segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Humor, Graça e Comédia

Como "Cerveró" no filme "Até Que a Sorte Nos Separe 3 "

Tive meu interesse despertado para o humor como estudo e compreensão após a leitura de uma série de artigos de Artur da Távola, em 1984. Até então, embora fizesse já comédias e humor, considerava isto uma coisa normal, sem muita elaboração e teorias. Um dom natural que eu havia recebido e que desempenhava como forma de ganhar meu pão.

Foi quando li Artur da Távola que tive meu interesse despertado para aprofundar-me mais n o estudo da comédia.

Artur divide o gênero em três estamentos distintos: O Humor, a Graça e a Comédia. (Título que mais tarde daria a um livro meu) . Mas não isenta o ator de trabalhar com os três gêneros num mesmo trabalho. Há momentos em que o ator usa apenas da graça, outros em que usa do humor e outros, da comédia, e há momentos em que ele usa um como trampolim para o outro, saltando, como um trapezista, e levando as emoções da plateia em seu salto.

Concordo com Artur da Távola. São três momentos distintos. O ator de comédias, em cena, ou o comediante, às vezes se desespera com a ausência da gargalhada, com o riso estridente, ininterrupto da plateia.

Já disseram que o riso é a dependência química do comediante. Ele é viciado em ouvir o riso da plateia. Se depender do comediante, a plateia não ficará um minuto sequer sem dar uma gargalhada, mesmo que para isto tenha ele que sacrificar o texto do autor, o direção e até os colegas em cena.

Aviso aos ansiosos, viciados na gargalhada do público: um momento silencioso na plateia pode estar cheio de Graça, como o sorriso da Monalisa. A plateia pode estar com este sorriso nos lábios e apreciando e engraçando-se com o espetáculo; pode estar com os dentes à mostra, num riso maior, pleno de humor, e, só depois, pode arrebentar em estrepitosa gargalhada, confirmando a comédia.

É assim que Artur dividiu em três níveis o Riso.

Estes três momentos, existem sempre nas comédias. São um em três. E são três, em um.

Este é o mistério do riso e da nossa profissão.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Devemos Cultivar Nosso Jardim

Open Air Theatre, Londres - Inglaterra

Cheguei num tempo em que posso aconselhar a todos que cultivem um jardim. Um jardim pode ser cultivado mesmo numa pequena varanda do seu apartamento, e até mesmo em pequenos vasos no canto de uma sala.

Jardim não necessariamente significa os jardins do Palácio de Versalhes. Não precisa ser tão grande, nem sequer ostentatório. Pode ser apenas o seu jardim.

Cultivo um pequeno jardim na varanda do meu apartamento. Me faz muito bem à alma conversar com as plantas, cuidar delas, e vê-las crescer, verdejar, florir.

Enquanto cultivo meu jardim lembro-me sempre do romance “O Otimismo”, obra de Voltaire ( França 1759) que narra a história de um jovem, Cândido, vivendo num paraíso edênico e recebendo ensinamentos do otimismo de Leibniz através de seu mentor, Pangloss. A obra retrata a abrupta interrupção deste estilo de vida quando Cândido se desilude ao testemunhar e experimentar eminentes dificuldades no mundo. Voltaire conclui a obra-prima com Cândido — se não rejeitando o otimismo — ao menos substituindo o mantra leibniziano de Pangloss, "tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis", por um preceito enigmático: "devemos cultivar nosso jardim."É com esta frase que Voltaire termina o romance.

Apenas relembro Cândido, porque continuo otimista, apesar de toda desgraça e vilania que já vi nesta existência. E é por otimismo que cultivo um jardim, ouvindo as plantas e seu natural canto de amor à vida.

Se você ainda não tem, experimente cultivar um jardim. Vai ver como faz bem à alma.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Respeite o Seu Corpo E Cuide Dele Com Atenção

Também não é assim... (risos)

Desde o útero materno formamos e recebemos um corpo. Ele vai nos acompanhar por toda a existência. E na verdade ele nem é nosso, apenas emprestado enquanto vivermos. Após a morte devemos devolve-lo à sua natureza: ao pó de onde veio.

Mas é com ele que devemos levar a vida. E o mais difícil é lembrar-se dele e respeitá-lo em todos os momentos. Muitas vezes cuidamos melhor da nossa casa e do nosso carro que do nosso corpo.

Pra começar devo dizer que não acredito que necessariamente um corpo sarado seja um corpo sadio, um corpo que se respeitou. Muitas vezes para ter o corpo sarado – barriga de tanquinho, bíceps e tríceps superdesenvolvidos - exigimos muito além do que o nosso corpo pode suportar, isto quando não usamos anabolizantes para conseguir tais coisas.

Também o que ingerimos de substâncias agressivas e danosas sob a forma de alimentos é outra agressão e desprezo pelo corpo.

Estressamos o corpo, maltratamos o corpo, e até mesmo quando cuidamos dele em excesso com óleos, e outros cosméticos, que só tem por objetivo aumentar o lucro de certas indústrias, ainda assim estamos maltratando o corpo.

O corpo é sagrado. Tão sagrado que há no Código Penal – em todos os países – o respeito ao corpo após a morte, configurando-se vilipêndio de cadáver qualquer ato danoso praticado contra o corpo inerte após o óbito.

Assim também, em vida, corpo é sagrado. Para os que creem, é a casa onde habita nosso espírito. E uma casa suja ou necessitando de reparos urgentes só pode trazer danos e prejuízos ao espírito.

Cuidemos, pois, com carinho, atenção e zelo deste aglomerado de fibras, ossos, e carnes que nos acompanharão enquanto vivermos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os Maiores “Caqueiros” No Teatro Brasileiro

Os atores Jorge Dória e Carvalhinho na comédia "A Gaiola das Loucas"

Atores há que não passam em cena sem um caco colocado no texto. Eu mesmo confesso que não resisto a um “aprimoramento” do autor (risos). Herança do grande ator Leopoldo Fróes - década de 1930 - este sim, o patrono do “caco” no Brasil. “Depois dele o dilúvio”, para os autores. Quando conversando com o já provecto Dr. Daniel Rocha, à época presidente da SBAT — Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - sobre cacos, ouvi dele mesmo, contemporâneo que fora de Fróes, a afirmativa que ninguém, desde então colocara mais “cacos” ou improvisações num texto que Leopoldo Fróes, e ria das suas diatribes.

É claro que o “caco”, a meu ver, não cabe nas clássicas e bem-acabadas obras-primas.

Ao meu ver o “caco” surge exatamente da fragilidade de um texto em certo momento da peça. O ator atilado percebe a falha do texto. Então esse comediante, não pode e nem deve deixar cair o ritmo da comédia; é seu instinto que cria o “caco” para preencher a quebra da harmonia naquele momento.

