segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O Medo e o Temor


Você já sentiu medo? Mas não o medo comum, o medo de uma queda, de altura, de avião, de ser assaltado, de um cão... não! Falo de um medo interior. Um medo que não se expressa por nenhum objeto ou sujeito. Um medo que pode ser chamado de temor. Este sim o temor. O temor diante da grandeza do Universo? Diante da eternidade das galáxias e da Luz? É um medo intenso, que vem lá das profundas. Mas descobri que não é medo, mais uma vez repito: é temor.

Será este o temor de que fala a Bíblia? Será este temor que acompanha o Homem desde seus primórdios e que não se explica a não ser por sua pequenez e fragilidade diante das grandezas cósmicas?

Pois sinta este temor, se é que já o sentiu ou está sentindo. Sinta-o e observe-o. Tema, mas não tenha medo, porque tudo que há no Universo está dentro de nós, somos nós mesmos, e relembro a letra da música de Caetano Veloso, interpretada por Elis Regina e que diz: “Não tenha medo, não. Nada é pior do que tudo que você já tem dentro do seu coração. ”

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Espetáculo 4:48 "Psychosis" by Sarah Kane

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Segunda de Primeira


Informamos que a partir de setembro de 2017 os artigos do gênio Bemvindo Sequeira (Foto Acima) estarão aqui no Blog da Cia. De Teatro Atemporal apenas nas segundas-feiras.

Com toda irreverência e carisma ímpar os melhores artigos do mundo do teatro e da cultura estão aqui!

Não se esqueça! Nossas segundas serão de primeiras!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O Ideal do Outro Em Nós


A tolerância é um grande Dom, e um exercício para ser elaborado todos os dias. Ninguém se tona tolerante da noite para o dia, como num passe de mágica. É um exercício constante. Uma observação constante de si mesmo e do outro.

Pela observação do outro aprendemos o quanto podemos ser intolerantes também.

Há pressões sociais e pessoais de intolerância que afetam nosso Ser. São pressões que vão de sutis manifestações até claras manifestações de ódio.

Como é difícil para muitos, hoje, dizer: - Sou comunista! Ou: sou evangélico! Ou: sou homossexual! Ou até mesmo: Sou ateu!

E, creiam, este SOU não é a verdadeira essência do que estas pessoas são. Estes “EU SOU” são rótulos que estabelecemos para nos identificarmos diante do outro e de nós mesmos.

Mas o que exatamente - no nosso âmago, na nossa essência, na nossa alma - o que somos realmente? Quem somos realmente? Este é o mistério da vida, cujo desvelar passaremos a existência procurando saber.

Portanto, aceitar naturalmente as pessoas como elas são naquele momento da vida delas, aguardando que elas avancem cada vez mais no seu autoconhecimento é, este sim, um ato de amor ao próximo. Um ato de tolerância.

O que eu penso, ou o que acho bom para mim, pode não ser para o próximo, e isso deve ser respeitado, para que também me respeitem.

Como posso ser libertário se tento prender o próximo aos meus conceitos? Afinal, se eu mesmo ao prender o próximo aos meus conceitos torno-me preso a ele.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Com Mulher Não se Pode Falar Sério, Diz Sérgio Mallandro

Divertido e ingênuo no seu humor toma bronca das novas gerações

Minha neta de 15 anos está de mau com Sérgio Mallandro. Ela e uma porção de amigas que se juntaram para discutir a mais recente entrevista do amigo e humorista.São duas gerações diferentes, muito distantes uma da outra, em idade e conceitos. Mallandro, que é divertidíssimo e como diz o nome: muito malandro, vem de uma época em que não se precisava ter muitos cuidados com o que se dizia sobre a mulher. Não chega ao nível de machismo é claro do tempo da minha vó árabe, que quando minha mãe recém casada foi queixar-se com ela do meu pai, ainda imatura, (naquele tempo casava-se com 16 anos ) Travou-se o seguinte diálogo em 1932:

Mãe – Eu quero separar do meu marido.

