segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ser Velho Não é Doença, Nem Praga Nem Maldição

Quando a velhice é uma alegria

Toda a vez que eu digo que eu estou velho algum interlocutor pessoa me repreende: - O que é isso? O senhor não está velho coisa nenhuma!

Deixem-me ser velho. Vou completar 70 anos.

Não vejo problema algum em ser velho. A vida tem me abençoado com longos anos. Carrego a minha velhice como uma medalha ao peito.

Mas as pessoas em sua maioria rejeitam a ideia de envelhecer. E sobretudo repreendem quem se diz velho, como se velho fosse uma doença, uma praga, uma maldição.

O corpo envelhece sim. A mente não. Às vezes ela rateia a memória aqui e ali, mas se mantém lúcida ao ponto de denominar e reconhecer a velhice.

Graças a Deus cheguei à velhice. E uso os cuidados que deve ter um homem, ou mulher da minha idade: exames periódicos, exercícios, alimentação diferenciada, controle da ansiedade, calma nas tarefas que devem ser feitas, prudência, tolerância e paciência. Caminhar mais devagar – não porque não possa caminhar mais depressa, mas que necessidade há de caminhar mais depressa na nossa idade?

E assim vou seguindo feliz sem horror à velhice e suportando sobretudo o preconceito que a sociedade tem para com os velhos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

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