? Que vitórias terão para se orgulhar? Que medalhas trarão no peito da existência para que possam ser felizes por terem vivido uma vida libertária?

A História do Homem é a História da luta pela sua libertação: política, social, cultural, espiritual...qualquer que seja. Mas que haja luta, só assim nos sentimos vivos e ao final podemos dizer a que a vida teve razão de ser.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com