Avó – Por que? Ele bate em você?

Mãe – Não.

Avó – Você passa fome? –

Mãe – Não.

Avó – Ele te dá roupas?

Mãe – Sim.

Avó- Ele deu sobrenome dele pra você.

Mãe – Deu.

Avó – Então você está reclamando de que? Volta pra seu marido e fica quieta.

Minha neta , da chamada geração cristal, está muito pau com a declaração machista dele de que mulher gosta de rir, de que não se pode falar sério com mulher. Ela diz que este é o tipo de homem babaca,e que se um garoto de hoje diz isso elas de saída escanteiam ele como bobo, infantil e machista. Tentei explicar à ela que se tratava apenas de uma brincadeira e tive como resposta:

- O humor não pode servir de escudo para a manutenção de conceitos machistas.

É, Mallandro, a gente papa mosca com as novas gerações, coisas ditas sem a menor intenção de ferir – nos nossos velhos conceitos – acabam provocando tsunamis de críticas e de broncas para nos adequarmos aos tempos modernos.

Outro dia , palestrando numa Faculdade levei uma bronca de uma jovem apenas porque disse que as feministas do meu tempo eram muito feias, e as de hoje são belas. Uma jovem pediu a palavra e me desancou de machista pra baixo.

E a garotada está certa, afinal o mundo já é deles. E em dez anos será mais ainda.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

De Repente Estamos Carentes de Vitamina D?


Faço um simples hemograma (exame de sangue) e fico assustado: os níveis de vitamina D no meu organismo estão muito baixos.

Uma queda surpreendente. O nível normal seria de 30 para cima, eu estava com 10.

E aí leio nos jornais que muita gente está com níveis baixíssimos de vitamina D.

A vitamina D é muito importante, sobretudo para aumentar as nossas defesas imunológicas. Ela regula de intestinos a unhas. E é tão simples repô-la e em nosso organismo: apenas 15 minutos de sol por dia.

Curiosamente somos um país solar e somos um povo que não toma sol. Passamos a maior parte do dia dentro de casa ou escritório.

A partir desta preocupação passei nos últimos dois meses a caminhar pela manhã por 15 minutos ao sol, ou a sentar-me no jardim e ler por 15 minutos também a o sol.

Resultado: no último exame a taxa havia subido para 27, quase o normal que pretendo atingir no próximo mês. Previna-se você também, e adeus micoses ou unhas quebradiças, e intestinos instáveis, entre outras coisas muito mais sérias que podem advir da falta de Vitamina D.

Se tem mais dúvidas sobre isso consulte um médico.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ser Velho Não é Doença, Nem Praga Nem Maldição

Quando a velhice é uma alegria

Toda a vez que eu digo que eu estou velho algum interlocutor pessoa me repreende: - O que é isso? O senhor não está velho coisa nenhuma!

Deixem-me ser velho. Vou completar 70 anos.

Não vejo problema algum em ser velho. A vida tem me abençoado com longos anos. Carrego a minha velhice como uma medalha ao peito.

Mas as pessoas em sua maioria rejeitam a ideia de envelhecer. E sobretudo repreendem quem se diz velho, como se velho fosse uma doença, uma praga, uma maldição.

O corpo envelhece sim. A mente não. Às vezes ela rateia a memória aqui e ali, mas se mantém lúcida ao ponto de denominar e reconhecer a velhice.

Graças a Deus cheguei à velhice. E uso os cuidados que deve ter um homem, ou mulher da minha idade: exames periódicos, exercícios, alimentação diferenciada, controle da ansiedade, calma nas tarefas que devem ser feitas, prudência, tolerância e paciência. Caminhar mais devagar – não porque não possa caminhar mais depressa, mas que necessidade há de caminhar mais depressa na nossa idade?

