segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Quando Os Artistas Pagam Mico


Todo mundo paga mico. Sejam artistas ou não. Situação chata, constrangedora, que deixa a gente de saia justa, por assim dizer.

Hoje eu me lembrei de dois micos que passei com colegas de profissão.

Assistindo ao sucesso de Os Dez Mandamentos, e vendo o desempenho brilhante dos colegas, e também do nosso Ramsés Sérgio Marone, revivi na memória o mico que paguei com ele há alguns anos atrás.

Confesso a vocês que chega uma idade que são tantos nomes, e tantas novas celebridades, subcelebridades, e colegas de profissão que vão surgindo que não se consegue guardar ou entender todos eles. Pois foi assim entre eu e o Sérgio. Vendo-o numa mesa do restaurante, aproximei-me cumprimentei-o trocamos algumas palavras amistosas, disse-lhe que estava feliz por conhece-lo e me despedi dele dizendo:

- Foi um prazer estar contigo Bruno Marrone.

Isto já vão anos, e até hoje sinto vergonha pelo mico.

Mas parece que a questão de não conseguir saber, saber todos os nomes de colegas não é privilégio de maduros. Tirei esta dúvida com o mico pago pelo então iniciante Daniel Del Sarto.

Naquele tempo eu ainda estava na Globo e fui gravar com ele. Encontrei com ele no camarim e me apresentei:

-Muito prazer, Bemvindo.

E ele

- Obrigado!

- Não, cara, Bemvindo é meu nome!

Tenho a certeza de que o mico dele guinchou mais que o meu com o Marone. (Risos)

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Vamos Parar Com Essa Coisa de Fobia Pra Tudo

É gorda e pronto. Só isso. Tem quem goste, tem quem não goste. Simples.

O tal do “politicamente correto” já de há muito encheu o saco. Agora a moda são as "fobias". Se você não come hambúrgueres pode ser acusado de "hamburguerfobia". Uma bobajada só. Fobia é coisa muito além da distinção que fazemos das coisas e pessoas. Fobia é coisa séria, profunda, que exige tratamento e acompanhamento psicanalítico ou psiquiátrico.

Usando o Hoauiss, fobia é “medo exagerado” ou ainda “estado de angústia, impossível de ser dominado, que se traduz por violenta reação de evitamento e que sobrevém de modo relativamente persistente, quando certos objetos, tipos de objeto ou situações se fazem presentes, imaginados ou mencionados ".

Que gordofobia nada. Ela é gorda e pronto. E quem a vê sabe e diz que ela é gorda. Gordofobia nem existe catalogada entre as doenças. Mas - como eu disse, - a moda agora é taxar qualquer distinção como fobia.

Nascemos com o dom de distinguir. Separar as coisas: isto é vermelho, isto é verde. Isto é molhado, isto é seco. Isto é jiló, isto é, maxixe. E com isso decidimos do que gostamos ou não. Um amigo meu recusou uma relação com um homossexual. Foi taxado de homofóbico. Ah, qual é? Vamos respeitar. Ele não gosta de relações homossexuais, ou talvez, para maior ironia, não gostou DAQUELE homossexual. Talvez um outro... (risos)

Vamos com calma, distinguir, nomear, reconhecer coisas e pessoas não denota aversão ou fobia. Denota escolha.

Nem fobia, nem discriminação persecutória. Fobia é incontrolável, pertence ao terreno do inconsciente, deve ser tratada. Discriminação persecutória como o racismo ou crimes de gêneros é caso de polícia e Justiça.

O resto é a boca do povo usando o termo “fobia” pra tudo, como no tempo em que para qualquer comportamento se dizia brincando “Freud explica”, e sabíamos Freud não tinha nada a ver com o fato.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Que Tal Iluminar Nossos Cantos Escuros?


Todos temos nossos pontos trevosos. Cantoss escuros em nós mesmos, na nossa vivência e no nosso existir, que recusamos a ver, sendo portanto na maioria das vezes melhor deixá-los nas trevas para que não tenhamos que tratar deles.

Vejam bem o termo que usei, até sem querer: “tratar deles”. Isso quer dizer enfim: curá-los.

Em nossas trevas vivem vermes, fantasmas, miasmas, fungos e monstros. Todos nossos. A escuridão os alimenta.

Quando a gente tem uma ferida ela precisa de duas coisas além dos medicamentos usuais: oxigênio e luz. Pois a permanência na escuridão, sem ar e sem luz, fará proliferar as bactérias e a infecção.

Assim é com a nossa vida. Quando nos atrevemos a iluminar estes cantos escuros não tenhamos medo, estamos trabalhando para a cura das “ purulentas infecções” com as quais, sem o querer, compartilhamos o que deveria ser vida limpa e saudável.

Comece hoje mesmo. Pare um pouco e olhe para dentro de si mesmo. Jogue luz sobre seus medos, seus terrores...como diz a letra de Caetano : "Nada é pior do que tudo que você já tem dentro do teu coração mudo".

Você é dual como o Universo: carrega com você a luz e as trevas. Use sua luz. Ilumine a sua escuridão.

Por Bemvindo Sequeira

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Foto: Josth Groban and Denée Benton. Photo by Chad Batka

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O Preconceito Com o Vestir

Supla surpreende usando a última moda de ternos para homens

Abro o jornal e vejo um promoter, carnavalesco, trajando um terno cenoura e com os cabelos pintados da mesma cor. Diz ele que trouxe inúmeros destes ternos coloridos diretamente de Nova Iorque para usar neste verão carioca.

A imagem, de primeira vista chocou-me. Depois lembrei-me de como somos preconceituosos com o modo de vestir. Com os costumes da moda. Lembrei-me de vários momentos de mudanças de estilo que eu mesmo passei, e sofri para vencer o preconceito.

1 – Tinha 11 anos quando foram lançadas a sandália de dedo (as chamadas havaianas). Alguns amiguinhos já usavam. Foi um problemão lá em casa para eu conseguir ter uma. “Coisa de mariquinhas” dizia meu pai. Mal informado que nordestinos e orientais já usavam estes modelos há séculos. Afinal, com a concessão de que a tira tivesse uma cor neutra (masculina) consegui a minha tão sonhada sandália de dedo. Por esta época surge para nós o bambolê, e até o seu uso por meninos era motivo de bullying.