Um dos maiores “caqueiros” contemporâneos, o falecido ator Jorge Dória, com muito humor me disse durante nossas apresentações de “Bonifácio Bilhões”, comédia de João Bethencourt:

- Bemvindo, quem põe caco é ator menor, eu escrevo textos inteiros — e ria deste chiste.

Mas há um consenso entre todos os comediantes: “caco” não se responde. É vergonhoso ver um ator pagando “mico” respondendo de forma medíocre a um “caco” brilhante, apenas porque quer pegar carona no brilho do outro. Apenas porque acha que tem o mesmo dom do “caqueiro”. O caco pertence ao mundo dos cômicos, e não dos atores.

O “caco” está na origem da improvisação teatral.

O “caco” seria um ensaio de improvisação.

Pessoas rígidas têm horror ao “caco”, talvez porque ele desordena seu sistema lógico, sua estrutura fechada. A maioria dos atores preferem ir para o abismo com um texto ruim a “reescreve-lo” com cacos.

Mas o “caco”, compreendo eu, é autorizado pela improvisação no teatro.

Ao longo dos séculos, houve muitos diferentes estilos de improvisações.

O ancestral mais direto da improvisação moderna é provavelmente a Commedia Dell’Arte, que foi popular por toda a Europa por quase 200 anos, com início por volta de 1500. Companhias de atores performáticos viajavam de cidade em cidade apresentando shows nas praças públicas e em palcos nos mercados. Eles improvisavam todo o diálogo. Só mais tarde, com Goldoni, vai se criando um texto mais fechado e escrito para a Commedia Dell’Arte.

Pequeno vídeo sobre o caco:


Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tarefas Desnecessárias Trazem Cansaço e Estresse


Paro um tempo e sento-me confortavelmente para meditar um pouco. Não consigo, mal começo a quedar-me em silêncio e a tentar focar meu pensamento em algo sobrevém um bocejo, depois outo r mais outro. Uma lassidão, um cansaço que se manifesta... um sono que chega. Luto contra isso e tento recomeçar minha meditação. Não consigo. O mesmo processo anterior se repete.

E aí percebo que este é o mote da minha meditação: o cansaço a que estamos submetidos no dia a dia e que sequer percebemos.

Se você que me lê é daqueles que basta sentar-se numa conferência, numa igreja, ou numa aula ou mesmo e até numa reunião de estudos e começa a sentir profundo e irrefreável sono, pode ter certeza de que você está muito cansado e ainda nem percebeu.

Este cansaço vem das dezenas de tarefas diárias a que nos propomos. A internet se por um lado facilitou nossa vida por outro lado nos obriga a preencher o tempo com múltiplas tarefas como forma de preencher o tédio e o ócio que advém do tempo vago.

E assim, sem percebermos nos cansamos mais hoje que há décadas atrás.

Então é hora de reavaliar seu tempo e suas tarefas. Perceber se sob a capa da competência você não estará gastando energias além do que possui e submetendo seu corpo e sua mente a um estresse monumental.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Jodyanne Richardson e Jake Curran em 'Fred and Madge' (Alastair Muir)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Poder da Paz e da Conciliação


O ódio que vem se instalando no País não existe apenas entre oponentes políticos. A questão do Uber é um desses flagrantes.

Casos de passageiros agredidos, motoristas espancados, ruas e vias fechadas com motoristas armados de paus e porretes...tudo isso vem sendo assistido por cidadãos consumidores de serviços de taxi, independente sejam os veículos pretos, amarelos ou brancos.

Há uma intolerância generalizando-se. Em todos os setores. Eu mesmo já comentei aqui a agressão de que fui vítima apenas porque pedi a uma jovem que cedesse seu lugar a uma idosa que a ele tinha direito.

Todos nós temos grande responsabilidade pelo apaziguamento deste ódio que começa a corroer as bases da Nação. Sobretudo nós que somos os chamados “formadores de opinião”.

Temos um Poder que pode muito bem-estar a serviço do lado bom da vida, como pode servir aos mais inferiores campos energéticos.

Vamos clamar pela Paz e pela conciliação e tolerância. Tarefa de todos nós, dia a dia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Rammel Chan, Stephenie Soohyun Park e Francis Jue em "King of the Yees" (Craig Schwartz)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Leia a segunda Edição do meu Livro “Humor, Graça e Comédia”


Agora em edição digital na Loja Kindle da Amazon. Digite "Loja Kindle", e depois procure pelo título do livro.

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Dicas para comediantes e atores. Livro que qualquer leigo também pode ler e entender sobre a arte das Comédia. Pensando a Comédia e a arte do humor.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Incapacidade de Amar

Abra o tesouro do seu coração 

Não tenho grandes conhecimentos teológicos, então em época de “Os Dez Mandamentos” fui ao Google procurar pelo mandamento que diz “Amarás o Senhor Teu Deus”. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que estes dois mandamentos não fazem parte das tábuas da Lei mosaica, mas são do Cristo Jesus.

Por favor, este não é um post religioso, busquei este Mandamento para justificar um artigo sobre o amor. E, mais uma vez surpreso: o Cristo Jesus dá continuidade falando exatamente de um segundo mandamento que diz “...E Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

O objetivo deste post de hoje é observar a pessoa que vive mendigando amor, vive se queixando de que não é amada, que não encontra ninguém, que ninguém a quer.

E essa pessoa por acaso ama? Sabe amar? Dispõe-se a amar? Abre seu coração ao outro? Ou deseja - por carência afetiva absoluta - amor incondicional apenas para si? É bom que ela saiba que só será amada se primeiro se dispuser a amar.

O ser humano não é como um cachorro. Por isso às vezes é mais comum ver uma pessoa dizendo: amo meu cachorro, ele me é fiel e me ama incondicionalmente.

O ser humano é um mamífero mais complexo. E se você que me lê não consegue amar teu próximo talvez seja melhor continuar com seu cachorro. Ele estará sempre 24 horas por dia à sua disposição, será exclusivamente seu, e exclusivamente lhe dará toda a atenção que sua carência exige. Mas será sempre um cachorro.

Porque amor mesmo, amor de gente, esse tal amor que cantam os poetas e seresteiros, esse só vai acontecer quando você abrir o tesouro amoroso que traz fechado em seu coração. Pede por amor e nem percebe a riqueza que carrega dentro de seu peito. Ame!!! Distribua amor e receberás medidas de amor, cheias, calcadas e recalcadas.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Nem Sempre a Maioria É Sábia

Hitler tinha o apoio absoluto da maioria do povo alemão

Os regimes políticos sobre os quais se baseia a nossa Sociedade é reflexo exato das nossas crises emocionais, da nossa incapacidade de sermos racionais, e de desejos carnais desesperados por Poder e Ganância.