E assim vou seguindo feliz sem horror à velhice e suportando sobretudo o preconceito que a sociedade tem para com os velhos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Dor Escondida Atrás de Óculos Escuros

Neguinho da Beija-Flor e Carlinhos Brown no Velório de Emílio Santiago 

Fico observando o velório e enterro de personalidades. E há uma coisa que não entendo, talvez porque eu seja néscio bastante para não alcançar o significado: os óculos escuros colocados pelas pessoas que vão ao velório.

Imagino a preocupação da pessoa indo ao velório:

- Eu preciso ir ao velório, era muito amigo, querido mesmo, uma perda. Ah, mas não posso esquecer dos óculos escuros.

Como numa hora e dor, de comoção, lembrar-se dos óculos escuros?

Vejo enterro de pobre. De crianças assassinadas nas comunidades durante confrontos do tráfico. Nunca, jamais vi em nenhum destes velórios uns óculos escuros sequer. Ao contrário, vejo olhos bem abertos à tragédia que se passa ao redor.

Será que os óculos escuros em cerimônias fúnebres são no fundo símbolo de status e classe social?

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com
Foto: Roberto Teixeira/EGO

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Automutilação, Terrível Prática Entre Adolescentes


Minha neta adolescente me relata que está assustada com uma colega de sala de aula que se automutila.

Diz-me que a colega está toda cortada de estilete nos braços, pernas e tronco.

A automutilação entre jovens tem crescido de forma assustadora na nossa sociedade. Nas redes sociais os jovens automutilados mantêm relações de troca de imagens e mensagens com outros jovens que tem a mesma prática.

O assunto é muito sério e várias entidades de assistência a jovens estão se mobilizando para esclarecer os adolescentes sobre este tipo de autopunição.

A maioria das vezes os pais sequer percebem as automutilações, quando vem a perceber o vício de automutilar-se já está muito avançado e já é impossível esconder as feridas.

O hábito é chamado perla palavra inglesa de cutting e é sobretudo sinal de tristeza, melancolia profunda.

Não é um caminho para o suicídio, antes é o caminho para chamar atenção sobre si mesmos, sobretudo a atenção de pais, mestres e amigos que não dão a estes jovens o amparo e a assistência que de alguma forma eles pedem automutilando-se.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

9 Anos de Nossa Companhia


Ontem, dia 5 de Junho nossa companhia completou 9 anos de existência. Apesar de longe dos palcos por um longo período, sabemos que o que é Atemporal não tem tempo e fim. 

Com Fé em DEUS e muito amor pelo teatro, e que ao longo desses 9 anos temos realizado o melhor para você, que também faz parte de nossa história.

PARABÉNS, Cia. De Teatro Atemporal! 9 anos!

Vamos comemorar! Afinal, somos Atemporais!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Como Você Lida Com Os Sentimentos Negativos Que Surgem na Sua Mente?


Devido à minha profissão no lugar de ser eu apenas um, sou três: a pessoa, o ator e a personagem.

Como pessoa me disponho a trabalhar como ator e como ator disponho-me a sentir e controlar e perceber e agir a partir dos sentimentos de uma personagem.

O curioso é que por ser uma personagem eu sinto todos os seus sentimentos, mas observo-os de fora ao mesmo tempo. Impeço-os de tomarem o controle absoluto do meu ser, caso contrário seria um doente, um perigo para os espectadores, que como eu, embora sintam e se identifiquem com os sentimentos expostos em cena também os controlam.

E na vida? Como agimos enquanto pessoa?

Sempre, sempre, deixo-me levar sem controle pelos sentimentos negativos que surgem. Por exemplo: nervosismo e medo.

Vamos falar do medo. Penso que vou morrer de pânico, que estou com muito medo e não consigo pensar em outra coisa que não seja livrar-me do medo.

Enquanto ator representando eu trabalharia este medo, acolheria ele e viveria ele até o final da cena ou peça.

Na vida tenho a impressão de que aquele medo que chegou será eterno e infinito.