2 – O tal do ban-lon. Uma fibra sintética que tornava os abrigos muito maleáveis e sedosos, bonitos mesmo. Havia-os nas cores as mais variadas. As mulheres foram as primeiras a usa-los. Era eu já adolescente e foi mais uma batalha a ser vencida em família para conseguir ter meu casaco de ban-lon quando já era uma moda aceita por ambos os sexos;

3 – As chamadas camisas “goleiro”. Até a chegada delas os homens usavam camisas de cores neutras e pasteis: azul claro, brancas, brancas com listinhas azuis, cinzas, marrons, castanhas... e de repente as vitrines ficaram cheias de belas camisas amarelo ovo, vermelho-sangue, azul rei, verde-alface, laranja, e por aí à fora. Aí eu á estava com mais de vinte anos, adulto e o universo patriarcal e machista olhava com profunda desconfiança e preconceito o uso desta vestimenta.

4 – Vieram as calças saint-tropez (de cintura baixíssima deixando o “cofrinho” à mostra) e as calças boca-de-sino. Estávamos na Ditadura, e para cúmulo da babaquice a polícia reprimia este uso, estigmatizando com detenções por motivos aleatórios quem os usava.

4 – E por último o direito de usar o cabelo no tamanho que desejasse. Aí foi um Deus nos acuda! Houve até uma marchinha de carnaval famosa que dizia “Olha a Cabeleira do Zezé, será que ele é? ”

Depois veio a onda hippie, as cores, as saias, as lantejoulas, os cabelos grandes, os colares, o amor livre...e a sociedade de consumo a pouco e pouco apropriou-se destes valores rebeldes e hoje o direito ao trajar-se flui melhor, embora ainda com preconceitos.

Mas a garotada de hoje - como nós os de ontem - saberá limpar os esqueletos nos armários. Afinal, esta é a autodenominada Geração Cristal.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Tente Escutar Quando os Bons Ventos Soprarem


“ -Entra menino, sai da rua que esse é o vento ruim! ”

Era assim que minha mãe interpretava aquele vento que sopra à tarde, de repente, aquele vento quente, forte que vem trazendo muita poeira, folhas secas, lixo...ela dizia que era malfazejo.

A brisa matinal era o que ela considerava o melhor vento. Ela dizia que os anjos vinham com esse vento trazer boas novas para nós.

Minha mãe, na sua simplicidade, por alguma razão nomeava os ventos à sua maneira e filosofia.

Na minha vida talvez eu não tenha encontrado melhores ventos que a brisa marinha de Salvador ao anoitecer. Era como se os ventos do entardecer viessem limpar as coisas ruins do dia, preparando-nos uma noite tranquila.

Cientificamente os ventos são divididos em vários tipos: Os ventos constantes são divididos em ventos alísios e contra-alísios.

Os ventos periódicos são aqueles que ocorrem de forma repetitiva ou durante uma estação do ano. Existem dois principais tipos: as monções e as brisas.

Ainda temos o Nordeste, o Noroeste, o Norte, O Sudeste...cada um deles dando um rumo à navegação, aos pescadores, à vida. Cada um deles como se nos contassem por onde andaram e o que viram deste mundo.

Por isso, amigos, quando os bons ventos soprarem tentem escutar o que eles lhes dizem. Eles não só contam histórias, também apontam direções e corrigem rumos.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Cômoda Posição de Vítima


Sabe aquele sujeito que vive dizendo que não consegue realizar seus projetos sempre por culpa de alguém? Ou aquela pessoa que passa o tempo todo dizendo que não é feliz no amor por culpa da mãe? Ou ainda o aluno que diz que foi reprovado por culpa do professor que é antipático?

Claro que você já viu e ouviu dezenas, centenas de pessoas que dizem coisas como essas. Nós mesmo dizemos muitas vezes coisas assim. É a posição de vítima. Os culpados são sempre os outros, há sempre uma história vilã que nos faz de vítimas.

É uma cômoda posição na vida. A gente não avança, não sai do lugar por causa sempre do outro. Nunca por nossa responsabilidade.

Outro dia eu me peguei dizendo que não conseguia escrever um livro que tenho em projeto por que ia ser impossível encontrar uma editora para publicá-lo. Isso é a posição de vítima: não escrevo porque não encontrarei editora. Quando percebi isso logo depois descobri que há sites onde você pode publicar e vender seu livro em formato digital. Estou escrevendo o livro. Avancei, venci a antiga crença que me vitimizava.

Nós somos responsáveis por tudo o que acontece na nossa vida. Aqui e agora. O Passado já foi e o Futuro nem chegou ainda. Portanto deixe de fora as historinhas velhas, remoídas, que você vive contando pra você mesmo e avance na vida. Você é a ação, no aqui e agora.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Quando a Criação Artística Vem do Inconsciente

Van Gogh, puro inconsciente criativo

A obra de arte que nos enleva, que nos entusiasma esta sim é a obra inspirada.

Creio que há dois tipos de criação artística: a obra de arte inspirada e a obra de arte correta. A primeira nos é ditada, de repente, pelo nosso inconsciente. A outra é fruto da técnica. Fica correta, bonitinha, mas não “acontece”. Não mexe com o espectador.

Você vê isto até em comerciais da tv. Alguns são feitos com tanto esmero, tantas técnicas e não rola nada. Aí vem um, bem simples, e torna-se viral. A diferença? Um é técnico, outro, inspirado.

Percebo isso na minha carreira de ator. Há personagens que você recebe e para os interpretar tem que estudar, pensar, elaborar, buscar, etc. etc. Há outros que não precisam de nada disso: eles chegam pra você e já estão prontos. A diferença? No primeiro caso você está trabalhando no consciente. No segundo caso está com o inconsciente “aberto” como costumamos dizer. Aí rola a “magia” da criação.

No primeiro caso por mais que você se esforce no máximo conseguirá representar uma personagem de forma correta, e chata (risos). No segundo caso a personagem empolgará os espectadores e muitas vezes tomará para si o protagonismo da obra.

Mas é preciso estar atento. Muitas vezes o inconsciente nos dá a dica e o nosso censor, o superego consciente, corta o barato antes mesmo que a ideia chegue à luz.

Portanto, em processos criativos – e viver é uma constante criação – procure sempre respeitar o seu inconsciente, às vezes - ou sempre - ele é o nosso melhor conselheiro.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Difícil É Ser Simples

Tão simples e tão bonito

A grande colega Fernanda Montenegro certa vez falando sobre dramaturga disse que em se tratando de representação o “difícil é fazer o simples”.

Hoje eu vou mais além: difícil é ser simples.

Ser apenas isto: simples. Deixar de lado os labirintos da mente duvidosa; deixar de lado a soberbia e aquele ar de “eu sou mais importante que você”. A vaidade advinda de cargos honoríficos, ou de diplomas de doutor. A arrogância adquirida pelo fato de ser uma “celebridade’ ou até mesmo uma “subcelebridade”, termo que por si só assemelha-se a uma medalha no peito do medíocre metido a famoso.

