segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Você Sabe Porque Um Ator é Chamado de Canastrão?

Gracindo Jr (centro) e seus dois filhos,Pedro e Gabriel, na comédia "Canastrões" representada em 2013

Há séculos atrás os atores mambembes - aqueles que se apresentavam, de castelo em castelo, de vila em vila, em espetáculos de produção improvisada, arrastavam seus pertences numa grande mala.

Um grande caixote, por assim dizer, que tem o nome clássico de "canastra". Um baú.

Antiquários e muitas famílias tradicionais do interior do Brasil ainda possuem em suas casa tal tipo de móvel.

Pois estes atores carregavam suas máscaras, instrumentos musicais, maquiagem, figurinos etc. etc. dentro destas castras,

Algumas delas tão grandes que podiam ser chamadas de canastrões.

Como tais atores não compunham o universo dos grandes e afamados atores, sendo um time de terceira e quarta categioria na profissão, era natural que não tivessem o mesmo talento que a turma das "estrelas".

Eram ruins diante dos dons dos atores brilhantes.

Por isso mambembavam de cidade em cidade com seus "canastrões".

Daí vem o adjetivo "Canastrão" para o ator que não tem talento suficiente para bem interpretar uma personagem.

Claro que boa parte dos canastrões de hoje da TV ou do Cinema, e mesmo do teatro, não precisam mais sair arrastando seus baús por aí.

Há lugar para eles no mercado, desde que sejam "bonitinhos" ou que tenham bom QI (quem indica).

Steven Segal, Jean Claude Van Damme, Chuk Norris, Silvester Stallone, Charlos Bronson, Arnold Shwazenneger... são dos mais modernos. Clark Gable e Errol Flynn são exemplo dos antigos. Famosos , atraíam e atraem multidões aos cinemas.

Mas mesmo assim não conseguem fugir de carregar às costas uma imaginária mas imensa , pesada e velha canastra.

Um canastrão!

Esse é o sentido do termo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Renata Fronzi e a Familia Trapo

Renato, Cidinha, Renata, Zeloni e Golias. De pé, Jô Soares

Quando eu era jovem havia uma atriz de comédias que me entusiasmava e me tirava boas gargalhadas, plenas de admiraçao:Renata Fronzi.

Atriz brasileira, mas nascida argentina. Foi casada com o apresentador e locutar Cesar Ladeira. Mãe de Cesar Ladeira Filho e do músico César Ladeira.

Era uma maravilha assitir Renata nas chanchadas da Atlântida, e o auge aconteceu quando de 1967 a 1971 Renata fez o papel de Helena Trapo, irmã de Bronco - Ronald Golias - no humoristico da TV Record, canal 7 de São Paulo : A Família Trapo.

Do programa além de Renata e Ronald Golias participavam da "Família": Renato Corte Real, Jô Soares, Zeloni e pasmem: Cidinha Campos!

Renata, que faleceu de síndrome de disfunção múltipla dos órgãos em 2008, por causa do diabetes ( a doença silenciosa) era portentosa. "Casa cheia" como diríamos hoje.

Brilhava no palco e nas telas. Tinha um sotaque italo-castelhano que a destacava, que marcava sua harmoniosa voz de comediante.

A Família Trapo era uma sátira baseada no sucesso do Filme "A Noviça Rebelde" (Família Von Trapp). Este programa deu filhotes com o mesmo viés e que foram sucesso em outras emissoras décadas após.

Em preto e branco, (ainda não havia tv a cores) é lamentável que apenas tres episódios do programa continuem como arquivo, os demais perderam-se com o incêndio da TV Record à época.

Ainda que trabalhando na mesma profissão, apenas uma vezencontrei Renata Fronzi: na platéia de uma peça que fomos assistir.

Mas é bom que tenha sido assim, penso que mitos não devem ser vistos de perto. Porque de perto todo mundo é comum ( ou normal).Risos.

E aplausos para Ranata Fronzi e sua Família Trapo.

A estrela Renata Fronzi

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Oliver Hardy, o Gordo do Magro


"O Glorioso e o Forte "seria a tradução ao pé da letra de Laurel and Hardy. Que no Brasil ficaram conhecidos como o "Gordo e o Magro".

Na tradução perde-se a ironia dos nomes: nem Stan era glorioso (ao contrário) nem Oliver era forte ( apenas obeso).

Mas fato é que marcaram a cinematografia mundial por mais de 50 anos e marcaram , ainda marcam, gerações e erações de espetadores. De crianças a adultos.

Oliver Hardy, que seria o Forte Oliveira, era o sofredor com as trapalhadas de Stan Laurel, nome derivado de Stanley que significa ousadia, espirito comnpetitivo, liderança laureada (risos). Ou seja a ironia completa conhecendo o biotipo das personagens.