Nada disso, pura ilusão. Ele surge dentro de um espaço do nosso ser e também vai passar. Vai ter seu momento “cênico” e vai sumir.

Noventa por cento dos problemas que nos afligem descobrimos depois que nunca aconteceram. Os dez por cento restantes aconteceram e foram resolvidos. Logo, não há motivos para deixarmos torrentes de sentimentos perturbadores invadirem nossa alma de forma irracional.

E o mais curioso é que como ator compreendo isso, e faço isso sempre. Como pessoa...um desastre! Tenho muito ainda o que aprender em como lidar com meus sentimentos.

São meus, eu tenho que abraça-los e conhece-los e esperar com calma e tranquilidade que eles se apresentem e passem, e possa eu continuar observando e sentindo apenas aquilo que é belo e que me dá prazer ao espírito.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Freud e o Viver Cotidiano


Quando entrevistado, e já com o câncer de palato devorando suas forças, Freud respondeu à pergunta de jornalistas que desejavam saber que conselho ele daria às pessoas:

- Tenha sempre uma dose de bom humor e uma certa indiferença.

O bom humor é muito importante, ele nos livra de ficarmos enfezados (cheio de fezes) e nos leva ao engraçado (cheios de graças).

Já a “certa indiferença” evita nos preocuparmos em demasia com o que na maioria das vezes não tem nenhuma importância. Com isso fugimos do estresse e temos melhor qualidade de vida.

Coisas tão simples, mas como é difícil colocar em prática este conselho do sábio Freud.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Pessimista É Sobretudo Um Chato


Não creio que haja coisa mais desagradável ao nível de convivência que conviver com um pessimista. É definitivamente um chato.

O pessimista é sobretudo um ranzinza. Nada pra ele está bom. Nada no mundo pra ele o convence a um bom olhar sobre as coisa, acontecimentos e pessoas.

Na churrascaria reclama que a carne está dura, no País só vê desastres pela frente, nas amizades ninguém presta, ao sol afirma que em breve nuvens cobrirão a luz solar; se ganha um presente reclama que não tem mais lugar onde guardar coisas; enfim: um chato e um olhar torto sobre quaisquer das boas coisas no Mundo.

Afaste-se deste tipo de gente. Eles são capazes de destruir todas as suas esperanças num mundo melhor, no próximo, na vida.

Parecem carregar com eles todas as derrotas e aborrecimentos do mundo.

Sai fora, amigo, amiga. Não entre numa de que você é forte o suficiente para conviver com alguém assim e sair ileso., até porque não há razão para conviver com alguém que passa a vida com olhar e p falar negativo sobre tudo.

Um chato!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;
Foto: Cena da peça "Dhumrapaan" uma comédia dramática da Zee Theatre com colaboração de Kumud Mishra

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Afinal O Clima de Outono


Não sei para os demais estados do Brasil sobretudo os do Norte e Nordeste, mais próximos da Zona do Equador, mas fato é que neste sábado – melhor dizendo, em toda esta semana – baixou afinal o clima de outono no Rio e São Paulo.

Muitas folhas secas pelo chão. Estive no Parque Villa Lobos em São Paulo, bem cedo, e fiquei encantado em ver as folhas secas cobrindo chão. A Natureza se renova.

O Céu tem estado um encantamento, de um azul belíssimo, praticamente sem nuvens, e o Sol não queima, apenas aquece. Uma temperatura amena, com noites frescas e agradáveis, excelentes para um sono reparador e também para nossos bolsos, livres do ônus pesadíssimo das contas de luz superavitadas pelo uso de ar condicionado.

É bonito ver como funciona o Universo que nos rodeia e abraça.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Arroz de Palma, Leitura Pra Quem Gosta de Ler


Acabo de ler o romance “Arroz de Palma” de Francisco Azevedo. Recomendo a leitura. Ele escreve cm uma leveza de causar inveja. Capítulos pequenos, sucintos, mas muito claros. O livro trata das relações familiares. O arroz, símbolo da fertilidade e da “chuva” sobre os noivos à saída do casório é recolhido por uma Tia, Tia Palma, e torna-se símbolo família que atravessa gerações. A história deste arroz, desta família, da família de todos nós, cotejando família e culinária faz deste livro uma leitura muito agradável.