Certa vez uma atriz francesa me disse que se o povo francês não desejasse a Alemanha jamais ocuparia a França. Ocupou pela omissão do povo. Enquanto patriotas lutavam e resistiam a maioria pensava em trabalhar e ganhar o pão de cada dia, mesmo que o pão tivesse gosto amargo do nazismo.

Nos sistemas políticos o que hoje é verdade e consagração, amanhã é mentira e vergonha. Em 1934 o regime nazista alemão cassou a nacionalidade alemã de Albert Einstein. Isto não mudou nem um átomo nas suas descobertas, na sua busca científica. Vergonha para o governo alemão nazista.

Corroborando o que me disse a amiga francesa, na data de hoje, em 1936 a Alemanha realizou um plebiscito, e 99% dos eleitores aprovaram o regime nazista. O regime nazista não pé fruto de um louco apenas. É fruto da loucura de toda a sociedade alemã da época. A maioria absoluta. O que nos leva a meditar que por ser maioria, certas escolhas nem sempre podem estar certas.

A massa é facilmente manipulável, sobretudo em tempos de crise se “salvadores” acenam a ela com a possibilidade de mais prosperidade e fartura.

A mesma massa que apoiava Mussolini aplaudiu que ele e sua amante fossem linchados e pendurados de cabeça pra baixo até a morte.

E assim seguimos nós, à mercê dos interesses gananciosos de políticos inescrupulosos, servindo de bucha de canhão para manobras políticas que nem imaginamos, mas que estão acontecendo no Brasil e em todo o mundo enquanto lemos este artigo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um Pote Cheio de Orgulho e Mágoa


Sabe aquela pessoa da família que às vezes por causa de uma bobagem deixa de falar contigo e se afasta e com ela vão os filhos, e toda a família dela? Por mais que você procure, peça desculpas, tente consertar as coisas ela não abre mão da posição que tomou? Sabe o que é isso? Orgulho. E mágoa. Dois venenos da alma. Venenos que se alastram pelo organismo social ou familiar. Mas que terminam por matar o próprio orgulhoso, o próprio magoado. Já disse alguém que a mágoa é como tomar veneno e esperar que o outro morra. Digo o mesmo para o orgulho.

Outro dia briguei com um amigo de longa data por puro orgulho. Como é difícil manter-se humilde e tolerante todo o tempo.

Eu já me perdoei, que não sou bobo, não estou a fim de morrer por mágoa. Mas despertei nele também mágoa e orgulho. Espero que um dia a gente possa se perdoar.

Pra começar a perdoar o outro você tem primeiro que perdoar a si mesmo. Tirar de si todos os ressentimentos, mágoas, e sobrepujar seu orgulho. Render-se à sua humilde condição humana. Afinal a nobreza não consiste em ser superior aos outros, mas em ser superior a si mesmo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Peça Teatral "Inocência Roubada" (Marco Bocão)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Chega de Estresse


A maior parte da responsabilidade pelo nosso estresse diário provém das nossas vãs tentativas de controlar as ações da vida.

Estamos sempre ansiosos tentando nos antecipar ao resultado dos atos que vão se configurando em nossas vidas. Queremos antecipar os resultados. Queremos o controle absoluto a partir da nossa vontade de tudo que se passa à nossa volta. Daí o estresse. Não dianta. Por mais que tenhamos desejos e vontades, os fatos e atos ocorrerão da forma que tiverem que ser, no tempo certo, na medida apropriada.

Podemos sim tomar atitudes que ajudem o desfecho dos fatos que vão surgindo, mas não podemos em última análise “passar o carro na frente dos bois”.

Temos pacientemente que aguardar que as coisas se resolvam, no tempo certo, por mais esforços que façamos.

Tentar avançar no tempo antecipando resultados é que nos causa profundo estresse e que acaba contaminando nosso organismo com cargas negativas de hormônios e humores vários.

Gratidão deve ser nossa postura diária se quisermos fugir do estresse. Gratidão. Agradecer sempre pela vida que temos, buscar sempre bons pensamentos e alegria, pois isso produz em nós serotonina e dopamina, substâncias que fazem bem ao nosso organismo físico, e por consequência ao nosso espírito.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Lina Abyad, Atriz em performance e diretora de "But I Love You" (Bassam Al Zoghby)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Senhor de Todas as Plantas Verdes


Quando na Bíblia Deus diz ao Homem, em Gênesis, que ele será o senhor de toda a terra e dominará os peixes, as aves e os animais, as plantas verdes e tudo mais que lhe servir de alimento, estava entregue ao homem a tarefa de dominar, mas como soberano de ser justo e generoso.

E não é o que temos feito. Uma vez soberanos de toda a terra só temos feito massacrar nossos súditos e aqueles de quem deveríamos cuidar por serem inferiores e, portanto, submetidos a nós.

Há tempos atrás seu não tinha um jardim. Criei a pouco e pouco um jardim, e hoje sento-me feliz entre as plantas e fico ali a observa-las e a senti-las. Samambaias, crótons, jiboias, alfinetes, comigos ninguém pode, violetas... uma infinidade. Sento-me entre elas e sinto-me protegido e sinto o agradecimento delas para comigo pela proteção que lhes dou e que elas me retribuem.

Elas têm vida. São animadas. Portanto se são animadas, têm alma. São criaturas, foram criadas como nós na Natureza.

São matéria viva, e não podemos recria-las, tudo que podemos é ajuda-las a se recriarem. Posso criar os prédios de concreto que vejo em frente ao jardim. Mas ali – os prédios - é matéria morta. Sem vida. Inanimada.

Quando me sento entre elas sinto que há uma vida em torno de mim, dependendo de mim, do meu carinho, da minha atenção. Criaturas como eu, mas dependendo de mim. Uma troca: eu cuido delas e elas em troca me dão paz, meditação, sossego, silêncio e beleza.

Sou, como homem, dotado de alma superior, senhor delas e não seu algoz. Ser seu algoz é não ter compreendido nada da essência da vida.

Obrigado, minhas verdes criatura do reino vegetal…

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Baixo Astral

Fuja sobretudo de quem tem o mau olhar

Já lhe aconteceu olhar para uma pessoa e pensar” não gostei da cara dessa pessoa? “ Um pré-julgamento sem nenhuma base racional. Pois é, já aconteceu sim. Acontece com todos nós a toda hora. Talvez a energia daquela pessoa seja boa para outros mas para a nossa não bate legal. Fuja dela. Siga sua intuição.

Quando eu era jovem usávamos o termo “Baixo astral” para pessoas assim. Depois o termo mudou, caiu em desuso, mas a qualificação de “energia ruim” para pessoas desse tipo continua.

Não há explicação racional para isso. Talvez memórias remotas, talvez experiências desagradáveis com similaridade no passado...

