quinta-feira, 16 de março de 2017

O Bem e o Mal É Tudo Igual?


Vivemos num planeta dual: dia e noite. Luz e trevas divididas igualmente durante o percurso de um dia.

Toda a vida animal sobre a Terra é dual: macho e fêmea.

E dividimos nossa moral e ética também de forma dual: o Bem e o Mal.

Jean Paul Sartre chegou a afirmar que o Bem e o Mal é tudo igual.

Somo criados a temer o Mal e a louvar e cultivar o Bem. Justíssimo, se queremos evoluir e viver num mundo melhor.

Mas por instinto, por medo, ao temer o Mal procuramos nega-lo. Como se ele não existisse em nós mesmos.

Não devemos negar o Mal. Devemos antes conhece-lo em nós. Saber sua extensão. Saber quando e porque ele instalou-se em nossos arquivos da existência.

O Mal não está sempre ao nosso derredor, às vezes somos nós mesmos os que rugem ao derredor.

Só venceremos este Mal se não tivermos medo de conhece-lo enfrentá-lo, e domesticá-lo, não com negação ou ataques, mas buscando a pacificação. Na maioria das vezes agimos no Mal justamente por teme-lo, pelo medo de que algo de ruim possa nos acontecer, e quando vemos estamos praticando a maldade como forma de nos defender dela.

Pacificar significa o ato de levar a paz. E o básico para se ter a paz é o amor. O gesto de amor, para consigo e para com o próximo, mesmo e sobretudo que o próximo esteja tão próximo: o Mal que nos acompanha lado a lado com o Bem.

Imaginemos o Mal como uma criança amedrontada, ferida, ameaçada, desamparada cuja única forma que conhece de se comunicar com o exterior é através da autodefesa. Aproximarmo-nos dela mansamente, com um gesto de carinho e amor é também a única forma de estabelecer com ela (O Mal nosso de cada dia) e com isso cessar seus ataques de autodefesa.

Somos responsáveis pela reversão das maldades no Mundo, a começar pelas nossas próprias.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

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