Ser simples, nada mais.

Se atentarmos para o milagre que é estarmos vivos sobre um planeta rochoso que gira sobre seu próprio eixo e viaja pelo espaço infinito a uma velocidade incrível...apenas isto deveria bastar para que fôssemos cada vez mais simples. De uma simplicidade que só a humildade permite.

Mas como é difícil. Difícil é fazer o simples. Difícil é ser simples, quando pode ser tão fácil...

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br Foto: James Byng em "The Woman in Black"

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Humor Exige Ética

Observe a ética dos clowns e aprenda com eles.

Ética no humor? Existe sim. Muito embora nos dias de hoje diversos arrivistas do humor tentem negá-la, ela existe sim.

Por ser o humor uma arte a falta de ética manifesta-se sempre que ocorre o mau gosto na piada, no chiste, na charge ou na anedota.

Mas o que é o mau gosto para uns pode não ser para outros, pode-se argumentar. Claro sempre haverá quem discorde. É natural a divergência. Mas tomemos como mau gosto aquilo que o senso comum da sociedade condena e declara como de mau gosto, como por exemplo uma senhora que de boa vontade oferece o leite materno para alimentar dezenas de crianças, sendo chamada em veículo público de vaca leiteira, para que o humorista consiga alguns risos, é - no senso comum - de mau gosto. Logo, antiético.

Não precisa ser doutor em ética pra saber quando ela é rompida. Humoristas grosseiros, sem formação, parecem desconhecer o dito: “É lícito? É. É ético, não! ”. Em nome da licitude, por exemplo, nossos políticos em sua maioria incorrem em atos antiéticos que causam repulsa ao senso comum. Neste nome também muitos comediantes pagam mico achando que estão fazendo bonito, quando estão apenas alimentando perversões e maldades em lugar da Graça.

Ética existe sim. Vem acompanhada do bom gosto, da elegância e da harmonia. Sem essas três qualidades não temos humor, sequer graça. Só desgraça.

Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br
Foto: Clown Bar by Suzy Sadler

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Era Um Casal Idoso Atravancando a Calçada


Voltava do supermercado carregando sacolas. À minha frente um casal de idosos, caminhando devagar, retardavam meu passo. Também sou idoso, mas eles eram muito mais. Passavam ambos dos oitenta anos.

Fiquei caminhando devagar atrás deles e observando-os. Fiquei imaginando o quanto já haviam vivido e amado. Os dois, graciosos na mais longeva idade, de braços dados. Pelos calçados dos dois percebi a presença do diabetes. (Há calçados especiais para diabéticos).

Continuei caminhando devagar atrás deles saboreando aquele momento de graça, de um casal amoroso que continuava amorosos apesar de todas as idades.

Foi quando a senhora sentindo a minha presença atrás deles disse ao marido:

-Estamos atrapalhando as pessoas que querem passar.

Foi o bastante para que este que vos escreve, que já é chegado a falar e a palrar entabulasse uma conversa com os dois:

- Não há pressa. Vocês não atrapalham nada. Tem todo o direito adquirido.

Eles sorriram agradecidos conversamos um pouco mais, sobretudo falamos de quedas que acometem os idosos nas ruas por perda de equilíbrio, e segui em frente com uma imensa felicidade no coração.

Depois de alguns passos olhei pra trás, como para ver se eles estavam bem...mas qual! Eles haviam desaparecido. Devem ter entrado em alguma loja, ou prédio... mas tão rápidos assim?

Até agora não sei se eram reais ou a magia do meu inconsciente brindou-me com aquele momento cheio de amor e graça.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A Realidade Brasileira e o preço dos Smartphones

Caríssimos em pouco tempo viram lixo

Num País onde o salário mínimo é de menos de R$ 1.000,00 celulares custando quatro ou cinco vezes o valor do salário mínimo é uma afronta e um abuso econômico.

Não consigo imaginar o porquê de serem tão caros no mercado brasileiro.

Pode ser que ao preço de 1000 dólares sejam acessíveis nos EEUU, mas num Brasil de salário de menos de 300 dólares são absurdamente caros.

Claro que existem modelos bem mais baratos, mas giram em torno de 250 dólares.

Isto somado às altas tarifas que se paga pelas chamadas de celular e pelo uso da banda larga deve fazer do Brasil, creio eu, um paraíso para as empresas de telefonia móvel.

Não é à toa que agora a Anatel libera o uso limitado de internet para os assinantes. Aumentando ainda mais o lucro das empresas do setor.

Num País de população de maioria pobre e de baixa classe média estes preços tornam -se exorbitantes, e se somarmos a isto a total falta de segurança em que vivemos nas nossas idades ,imaginem o que é fazer um esforço para ter um aparelho de milhares de reais e perde-lo num “bote” de um pivete ou num hoje “corriqueiro” assalto de rua.

Enquanto os trabalhadores suam para conseguir comprar um celular, os bandidos tem centenas de celulares, de todas as marcas e tipos nas suas mãos.

Um País onde os homens de bem pagam um preço muito caro para serem do “bem”.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Bananada



Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Medo ou Respeito?



Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Artista e Postura



Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Quando Acreditei Que Podia Voar


Faria Lemos é esta pequena cidade que vocês veem na foto acima. Fica na Zona da Mata de Minas Gerais. Quando nasci, em 1947, era distrito de Carangola. Hoje é município emancipado.

Nasci em Carangola porque sequer havia hospital em Faria Lemos. Minha cidade natal mesmo seria Faria lemos. Fariofá como a chamam os mineiros. Meus pais, cariocas, tinham ido para lá envolvidos em fabricação de queijos.

Meu pai era queijeiro, maçom, e uma liderança local: vereador em Carangola pelo PSD da época.

Com este perfil promoviam bailes de carnaval no clube de Faria Lemos. Vem daí minha atração e gosto pelos festejos carnavalescos. O clube ficava no segundo andar de uma construção. Uma escada nos levava até o salão.

Foi num destes anos que minha mãe resolveu me fantasiar de Super Homem e o babaquinha aqui, então com 4 anos, achou que com aquela capa podia voar.

A certo instante do baile projetei-me escada abaixo certo que poderia planar.

A Divina Providência providenciou para que não me ferisse seriamente ao me esborrachar lá embaixo depois de ter rolado muito bem por uns trinta degraus.

Aquilo talvez tenha sido minha primeira quebra de fantasia, das muitas outras que viria a quebrar durante a vida.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Você Tem Generosidade


É curioso: a noite passada fiquei deitado olhando pro teto e tentando me lembrar qual foi meu primeiro ato de generosidade. Não consegui lembrar. Então resolvi lembrar-me do meu mais recente ato de generosidade. Também não consegui lembrar.