Mas siga sempre sua intuição. Tenho um amigo que me diz:

- Bemvindo, quando você for falar com alguém e não gostar da pessoa, mantenha esta sua primeira impressão. Porque logo depois vem uma segunda, que é racional, que se interpõe dizendo que você está sendo severo demais no julgamento dessa pessoa, que ela ´=e legal e que você está enganado.

Nunca!!! Você está certo. Siga sua primeira impressão sempre. Toda vez que eu não fiz isso me dei mal, mais cedo ou mais tarde

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A Tela de Proteção


Estava sentado à varanda e comecei a observar a tela que colocamos para proteção de nossos netos, ainda crianças.

Um fio que se liga a outro que se liga a mais outros e vários que se ligam a vários, e uma infinidade interligados entre si.

Fiquei pensando se de alguma forma nós humanos não somos exatamente assim? Cada um interligado ao outro. Todos animados pela mesma anima, todos movidos pelo mesmo animus. Quando forço a tela num ponto todos os fios próximos se contraem ou esticam conforme a posição, sofrem efeitos imediatos e próximos, mas também, mesmo os fios mais distantes reverberam o toque e o movimento.

Fiquei pensando: se nós, humanos formos exatamente assim como essa tela. O estupro e violentação de uma adolescente ainda que distantes do meu “mundo” de alguma forma me toca, me distende, me contrai, me responsabiliza e vibra em mim.

Seria essa corrente de almas humanas um fato como os fios reais da tela de proteção? Violência reflete violência em todos os demais? Placidez e pacificação refletem paz e sossego em todos os demais?

Pensando assim o meu próximo, e o próximo do meu próximo e o próximo e mais o próximo estamos todos ligados. Somos um só corpo, um só espírito.

Atentemos para isso como atentei para a tela de proteção da minha varanda.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Não Aguento Mais Tanto Blablablá


Ando tão atoleimado com o clima atual do País que sequer consigo pensar no que escrever neste blog, como sempre o faço.

Fico muito triste de ver o País o povo brasileiro dividido, sobretudo sabendo que grande parte deste ódio foi fomentado por certo tipo de mídia que há décadas domina o pensamento nacional.

Não vejo a hora desta tempestade amainar e voltarmos à fraternidade que sempre caracterizou o nosso povo.

Há dois anos o País está parado. Há dois anos uma crise política gerada por quem não soube perder lançou o País em caminhos obscuros e incertos.

Não vejo as lideranças envolvidas pensando no País, vejo-as pensando apenas no Poder, em que pese os belos discursos pretensamente altruístas e humanistas.

Queira Deus que na segunda feira amanheçamos pacificados.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Tire Um Tempo Para Meditar. Se Conseguir.


Um turbilhão de pensamentos na mente. Não há sossego. Sento-me solitário para meditar sobre um assunto sobre o qual preciso de uma resposta, preciso me aprofundar. Penso e medito sobre o assunto. Mas qual, logo nos primeiros segundos pensamentos os mais diversos do assunto invadem minha mente. Observo que nós não temos a capacidade de pensar vários assuntos ao mesmo tempo. Mas assim que conseguimos anular um desses pensamentos, outro toma seu lugar. Uma luta dificílima para atingir a concentração necessária, anular os pensamentos inúteis para aquela tarefa e atingir o processo de concentração meditativa a que nos propusemos.

Mesmo praticada por diversas religiões e filosofias: budismo, hinduísmo, cristianismo, muçulmanos, judaísmo, é também usada nos das de hoje até mesmo por executivos ateus. Ainda assim é um exercício difícil de ser alcançado., quando ficamos em silencio tentando meditar é que percebo como nossa mente pensou sem parar durante todo o dia, porque naquele momento vem à tona todos os pensamentos que tivemos e sequer percebemos na jornada diária.

Leva tempo, mas vale a pena, a meditação é muito importante ar o encontro com seu eu superior, com sua alma. Com sua essência.

Tente um tempo e verá que sempre é bom.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Espetáculo teatral "Luz Intrusa"

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quando Trocar Uma Lâmpada Pode Significar Até a Morte


Parece simples, mas trocar uma lâmpada em casa registra um dos mais altos índices de acidentes domésticos.

A começar pelo choque elétrico. Fiações ruins, em péssimos estado, descuido em desativar a corrente elétrica em casos de fiação instável, etc. podem levar a choques fatais, sobretudo se a pessoa estiver descalça e com os pés ou as mãos molhadas. Aí a voltagem é multiplicada. De toa forma, choques em baixa voltagem podem levar a paradas cardíacas também.

Além do choque é muito comum, sobretudo em idosos a queda de cima de banquinhos ou escadas na hora de trocar a lâmpada. Uma vertigem repentina desequilibra e o idoso cai, na maior parte das vezes batendo com a cabeça e tendo concussão cerebral.

O que parece simples na verdade é complicada e necessita cuidados e prevenções. A maior parte dos acidentes acontecem em ambientes domésticos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Espetáculo teatral "Luz Intrusa"

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

É Verdade que a Jabuticaba Só Dá no Brasil?


Eu pensava que era verdade. Até que um especialista me tirou esta dúvida. Foi o Dr. Eduardo Suggino. “A jabuticaba pode até ser nativa do Brasil, mas não ocorre só aqui. Ela já apareceu em países como Argentina e México em sua forma natural”.

Ele também me disse que a jabuticabeira pode ser cultivada em qualquer canto do planeta, embora em não tenha entendido como um planeta esférico possa ter canto, mas isso é outra coisa. O assunto é jabuticabas.

Mas ele tirou minha ilusão. Pensava que era coisa nossa, só nossa. Que pena!

De toda a forma eu adoro jabuticabas. Não tem coisa melhor que um é cheiinho de jabuticabas e a gente embaixo dele s[o enchendo a pança com aquelas frutinhas tão gostosinhas...ah, saudades das minhas Minas Gerais...

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O Medo e o Temor


Você já sentiu medo? Mas não o medo comum, o medo de uma queda, de altura, de avião, de ser assaltado, de um cão... não! Falo de um medo interior. Um medo que não se expressa por nenhum objeto ou sujeito. Um medo que pode ser chamado de temor. Este sim o temor. O temor diante da grandeza do Universo? Diante da eternidade das galáxias e da Luz? É um medo intenso, que vem lá das profundas. Mas descobri que não é medo, mais uma vez repito: é temor.

Será este o temor de que fala a Bíblia? Será este temor que acompanha o Homem desde seus primórdios e que não se explica a não ser por sua pequenez e fragilidade diante das grandezas cósmicas?