Terminei de ler ontem e já estou começando a ler um de outro gênero: John Grisham “O Dilema” .Ficção que trata de uma denúncia contra empresas mineradoras gananciosas – lembrei-me agora da tragédia de Mariana – que põem em risco o ecossistema e a sobrevivência dos seus habitantes. O assunto é atualíssimo.

Depois que eu ler, eu comento o que achei.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Incapacidade de Amar

Abra o tesouro do seu coração

Não tenho grandes conhecimentos teológicos, então em época de “Os Dez Mandamentos” fui ao Google procurar pelo mandamento que diz “Amarás o Senhor Teu Deus”. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que estes dois mandamentos não fazem parte das tábuas da Lei mosaica, mas são do Cristo Jesus.

Por favor, este não é um post religioso, busquei este Mandamento para justificar um artigo sobre o amor. E, mais uma vez surpreso: o Cristo Jesus dá continuidade falando exatamente de um segundo mandamento que diz “...E Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

O objetivo deste post de hoje é observar a pessoa que vive mendigando amor, vive se queixando de que não é amada, que não encontra ninguém, que ninguém a quer.

E essa pessoa por acaso ama? Sabe amar? Dispõe-se a amar? Abre seu coração ao outro? Ou deseja - por carência afetiva absoluta - amor incondicional apenas para si? É bom que ela saiba que só será amada se primeiro se dispuser a amar.

O ser humano não é como um cachorro. Por isso às vezes é mais comum ver uma pessoa dizendo: amo meu cachorro, ele me é fiel e me ama incondicionalmente.

O ser humano é um mamífero mais complexo. E se você que me lê não consegue amar teu próximo talvez seja melhor continuar com seu cachorro. Ele estará sempre 24 horas por dia à sua disposição, será exclusivamente seu, e exclusivamente lhe dará toda a atenção que sua carência exige. Mas será sempre um cachorro.

Porque amor mesmo, amor de gente, esse tal amor que cantam os poetas e seresteiros, esse só vai acontecer quando você abrir o tesouro amoroso que traz fechado em seu coração. Pede por amor e nem percebe a riqueza que carrega dentro de seu peito. Ame!!! Distribua amor e receberás medidas de amor, cheias, calcadas e recalcadas.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Mundo Maravilhoso dos Youtubers

Muita informação para ser consumida.

Como um profissional das artes cênicas que também faço meus shows de humor, hoje chamados de stand ups, fiquei impressionado nos últimos anos com as miríades de jovens que lançarem-se em todos os espaços tentando ser engraçados e ganhar uns trocados exibindo-se com o chamado “humor em pé”.

A onda está passando. Mas...como diz Drummond em uma de suas poesias “...de tudo fica um pouco”. E ficaram uns poucos por aí. Vão restando os talentosos e perseverantes. Mas houve época que em qualquer “cave” encontrávamos um jovem vestido casualmente tentando ser um novo Charles Chaplin, ou um renovado Woody Allen.

São tantos quanto os violeiros de bar que encontramos em punhados pelas cantinas e botequins das madrugadas sertanejas. Minas tem em torno de 700 municípios. Creio que no interior, em cada um deles há pelo menos dois seresteiros tentando ser Milton ou Djavan, e vão ganhando seus trocados. Alguns talentosos. A maioria: medíocre.