Significaria isto que eu não sou generoso? Que nunca o fui? Pode ser. Mas pode ser também que a generosidade em mim seja tão normal quanto respirar e por isso não me recordo de quantas vezes respirei no último minuto, por exemplo.

Nós, humanos, nunca fomos santos. Ao contrário, a História da Humanidade está repleta de maldades e perversões. Neste século então...parece que a Babilônia Maldita se tornou o nome do planeta. Campeia o egoísmo, o individualismo, o “meu pirão primeiro”.

Neste fim de semana continuarei tentando lembrar meus gestos de generosidade, os recentes e os antigos. Convido você que me lê a fazer o mesmo, e juntos sermos sempre mais e mais generosos, mesmo que não consigamos lembrar depois.

Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Fim do Bordão no Humor Brasileiro?

Chico e seu bordão : " E o salário, ó!"

Pouca gente percebeu, mas a mudança foi radical: sumiram com os bordões.

O “bordão” - que ainda encontramos em personagens da Praça da Alegria, é um dos pilares do nosso humor latino que provém da Commedia Dell'arte italiana.

O bordão caracteriza cada personagem de comédia popular. Bordões ficaram famosos por séculos e séculos. Sempre funcionaram enquanto nosso humor tinha por matriz a Península Ibérica e a Comédia Franco Italiana, ou seja, enquanto latinos.

A invasão cultural neocolonialista vinda dos EEU chega arrasando a terra já cultivada. O humor estadunidense não tem bordões. Não tem origem latina. Seguindo esta linha os bordões foram retirados do humorístico na tela platinada.

Sinal dos tempos, e não há jeito de ser de outra forma. Mas é lamentável que até no humor seguimos o modelo norte americano abrindo mão das nossas origens culturais.

Pra quem ainda não localizou o bordão, por exemplo, o Zebedeu tinha um: “Não me queira mal que eu só sei querer bem. ” O Brasilino que eu fazia na Escolinha tinha o seu: “Só se for na França”. O cômico Zé Trindade tinha um famosíssimo em seu tempo: “O negócio é mulher! ”. Zezé Macedo com Dona Bela tinha o bordão “Ele só pensa naquilo!”.

Assim como um dia a turma da praia de Ipanema determinou que contar piada era brega e as piadas foram desaparecendo do cenário nacional, assim como a turma do Rio determinou que stand up não pode contar piada e as piadas foram sumindo dos shows de humor, agora são os redatores de humor, mais jovens, que determinam o fim do bordão.

Melhor para o humor? O tempo e os costumes dirão.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Controlar as Emoções é Tarefa Permanente


O sangue ferve, o coração acelera, os músculos enrijecem...todos os sintomas de um animal sob estresse e pronto para o ataque. Se o cérebro não controlar este fervor sanguíneo teremos uma explosão emocional. É assim que funciona.

Quer seja um aborrecimento na fila do supermercado, quer seja uma discussão na Câmara dos Deputados. Não há esconderijo possível para as emoções humanas.

Da minha parte procuro controlar a raiva, a ira, com humor. Uso sempre de bom humor, um sorriso, uma piada, uma ironia...e isso vai me acalmando as emoções.

Mas estou falando de raiva e ira, mas há também as chamadas emoções “felizes”, como apaixonar-se perdidamente; como deixar de ser justo em nome de uma paixão; tripudiar sobre o próximo após uma vitória numa simples partida de buraco...

O coração sente, o cérebro controla. Se não for assim seremos derrotados sempre, em quaisquer instâncias, porque apenas com emoções somos capazes de nos atirarmos de cabeça contra um muro de concreto ou de saltar de uma altura de vinte andares porque o coração nos diz que podemos voar.

Imaginem - como exemplo - eu que sou ator, o estrago que posso fazer se não souber controlar as emoções quando represento uma personagem? Por tudo isso gosto muito da frase bem humorada: “Muita calma nessa hora!”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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Foto: Denzel Washington, Viola Davis & Stephen Henderson em 'Fences'

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Na Árvore da Vida Você É Folha ou Fruto?

Guardei a folha como lembrança de um momento único

Estava eu posto em sossego observando a Natureza num dos parques florestais do Rio. Sentado em silêncio vi o cair de uma folha. A Natureza depositou-a suavemente sobre a terra à minha frente. Pouco depois uma manga caiu pesadamente ao solo, esborrachada, aberta, sangrando seu sumo. E eu estava justamente pensando por que as pessoas boas muitas vezes morrem cedo, de modo abrupto, ou mesmo quando maduras, com muito sofrimento, enquanto gente muito má vive o tempo além do tempo e morre suavemente como a folha que caiu aos meus pés.

É sempre uma pergunta que o povo faz quando morre alguém bom: - Por que este homem bom morreu assim, enquanto aquele malvado continua vivo e feliz?

É a árvore da vida, percebi… há pessoas que não são frutos. São como folhas estéreis, que se despregam leves e suaves da árvore. Há outras que são generosas, como um fruto suculento. Quando maduras, ou atingidas por um imprevisto como uma tempestade, desabam dolorosamente sobre a terra. Mas mesmo assim, por sua generosidade, levam consigo a semente que uma vez na terra gerará mais e mais vida, mais e mais frutos.

Divagação que tive que interromper. Começou a chover. A bendita água caindo generosamente sobre tudo e todos: folhas e frutos, inclusive sobre mim, que enquanto me abrigo da chuva penso se vou ficar ou não pra semente.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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terça-feira, 5 de junho de 2018

10 ANOS Atemporais e Eu

Serginho Clemente e Wesla de Souza em "Zona Oeste, Zona Sul" (2008) no palco do Circo Voador

Primeiramente,

Só tenho de agradecer a DEUS por ter chegado aos 10 ANOS com a Cia. De Teatro Atemporal. Pois somente ELE para me conceder força, disposição e amor por este projeto.

Serginho Clemente (à esq.), Wesla de Souza e Durval Moreira em "Zona Oeste, Zona Sul" (2008) no palco do Circo Voador

Começamos com uma proposta e ela tomou uma proporção maior e melhor do que eu imaginava. Por mais que por duas vezes pensei em abandonar a companhia e em uma ocasião ter divulgado isso aqui no Blog, a arte do Teatro Atemporal sempre fala mais alto e sempre estará em minhas veias.

Foram duas peças, aprendizado, amizades e muitas experiências marcantes. 

"Zona Oeste, Zona Sul" (2008) no palco do Teatro SESC de Madureira

Agradeço imensamente a todos que trabalharam comigo aqui e a você que acompanha nosso Blog e nossa Página no Facebook.

