quinta-feira, 30 de junho de 2016

Humor – O Comércio da Saúde


Há uns meses atrás caminhava pela rua quando senti uma dor no peito à medida que andava. Caminhei mais devagar e a dor foi passando.

Um dia em que eu estava de bobeira, as seis da tarde, passei em frente a um destes hospitais onde tenho plano de saúde e pensei: - Vou entrar pra tirar a pressão, aquela dor foi muito estranha.

Entrei e na sala de espera enquanto aguardava um senhor chegou e teve um enfarte na minha frente. Minha pressão já subiu um pouco...

Entrei na sala do médico e avisei logo pra ele: - Minha pressão vai estar 15 por 10, porque fiquei nervoso vendo o enfarte e fico nervoso quando vejo a turma de uniforme branco.

Ele não teve nenhuma reação humana. Parecia estar em outro universo.

Tirou a pressão. Na bucha: 15 por 10!

Abriu uma porta lateral do consultório e disse: - Entra aqui.

E de repente me vi dentro do CTI do Hospital.

- O senhor aguarde aqui que daqui a pouco a cardiologista vem lhe ver.

Aí um enfermeiro me deu aqueles aventais que a gente fica de bunda de fora, e eu mais nervoso ainda já imaginando transplante de coração e coisas assim.

Junto a mim um senhor de idade estava moribundo respirando com aparelhos; à minha volta o cenário parecia um campo após uma batalha. Aos olhos deste criador eram mortos e feridos para todos os lados.

O enfermeiro me pôs numa cadeira de rodas e fui levado a um Raio X de tórax. Na volta mandou-me deitar e me ligou a dezenas de fios e aparelhos fazendo plim-plim (e não era a Globo).

Um frio danado pelo ar condicionado e eu sem uma coberta e de bumbum de fora.

Consegui alcançar meu celular e disse à minha mulher;

- Amor, eu tou no CTI...

- Eu estou vendo a novela, você acha que eu devo ir?

- Não. Desculpe incomodar.

E resignei-me, afinal por que interromper o sagrado momento da novela?

Frio, muito frio. A bexiga já reclamando...fios pra todo lado. Afinal, às 10 da noite apareceu a médica e olhou os parelhos e disse - O senhor está com a pressão 19 por 12.

- Claro Dra.. Se a senhora me deixar urinar eu juro que ela baixa em seguida.

Fui levado de novo em cadeira de rodas até o banheiro. Verti água e voltei. A pressão foi baixando na hora.

Ela olhou todos os eletros, ressonâncias, radiografias e disse: - O senhor não tem nada. Mas é melhor fazer depois um exame mais profundo. E fui liberado daquela arapuca as 10 e meia da noite.

Mais tarde fiz os tais exames profundos.

Mas nessa o Hospital faturou uma grana em cima do plano de saúde com todo o custo de 4 horas e meia de CTI com direito a todos os exames anteriores e posteriores. E eu de cobaia no comércio da saúde.

A dor? Eram apenas gases.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Escrever À Mão É Coisa Antiga. Caligrafia Já era?


Leio a notícia de que na Finlândia as crianças que entram agora no colégio estão desobrigadas das aulas de caligrafia cursiva. Ou seja: aquelas intermináveis páginas de letrinhas bordadas que tomam horas das crianças, e que segundo os finlandeses de hoje não servem pra nada mais.

A maioria absoluta das escolas da Finlândia possuem computadores, tabletes, etc... para uso de seus alunos. Então o que as crianças vão aprender no lugar da caligrafia tradicional será digitar com os dez dedos, e escolherão a fonte que desejarem para seus trabalhos, redações etc...

Devem apenas saber escrever à mão. Pode ser apenas com maiúsculas, mas a importância de uma letrinha bordada ou “bonitinha” já era. Pelo menos na Finlândia.

Confesso a vocês que de uns anos para cá eu mesmo tenho tido dificuldades em escrever à mão. A mão fica endurecida, pouco maleável, não obedece com a rapidez com que o cérebro ordena. Isto, credito, a anos escrevendo em teclado digital. Creio que outras pessoas já devem sentir o mesmo.