Mas, antigo que sou (pra não me nomear velho) desconhecia o movimento dos youtubers. É um universo fantástico. São milhares de jovens (alguns até com menos de dez anos) tentando ser cada um deles mais criativos e originais que os outros. No Brasil são dezenas de milhares. No mundo, milhões. Cada um com seu canal. A maioria tentando “estourar” em sucesso com seu nicho e faturar uma graninha. Outros apenas desejam divertir ou informar. Como entre os “standapeiros” e os violeiros, alguns tem talento e perseverança. Estes conseguem em um único dia ter 400.00 visualizações, o que convenhamos é mais que a tiragem diária dos maiores jornais do País. É um fantástico universo. Encontramos todos os temas. Desde como fazer uma pintura de unhas e delinear cílios até como desmontar um motor de uma BMW. Cada um escolhe o nicho que lhe aprouver. Munidos na maioria das vezes apenas com uma câmera de smartphone fazem a distração de milhões.

Eu sabia que existia este universo, mas foram minhas duas netas, pré-adolescentes que me iniciaram nesta viagem pelo mundo dos youtubers.

Eu mesmo gostei e tornei-me um deles. É divertido. É um forte instrumento de comunicação e informação que trabalha solto entre a tradicional e estabelecida mídia de jornais e tvs.

Quando eu me lembro que, na minha juventude, para divulgar uma ideia, tínhamos que datilografar e distribuir em poucas cópias de carbono, ou então melar as mãos em mimeógrafos a álcool com edições que não chegavam a uma centena de cópias...fico estarrecido com a revolução que ocorre na tela de cristal líquido do meu tablet.

Experimente. É uma tentação.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Quem Pertence o Ódio?

O ódio. Um devorador buraco negro na nossa alma.

Há uma frase que se usa brincando, mas com profunda verdade, quando se diz “...não é de Deus”. Assim, creio é o ódio: “...não é de Deus”.

Certa vez um motorista de taxio de SP na sua simplória – mas profunda sabedoria- me disse: - “Meu senhor, o medo é um demônio que se alimenta do próprio medo”.

Nunca me esqueci desta frase dita há mais de dez anos. Da mesma forma posso hoje dizer que ódio é um demônio que se alimenta do próprio ódio.

Todos nós, mamíferos, temos origem selvagem, e muitas vezes – ou sempre - esta selvageria manifesta-se no dia a dia. Quantas vezes nos pegamos, ou a outros dizendo: “Tomara que morra! ” “Se eu pudesse eu matava” ou coisas semelhantes. Como podem passar tais pensamentos ou palavras pela expressão de pessoas que se julgam pacatas, boas, cordatas?

Porque o ódio, se não for imediatamente controlado se alimentará do próprio ódio, e crescerá em proporções inimagináveis. Do ouro lado, o objeto de nosso ´[ódio – se também ser humano poderá reagir à carga expressando por sua vez seu ódio. E aí temos um patético espetáculo: dois cegos cavaleiros esgrimindo no ar com seus fantasmas internos que julgam reais.

Alegria, tristeza, medo e raiva são sentimentos primários que encontraremos em todos os mamíferos. Mas o ódio não. O ódio é exclusividade humana. Não é sentimento primário, é formado de forma consciente, em contraposição ao amor. Ódio e amor são culturais, não são instintivos.

Amor traz saúde, física e mental. Cria boas energias à nossa volta. Eleva a alma e o espírito. O ódio nos faz descer ao mundo inferior das criaturas medonhas que povoam o inferno de cada um.

A escolha é sua: você pode exercitar-se diariamente no ódio, ou no amor.

Revertendo as primeiras frases deste post posso afirmar que o amor é um anjo que se alimenta do amor.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 27 de março de 2017

Todo Ator É Um Rei?

Sir Lawrence Olivier em cena interpretando o rei Ricardo III.

Ouvi constrangido, com vergonha alheia, o áudio íntimo do ator e produtor Claudio Botelho. Lamentável que tenha sido divulgado em todas as redes sociais, e aqui não estou para julgar o colega, ao contrário, compadeço-me dele. Compadeço-me do seu desespero, do seu desamparo, da sua incompreensão do que se passara. O que dera errado? Todas as noites ele colocava um “caquinho” de sátira política, e a plateia delirava. O que dera errado naquela noite?