Tenho convicção que os próximos anos serão ainda mais atemporais!

Parabéns pelos 10 Anos, Cia. De Teatro Atemporal!

"No mundo teatral, sou ATEMPORAL!"



10 ANOS ATEMPORAIS


Neste dia muito especial a Cia. De Teatro Atemporal completa 10 ANOS de existência. Sim, 10 ANOS.

Foram muitos obstáculos superados e muitos objetivos alcançados, que o sentimento de que todo o esforço realmente vale a pena ganha cada vez mais força diariamente.

Por todas as dificuldades vencidas, pelo respeito incondicional a todos os integrantes que fizeram parte desta companhia e principalmente pela honestidade, consideração e amor do único integrante presente, Serginho Clemente, e a você que sempre acompanha nosso Blog e admira nossa companhia, vamos desejar todos juntos um Feliz Aniversário para Cia. De Teatro Atemporal!

Os próximos anos serão ainda melhores! Que DEUS abençoe nossa companhia cada vez mais!

"No mundo teatral, sou ATEMPORAL!"

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Meu Caminhãozinho



Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 28 de maio de 2018

"O Que É Um Nome?"



Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Casal Gay Com Filhos, É uma Família?


Fico matutando e chego a achar engraçada a camisa de onze varas onde estão metidos os deputados no Congresso eu estão discutindo o que é uma Família.

Família mesmo, e não “Família” no sentido mafioso, já que esta última a julgar pelos atos dos deputandos já o sabem de sobra.

A maior dificuldade é o que fazer com a turma LGBT. Porque se aprovarem que dois cidadãos, homens, casados, com um filho adotado, ou de barriga de aluguel, é uma Família implicará que eles terão direito por exemplo a participar e serem honrados nos cultos para a família nas igrejas cristãs, bem como em todos os “cursinhos” para pais e mães que a Igreja Católica promove.Inclusive com todos os direitos e respeitos que merece uma família na sociedade. E vai por aí.

E vai complicando no mundo atual. Pois além dos gays: uma mãe solteira, com seu filho de “produção independente”. É uma família? Um filho gerado in vitro por inseminação com sêmen ou óvulo, de outra pessoa é a Família? Pra ser família tem que ter pai e mãe? Vivos? Juntos? Separados? E quando se dá o fato de viverem três (ou mais) pessoas: dois pais e uma mãe sob o mesmo teto com os filhos de uns e outros. É uma Família, ou duas? Ou três?

Ou nenhuma?

Kiakiakiá!

Realmente eu não gostaria de estar na pele dos que se propõem a definir o que é uma Família.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Do Terror de Ser Gay


Um grande amigo passou boa parte da sua adolescência apavorado, dividido entre ser ou não ser. Ele mesmo se perguntava: - Será que eu sou gay? E se for? O que fazer?

Um pânico que durou anos, afinal ele não era desta nova geração, a Geração Cristal que mal sai às ruas e já sabe tudo sobre a diversidade sexual.

Hoje é tudo bem mais fácil. Um filho de uma grande amiga, aos 15 anos disse a ela: - Mãe, quero ser bissexual.

Dois anos mais tarde disse: - Decidi, quero ser homossexual.

Assim. Simples, sem escândalos, sem culpas, sem terror.

Ao contrário de outro grande amigo da minha geração, hoje Doutor formado, internacionalmente renomado, que prometia ao Santo que iria de joelhos da Cidade Alta até a Igreja do Bonfim, em Salvador, se ficasse "curado" do desejo que possuía pelos homens. Acho que o santo fez ouvidos moucos, e hoje o culposo de antanho é um assumido e sério senhor gay... e ateu.

Mas se você, jovem ainda tem alguma dúvida sobre a sexualidade e fica em dúvida se é gay ou não, aprenda o que eu ouvi de um desses ninfetos da Geração Cristal:

- Se você achar um desperdício um homem bonito com uma mulher feia...não há cura nem salvação, aproveite, é só alegria: você é gayzão mesmo!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; blogdobemvindo.blogspot.com.br
Foto: Cena da Peça 'Slipping.’ (Captura via YouTube)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Generosidade dos Atores

O ator Mário Lago, exemplo de generosidade

Outro dia pensei sobre a generosidade, e continuei então a meditar sobre o assunto. Daí, hoje a reflexão sobre a generosidade repousou o olhar sobre nós, os atores. N verdade, não só os atores, mas todos os ambientes de trabalho.

A profissão de ator é generosa por essência. Os atores são generosos pela natureza do nosso próprio trabalho: consolamos por alguns momentos os espectadores quer levando-os a refletir e identificarem-se com as histórias que representamos, quer divertindo-as e fazendo-as esquecer por um tempo as dores do Mundo.

A profissão é generosa, e se a maioria dos colegas escolhe esta profissão o faz porque neles já está intrínseca a generosidade. Mas, como em qualquer trabalho, alguns colegas nem sempre são generosos. Creio que sem generosidade ninguém, em qualquer profissão, e na vida, chega a lugar algum. Pode até por um tempo deter o Poder, mas um simples soprar do vento o esfumaça.

Há várias formas do colega ser egoísta e pouco generoso em cena. Uma delas é representando cada vez mais ao fundo do palco, o que obriga o seu interlocutor a virar-se de costas para o público para dialogar com ele. É um truque velho, de vedetes antigas, mas que usam até hoje. Outros dão o tom errado – mais baixo, mais alto... - nas falas em resposta, o que obriga o outro a malabarismos de harmonia para acertar a melodia e o andamento do texto. Há ainda aqueles que sequer olham em teus olhos quando dialogam contigo, justo quando sabem que a arte de representar é um jogo de olho no olho do colega. Há sim, os que fazem isso, e muito mais. Usam de mil artimanhas, incapazes de doar ao colega o apoio tão necessário em cena. São poucos, mas os há. Creio que como em todas as profissões.

Mas são perdedores, porque afundam-se na solidão do seu ego e da sua mesquinhez, desconhecem o prazer do amor que a generosidade traz consigo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Experimente Ficar Calado alguns Minutos por Dia

O ator Mel Gibson em silêncio numa das cenas do filme "Hamlet"

Ontem à tarde teve lugar uma festa no play do prédio ao lado. Moro no 12º andar, pois as pessoas da festa falavam tão alto e todos ao mesmo tempo, que a balbúrdia que começou às 17h seguiu por horas até 23h. Não sei como elas se escutavam, nem sequer se estavam interessadas em se escutarem, ou apenas interessadas em gritar e esgotar suas energias e hormônios nos berros. Crei que depois seguem todas para suas casas, canadas, exuastas, mas felizes por terem gritado tanto. (Risos).