Hoje é dia de abordarmos Oliver Hardy. Nascido no século 19, mais precisamente em 1892 . O nome Oliver ele herda do pai, combatente Confederado na guerra de Secessão dos EEUU (1862)

Em 1914, fez seu primeiro filme. Em 1915, Hardy já fizera 50 filmes curtos para a Lubin Studios. Trabalhou com Charlie Chaplin e com a atriz de comédias Ethel Burton Palmer, durante esse tempo.

Trabalhou depois , em 1917, em The Lucky Dog, onde estrelava um jovem ator britânico chamado Stan Laurel . Foi a primeira vez que Laurel e Hardy trabalharam juntos.

Entre 1918 e 1923, Oliver Hardy fez mais de 40 filmes.

Em 1919, separou-se de sua esposa, e em 1921, casou com a atriz Myrtle Reeves. O casamento não foi feliz, e Hardy eventualmente começou a beber.

Foi apenas em 1927 que Laurel e Hardy apareceram juntos. O diretor supervisor do Roach Studios, observou em uma apresentação a reação da platéia, e começou a colocá-los juntos, criando assim a mais famosa dupla de humoristas da história do cinema.

Em maio de 1954, Hardy, que muito fumava e bebia, além do excesso de peso teve um infarto do miocárdio; e no ano seguinte Hardy teve um AVC. Em 7 de agosto de 1957, Oliver Hardy morreu, aos 65 anos.

Extremamente abatido e inconformado com a morte do melhor amigo, Laurel não teve estrutura emocional para comparecer ao seu funeral.

Stan nunca mais atuou em nenhum filme ou mesmo episódio de série após a morte de Oliver.

Dizia que não suportaria entrar em um set de filmagem sabendo que nunca mais veria o seu amigo de mais de três décadas no ambiente onde atuaram juntos por tantos anos.

Ele, assim, passou a apenas escrever roteiros para comédias, sem jamais voltar a aparecer diante das câmeras.

Terminava assim a dupla "O Gordo e Magro" que hoje é um clássico da cinematografia mundial.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Humor e Alegria São Diferentes Como Azeite e Água


Todo ser humano tem humor. Mas nem todo ser humano tem alegria.

A pessoa pode ter bom humor, mau humor, humor refinado, humor cruel, humor sarcástico, humor vulgar...mas não consegue usar estes adjetivos para a alegria.

Todo ser humano tem humor, é uma das coisas que nos distinguem dos outros animais. Nós rimos. Um jegue não ri.

O que não quer dizer que quem não rir de uma piada é um jegue Nada disso. Mas , de toda a forma, jegue não ri.

Em todos tendo humor já a Alegria não é pra qualquer um.

Quantas vezes você vê a alegria estampada no rosto de uma pessoa? às vezes vê o=por instantes como num gol do Brasil. Outras vezes numa festa, no casamento de um filho...mas a Alegria como qualidade de uma pessoa é Dom.

Dom permanente. Alegria é uma planta valiosa para ser cultivada por toda a vida

Relembrando o genial Guimarães Rosa: "Deus nos dá pesssoas e coisas para aprendermos a alegria...depois retoma coisas e pessoas pra ver se já somos capazes da alegria sózinhos. Essa...a alegria que Ele quer."

Já repararam como tem gente que passa o dia se queixando de tudo? E sem razão pra isso?

Já viram como é desgastante, baixo-astral ir a um restaurante com alguém que reclama de tudo: do garçon à comida, dos talheres ao guardanapo?

É o que o povo chama "chorar de barriga cheia". Pois é, falta a essa pessoa o Dom da Alegria.

Alegria não é ter o complexo de Polyana para quem tudo está bem.

Alegria é uma luz, um brilho glorioso que na fronte se traz.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Adeus às Ilusões

Richard Burton e Elizabeth Taylor no filme "Adeus às Ilusões".

A sabedoria e a beleza de Drummond de Andrade pontua o caminho do meu viver nestes tempos de maturidade.

Quando vejo as guerras religiosas explodindo no mundo em nome de Deus... quando vejo Arruda e Garotinho como preferidos do eleitorado... quando vejo os que se aproximam de mim com doces palavras apenas para tirar proveito... quando vejo a estúpida violência da polícia e do crime organizado, matando por um nada...quando vejo a vaidade , o egoismo e o individualismo do meu próximo...quando depois de 60 anos vejo que o Brasil continua a terra das maracutaias...
quando vejo que os governos e os políticos pouco se iteressam pela Cultura, menos ainda pela Educação...quando vejo a total perda de ética e pudor por Partidos que dizem representar justamente a ética e o pudor...quando vejo tantas coisas mais, chega o tempo de dar Adeus às Ilusões e Drummond me representa:

Os Ombros Suportam o Mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;