O áudio me remeteu muito mais a uma criança magoada, e por tal com muita raiva, que a um adulto centrado. Por isso me compadeço.

Mas fica uma coisa na minha cabeça, que ultrapassa o Claudio Botelho: o conceito de que o ator no palco é um rei que não pode ser interrompido. Esse conceito é aristocrático. Parte do princípio de que o que fazemos no palco é sagrado, que somos sacerdotes em liturgia sacra. Não é verdade. Somos trabalhadores do entretenimento, procurando agradar uma plateia que paga para nos ver, que nos elegeu – reis não são eleitos – para representa-la. Nosso corpo e nossa voz são mídia, meios de comunicação. Por nós passa o poder de representar uma plateia e seus anseios. Só isso. Terminada a função o poder que nos foi conferido se esvai, parte com o vento e vai atravessar outras pessoas, outros profissionais, de todas as áreas, deixando-nos na nossa simples e humilde, mísera condição humana, comum a todos os demais mortais. Sejamos cada vez mais humildes, é o único caminho para nossa pacificação interna.

Ainda outra coisa: o que ocorreu não tem semelhança com “Roda Viva”. Em “Roda Viva”, um grupo de Direita, fascista, organizado, armado, composto inclusive por policiais, espancou atores e público por pura intolerância. Foi um ato preparado para empastelar um espetáculo. Em Belo Horizonte assim como foi espontâneo o “caco” do Claudio, foi também espontânea a reação da plateia. Só isso, essa a diferença.

"E quanto ao racismo?" Hão de me perguntar os mais coléricos. Se houve ou não , que se pronunciem primeiro os colegas afro descendentes, os mais interessados em discutir o fato. Eu recuso-me a julgar.

Portanto, pra mim todo o incidente em Belo Horizonte foi motivado por um equívoco de avaliação do ator em cena. Os tempos são de cólera. E torno a dizer, não julgo, compadeço-me do momento do jovem ator e produtor que tão sofridamente teve seu encontro com a Verdade e que mais sofridamente viu seu ego exposto para todo o País.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 23 de março de 2017

Socorro!! O FBI Está Atrás de Mim!

Ai, que mêda!

Abro minha caixa de e mail e vejo uma intimação do FBI. Pensei logo: “- Ah meu Deus!!! Meu avô árabe deixou o sobrenome comprometedor no meu RG, vão me mandar pra Guantánamo! Vou ser acusado de ser do Estado islâmico!!”. Paranóia total! Eis que abro e nem preciso escrever a crônica de hoje. O texto é tão fake que só americano pra acreditar numa coisa dessas. Sou brasileiro...Traduzi e trago à leitura de vocês:

Federal Bureau of Investigation

Intelligence Camps Groups J. Edgar Hoover 935 Pennsylvania Avenue, NW Washington, DC

Atenção: Beneficiário,

Pedimos sinceras desculpas por enviar esta correspondência através de e-mail em vez de uma carta registrada, mala postal , telefone ou conversa cara a cara, mas é devido à urgência e importância das informações para os nossos cidadãos e nossa segurança. Sou Agente Especial Mark Giuliano do Federal Bureau of Investigation (FBI) Camps Intelligence Grupos (FIG). Nós interceptamos duas caixas em consignação no Aeroporto JFK, em Nova York. As caixas foram digitalizadas e elas continham grande soma de dinheiro (4,1 milhões dólares) e também alguns documentos de backup que levam seu nome como o Beneficiário / receptor do dinheiro. Investigamos o diplomata que acompanhou as caixas para os Estados Unidos e ele disse que era para entregar o dinheiro na sua residência como pagamento em atraso devido a você pela República Federal da Nigéria, através da empresa de segurança no Reino Unido.

Após cruzamento de todos os documentos legais nas caixas, nós descobrimos que na sua remessa faltava um documento importante e não podemos liberar as caixas para você até que o documento nos seja enviado, não temos outra opção além de confiscar sua remessa, já que configura lavagem de dinheiro.

