segunda-feira, 24 de abril de 2017

Como Você Lida Com Os Sentimentos Negativos Que Surgem na Sua Mente?


Devido à minha profissão no lugar de ser eu apenas um, sou três: a pessoa, o ator e a personagem.

Como pessoa me disponho a trabalhar como ator e como ator disponho-me a sentir e controlar e perceber e agir a partir dos sentimentos de uma personagem.

O curioso é que por ser uma personagem eu sinto todos os seus sentimentos, mas observo-os de fora ao mesmo tempo. Impeço-os de tomarem o controle absoluto do meu ser, caso contrário seria um doente, um perigo para os espectadores, que como eu, embora sintam e se identifiquem com os sentimentos expostos em cena também os controlam.

E na vida? Como agimos enquanto pessoa?

Sempre, sempre, deixo-me levar sem controle pelos sentimentos negativos que surgem. Por exemplo: nervosismo e medo.

Vamos falar do medo. Penso que vou morrer de pânico, que estou com muito medo e não consigo pensar em outra coisa que não seja livrar-me do medo.

Enquanto ator representando eu trabalharia este medo, acolheria ele e viveria ele até o final da cena ou peça.

Na vida tenho a impressão de que aquele medo que chegou será eterno e infinito.

Nada disso, pura ilusão. Ele surge dentro de um espaço do nosso ser e também vai passar. Vai ter seu momento “cênico” e vai sumir.

Noventa por cento dos problemas que nos afligem descobrimos depois que nunca aconteceram. Os dez por cento restantes aconteceram e foram resolvidos. Logo, não há motivos para deixarmos torrentes de sentimentos perturbadores invadirem nossa alma de forma irracional.

E o mais curioso é que como ator compreendo isso, e faço isso sempre. Como pessoa...um desastre! Tenho muito ainda o que aprender em como lidar com meus sentimentos.

São meus, eu tenho que abraça-los e conhece-los e esperar com calma e tranquilidade que eles se apresentem e passem, e possa eu continuar observando e sentindo apenas aquilo que é belo e que me dá prazer ao espírito.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Freud e o Viver Cotidiano


Quando entrevistado, e já com o câncer de palato devorando suas forças, Freud respondeu à pergunta de jornalistas que desejavam saber que conselho ele daria às pessoas:

- Tenha sempre uma dose de bom humor e uma certa indiferença.

O bom humor é muito importante, ele nos livra de ficarmos enfezados (cheio de fezes) e nos leva ao engraçado (cheios de graças).

Já a “certa indiferença” evita nos preocuparmos em demasia com o que na maioria das vezes não tem nenhuma importância. Com isso fugimos do estresse e temos melhor qualidade de vida.

Coisas tão simples, mas como é difícil colocar em prática este conselho do sábio Freud.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Pessimista É Sobretudo Um Chato


Não creio que haja coisa mais desagradável ao nível de convivência que conviver com um pessimista. É definitivamente um chato.

O pessimista é sobretudo um ranzinza. Nada pra ele está bom. Nada no mundo pra ele o convence a um bom olhar sobre as coisa, acontecimentos e pessoas.

Na churrascaria reclama que a carne está dura, no País só vê desastres pela frente, nas amizades ninguém presta, ao sol afirma que em breve nuvens cobrirão a luz solar; se ganha um presente reclama que não tem mais lugar onde guardar coisas; enfim: um chato e um olhar torto sobre quaisquer das boas coisas no Mundo.

Afaste-se deste tipo de gente. Eles são capazes de destruir todas as suas esperanças num mundo melhor, no próximo, na vida.

Parecem carregar com eles todas as derrotas e aborrecimentos do mundo.

Sai fora, amigo, amiga. Não entre numa de que você é forte o suficiente para conviver com alguém assim e sair ileso., até porque não há razão para conviver com alguém que passa a vida com olhar e p falar negativo sobre tudo.

Um chato!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;
Foto: Cena da peça "Dhumrapaan" uma comédia dramática da Zee Theatre com colaboração de Kumud Mishra

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Afinal O Clima de Outono


Não sei para os demais estados do Brasil sobretudo os do Norte e Nordeste, mais próximos da Zona do Equador, mas fato é que neste sábado – melhor dizendo, em toda esta semana – baixou afinal o clima de outono no Rio e São Paulo.

Muitas folhas secas pelo chão. Estive no Parque Villa Lobos em São Paulo, bem cedo, e fiquei encantado em ver as folhas secas cobrindo chão. A Natureza se renova.

O Céu tem estado um encantamento, de um azul belíssimo, praticamente sem nuvens, e o Sol não queima, apenas aquece. Uma temperatura amena, com noites frescas e agradáveis, excelentes para um sono reparador e também para nossos bolsos, livres do ônus pesadíssimo das contas de luz superavitadas pelo uso de ar condicionado.

É bonito ver como funciona o Universo que nos rodeia e abraça.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Arroz de Palma, Leitura Pra Quem Gosta de Ler


Acabo de ler o romance “Arroz de Palma” de Francisco Azevedo. Recomendo a leitura. Ele escreve cm uma leveza de causar inveja. Capítulos pequenos, sucintos, mas muito claros. O livro trata das relações familiares. O arroz, símbolo da fertilidade e da “chuva” sobre os noivos à saída do casório é recolhido por uma Tia, Tia Palma, e torna-se símbolo família que atravessa gerações. A história deste arroz, desta família, da família de todos nós, cotejando família e culinária faz deste livro uma leitura muito agradável.