Foi aí que lembrei-me de Shakespeare:

“O resto é silêncio”. Estas são as últimas palavras de Hamlet ao morrer na tragédia.

Use estas palavras não para morrer, mas para começar uma nova vida. Aprenda com o "resto" deixado por Hamlet: o Silêncio. Este "resto" é tudo.

Há dentro de cada um de nós uma voz que nos fala. A voz do nosso Eu interior. A chamada voz da consciência. Eu até me arriscaria a chama-la de voz da inconsciência. Porque a da consciência sempre se expressa por palavras. Não fica em silêncio.

Experimente ficar calado, em profundo silêncio ao menos alguns minutos por dia. Você verá como isso lhe trará pacificação. No Silêncio podemos sentir a pulsação da vida. A gente sente isto ainda mais claramente sentados em silêncio sob uma árvore, num lugar como um parque, um horto, um jardim.

Para o seu próprio conhecimento, curta o silêncio.

Muitas vezes falamos tanto que não só não ouvimos as pessoas próximas: não ouvimos a nós mesmos.

Relembro o dito popular: "Falar é prata, calar é ouro."

Mas não pratique isto em festas de fim de semana em playgrounds. Você será a pessoa mais antisocial do convescote. (risos)

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Insegurança e Preconceito

Ah, Cidade da Bahia, do alto do Elevador Lacerda o preconceito te contempla

Minha mulher estava em Salvador, entrou numa lanchonete com nossos dois netos. Em seguida entraram dois jovens adolescentes e sentaram-se em outra mesa. Vale dizer que eram negros.

Imediatamente, o segurança, também negro, veio retirar os dois jovens da lanchonete.

Eles não haviam sequer feito um pedido.

Minha mulher questionou o segurança:

- Porque o senhor está fazendo isso? Porque está tirando eles daqui?

- Porque eles entram aqui e podem roubar as pessoas.

- Mas eles não roubaram ninguém, não fizeram nada, apenas sentaram...eles têm direito de entrar aqui, o senhor não pode fazer isso. Como o senhor pode dizer que são criminosos?

- Eles são todos iguais. Disse o segurança.

Um dos jovens, constrangido, abriu sua mochila e mostrava ao segurança:

- Olha aqui moço, não tem nada roubado aqui. É tudo meu, coisas da escola, coisas pessoais..

Não adiantou. As pessoas nas outras mesas faziam de conta que os dois jovens eram invisíveis e que aquela cena não estava ocorrendo.

A violência do silêncio e da omissão delas é tão forte, ou mais até, que um furto de um pivete de rua.

Minha mulher rendeu-se àquela cena de violência para evitar que ela própria entrasse em conflito de violência maior com o segurança da lanchonete.

Os jovens foram retirados da lanchonete. Não sabemos até hoje se eles queriam apenas tomar um sorvete, ou descansar um pouco sentados ali.

Não roubaram ninguém, não agrediram, não foram violentos. Ao contrário: sofreram a violência diária destinada aos que “são todos iguais”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quarta-feira, 18 de abril de 2018

"Vozes Suspeitas" Novo Curta-Metragem com Ator da Cia. De Teatro Atemporal

Serginho Clemente (Ator de Cia. De Teatro Atemporal) com a Atriz Jaqueline Menezes e parte da equipe de produção na pausa de uma das cenas do curta-metragem "Vozes Suspeitas".

Em breve será lançado mais um obra cinematográfica que conta no elenco com o ator da Cia. De Teatro Atemporal, Serginho Clemente.

"Vozes Suspeitas" um curta-metragem policial repleto de muito mistério, tensão e suspense.

As filmagens terminaram no último domingo (15/04/18) e seu lançamento será lançado ainda este ano. Serginho Clemente interpreta o investigador Régis. O ator conta que foi um papel muito forte, pois Régis é um homem que passa por problemas, dentre eles ser um pai ausente de uma filha autista, ter tido um relacionamentos conturbados e para pegar o assassino do caso que é responsável terá que lidar com a principal testemunha que sofre com esquizofrenia.

Uma história cheia de reviravoltas com um desfecho espetacular.

Sinopse: Victor é testemunha de um crime. Régis é o investigador do caso e interroga Victor, que, por ter esquizofrenia, desconfia se o que viu realmente aconteceu ou foi uma de suas alucinações.

Em breve traremos mais novidades!


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Há Multas Que Nunca Vimos Ser Aplicadas


O DETRAN do Rio de Janeiro informou que só este na (seis meses) aplicou 848 multas por fechamento de cruzamento. É muito pouco para uma cidade como o Rio de Janeiro com milhões de veículos e onde, sobretudo, os ônibus da poderosa FETRANSPOR fazem o que bem querem, fechando cruzamentos ou trafegando em qualquer faixa. Eu canso de ter minha passagem fechada por veículos que fecham o cruzamento e jamais vi nenhum guarda multando este tipo de infração.

Da mesma forma jamais vi nenhum guarda no Rio de Janeiro multando carros que param sobre a faixa de pedestres.

Pra mim estas multas somam-se à tal brincadeira que pergunta se você alguma vez já viu cabeça de bacalhau. Pois é, nem eu.

Mas qual não foi minha surpresa, semana esta, quando no Largo da Carioca presenciei um Guarda Municipal acompanhado de um fiscal da COMLURB multando três rapazes por jogar lixo em via pública.

Jurei que não estava no Rio de Janeiro.

Confesso que fiquei feliz, por um momento vivenciei o sentimento de cidadania.

No mais, o caos segue nesta cidade, onde a regra é a exceção. Isto, no Rio, onde moro. E na sua cidade?

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Tire Um Tempo Para Meditar. Se Conseguir.


Um turbilhão de pensamentos na mente. Não há sossego. Sento-me solitário para meditar sobre um assunto sobre o qual preciso de uma resposta, preciso me aprofundar. Penso e medito sobre o assunto. Mas qual, logo nos primeiros segundos pensamentos os mais diversos do assunto invadem minha mente. Observo que nós não temos a capacidade de pensar vários assuntos ao mesmo tempo. Mas assim que conseguimos anular um desses pensamentos, outro toma seu lugar. Uma luta dificílima para atingir a concentração necessária, anular os pensamentos inúteis para aquela tarefa e atingir o processo de concentração meditativa a que nos propusemos.

Mesmo praticada por diversas religiões e filosofias: budismo, hinduísmo, cristianismo, muçulmanos, judaísmo, é também usada nos das de hoje até mesmo por executivos ateus. Ainda assim é um exercício difícil de ser alcançado., quando ficamos em silencio tentando meditar é que percebo como nossa mente pensou sem parar durante todo o dia, porque naquele momento vem à tona todos os pensamentos que tivemos e sequer percebemos na jornada diária.

