segunda-feira, 9 de maio de 2016

“A Boca Fala do Que o Coração Está Cheio”


Acredito na existência de um plano espiritual além da matéria. Ao tempo em que afirmo a impossibilidade compreendermos o mistério divino.

Querer conhecer a Deus e compreendê-lo pertence ao mecanismo de através do conhecimento, deter informação e com ela exercer poder sobre o objeto ou sujeito em foco.

Querer conhecer a Deus leva ao perigoso terreno de querer determinar suas ações. Impossível. Penso que a Divindade é mistério para se sentir e não par4a se conhecer e dominar.

Também, neste raciocínio, sinto que há no Universo forças negativas e positivas, o tal do Bem e o Mal, que Sartre disse certa vez que era “tudo igual”.

Não creio no que Sartre disse. Creio que há uma luta invisível, de poderes invisíveis em torno de nós que nos influenciam em nossos atos cotidianos. A escolha é nossa de que lado queremos estar.

Vou dar um exemplo: há pessoas que por suas bocas só passam palavras más, de inveja e depreciação. Palavras e pensamentos expressos em palavras e atos que denigrem, enxovalham depreciam, humilham, ofendem e agridem tudo e todos em volta.

E nem precisam ser palavras de baixo calão. São formas amargas de expressar os amargos e malévolos sentimentos que trazem em si. “A Boca fala do que o coração está cheio”.

São pessoas infelizes e que tentam espalhar infelicidade à sua volta. Não tenham piedade desse tipo de pessoas, tenham piedade de vocês mesmos e fujam do convívio com estas almas envenenadas. O veneno delas é letal para a alma.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Humor – Food Truck: A Idosa Confusa e a Filha Prostituta


A modernidade, a revolução cibernética, e sobretudo a neocolonização globalizada cria fantasmas na cabeça de gente simples.

Dona Marina, é uma senhora já setentona, que mora em Cordovil, a bem da verdade: depois do valão de Cordovil. Cordovil, pra quem não conhece o Rio é um bairro do subúrbio, de gente pobre e trabalhadora - o que aliás, e uma redundância já que nunca vi trabalhador rico.

Mas Dona Mariana estava desconsolada. Veio me procurar chorosa pra tentar entender o porquê do desvio de conduta da sua filha Rhayanne que ela criara com tanto zelo e esmero. A caçula, logo a caçula, desviar-se desta forma, aos 35 anos!

Pergunto a ela o que houve.

- Vai virar prostituta. Não sei o que deu nessa menina. Acho que foi “trabalho” feito por alguma inimiga, assim o pastor Malafita me disse. Mas o “seu” Claudio do Detran me disse que é por causa da crise que a Dilma mergulhou o País; Dra. Maria Tereza que é ”pisicóloga merendeira ” da escola municipal me disse que pode ser trauma pós-operatório, ela operou uma hérnia “belical” há um ano atrás.

- Sim, mas o que se passa?

- Rhayanne vai virar prostituta. Eu vi o papel!

- Que papel?

- Da Prefeitura. Faz o cadastro na Prefeitura.

- A Prefeitura está cadastrando moças pra trabalharem como prostitutas?

- Deve ser por causa da Olimpíada. Me disseram que japonês ainda gosta de mulher.

- Mas que papel é esse Dona Marina?

- Uma licença pra trabalhar na zona. Eles vão indicar a zona onde ela vai trabalhar. E ainda por cima não é honesto, é pra enganar os fregueses, é na base do truque, eu vi lá escrito: fode truque (disse ela abrasileirando as palavras)

- Ah, Dona Marina, é o Food Truck (Fud Trock, repliquei eu)

- Tanto faz que sotaque tenha meu filho, Vai trabalhar de puta num caminhãozinho na zona. E a Prefeitura é que vai dizer em que bairro. Tomara que pelo menos seja aqui perto do valão, que assim ela pode vir almoçar em casa, tomar um banho e descansar as pernas antes de voltar.

- Dona Marina, sossegue, é a nova onda, comida em vans, caminhonetes, comida de primeira.

- E eu não sei? Minha filha é muito bonita, uma comida de primeira. Ninguém vai reclamar. Mas o que me incomoda mais ainda é que ele a vai ter que dividir os ganhos com a Prefeitura. Em que mundo vivemos, Jesus!? O Prefeito carimbando a prexeca das mulheres!!

Não teve jeito de convencer Dona Marina, deixei-a ir de volta ao seu mundo além valão. Com o tempo ela vai entender. Contanto que a filha possa vir almoçar em casa.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;