quinta-feira, 9 de junho de 2016

Adeus Aos Relógios e Câmeras

Tempo do famoso Patek Philippe, uma jóia nos pulsos

Estive observando meus netos, todos entrando na adolescência. E percebo uma curiosa mudança dos tempos: nenhum deles jamais pediu de presente ou desejou um relógio de pulso ou uma máquina fotográfica.

Lembro-me do tempo em que um pai dava de presente ao filho desejoso um relógio que ele carregaria com orgulho pra toda a vida: “O relógio que meu pai me deu”, ou “ O relógio que foi de meu pai.” A mocinha aos 15 anos ganhava seu primeiro relógio de pulso e brilhava nos salões dos clubes dançando sua primeira valsa.

Máquinas fotográficas eram outro motivo de cobiça para a garotada. Quem não queria ter a liberdade e o poder de registrar seus momentos com amigos, paisagens, férias, passeios?

Pois não é que reparo agora que os smartphones substituíram estes dois objetos no imaginário da juventude.

Com as exceções de quem tem dinheiro e coragem para usar um Rolex nas ruas do Brasil, ou uma Nikkon pelas nossas praias de arrastões, hora e imagem agora são registradas pelos celulares e tablets que todos temos.

Se tudo na vida é passageiro, objetos de consumo são ainda mais rápidos de caírem em desuso…

Querem um exemplo? A caixa de fósforos. Houve um tempo em que era raro quem não tivesse uma caixinha de fósforos no bolso ou na bolsa.

Há de chegar o tempo findo dos smartphones e similares. E vamos à frente.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

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