segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Com Mulher Não se Pode Falar Sério, Diz Sérgio Mallandro

Divertido e ingênuo no seu humor toma bronca das novas gerações

Minha neta de 15 anos está de mau com Sérgio Mallandro. Ela e uma porção de amigas que se juntaram para discutir a mais recente entrevista do amigo e humorista.São duas gerações diferentes, muito distantes uma da outra, em idade e conceitos. Mallandro, que é divertidíssimo e como diz o nome: muito malandro, vem de uma época em que não se precisava ter muitos cuidados com o que se dizia sobre a mulher. Não chega ao nível de machismo é claro do tempo da minha vó árabe, que quando minha mãe recém casada foi queixar-se com ela do meu pai, ainda imatura, (naquele tempo casava-se com 16 anos ) Travou-se o seguinte diálogo em 1932:

Mãe – Eu quero separar do meu marido.

Avó – Por que? Ele bate em você?

Mãe – Não.

Avó – Você passa fome? –

Mãe – Não.

Avó – Ele te dá roupas?

Mãe – Sim.

Avó- Ele deu sobrenome dele pra você.

Mãe – Deu.

Avó – Então você está reclamando de que? Volta pra seu marido e fica quieta.

Minha neta , da chamada geração cristal, está muito pau com a declaração machista dele de que mulher gosta de rir, de que não se pode falar sério com mulher. Ela diz que este é o tipo de homem babaca,e que se um garoto de hoje diz isso elas de saída escanteiam ele como bobo, infantil e machista. Tentei explicar à ela que se tratava apenas de uma brincadeira e tive como resposta:

- O humor não pode servir de escudo para a manutenção de conceitos machistas.

É, Mallandro, a gente papa mosca com as novas gerações, coisas ditas sem a menor intenção de ferir – nos nossos velhos conceitos – acabam provocando tsunamis de críticas e de broncas para nos adequarmos aos tempos modernos.

Outro dia , palestrando numa Faculdade levei uma bronca de uma jovem apenas porque disse que as feministas do meu tempo eram muito feias, e as de hoje são belas. Uma jovem pediu a palavra e me desancou de machista pra baixo.

E a garotada está certa, afinal o mundo já é deles. E em dez anos será mais ainda.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

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