quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dez Superstições da Gente de Teatro

Pelo menos o trevo de 4 folhas não faz parte das superstições teatrais

Superstição é coisa que pertence a almas infantis, fantasias criadas, que às vezes por coincidência de acontecimentos parecem ter base racional. Nem pensar. São apenas superstições, mas curiosamente vale relembra-las:

1- Amarela é uma cor que não se deve usar.

Esta superstição parece nascer da morte de Moliére que usava um traje amarelo quando se sentiu mal em cena e morreu logo depois;

2. Proibido desejar sorte

Não se deseja sorte aos atores nas suas apresentações, a tradição supersticiosa demanda desejar “que quebre uma perna “ ou “merda”;

3. Macbeth, a obra maldita

O pessoal de teatro evita dizer a palavra “Macbeth” título de uma obra de Shakespeare em cena. Segundo alguns as três bruxas apresentadas no início da peça lançaram uma maldição sobre esta palavra quando dita em cena, mesmo durante ensaios de qualquer outra peça;

4. Proibido assobiar

Assobios em cena ou nos bastidores é sinal de má sorte. Esta superstição vem do fato de que os técnicos, por falta de outra comunicação se comunicavam entre si por assobios, assim se um estranho assobiasse poderia provocar uma ordem estranha e provocar uma catástrofe;

5. Nunca presentear com cravos.

Jamais pense em enviar cravos a um camarim de atores. Esta superstição vem da Idade média quando pra contratar atrizes se enviava a elas uma rosa, ao contrário, se recebessem um cravo era sinal de demissão;

6. Plumas de pavão nem pensar

Os coloridos desta pluma se assemelham a olhos e por isso são confundidos com olho-grande, trazendo má sorte;

7. Uma luz sempre acesa

Deve sempre deixar-se uma luz acesa nos bastidores ou palco, mesmo sem apresentações, para afugentar os fantasmas do teatro;

8. Proibido tricotar

Para passar o tempo alguns atores ficam em seus camarins ou bastidores tricotando, isso pela superstição traz má sorte, pois enrola os fios e dá nós na sorte;

9. Sem espelhos

Esta superstição vem do fato de que se alguém quebrar um espelho trará sete anos de azar;

10. O texto embaixo do travesseiro

Alguns atores tem o hábito de colocar seus textos embaixo do travesseiro, como forma de que o texto penetre em sua memória enquanto dorme, mas isto pode trazer má sorte, pois o texto passa ao mundo do sono e pode-

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Riso Celebra a Vida


Certa vez uma amiga, conhecida por seu mau humor, me disse:

- “Bemvindo eu tenho inveja de você. Queria ser como você: você agradece a vida o tempo todo.”

Claro. Vou agradecer a quem? À Morte? Vou celebrar a Morte a troco de quê

Celebro a vida através do meu humor.

Pessoas permanentemente mal humoradas são um hino à Morte.

O Riso pressupõe inteligência, por isso o fascista espanhol, o quadrúpede General Astray gritou durante a guerra civil , espanhola: “Viva a Morte, abaixo a Inteligência!”

Que a gente tenha uma vez ou outra, uma crise de mau humor, faz parte da normalidade humana.

Mas passar o dia, ou temporadas de cara amarrada, com mau humor...?

Não ter senso de humor?

Fascistas não o tem. Pessoas rígidas, não o tem.

São os chamados “cururús!. Aqueles sapos gigantes que ficam na beira da lagoa só enchendo o saco com os resmungos deles.

E o Riso, reparando bem, varia de tom e intenção com a própria origem de classe social.

Povo fala alto e estridente. Gargalha onde deveria apenas sorrir, como manda o gosto das elites.

Afinal, para quem tem tudo na vida, viver pode ser muito tedioso, chato. A vida para tais pode ser muito chata. Não há razão para celebrá-la.

Às vezes, nem precisa ser dos que tem tudo na vida. Basta ter o olhar ruim. Se o teu olho é ruim tudo o que você vir será ruim, semn graça, sem humor.

E há os que acreditam que antes de mais nada é preciso ganhar dinheiro. A busca do dinheiro comanda a vida destes.

Rir de quê? Por quê? Não há tempo para isso.

Rir é perder tempo com coisas bobas.

Mas como o bardo inglês, eu afirmo: "A vida é sonho...ilusão".

Séria é a morte com seu cortejo de horrores.

Humor, humor sempre!

O Riso é emoliente. Acaba com prisões: de ventre, e de pélvis.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Falemos Sobre a Farsa, Gênero Teatral


Do latim farcire, una farsa é uma obra cômica cujo único objetivo é fazer rir os espectadores.

O sentido de farsa como gênero é denunciar certas normas e demonstrar a falência delas. Utiliza-se muito este gênero para criticar a forma como vivem os seres humanos e sua organização social.

É uma forma de desmascarar tudo aquilo que possa ser enganoso e ter uma dupla interpretação.