Pois sinta este temor, se é que já o sentiu ou está sentindo. Sinta-o e observe-o. Tema, mas não tenha medo, porque tudo que há no Universo está dentro de nós, somos nós mesmos, e relembro a letra da música de Caetano Veloso, interpretada por Elis Regina e que diz: “Não tenha medo, não. Nada é pior do que tudo que você já tem dentro do seu coração. ”

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Espetáculo 4:48 "Psychosis" by Sarah Kane

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Segunda de Primeira


Informamos que a partir de setembro de 2017 os artigos do gênio Bemvindo Sequeira (Foto Acima) estarão aqui no Blog da Cia. De Teatro Atemporal apenas nas segundas-feiras.

Com toda irreverência e carisma ímpar os melhores artigos do mundo do teatro e da cultura estão aqui!

Não se esqueça! Nossas segundas serão de primeiras!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O Ideal do Outro Em Nós


A tolerância é um grande Dom, e um exercício para ser elaborado todos os dias. Ninguém se tona tolerante da noite para o dia, como num passe de mágica. É um exercício constante. Uma observação constante de si mesmo e do outro.

Pela observação do outro aprendemos o quanto podemos ser intolerantes também.

Há pressões sociais e pessoais de intolerância que afetam nosso Ser. São pressões que vão de sutis manifestações até claras manifestações de ódio.

Como é difícil para muitos, hoje, dizer: - Sou comunista! Ou: sou evangélico! Ou: sou homossexual! Ou até mesmo: Sou ateu!

E, creiam, este SOU não é a verdadeira essência do que estas pessoas são. Estes “EU SOU” são rótulos que estabelecemos para nos identificarmos diante do outro e de nós mesmos.

Mas o que exatamente - no nosso âmago, na nossa essência, na nossa alma - o que somos realmente? Quem somos realmente? Este é o mistério da vida, cujo desvelar passaremos a existência procurando saber.

Portanto, aceitar naturalmente as pessoas como elas são naquele momento da vida delas, aguardando que elas avancem cada vez mais no seu autoconhecimento é, este sim, um ato de amor ao próximo. Um ato de tolerância.

O que eu penso, ou o que acho bom para mim, pode não ser para o próximo, e isso deve ser respeitado, para que também me respeitem.

Como posso ser libertário se tento prender o próximo aos meus conceitos? Afinal, se eu mesmo ao prender o próximo aos meus conceitos torno-me preso a ele.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Com Mulher Não se Pode Falar Sério, Diz Sérgio Mallandro

Divertido e ingênuo no seu humor toma bronca das novas gerações

Minha neta de 15 anos está de mau com Sérgio Mallandro. Ela e uma porção de amigas que se juntaram para discutir a mais recente entrevista do amigo e humorista.São duas gerações diferentes, muito distantes uma da outra, em idade e conceitos. Mallandro, que é divertidíssimo e como diz o nome: muito malandro, vem de uma época em que não se precisava ter muitos cuidados com o que se dizia sobre a mulher. Não chega ao nível de machismo é claro do tempo da minha vó árabe, que quando minha mãe recém casada foi queixar-se com ela do meu pai, ainda imatura, (naquele tempo casava-se com 16 anos ) Travou-se o seguinte diálogo em 1932:

Mãe – Eu quero separar do meu marido.

Avó – Por que? Ele bate em você?

Mãe – Não.

Avó – Você passa fome? –

Mãe – Não.

Avó – Ele te dá roupas?

Mãe – Sim.

Avó- Ele deu sobrenome dele pra você.

Mãe – Deu.

Avó – Então você está reclamando de que? Volta pra seu marido e fica quieta.

Minha neta , da chamada geração cristal, está muito pau com a declaração machista dele de que mulher gosta de rir, de que não se pode falar sério com mulher. Ela diz que este é o tipo de homem babaca,e que se um garoto de hoje diz isso elas de saída escanteiam ele como bobo, infantil e machista. Tentei explicar à ela que se tratava apenas de uma brincadeira e tive como resposta:

- O humor não pode servir de escudo para a manutenção de conceitos machistas.

É, Mallandro, a gente papa mosca com as novas gerações, coisas ditas sem a menor intenção de ferir – nos nossos velhos conceitos – acabam provocando tsunamis de críticas e de broncas para nos adequarmos aos tempos modernos.

Outro dia , palestrando numa Faculdade levei uma bronca de uma jovem apenas porque disse que as feministas do meu tempo eram muito feias, e as de hoje são belas. Uma jovem pediu a palavra e me desancou de machista pra baixo.

E a garotada está certa, afinal o mundo já é deles. E em dez anos será mais ainda.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

De Repente Estamos Carentes de Vitamina D?


Faço um simples hemograma (exame de sangue) e fico assustado: os níveis de vitamina D no meu organismo estão muito baixos.

Uma queda surpreendente. O nível normal seria de 30 para cima, eu estava com 10.

E aí leio nos jornais que muita gente está com níveis baixíssimos de vitamina D.

A vitamina D é muito importante, sobretudo para aumentar as nossas defesas imunológicas. Ela regula de intestinos a unhas. E é tão simples repô-la e em nosso organismo: apenas 15 minutos de sol por dia.

Curiosamente somos um país solar e somos um povo que não toma sol. Passamos a maior parte do dia dentro de casa ou escritório.

A partir desta preocupação passei nos últimos dois meses a caminhar pela manhã por 15 minutos ao sol, ou a sentar-me no jardim e ler por 15 minutos também a o sol.

Resultado: no último exame a taxa havia subido para 27, quase o normal que pretendo atingir no próximo mês. Previna-se você também, e adeus micoses ou unhas quebradiças, e intestinos instáveis, entre outras coisas muito mais sérias que podem advir da falta de Vitamina D.

Se tem mais dúvidas sobre isso consulte um médico.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ser Velho Não é Doença, Nem Praga Nem Maldição

Quando a velhice é uma alegria

Toda a vez que eu digo que eu estou velho algum interlocutor pessoa me repreende: - O que é isso? O senhor não está velho coisa nenhuma!

Deixem-me ser velho. Vou completar 70 anos.

Não vejo problema algum em ser velho. A vida tem me abençoado com longos anos. Carrego a minha velhice como uma medalha ao peito.

Mas as pessoas em sua maioria rejeitam a ideia de envelhecer. E sobretudo repreendem quem se diz velho, como se velho fosse uma doença, uma praga, uma maldição.

O corpo envelhece sim. A mente não. Às vezes ela rateia a memória aqui e ali, mas se mantém lúcida ao ponto de denominar e reconhecer a velhice.

Graças a Deus cheguei à velhice. E uso os cuidados que deve ter um homem, ou mulher da minha idade: exames periódicos, exercícios, alimentação diferenciada, controle da ansiedade, calma nas tarefas que devem ser feitas, prudência, tolerância e paciência. Caminhar mais devagar – não porque não possa caminhar mais depressa, mas que necessidade há de caminhar mais depressa na nossa idade?

