segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Respeite o Seu Corpo E Cuide Dele Com Atenção

Também não é assim... (risos)

Desde o útero materno formamos e recebemos um corpo. Ele vai nos acompanhar por toda a existência. E na verdade ele nem é nosso, apenas emprestado enquanto vivermos. Após a morte devemos devolve-lo à sua natureza: ao pó de onde veio.

Mas é com ele que devemos levar a vida. E o mais difícil é lembrar-se dele e respeitá-lo em todos os momentos. Muitas vezes cuidamos melhor da nossa casa e do nosso carro que do nosso corpo.

Pra começar devo dizer que não acredito que necessariamente um corpo sarado seja um corpo sadio, um corpo que se respeitou. Muitas vezes para ter o corpo sarado – barriga de tanquinho, bíceps e tríceps superdesenvolvidos - exigimos muito além do que o nosso corpo pode suportar, isto quando não usamos anabolizantes para conseguir tais coisas.

Também o que ingerimos de substâncias agressivas e danosas sob a forma de alimentos é outra agressão e desprezo pelo corpo.

Estressamos o corpo, maltratamos o corpo, e até mesmo quando cuidamos dele em excesso com óleos, e outros cosméticos, que só tem por objetivo aumentar o lucro de certas indústrias, ainda assim estamos maltratando o corpo.

O corpo é sagrado. Tão sagrado que há no Código Penal – em todos os países – o respeito ao corpo após a morte, configurando-se vilipêndio de cadáver qualquer ato danoso praticado contra o corpo inerte após o óbito.

Assim também, em vida, corpo é sagrado. Para os que creem, é a casa onde habita nosso espírito. E uma casa suja ou necessitando de reparos urgentes só pode trazer danos e prejuízos ao espírito.

Cuidemos, pois, com carinho, atenção e zelo deste aglomerado de fibras, ossos, e carnes que nos acompanharão enquanto vivermos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os Maiores “Caqueiros” No Teatro Brasileiro

Os atores Jorge Dória e Carvalhinho na comédia "A Gaiola das Loucas"

Atores há que não passam em cena sem um caco colocado no texto. Eu mesmo confesso que não resisto a um “aprimoramento” do autor (risos). Herança do grande ator Leopoldo Fróes - década de 1930 - este sim, o patrono do “caco” no Brasil. “Depois dele o dilúvio”, para os autores. Quando conversando com o já provecto Dr. Daniel Rocha, à época presidente da SBAT — Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - sobre cacos, ouvi dele mesmo, contemporâneo que fora de Fróes, a afirmativa que ninguém, desde então colocara mais “cacos” ou improvisações num texto que Leopoldo Fróes, e ria das suas diatribes.

É claro que o “caco”, a meu ver, não cabe nas clássicas e bem-acabadas obras-primas.

Ao meu ver o “caco” surge exatamente da fragilidade de um texto em certo momento da peça. O ator atilado percebe a falha do texto. Então esse comediante, não pode e nem deve deixar cair o ritmo da comédia; é seu instinto que cria o “caco” para preencher a quebra da harmonia naquele momento.

Um dos maiores “caqueiros” contemporâneos, o falecido ator Jorge Dória, com muito humor me disse durante nossas apresentações de “Bonifácio Bilhões”, comédia de João Bethencourt:

- Bemvindo, quem põe caco é ator menor, eu escrevo textos inteiros — e ria deste chiste.

Mas há um consenso entre todos os comediantes: “caco” não se responde. É vergonhoso ver um ator pagando “mico” respondendo de forma medíocre a um “caco” brilhante, apenas porque quer pegar carona no brilho do outro. Apenas porque acha que tem o mesmo dom do “caqueiro”. O caco pertence ao mundo dos cômicos, e não dos atores.

O “caco” está na origem da improvisação teatral.

O “caco” seria um ensaio de improvisação.

Pessoas rígidas têm horror ao “caco”, talvez porque ele desordena seu sistema lógico, sua estrutura fechada. A maioria dos atores preferem ir para o abismo com um texto ruim a “reescreve-lo” com cacos.

Mas o “caco”, compreendo eu, é autorizado pela improvisação no teatro.

Ao longo dos séculos, houve muitos diferentes estilos de improvisações.

O ancestral mais direto da improvisação moderna é provavelmente a Commedia Dell’Arte, que foi popular por toda a Europa por quase 200 anos, com início por volta de 1500. Companhias de atores performáticos viajavam de cidade em cidade apresentando shows nas praças públicas e em palcos nos mercados. Eles improvisavam todo o diálogo. Só mais tarde, com Goldoni, vai se criando um texto mais fechado e escrito para a Commedia Dell’Arte.

Pequeno vídeo sobre o caco:


Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tarefas Desnecessárias Trazem Cansaço e Estresse


Paro um tempo e sento-me confortavelmente para meditar um pouco. Não consigo, mal começo a quedar-me em silêncio e a tentar focar meu pensamento em algo sobrevém um bocejo, depois outo r mais outro. Uma lassidão, um cansaço que se manifesta... um sono que chega. Luto contra isso e tento recomeçar minha meditação. Não consigo. O mesmo processo anterior se repete.

E aí percebo que este é o mote da minha meditação: o cansaço a que estamos submetidos no dia a dia e que sequer percebemos.

Se você que me lê é daqueles que basta sentar-se numa conferência, numa igreja, ou numa aula ou mesmo e até numa reunião de estudos e começa a sentir profundo e irrefreável sono, pode ter certeza de que você está muito cansado e ainda nem percebeu.

Este cansaço vem das dezenas de tarefas diárias a que nos propomos. A internet se por um lado facilitou nossa vida por outro lado nos obriga a preencher o tempo com múltiplas tarefas como forma de preencher o tédio e o ócio que advém do tempo vago.

E assim, sem percebermos nos cansamos mais hoje que há décadas atrás.

Então é hora de reavaliar seu tempo e suas tarefas. Perceber se sob a capa da competência você não estará gastando energias além do que possui e submetendo seu corpo e sua mente a um estresse monumental.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Jodyanne Richardson e Jake Curran em 'Fred and Madge' (Alastair Muir)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Poder da Paz e da Conciliação


O ódio que vem se instalando no País não existe apenas entre oponentes políticos. A questão do Uber é um desses flagrantes.

Casos de passageiros agredidos, motoristas espancados, ruas e vias fechadas com motoristas armados de paus e porretes...tudo isso vem sendo assistido por cidadãos consumidores de serviços de taxi, independente sejam os veículos pretos, amarelos ou brancos.

Há uma intolerância generalizando-se. Em todos os setores. Eu mesmo já comentei aqui a agressão de que fui vítima apenas porque pedi a uma jovem que cedesse seu lugar a uma idosa que a ele tinha direito.

Todos nós temos grande responsabilidade pelo apaziguamento deste ódio que começa a corroer as bases da Nação. Sobretudo nós que somos os chamados “formadores de opinião”.

Temos um Poder que pode muito bem-estar a serviço do lado bom da vida, como pode servir aos mais inferiores campos energéticos.

Vamos clamar pela Paz e pela conciliação e tolerância. Tarefa de todos nós, dia a dia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Rammel Chan, Stephenie Soohyun Park e Francis Jue em "King of the Yees" (Craig Schwartz)