As farsas surgiram na Idade Média, onde pontificavam os gêneros teatrais dos Mistérios e das Moralidades. Por não serem bem vistas pelo sistema da época começaram primeiro por fazer sucesso junto às camadas mais humildes e marginalizadas da sociedade, só depois ganharam expressão e poder.

Pelo exagero na interpretação das personagens as farsas pertencem ao gênero do humor. Um humor bufão, e com linguagem pouco refinada.

Outra coisa que caracteriza as farsas é que elas sempre têm final feliz.

“A Farsa do Advogado Pathelin” de autor anônimo, da Idade Média é um dos grandes exemplos de farsa, mas recentemente – na Contemporaneidade - certos filmes de Chaplin, como “O Grande Ditador” trabalharam a farsa de maneira genial.

Também usa-se no dia a dia o termo “farsa” em qualquer situação da vida que falte credibilidade

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Amo a Poesia de Maiakovsky

O Jovem Maiakovsky (1893/1930)

“Hoje executarei meus versos na flauta de minhas próprias vértebras”.

Este é um dos versos que mais amo da poesia de Maiakosvsky. Outro que também sempre relembro: “Em mim a anatomia ficou louca: sou todo coração.”.

Maiakovski foi levado ao suicídio na data de hoje em 1930, uma das causas entre muitas outras foi o sistema de opressão de Josef Stalin, o” Paizinho” georgiano responsável pela morte de milhões d e pessoas.

O então comissário Molotov, do Partido Comunista, pressionava Maiakosvsky e exigia sobretudo uma arte mais simplista, mais de acordo com o “realismo socialista”, o que para o gênio de Vladimir Maiakovski era uma estupidez.

Há inclusive a possibilidade de não ter suicidado e sim ter sido morto pelos serviços de inteligência da repressão bolchevique.

De toda forma, por mais que a História oficial tente apaga-lo do Mundo, os amantes da poesia revolvem sempre o passado e perguntam por ele, como ele mesmo disse num de seus versos.

“Caros camaradas futuros, revolvendo a merda fóssil de agora perscrutando estes dias escuros talvez pergunteis por mim...”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Humor – Se Você Tem Mais de Trinta Anos Conheceu Estes Remédios?


O remédio de hoje tem nomes muito complicados, fórmulas químicas complexas. Os de antanho (gostaram do antanho) eram mais caseiros, mais reconhecíveis. Relembrando de alguns deles:

Água Inglesa Granado, Água Rubinal, Limonada Purgativa (para prisão de ventre).

Havia um que era nada, apenas água com alguma coisinha misturada e servia pra tudo de topadas a má digestão era a Maravilha Curativa do Dr. Humphrey.

Terrível era ter dor de garganta e a mãe pincelar sua garganta com Azul de Metileno, ficava aquela língua roxa, e você ia melando tudo de roxo (eles chamavam de azul, mas era roxo, juro).

Um que era uma pasta preta e que tinha um cheiro que por si só curava qualquer coisa, usava –se muito pra caxumba: Iodex.

As mulheres desde cedo usavam Regulador Xavier e Regulador Gesteira.

Os calvos insistiam no Capiloton, ou em Tricomicina.

Os rapazes não dispensavam uma Benzetacil.

Tosse? Xarope de Limão Brabo, Mel Poejo, Rum Chreosotado.

Anemia e perde de apetite? Emulsão de Scott, Vinho Reconstituinte Silva Araújo.

Vaselina? Manvel. O “Capitão Manvel”, brincávamos nós.

Havia a linha ciba: Cibazol, Cibalena...

Um horrível, em gotas, parecia urina do diabo: Pyretane, para baixar a febre.

Sal de Uvas Picot, Emplastro de Basilicão, Antiflogistine, Pomada do Dr. Chauvin, Gotas Amargas, Cálcio Dalari...esses nem eu tomei, nem sei pra que serviam.

Mas havia as Pílulas de Vida do Dr. Ross, “fazem bem ao fígado de todos nós! ”.

Purgoleite, Agarol, Linimento de Sloan, Pílulas do Dr. Mc Coy, Guaraina (que não ataca o coração), Bromil, Peitoral Pinheiro, Iodalb (velho, coração moço) e até o famoso Phimatosan, “o amigo que lhe faz bem”, além de outras mezinhas da nossa farmacopeia.

E você? Lembra de mais algum?

PS.: com a colaboração dos leitores, acrescentamos : Biotonico FGontoura, Fontol; Minâncora; Cafiaspirina; Colubiazol; Moinheira Mundial (para calos); Permagnato de Potássio.; Permanganato de prata;Vinol;Gaduzan (injeção de cálcio);Run Creosotado; Elixir Paregórico...

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os Chatos e os Humoristas

Costinha, hoje, sobreviveria aos chatos?

Leio duas entrevistas, uma do humorista Diogo Portugal e outra do Marcos Veras. Diogo afirma que está cada dia mais difícil fazer humor por causa da perseguição dos chatos com seu “politicamente correto”. Marcos diz que não faz humor sobre tudo.

Duas opiniões diversas, que somadas nos levam a equilíbrio.