E assim vou seguindo feliz sem horror à velhice e suportando sobretudo o preconceito que a sociedade tem para com os velhos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Dor Escondida Atrás de Óculos Escuros

Neguinho da Beija-Flor e Carlinhos Brown no Velório de Emílio Santiago 

Fico observando o velório e enterro de personalidades. E há uma coisa que não entendo, talvez porque eu seja néscio bastante para não alcançar o significado: os óculos escuros colocados pelas pessoas que vão ao velório.

Imagino a preocupação da pessoa indo ao velório:

- Eu preciso ir ao velório, era muito amigo, querido mesmo, uma perda. Ah, mas não posso esquecer dos óculos escuros.

Como numa hora e dor, de comoção, lembrar-se dos óculos escuros?

Vejo enterro de pobre. De crianças assassinadas nas comunidades durante confrontos do tráfico. Nunca, jamais vi em nenhum destes velórios uns óculos escuros sequer. Ao contrário, vejo olhos bem abertos à tragédia que se passa ao redor.

Será que os óculos escuros em cerimônias fúnebres são no fundo símbolo de status e classe social?

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Roberto Teixeira/EGO

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Automutilação, Terrível Prática Entre Adolescentes


Minha neta adolescente me relata que está assustada com uma colega de sala de aula que se automutila.

Diz-me que a colega está toda cortada de estilete nos braços, pernas e tronco.

A automutilação entre jovens tem crescido de forma assustadora na nossa sociedade. Nas redes sociais os jovens automutilados mantêm relações de troca de imagens e mensagens com outros jovens que tem a mesma prática.

O assunto é muito sério e várias entidades de assistência a jovens estão se mobilizando para esclarecer os adolescentes sobre este tipo de autopunição.

A maioria das vezes os pais sequer percebem as automutilações, quando vem a perceber o vício de automutilar-se já está muito avançado e já é impossível esconder as feridas.

O hábito é chamado perla palavra inglesa de cutting e é sobretudo sinal de tristeza, melancolia profunda.

Não é um caminho para o suicídio, antes é o caminho para chamar atenção sobre si mesmos, sobretudo a atenção de pais, mestres e amigos que não dão a estes jovens o amparo e a assistência que de alguma forma eles pedem automutilando-se.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

9 Anos de Nossa Companhia


Ontem, dia 5 de Junho nossa companhia completou 9 anos de existência. Apesar de longe dos palcos por um longo período, sabemos que o que é Atemporal não tem tempo e fim. 

Com Fé em DEUS e muito amor pelo teatro, e que ao longo desses 9 anos temos realizado o melhor para você, que também faz parte de nossa história.

PARABÉNS, Cia. De Teatro Atemporal! 9 anos!

Vamos comemorar! Afinal, somos Atemporais!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Como Você Lida Com Os Sentimentos Negativos Que Surgem na Sua Mente?


Devido à minha profissão no lugar de ser eu apenas um, sou três: a pessoa, o ator e a personagem.

Como pessoa me disponho a trabalhar como ator e como ator disponho-me a sentir e controlar e perceber e agir a partir dos sentimentos de uma personagem.

O curioso é que por ser uma personagem eu sinto todos os seus sentimentos, mas observo-os de fora ao mesmo tempo. Impeço-os de tomarem o controle absoluto do meu ser, caso contrário seria um doente, um perigo para os espectadores, que como eu, embora sintam e se identifiquem com os sentimentos expostos em cena também os controlam.

E na vida? Como agimos enquanto pessoa?

Sempre, sempre, deixo-me levar sem controle pelos sentimentos negativos que surgem. Por exemplo: nervosismo e medo.

Vamos falar do medo. Penso que vou morrer de pânico, que estou com muito medo e não consigo pensar em outra coisa que não seja livrar-me do medo.

Enquanto ator representando eu trabalharia este medo, acolheria ele e viveria ele até o final da cena ou peça.

Na vida tenho a impressão de que aquele medo que chegou será eterno e infinito.

Nada disso, pura ilusão. Ele surge dentro de um espaço do nosso ser e também vai passar. Vai ter seu momento “cênico” e vai sumir.

Noventa por cento dos problemas que nos afligem descobrimos depois que nunca aconteceram. Os dez por cento restantes aconteceram e foram resolvidos. Logo, não há motivos para deixarmos torrentes de sentimentos perturbadores invadirem nossa alma de forma irracional.

E o mais curioso é que como ator compreendo isso, e faço isso sempre. Como pessoa...um desastre! Tenho muito ainda o que aprender em como lidar com meus sentimentos.

São meus, eu tenho que abraça-los e conhece-los e esperar com calma e tranquilidade que eles se apresentem e passem, e possa eu continuar observando e sentindo apenas aquilo que é belo e que me dá prazer ao espírito.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Freud e o Viver Cotidiano


Quando entrevistado, e já com o câncer de palato devorando suas forças, Freud respondeu à pergunta de jornalistas que desejavam saber que conselho ele daria às pessoas:

- Tenha sempre uma dose de bom humor e uma certa indiferença.

O bom humor é muito importante, ele nos livra de ficarmos enfezados (cheio de fezes) e nos leva ao engraçado (cheios de graças).

Já a “certa indiferença” evita nos preocuparmos em demasia com o que na maioria das vezes não tem nenhuma importância. Com isso fugimos do estresse e temos melhor qualidade de vida.

Coisas tão simples, mas como é difícil colocar em prática este conselho do sábio Freud.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Pessimista É Sobretudo Um Chato


Não creio que haja coisa mais desagradável ao nível de convivência que conviver com um pessimista. É definitivamente um chato.

O pessimista é sobretudo um ranzinza. Nada pra ele está bom. Nada no mundo pra ele o convence a um bom olhar sobre as coisa, acontecimentos e pessoas.

Na churrascaria reclama que a carne está dura, no País só vê desastres pela frente, nas amizades ninguém presta, ao sol afirma que em breve nuvens cobrirão a luz solar; se ganha um presente reclama que não tem mais lugar onde guardar coisas; enfim: um chato e um olhar torto sobre quaisquer das boas coisas no Mundo.

Afaste-se deste tipo de gente. Eles são capazes de destruir todas as suas esperanças num mundo melhor, no próximo, na vida.

Parecem carregar com eles todas as derrotas e aborrecimentos do mundo.

Sai fora, amigo, amiga. Não entre numa de que você é forte o suficiente para conviver com alguém assim e sair ileso., até porque não há razão para conviver com alguém que passa a vida com olhar e p falar negativo sobre tudo.