É claro que a Finlândia é Primeiro Mundo, pequena, rica, e o Brasil é um gigante cheio de contrastes, emergindo agora no cenário mundial. Primeiro precisamos resolver a falta de escolas, de professores, de melhores salários, de cultura, a corrupção que rouba da merenda escolar ao transporte dos pequeninos ...etc. etc. e até a falta de dispositivos digitais.

Aí então, quem sabe poderemos ver nossos tropicais tupiniquins com o mesmo desenvolvimento que os nórdicos finlandeses.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Humor – Bumbum Siliconado Explodiu na Academia


A notícia está no Portal R7: "...bumbum explodiu enquanto gravava vídeo fazendo agachamento pra postar no Instagram".

A moça do fato a ser relatado é adepta do corpo perfeito.

Embora o tal “corpo perfeito” nem sempre signifique corpo saudável. Até porque “corpo perfeito” varia conforme a época. No século XIX a beleza feminina exigia mais carne e mais curvas (modelo Erundina).

Já neste século XXI é beirando a anorexia ( modelo Marina Silva) que as modelos femininas ditam a beleza enquanto outras se entopem de silicones e botoxes até ficarem semelhantes a um cruzamento de boneca de inflar com o Super Homem com boca de peixe (modelo Martha).

Pois exagerando neste último modelo é que a tal moça se enquadrou. Botou tanto silicone no bumbum que como podem ver pela foto estava mais pra um balão tangerina que pra qualquer outra “coisa”.

E com esta “beleza esculpida” foi pra academia. Malha de cá, malha de lá...faz esteira...pesos...bicicleta...e o bumbum aguentando firme, heroico, empinado como o cavalo de El Cid... até a hora do agachamento.

Na primeira agachada o bumbum aguentou firme. Na segunda ouviu-se um ranger como balão de gás (paulista chama de bexiga) sendo esfregado. Na terceira agachada ele emitiu um som agudo, como válvula de escape, e na quarta agachada o desastre: o bumbum explodiu espalhando pedaços de nádegas e litros de geleca siliconada pra todo o canto.

Soube através dos fofoqueiros de plantão que a academia e a moça, desbundada, estão fechadas para perícia técnica. Os clientes atingidos criaram a AAA, Associação dos Atingidos pela Abundância para um processo coletivo contra a Mulher Moranga (eufemismo tucano para se referir à pobre que explodiu).

Com todo o respeito que o caso merece, desejando que a moça se recupere, mas eu tive que viver pra ver pela primeira vez na História do Mundo uma bunda explodir.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Uber ou Táxi?


Essa questão do aplicativo Uber em contraposição ao serviço regular de taxis vai além da briga entre as partes.

No quadro tradicional fico com os taxistas. Mas o fator é mais complexo.

A revolução informática e a mudança dos valores cidadãos, com as conquistas trazidas pela revolução da Internet é que traz esta briga.

Uber denuncia a burocracia do Estado, Denuncia a tirania sobre os prestadores de serviços. Para ter um taxi rodando são necessárias tantas taxas e fiscalizações, tamanhas burocracias, - fora as propinas que sempre se ouve fala- denuncia um Estado anacrônico, onipresente, quase totalitário sobre os trabalhadores autônomos, isto para não falar em outros setores da Economia.

Assim como os Partidos políticos em todo o mundo perderam sua razão de ser e só não desaparecem porque ainda não foi encontrado outra alternativa, também o Estado gestor como o conhecemos, vindo do século analógico está fadado ao fracasso e à desmoralização no século digital.

Não só o Estado, mas muitas instituições. Que o digam os milhões de “gatos” de luz, internet, tv a cabo, água, que existem pelo País.

Como este modelo antidemocrático de Estado vai gerenciar isto? Com Polícia? Que Polícia? A que mata, espanca e que ainda vive no século dosa czares? Que não resolve nem 10% dos homicídios culposos na sua área? Uma polícia que o próprio Estado velho não consegue modernizar?

Os próprios “sagrados” Direitos Autorais são revirados de cabeça pra baixo , bem como downloads e de filmes e músicas, com a nova revolução cibernética.