Leva tempo, mas vale a pena, a meditação é muito importante ar o encontro com seu eu superior, com sua alma. Com sua essência.

Tente um tempo e verá que sempre é bom.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dê Um Tempo Ao Seu Tempo


Percebi uma coisa curiosa a meu respeito e talvez a respeito de muitos de nós.

A incapacidade de curtirmos o ócio. O “far niente” como dizem os italianos. De “bundear” como diz a garotada. Há uma ansiedade que nos leva a ter sempre que estar compromissados com algo; sempre cumprindo uma agenda de obrigações e serviços, até mesmo num dia de folga como hoje. Até o lazer passa a ser agendado, do salão de cabeleireiro ao andar de bicicleta das tantas ‘as tantas horas. Preenchemos até mesmo nossas horas de folga com lazeres agendados e que devem ser cumpridos com a mesma rigidez com que cumprimos as agendas de trabalho durante a semana.

Há uma incapacidade nossa de não fazer nada. De ficar em quietude. A modernidade e seus apelos cibernéticos encurtou distancias e tempo, e assim tornamo-nos escravos da possibilidade de sermos onipotentes e oniscientes e onipresentes, sem sermos deuses, apenas humanos, e a tendência assim é a pilha acabar antes do tempo.

Tenho procurado exercícios de quietude e calma, fugindo de querer resolver por antecipação todos os fatos que anda estão começando a se apresentar no dia a dia. Não é fácil.

Comece você também a praticar isso, vai descobrir que há uma parte sua que deseja muito descansar em silêncio e quietude, em paz e harmonia com o Todo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 26 de março de 2018

A Corrupção Dentro de Nós


Tempos de cair as máscaras dos corruptos. Tempo de iluminar as trevas onde campeia a corrupção. Até aí tudo bem, tudo muito simples, e não se fala em outra coisa

Mas na verdade a pior corrupção começa mesmo é dentro da gente.

Mas, diz um velho sábio que a corrupção não se limita a receber dinheiro por baixo da mesa. A corrupção começa dentro da gente. A partir da corrupção da nossa essência humanista. Quando em nosso egoísmo pensamos apenas em nós , em nossos interesses, em nossos desejos...aí já começa a corrupção. A corrupção primeva que nos levará a outras. Porque pelo meu ego sou capaz de subornar e ser subornado, corromper e ser corrompido.

Dentro de nós mesmos começa a brotar a plantinha da corrupção. Na batalha pelo Poder, sucesso, fama, dinheiro e riqueza, seremos capazes de esquecer do próximo, passar por cima de obstáculos, ferir a ética e até mesmo o lícito para alcançarmos os objetivos traçados por nosso individualismo.

Então, ao apontarmos o dedo para o corrupto que conhecemos, lembremo-nos que há quatro outros apontando para um corrupto que a gente não percebe, e que está dentro de nós.

Combatamos a corrupção sim, a começar pela nossa, a corrupção do humano, início de todas as outras.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 19 de março de 2018

Quem Tem Um Animal de Estimação Tem Auto Estima Aumentada

Cheguei a levar minha basset para gravações

Quem tem um gato, ou um cão de estimação tem menos solidão que aqueles que vivem sozinhos e não curtem uma companhia que só tem amor incondicional ara lhe dar.

Quer amigo mais fiel que um cão? Quantos idosos conversam com seus bichos queridos, compartilham com eles suas alegrias, seus momentos de tristeza, e seus afetos...

Durante a minha vida tive vários cães, sou apaixonado por cães. Gosto dos grandes, como os pastores, os rotweillers, ou os golden retrievers, mas quem me cativou mesmo foi uma “salsicha” , uma pequena basset datschund que me acompanhou por anos, até sua morte.

Guardo-a na lembrança feliz da minha vida.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 12 de março de 2018

Amor e Desamor


Tirando os casos patológicos tudo que o ser humano mais deseja não é o dinheiro,nem a fama. É o amor. É ser amado. Ja na primeira infância um seio materno farto,generoso e carinhoso prepara um caminho pacificado para a vida. O contrário já provoca carência, insegurança, desejo não satisfeito e por consequência raiva incontrolável que vai refletir-se num caminho ressentido e magoado para o futuro.

Se na puberdade e na adolescência também não se consegue o carinho e amor desejados, com pais ausentes ou frios, está aberta a temporada de ira para

o futuro adulto. Permita Deus que mais tarde encontre uma companhia que lhe dê a certeza de que é amado. Caso contrário todos à sua volta sofrerão com seus ataques de fúria e ódio. Será um péssimo chefe, um péssimo colega, um péssimo familiar. Uma pessoa com raiva de tudo e de todos. No mais das vezes um homicida involuntário numa explosão de raiva.

Não sabemos com que histórias terríveis do outro estamos lidando quando estamos no trânsito,nas filas, nas ruas,nas festas..portanto ter o amor em si é sempre pronto a distribuí-lo ao próximo é sabia lei ue nos permite viver em paz neste mundo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 5 de março de 2018

O Que é Mais Difícil? A Comédia ou o Drama?

Quando rir, ria com toda a sua alma e o mundo brilhará para você.

Fazer rir ou fazer chorar? O que é mais difícil?

Esta é uma pergunta que me fazem sempre. E a considero um equívoco.

O antônimo do Riso não é o Choro. É a Culpa.

É a angústia do castigo no porvir.

É a ameaça poderosa que faço ao meu Próximo, à alma infantil do meu Outro, torturando-o com a ideia de que um castigo medonho, como ele nunca provou — pura fantasia —, pode desabar sobre ele por pecados e transgressões desconhecendo a possibilidade do perdão que pacifica a dor.

Tolher o riso no outro é simples: faço-o mergulhar no mais profundo das suas trevas primais; aceno-lhe com a possibilidade de ter de encarar seus demônios abissais — frutos de seus sentidos eróticos- e a criança que é o outro para de rir, fica séria, está a um passo do choro, da dor, do drama e da tragédia, que não está no próximo mas em si mesmo, e que, por perversão e prazer mórbido, não divide com ninguém, carregando — ou se propondo a carregar — toda a tragédia da Humanidade sobre seus ombros. Aí, chora! O choro é um pedido de perdão aos seus medonhos torturadores internos.

Não há nada lá fora. Tudo está dentro de nós: a culpa, o medo, o choro, a doença e a cura, a alegria e o riso.

O riso é o perdão que cada homem, com sua erótica — vital — humanidade, porta consigo.