Um chato!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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Foto: Cena da peça "Dhumrapaan" uma comédia dramática da Zee Theatre com colaboração de Kumud Mishra

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Afinal O Clima de Outono


Não sei para os demais estados do Brasil sobretudo os do Norte e Nordeste, mais próximos da Zona do Equador, mas fato é que neste sábado – melhor dizendo, em toda esta semana – baixou afinal o clima de outono no Rio e São Paulo.

Muitas folhas secas pelo chão. Estive no Parque Villa Lobos em São Paulo, bem cedo, e fiquei encantado em ver as folhas secas cobrindo chão. A Natureza se renova.

O Céu tem estado um encantamento, de um azul belíssimo, praticamente sem nuvens, e o Sol não queima, apenas aquece. Uma temperatura amena, com noites frescas e agradáveis, excelentes para um sono reparador e também para nossos bolsos, livres do ônus pesadíssimo das contas de luz superavitadas pelo uso de ar condicionado.

É bonito ver como funciona o Universo que nos rodeia e abraça.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Arroz de Palma, Leitura Pra Quem Gosta de Ler


Acabo de ler o romance “Arroz de Palma” de Francisco Azevedo. Recomendo a leitura. Ele escreve cm uma leveza de causar inveja. Capítulos pequenos, sucintos, mas muito claros. O livro trata das relações familiares. O arroz, símbolo da fertilidade e da “chuva” sobre os noivos à saída do casório é recolhido por uma Tia, Tia Palma, e torna-se símbolo família que atravessa gerações. A história deste arroz, desta família, da família de todos nós, cotejando família e culinária faz deste livro uma leitura muito agradável.

Terminei de ler ontem e já estou começando a ler um de outro gênero: John Grisham “O Dilema” .Ficção que trata de uma denúncia contra empresas mineradoras gananciosas – lembrei-me agora da tragédia de Mariana – que põem em risco o ecossistema e a sobrevivência dos seus habitantes. O assunto é atualíssimo.

Depois que eu ler, eu comento o que achei.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Incapacidade de Amar

Abra o tesouro do seu coração

Não tenho grandes conhecimentos teológicos, então em época de “Os Dez Mandamentos” fui ao Google procurar pelo mandamento que diz “Amarás o Senhor Teu Deus”. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que estes dois mandamentos não fazem parte das tábuas da Lei mosaica, mas são do Cristo Jesus.

Por favor, este não é um post religioso, busquei este Mandamento para justificar um artigo sobre o amor. E, mais uma vez surpreso: o Cristo Jesus dá continuidade falando exatamente de um segundo mandamento que diz “...E Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

O objetivo deste post de hoje é observar a pessoa que vive mendigando amor, vive se queixando de que não é amada, que não encontra ninguém, que ninguém a quer.

E essa pessoa por acaso ama? Sabe amar? Dispõe-se a amar? Abre seu coração ao outro? Ou deseja - por carência afetiva absoluta - amor incondicional apenas para si? É bom que ela saiba que só será amada se primeiro se dispuser a amar.

O ser humano não é como um cachorro. Por isso às vezes é mais comum ver uma pessoa dizendo: amo meu cachorro, ele me é fiel e me ama incondicionalmente.

O ser humano é um mamífero mais complexo. E se você que me lê não consegue amar teu próximo talvez seja melhor continuar com seu cachorro. Ele estará sempre 24 horas por dia à sua disposição, será exclusivamente seu, e exclusivamente lhe dará toda a atenção que sua carência exige. Mas será sempre um cachorro.

Porque amor mesmo, amor de gente, esse tal amor que cantam os poetas e seresteiros, esse só vai acontecer quando você abrir o tesouro amoroso que traz fechado em seu coração. Pede por amor e nem percebe a riqueza que carrega dentro de seu peito. Ame!!! Distribua amor e receberás medidas de amor, cheias, calcadas e recalcadas.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Mundo Maravilhoso dos Youtubers

Muita informação para ser consumida.

Como um profissional das artes cênicas que também faço meus shows de humor, hoje chamados de stand ups, fiquei impressionado nos últimos anos com as miríades de jovens que lançarem-se em todos os espaços tentando ser engraçados e ganhar uns trocados exibindo-se com o chamado “humor em pé”.

A onda está passando. Mas...como diz Drummond em uma de suas poesias “...de tudo fica um pouco”. E ficaram uns poucos por aí. Vão restando os talentosos e perseverantes. Mas houve época que em qualquer “cave” encontrávamos um jovem vestido casualmente tentando ser um novo Charles Chaplin, ou um renovado Woody Allen.

São tantos quanto os violeiros de bar que encontramos em punhados pelas cantinas e botequins das madrugadas sertanejas. Minas tem em torno de 700 municípios. Creio que no interior, em cada um deles há pelo menos dois seresteiros tentando ser Milton ou Djavan, e vão ganhando seus trocados. Alguns talentosos. A maioria: medíocre.

Mas, antigo que sou (pra não me nomear velho) desconhecia o movimento dos youtubers. É um universo fantástico. São milhares de jovens (alguns até com menos de dez anos) tentando ser cada um deles mais criativos e originais que os outros. No Brasil são dezenas de milhares. No mundo, milhões. Cada um com seu canal. A maioria tentando “estourar” em sucesso com seu nicho e faturar uma graninha. Outros apenas desejam divertir ou informar. Como entre os “standapeiros” e os violeiros, alguns tem talento e perseverança. Estes conseguem em um único dia ter 400.00 visualizações, o que convenhamos é mais que a tiragem diária dos maiores jornais do País. É um fantástico universo. Encontramos todos os temas. Desde como fazer uma pintura de unhas e delinear cílios até como desmontar um motor de uma BMW. Cada um escolhe o nicho que lhe aprouver. Munidos na maioria das vezes apenas com uma câmera de smartphone fazem a distração de milhões.

Eu sabia que existia este universo, mas foram minhas duas netas, pré-adolescentes que me iniciaram nesta viagem pelo mundo dos youtubers.

Eu mesmo gostei e tornei-me um deles. É divertido. É um forte instrumento de comunicação e informação que trabalha solto entre a tradicional e estabelecida mídia de jornais e tvs.

Quando eu me lembro que, na minha juventude, para divulgar uma ideia, tínhamos que datilografar e distribuir em poucas cópias de carbono, ou então melar as mãos em mimeógrafos a álcool com edições que não chegavam a uma centena de cópias...fico estarrecido com a revolução que ocorre na tela de cristal líquido do meu tablet.

Experimente. É uma tentação.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Quem Pertence o Ódio?

O ódio. Um devorador buraco negro na nossa alma.

Há uma frase que se usa brincando, mas com profunda verdade, quando se diz “...não é de Deus”. Assim, creio é o ódio: “...não é de Deus”.

Certa vez um motorista de taxio de SP na sua simplória – mas profunda sabedoria- me disse: - “Meu senhor, o medo é um demônio que se alimenta do próprio medo”.