Você é obrigado a responder de volta dentro de 72 horas ou você vai ser processado por lavagem de dinheiro... porque sua remessa foi confiscada pelo Federal Bureau of Investigation aqui nos Estados Unidos.

Seu em serviço,

Agente Especial Mark Giuliano

Vice-Diretor Regional

Camps Inteligência Grupos (FIGs)

Querido "Agente Mark" : malandro é o gato que já nasce de bigode. Informo que rompi meus negócios com a Nigéria há oito décadas, portanto faça bom proveito destes 4 milhões de dólares!!!!

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 20 de março de 2017

O Orgulho Pode Ser Uma Forma de Covardia


Nossa cultura humanista prega a humildade. Desde tempos iniciais da Humanidade. Entretanto raros praticam a humildade. Porque é preciso muita coragem para ser humilde. Para ser humilde é preciso estar disposto a ser revelado ao mundo em todas as suas fraquezas, equívocos, incapacidades...

Mais fácil é colocar o orgulho à frente. Covarde é quem usa deste escudo de orgulho para esconder-se atrás dele.

O orgulho tem sua vez quando vencemos a nós mesmos, as nossas falhas. Mas quando serve apenas para camuflar a nossa fraqueza é apenas covardia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Bem e o Mal É Tudo Igual?


Vivemos num planeta dual: dia e noite. Luz e trevas divididas igualmente durante o percurso de um dia.

Toda a vida animal sobre a Terra é dual: macho e fêmea.

E dividimos nossa moral e ética também de forma dual: o Bem e o Mal.

Jean Paul Sartre chegou a afirmar que o Bem e o Mal é tudo igual.

Somo criados a temer o Mal e a louvar e cultivar o Bem. Justíssimo, se queremos evoluir e viver num mundo melhor.

Mas por instinto, por medo, ao temer o Mal procuramos nega-lo. Como se ele não existisse em nós mesmos.

Não devemos negar o Mal. Devemos antes conhece-lo em nós. Saber sua extensão. Saber quando e porque ele instalou-se em nossos arquivos da existência.

O Mal não está sempre ao nosso derredor, às vezes somos nós mesmos os que rugem ao derredor.

Só venceremos este Mal se não tivermos medo de conhece-lo enfrentá-lo, e domesticá-lo, não com negação ou ataques, mas buscando a pacificação. Na maioria das vezes agimos no Mal justamente por teme-lo, pelo medo de que algo de ruim possa nos acontecer, e quando vemos estamos praticando a maldade como forma de nos defender dela.

Pacificar significa o ato de levar a paz. E o básico para se ter a paz é o amor. O gesto de amor, para consigo e para com o próximo, mesmo e sobretudo que o próximo esteja tão próximo: o Mal que nos acompanha lado a lado com o Bem.

Imaginemos o Mal como uma criança amedrontada, ferida, ameaçada, desamparada cuja única forma que conhece de se comunicar com o exterior é através da autodefesa. Aproximarmo-nos dela mansamente, com um gesto de carinho e amor é também a única forma de estabelecer com ela (O Mal nosso de cada dia) e com isso cessar seus ataques de autodefesa.

Somos responsáveis pela reversão das maldades no Mundo, a começar pelas nossas próprias.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

terça-feira, 14 de março de 2017

TEMPORADA 2017 AQUI NO BLOG


Estamos iniciando a Temporada 2017 aqui no nosso Blog. Tivemos de nos ausentar nesse período devido aos trabalhos e estudos. Mas Graças a DEUS estamos de volta.

Neste ano estaremos disponibilizando Novas Apostilas Para Teatro, além de Artigos Inéditos de Bemvindo Sequeira às segundas e quintas-feiras.

E surgindo outra novidades, estaremos divulgando em primeira mão aqui.

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"No mundo teatral, sou Atemporal!"

Que DEUS te abençoe!