Tudo isto é o que vejo vindo à tona nesta discussão do Uber, e não ap0enbas uma briga entre taxistas regulares e “piratas”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Humor – Em Caso de Polícia Chame o Ladrão


(Diálogo real, com pequenas pinceladas fictícias de humor, e nomes e endereços fictícios.)

Três e meia da madrugada. Cidadão acorda com o barulho e percebe que estão tentando arrombar a porta do seu apartamento. Olha pelo olho mágico e vê um sujeito que não reconhece. Interfona ao porteiro que responde sonolento com um “dialeto” ininteligível. Então o cidadão desesperado liga para o 190 da Polícia Militar:

- 190

- Polícia militar?

- (Do outro lado é dita alguma coisa também ininteligível)

- Meu nome é Álvaro, Rua Pio Ferreira 122, apartamento 804. (Diz com a urgência que o momento requer).

- Como é seu nome?

- Álvaro.

- A sua identidade.

- 1104567358-79

- 1104567358-69?

-Não senhor, é: 1104567358-79

- 79 né? Certo. Como é mesmo seu nome?

- Álvaro.

- Boa noite seu Álvaro. Qual é o seu endereço?

- Rua Pio Ferreira 122, apartamento 804.

- Um momento... (Tempo. E o estranho forçando a porta. Terror.) Não estou achando esta Rua Pinto Ferreira.

- Não é PINTO Ferreira é PIO Ferreira.

- Ah, sim, uma questão eclesiástica. Tem alguma referência pra essa rua?

- Começa em frente ao Viaduto Adroaldo de Mello.

- É, né? Não conheço esse Viaduto...Mas qual é o problema seu Armando?

- Álvaro.

- Quem é Álvaro?

- Meu nome. É Álvaro, não é Armando.

- Qual o problema seu Álvaro?

- Estão tentando arrombar a porta do meu apartamento. O porteiro não soube me dizer nada e está adormecido. Por isso estou pedindo ajuda a vocês. - Quem está tentando arrombar?

- Não sei. Um sujeito que eu nunca vi.

- Como o senhor sabe que nunca viu?

- Porque vi pelo olho mágico.

- Então o senhor já viu ele.

- Sim, vi. Mas nunca vi.

- Viu, mas nunca viu?! (Ri).O senhor está confuso...

- Não estou confuso, estou nervoso.

- Fique calmo.

- Sim. Mas o cara está forçando minha porta.

-Mas como ele entrou no prédio?

-Não sei. - Como ele passou pelo porteiro?

- Não sei, meu senhor! Eu estou dentro de casa, e só sei que ele está forçando a porta.

- Mas o senhor não conhece ele?

- Já disse que não!

- Está bem. Vamos enviar uma viatura ao local.

- Obrigado.

(O sujeito parou de forçar a porta e é visto agora em pé no corredor do lado de fora falando coisas desconexas)

- 190

- Há vinte minutos pedi uma viatura porque há um sujeito tentando arrombar a minha porta.

-Ah, é o seu Álvaro?

- Sim. Demora muito pra vir uma viatura?

- Não é mais com a gente, vai depender da disponibilidade...

(Tempo de angústia e terror. Quinze minutos depois...)

- Aqui é da Central da PM. Qual é o problema seu Álvaro?

O cidadão explica tudo de novo e pergunta pela viatura.

- Aqui é do Batalhão do Centro, mas estamos enviando uma do seu bairro.

Mais dez minutos e silêncio total na escuridão do corredor externo. De repente toca o interfone:

- Seu Álvaro, é Ismael.

- Quem, é Ismael?

- O porteiro. - Mas o senhor não se chama Zinho?

- Apois então: Zinho, de Ismaelzinho.

- Sim, seu Ismael,zinho. Já chegou a viatura?

- Não precisa de viatura não. O homem já se resolveu. Foi engano. Era o morador do 704 que chegou muito chumbado e confundiu as portas.

Cidadão liga de novo para o 190.

- 190

-É o Álvaro!

- Oi seu Álvaro! Tudo bem?

- Tudo. Olha eu quero cancelar a viatura que não chegou até agora, mas foi apenas um engano e tudo se resolveu. (Constrangido). Desculpem o trabalho que eu dei.

- Não foi trabalho nenhum. Estamos aqui para servir.