Nunca me esqueci desta frase dita há mais de dez anos. Da mesma forma posso hoje dizer que ódio é um demônio que se alimenta do próprio ódio.

Todos nós, mamíferos, temos origem selvagem, e muitas vezes – ou sempre - esta selvageria manifesta-se no dia a dia. Quantas vezes nos pegamos, ou a outros dizendo: “Tomara que morra! ” “Se eu pudesse eu matava” ou coisas semelhantes. Como podem passar tais pensamentos ou palavras pela expressão de pessoas que se julgam pacatas, boas, cordatas?

Porque o ódio, se não for imediatamente controlado se alimentará do próprio ódio, e crescerá em proporções inimagináveis. Do ouro lado, o objeto de nosso ´[ódio – se também ser humano poderá reagir à carga expressando por sua vez seu ódio. E aí temos um patético espetáculo: dois cegos cavaleiros esgrimindo no ar com seus fantasmas internos que julgam reais.

Alegria, tristeza, medo e raiva são sentimentos primários que encontraremos em todos os mamíferos. Mas o ódio não. O ódio é exclusividade humana. Não é sentimento primário, é formado de forma consciente, em contraposição ao amor. Ódio e amor são culturais, não são instintivos.

Amor traz saúde, física e mental. Cria boas energias à nossa volta. Eleva a alma e o espírito. O ódio nos faz descer ao mundo inferior das criaturas medonhas que povoam o inferno de cada um.

A escolha é sua: você pode exercitar-se diariamente no ódio, ou no amor.

Revertendo as primeiras frases deste post posso afirmar que o amor é um anjo que se alimenta do amor.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 27 de março de 2017

Todo Ator É Um Rei?

Sir Lawrence Olivier em cena interpretando o rei Ricardo III.

Ouvi constrangido, com vergonha alheia, o áudio íntimo do ator e produtor Claudio Botelho. Lamentável que tenha sido divulgado em todas as redes sociais, e aqui não estou para julgar o colega, ao contrário, compadeço-me dele. Compadeço-me do seu desespero, do seu desamparo, da sua incompreensão do que se passara. O que dera errado? Todas as noites ele colocava um “caquinho” de sátira política, e a plateia delirava. O que dera errado naquela noite?

O áudio me remeteu muito mais a uma criança magoada, e por tal com muita raiva, que a um adulto centrado. Por isso me compadeço.

Mas fica uma coisa na minha cabeça, que ultrapassa o Claudio Botelho: o conceito de que o ator no palco é um rei que não pode ser interrompido. Esse conceito é aristocrático. Parte do princípio de que o que fazemos no palco é sagrado, que somos sacerdotes em liturgia sacra. Não é verdade. Somos trabalhadores do entretenimento, procurando agradar uma plateia que paga para nos ver, que nos elegeu – reis não são eleitos – para representa-la. Nosso corpo e nossa voz são mídia, meios de comunicação. Por nós passa o poder de representar uma plateia e seus anseios. Só isso. Terminada a função o poder que nos foi conferido se esvai, parte com o vento e vai atravessar outras pessoas, outros profissionais, de todas as áreas, deixando-nos na nossa simples e humilde, mísera condição humana, comum a todos os demais mortais. Sejamos cada vez mais humildes, é o único caminho para nossa pacificação interna.

Ainda outra coisa: o que ocorreu não tem semelhança com “Roda Viva”. Em “Roda Viva”, um grupo de Direita, fascista, organizado, armado, composto inclusive por policiais, espancou atores e público por pura intolerância. Foi um ato preparado para empastelar um espetáculo. Em Belo Horizonte assim como foi espontâneo o “caco” do Claudio, foi também espontânea a reação da plateia. Só isso, essa a diferença.

"E quanto ao racismo?" Hão de me perguntar os mais coléricos. Se houve ou não , que se pronunciem primeiro os colegas afro descendentes, os mais interessados em discutir o fato. Eu recuso-me a julgar.

Portanto, pra mim todo o incidente em Belo Horizonte foi motivado por um equívoco de avaliação do ator em cena. Os tempos são de cólera. E torno a dizer, não julgo, compadeço-me do momento do jovem ator e produtor que tão sofridamente teve seu encontro com a Verdade e que mais sofridamente viu seu ego exposto para todo o País.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 23 de março de 2017

Socorro!! O FBI Está Atrás de Mim!

Ai, que mêda!

Abro minha caixa de e mail e vejo uma intimação do FBI. Pensei logo: “- Ah meu Deus!!! Meu avô árabe deixou o sobrenome comprometedor no meu RG, vão me mandar pra Guantánamo! Vou ser acusado de ser do Estado islâmico!!”. Paranóia total! Eis que abro e nem preciso escrever a crônica de hoje. O texto é tão fake que só americano pra acreditar numa coisa dessas. Sou brasileiro...Traduzi e trago à leitura de vocês:

Federal Bureau of Investigation

Intelligence Camps Groups J. Edgar Hoover 935 Pennsylvania Avenue, NW Washington, DC

Atenção: Beneficiário,

Pedimos sinceras desculpas por enviar esta correspondência através de e-mail em vez de uma carta registrada, mala postal , telefone ou conversa cara a cara, mas é devido à urgência e importância das informações para os nossos cidadãos e nossa segurança. Sou Agente Especial Mark Giuliano do Federal Bureau of Investigation (FBI) Camps Intelligence Grupos (FIG). Nós interceptamos duas caixas em consignação no Aeroporto JFK, em Nova York. As caixas foram digitalizadas e elas continham grande soma de dinheiro (4,1 milhões dólares) e também alguns documentos de backup que levam seu nome como o Beneficiário / receptor do dinheiro. Investigamos o diplomata que acompanhou as caixas para os Estados Unidos e ele disse que era para entregar o dinheiro na sua residência como pagamento em atraso devido a você pela República Federal da Nigéria, através da empresa de segurança no Reino Unido.

Após cruzamento de todos os documentos legais nas caixas, nós descobrimos que na sua remessa faltava um documento importante e não podemos liberar as caixas para você até que o documento nos seja enviado, não temos outra opção além de confiscar sua remessa, já que configura lavagem de dinheiro.

Você é obrigado a responder de volta dentro de 72 horas ou você vai ser processado por lavagem de dinheiro... porque sua remessa foi confiscada pelo Federal Bureau of Investigation aqui nos Estados Unidos.

Seu em serviço,

Agente Especial Mark Giuliano

Vice-Diretor Regional

Camps Inteligência Grupos (FIGs)

Querido "Agente Mark" : malandro é o gato que já nasce de bigode. Informo que rompi meus negócios com a Nigéria há oito décadas, portanto faça bom proveito destes 4 milhões de dólares!!!!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;