Terminei de ler ontem e já estou começando a ler um de outro gênero: John Grisham “O Dilema” .Ficção que trata de uma denúncia contra empresas mineradoras gananciosas – lembrei-me agora da tragédia de Mariana – que põem em risco o ecossistema e a sobrevivência dos seus habitantes. O assunto é atualíssimo.

Depois que eu ler, eu comento o que achei.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Incapacidade de Amar

Abra o tesouro do seu coração

Não tenho grandes conhecimentos teológicos, então em época de “Os Dez Mandamentos” fui ao Google procurar pelo mandamento que diz “Amarás o Senhor Teu Deus”. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que estes dois mandamentos não fazem parte das tábuas da Lei mosaica, mas são do Cristo Jesus.

Por favor, este não é um post religioso, busquei este Mandamento para justificar um artigo sobre o amor. E, mais uma vez surpreso: o Cristo Jesus dá continuidade falando exatamente de um segundo mandamento que diz “...E Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

O objetivo deste post de hoje é observar a pessoa que vive mendigando amor, vive se queixando de que não é amada, que não encontra ninguém, que ninguém a quer.

E essa pessoa por acaso ama? Sabe amar? Dispõe-se a amar? Abre seu coração ao outro? Ou deseja - por carência afetiva absoluta - amor incondicional apenas para si? É bom que ela saiba que só será amada se primeiro se dispuser a amar.

O ser humano não é como um cachorro. Por isso às vezes é mais comum ver uma pessoa dizendo: amo meu cachorro, ele me é fiel e me ama incondicionalmente.

O ser humano é um mamífero mais complexo. E se você que me lê não consegue amar teu próximo talvez seja melhor continuar com seu cachorro. Ele estará sempre 24 horas por dia à sua disposição, será exclusivamente seu, e exclusivamente lhe dará toda a atenção que sua carência exige. Mas será sempre um cachorro.

Porque amor mesmo, amor de gente, esse tal amor que cantam os poetas e seresteiros, esse só vai acontecer quando você abrir o tesouro amoroso que traz fechado em seu coração. Pede por amor e nem percebe a riqueza que carrega dentro de seu peito. Ame!!! Distribua amor e receberás medidas de amor, cheias, calcadas e recalcadas.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Mundo Maravilhoso dos Youtubers

Muita informação para ser consumida.

Como um profissional das artes cênicas que também faço meus shows de humor, hoje chamados de stand ups, fiquei impressionado nos últimos anos com as miríades de jovens que lançarem-se em todos os espaços tentando ser engraçados e ganhar uns trocados exibindo-se com o chamado “humor em pé”.

A onda está passando. Mas...como diz Drummond em uma de suas poesias “...de tudo fica um pouco”. E ficaram uns poucos por aí. Vão restando os talentosos e perseverantes. Mas houve época que em qualquer “cave” encontrávamos um jovem vestido casualmente tentando ser um novo Charles Chaplin, ou um renovado Woody Allen.

São tantos quanto os violeiros de bar que encontramos em punhados pelas cantinas e botequins das madrugadas sertanejas. Minas tem em torno de 700 municípios. Creio que no interior, em cada um deles há pelo menos dois seresteiros tentando ser Milton ou Djavan, e vão ganhando seus trocados. Alguns talentosos. A maioria: medíocre.

Mas, antigo que sou (pra não me nomear velho) desconhecia o movimento dos youtubers. É um universo fantástico. São milhares de jovens (alguns até com menos de dez anos) tentando ser cada um deles mais criativos e originais que os outros. No Brasil são dezenas de milhares. No mundo, milhões. Cada um com seu canal. A maioria tentando “estourar” em sucesso com seu nicho e faturar uma graninha. Outros apenas desejam divertir ou informar. Como entre os “standapeiros” e os violeiros, alguns tem talento e perseverança. Estes conseguem em um único dia ter 400.00 visualizações, o que convenhamos é mais que a tiragem diária dos maiores jornais do País. É um fantástico universo. Encontramos todos os temas. Desde como fazer uma pintura de unhas e delinear cílios até como desmontar um motor de uma BMW. Cada um escolhe o nicho que lhe aprouver. Munidos na maioria das vezes apenas com uma câmera de smartphone fazem a distração de milhões.

Eu sabia que existia este universo, mas foram minhas duas netas, pré-adolescentes que me iniciaram nesta viagem pelo mundo dos youtubers.

Eu mesmo gostei e tornei-me um deles. É divertido. É um forte instrumento de comunicação e informação que trabalha solto entre a tradicional e estabelecida mídia de jornais e tvs.

Quando eu me lembro que, na minha juventude, para divulgar uma ideia, tínhamos que datilografar e distribuir em poucas cópias de carbono, ou então melar as mãos em mimeógrafos a álcool com edições que não chegavam a uma centena de cópias...fico estarrecido com a revolução que ocorre na tela de cristal líquido do meu tablet.

Experimente. É uma tentação.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;