É fato que hoje há uma enorme quantidade de chatos, que baseados no politicamente correto enchem o saco de qualquer pessoa, não só de humoristas.

Mas há também os colegas humoristas que não tem limites e andam falando o que o bom senso manda calar.

Elegância no que se fala em cena é a origem do nosso oficio.

Ser humorista não nos libera das regras sociais ou morais. Quando a gente vai abrir a boca em cena pra contar uma piada, uma anedota ou um caso há um superego (e sempre há) dentro de nós que diz: “Isso não”. Se não ouvimos esta voz e não negociamos ela com o inconsciente que nos diz: “Isso sim” buscando o meio termo, o caminho do centro, então é claro que estaremos expostos às almas raivosas que saem dos infernos buscam encher o saco dos seus semelhantes.

Os tempos são agressivos e rudes – vide “Charlie Hebdo” - e "Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Humor – No Congresso do PT Ministro Explica o Inexplicável


Crônica muito sarcástica baseada no diálogo da peça francesa “O Diabo Vermelho” (bem sugestivo o título) escrita há 400 anos atrás no reinado de Luiz XIV, e escrita em tempos do 5º Congresso do PT, em Salvador.

(Primeiro, único, e indecente ato)

Cidadão - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, senhor Ministro, que me explicasse como é possível gastar mais dinheiro para tocar o País quando já se está endividado até o pescoço…

Ministro - Um simples cidadão quando está coberto de dívidas e não consegue honra-las, vai parar no SPC, na Justiça, tem bens penhorados, ficha suja...Mas o Estado é diferente! Então, ele continua a endividar-se…

Cidadão - Ah, sim? Mas como será isso, se já foram criados todos os impostos imagináveis?

Ministro - Aumentando as taxas de luz, gás, promovendo cortes na Educação, Saúde, Cultura e Segurança Pública; além disso podemos reduzir os benefícios previdenciários e até criar novos impostos.

Cidadão - Mas já não se pode sacrificar ainda mais os cidadãos comuns. Porque não lançam impostos sobre as grandes fortunas...os Bancos...as grandes famílias que dominam a mídia...os ricos...

Ministro - Os ricos não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.

Cidadão - Então, como fará?

Ministro - Você parece um petista, daqueles que só tem titica na cabeça. A quantidade de pessoas pobres e de classe média é muito maior , mas muito maior que a de ricos, então que sustentem a merda em que nos metemos. Porque quanto mais aumentamos os encargos sobre eles mais eles trabalharão, mais os ricos ganharão dinheiro com o trabalho deles, e mais os ricos fornecerão empregos e farão viver milhares , milhões de cidadãos comuns.

Entendeu como funciona a nossa teoria econômica? Quanto mais tirarmos dos trabalhadores mais eles trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável de mão de obra barata, disponível e divididos entre si...fáceis de dominar e assim continuar “tudo como dantes no Quartel de Abrantes”.

Cidadão – (Com cara de imbecil) Ah...agora entendi ...Puxa!! Que legal, o Aécio ganhou a eleição e eu nem percebi!

(Fecha o pano rápido- Só dói quando eu rio)

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 4 de julho de 2016

As “Celebridades” e a Vulgarização da Profissão de Ator

Sarah Bernhardt , esta sim uma celebridade que atravessa os séculos

Quando eu comecei a fazer teatro, há meio século atrás nem havia a indústria de conteúdo para teledramaturgia. Uma ou outra novelinha. Era teatro mesmo. E com isso todos os atores se conheciam, todos nós sabíamos quem era quem na profissão.

Profissão aliás que se escolhia por pura vocação, já que era reprimida em sua maioria pelos familiares, e amigos. Ser ator ou atriz era quase equivalente a ser promíscuo e marginal.

Nos dias de hoje são tantos e tantos atores e atrizes jovens chegando ao mercado que a gente não tem nem tempo de conhecer um e já temos outros chegando. Mal sabemos os nomes de uma pequena percentagem. E a maioria aparece e desaparece como caudas de cometas.

Houve a época dos modelos. Todos queriam ser modelos, depois descobriram que modelo era pouco, era preciso ser ator para ter mais visibilidade (há uma crise de identidade em cada indivíduo na sociedade de hoje) .

Conclusão: são milhares de jovens, sobretudo no Rio e SP, quase todos com o mesmo biótipo: sarados ou esquálidas, rejeitando glúten e tomando suprimentos.

Vulgarizou-se a profissão, no sentido de tornar-se popular. Nos tornamos hoje mais próximos de um comportamento social tipo executivos demultinacionais que de românticos criadores.

Basta um vestido novo, ou um casamento de marketing e a pessoa torna-se celebridade do mundo artístico, maior celebridade até que Sarah Bernhardt ou Laurence Olivier.

Mas, é assim mesmo, é a tal sociedade de massas. A industrialização; a beocidade do neoliberalilsmo; da economia de mercado.

E a gente vai levando, com a certeza de que das milhares de pareiras que vão brotando a cada dia pela mídia de consumo algumas afnal darão boas uvas para um bom vinho.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;