E assim vamos vivendo com toda a segurança, graças a Deus. E pra dizer a verdade: só graças a Ele, mesmo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O Palhaço Piolin


Na língua castelhana “piolin” designa um tipo de barbante, muito fino.

Pois foi este barbante que deu nome a um dos maiores palhaços brasileiros e dos mais renomados no mundo: Piolin. Ganhou este nome porque era muito magro e tinha as pernas tão finas que o assemelhavam a um barbante.

Abelardo Pinto, o Piolin, nasceu no circo de seu pai, armado em Ribeirão Preto, em 1897 e veio a falecer em São Paulo no dia 4 de setembro de 1973.

O palhaço profissional tem em sua origem cômica atividades físicas que trazem para a a composição de sua arte, no caso, Piolin, teve formação de ginasta e equilibrista.

Iniciou sua carreira no Circo Americano ainda criança, envolvendo-se em diferentes atividades. Conquistou o reconhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literário realizado no Brasil em 1922, como exemplo de artista genuinamente brasileiro e popular. Em 1929, no dia do seu aniversário, os modernistas homenagearam Piolin com um almoço que chamaram de Festim Antropofágico. Considerando que os antropófagos comiam o inimigo para adquirir suas qualidades, o ato simbólico de “comer Piolin” constituiu-se numa verdadeira consagração ao palhaço. Há hoje em São Paulo uma famosa cantina com seu nome, que também batizou a antiga Travessa Paysandu, a rua onde os circos eram armados em São Paulo..

Foi considerado "o maior palhaço do mundo". Washington Luis, presidente da república deposto pela Revolução de 1930, era um dos seus admiradores e costumava assisti-lo.

Pra quem não sabe ainda, Piolin foi tão importante que o dia de seu nascimento foi escolhido para a data comemorativa do Dia do Circo no Brasil.

Quando faleceu – uma parada cardíaca motivada pelo engasgo com uma bala - uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada para acompanhar o seu enterro, eram pessoas simples levando sua derradeira homenagem àquele que tanto os divertira.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Adeus Aos Relógios e Câmeras

Tempo do famoso Patek Philippe, uma jóia nos pulsos

Estive observando meus netos, todos entrando na adolescência. E percebo uma curiosa mudança dos tempos: nenhum deles jamais pediu de presente ou desejou um relógio de pulso ou uma máquina fotográfica.

Lembro-me do tempo em que um pai dava de presente ao filho desejoso um relógio que ele carregaria com orgulho pra toda a vida: “O relógio que meu pai me deu”, ou “ O relógio que foi de meu pai.” A mocinha aos 15 anos ganhava seu primeiro relógio de pulso e brilhava nos salões dos clubes dançando sua primeira valsa.

Máquinas fotográficas eram outro motivo de cobiça para a garotada. Quem não queria ter a liberdade e o poder de registrar seus momentos com amigos, paisagens, férias, passeios?

Pois não é que reparo agora que os smartphones substituíram estes dois objetos no imaginário da juventude.

Com as exceções de quem tem dinheiro e coragem para usar um Rolex nas ruas do Brasil, ou uma Nikkon pelas nossas praias de arrastões, hora e imagem agora são registradas pelos celulares e tablets que todos temos.

Se tudo na vida é passageiro, objetos de consumo são ainda mais rápidos de caírem em desuso…

Querem um exemplo? A caixa de fósforos. Houve um tempo em que era raro quem não tivesse uma caixinha de fósforos no bolso ou na bolsa.

Há de chegar o tempo findo dos smartphones e similares. E vamos à frente.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

domingo, 5 de junho de 2016

8 Anos Que Nos Fazem Atemporais


Hoje é um dia muito especial, de celebração e alegria, pois hoje é o dia em que se comemora 8 anos de existência da Cia. De Teatro Atemporal. Uma companhia que nasceu numa sala de aulas de uma escola de Jacarepaguá/RJ se tornou um marco em nossas vidas.

O amor ao teatro e o prazer e em fazer parte deste trabalho nunca sairá de nossos corações.

Que DEUS continue abençoando sempre a Cia. De Teatro Atemporal.

Feliz Aniversário!