Porta da vida.

Porta aberta a si mesmo e ao outro. Assim a pergunta inicial se transforma: “O que é mais difícil? Perdoar ou culpar? Aceitar ou condenar? ”

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O Ódio Nosso de Cada Dia


Em essência não há maldade. Há selvageria. Maldade já é cultura. Moralidade. Construção mental e racional. O que há é um selvagem em cada um de nós que precisa ser domesticado, domado, reprimido para que possamos ser dignos do nome Homo Sapiens.

Digo tudo isso em função de observar a violência vulgar dos nossos dias. As agressões que viram hábito diuturno em todos os setores.

Que cada um tenha sua religião, ou nenhuma religião...que cada um tenha seu partido político, ou nenhum...que cada um tenha seu time de futebol, ou nenhum...que cada um tenha sua individualidade e seus gostos...que cada um tenha a sua sexualidade, ou nenhuma...permitir que seja assim, isso é estar no Mundo, ser do Mundo Civilizado e conviver com o outro.

Mas o nível de agressividade que percebemos hoje quer no campo religioso, ou político, quer no campo dos afetos ou dos esportes eu nunca vi antes. Só tenho notícias disto em tribos ou grupos pré-civilizatórios.

É muito além da maldade, é o primata selvagem manifestando-se em cada esquina, restaurante e estádio, rede social, trânsito, ruas e avenidas...

Este ódio que explode a cada momento em nossa sociedade, quer de forma individual, quer de forma coletiva me assusta e muito. Vai além da intolerância. Vai ao irracional, ultrapassa o mundo animal, já que os animais são violentos por apenas por defesa ou caça.

Este ódio diário, do Estado islâmico aos taxistas de SP agredindo os motoristas do UBER; dos black blocs aos atentados em Paris; da banalidade dos homicídios no trânsito às guerras étnicas na África...todo esse ódio gera, com certeza, uma energia, uma aura impura, um dínamo demoníaco que nos leva mais e mais ao retorno do selvagem pré-civilizatório.

Todos, em todos os lugares estão muito agressivos. Tenho medo. Nem é do outro, mas do meu próximo: o selvagem que também habita em mim.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dicas de Livros


Desde criança desenvolvi o hábito da leitura. Leitura é hábito, é processo cultural. Comecei assim que aprendi a ler, lendo livrinhos de histórias infantis. E nunca mais deixei de ler. Espero que vocês, leitores, também tenham este hábito e por isso tomei a liberdade - retomando minhas postagens após os feriados carnavalescos - de lhes indicar o os últimos livros que li e amei ler.

Até os que não tem o hábito da leitura podem saborear a obra de Thales Guaracy sobre a História do Brasil entre 1500 e 1600. Um livro que não é maçante, ao contrário, Guaracy defende a tese de que o Brasil não foi descoberto e sim conquistado pelos portugueses. O título certo é “A Conquista do Brasil – de 1500 a 1600" (Foto Acima). Em pouco mais de uma centena de páginas ele vai narrando a vida selvagem encontrada pelos primeiros conquistadores na costa brasileira, sobretudo na Baía da Guanabara. As lutas travadas e as alianças entre nações europeias e nações indígenas pela manutenção das terras conquistadas.

Terminada a leitura da obra de Guaracy estou deliciando-me com o cubano Leonardo Padura e seu mais recente lançamento no Brasil: “Hereges” (Foto Abaixo).


Padura pra quem não recorda é também o autor de “O Homem que Amava Os Cachorros”, um romance sobre o assassinato de Trotsky no México.

Desta vez Padura dá mais um banho de literatura levando-nos pelo mundo hebraico da velha Cuba, pelo enigma de um pintor do século XVII, e pela paixão de uma jovem cubana, num livro de 500 páginas de saborosa leitura.

Duas leituras de estilos variados, Guaracy e Padura, e que recomendo.

Em tempo: neste momento estou lendo "Arroz de Palma" do carioca Francisco Azevedo , quando acabar de ler eu conto pra vocês se valeu a pena.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

“Luz, Mais Luz!!”


O título deste post foram as últimas palavras pronunciadas por Goethe no seu leito de morte.

Sentado na varanda de minha casa observava a luminosidade da tarde carioca. O Sol derramava sua luz, soberano, por sobre todas as coisas. Muita luz. Um maravilhoso espetáculo sob um radiante céu azul.

Fiquei pensando como nós, seres humanos buscamos a luz. Fomos feitos para ansiarmos pela luz. Mesmo à noite amamos e buscamos a luz. As mais belas noites, para nós, não são as noites escuras sem luar, tenebrosas. São as estelares, com o firmamento iluminado pela luz das estrelas, e coma Lua em todo o seu esplendor. Nestas horas, os ricos de espírito cantam felizes a melodia que Catulo imortalizou: “Luar do Sertão”.

Uma incessante busca pela luz. Podemos não ser seres de luz, como os personagens alienígenas do filme “Cocoon”, mas com certeza estamos sempre em busca de nos tornarmos luminosos também.

Continuemos buscando, luz, mais luz!!!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

As Lutas Libertárias Nos Dão a Razão de Ser

Quixotescos? Sim! Mas sempre vivos!No final a gente vence!

Quando eu falo de lutas libertárias falo de todos os tipos de lutas que tem por objetivo a libertação do homem, quer dos opressores e exploradores de seu país até a libertação dos grilhões das drogas. Quer da luta de uma mãe pela instrução e cuidados com seu filho para que seja um homem livre e independente, quanto das lutas libertárias dos que buscam a salvação da sua alma.

Da política a religião; da família aos vícios, todos os que lutaram por sua libertação e pela libertação de seu próximo sabem o gosto bom de ter vivido uma vida profícua. Uma vida com histórias para se contar e para se orgulhar.

Ai dos covardes! Ai dos omissos! Ai dos submissos às prisões da alma e da existência. O que terão para dizer sobre suas vidas? Que lutas travaram, para poder festeja-las depois? Que vitórias terão para se orgulhar? Que medalhas trarão no peito da existência para que possam ser felizes por terem vivido uma vida libertária?

A História do Homem é a História da luta pela sua libertação: política, social, cultural, espiritual...qualquer que seja. Mas que haja luta, só assim nos sentimos vivos e ao final podemos dizer a que a vida teve razão de ser.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lançamento em Dvd do Filme "Boa Noite, Tess"


O filme "Boa Noite, Tess" que conta no elenco com o ator da Cia. De Teatro Atemporal, Serginho Clemente, foi lançado em Dvd Home Video. Em breve novidades quanto a exibição do filme na internet. Enquanto isso confira e compartilhe o trailer do filme: