terça-feira, 8 de março de 2016

As Minhas Mulheres

Mulher, a grande companheira na viagem da existência.

No Dia Internacional da Mulher relembro neste post uma prosa que escrevi há alguns anos em homenagem à mulher da minha vida.

"No outono da vida, as folhas secam, o rio é prata,o amor é ouro.

Quantas vezes a gente casa e separa da mesma pessoa?

Num casamento que já dure mais de trinta anos, por exemplo, quanto casamos e separamos?

Meu primeiro olhar de desejo foi para uma estranha. Sedutora... brilhante... bela... mas estranha.

Depois eu tive uma namorada. Jovem, alegre, vivaz, paixão.

Mais tarde assumi um compromisso sério com uma mulher já feita.

Mas quando conheci outra que além de mulher era mãe, eu - volúvel - apaixonei-me por esta.

Separei da mulher anterior, porém às escondidas, com sabor de traquinagem continuava encontrando às vezes a antiga namorada.

Mas foi aí que a vida me deu uma companheira muito melhor.

Uma companheira muito mais solidária, lutadora, firme, consoladora... muito mais que todas as outras que eu tivera antes.

Foi uma grande companheira que me acompanhou em todas as lutas.

Aventureiro, troquei-a por uma mulher que me passara desapercebida, mas que descobri madura. Paciente... sábia.

Mas quando esta mulher madura distraía-se eu encontrava-me com a namorada da juventude, e com a amante fogosa que era a mulher feita.

Ás vezes calhava de estarem todas num mesmo lugar: numa festa, num evento, na cama... de repente.

Relembrando João Cabral eu diria que foi "uma educação pela pedra, por aprender da pedra " administrar isto.

Mas este garanhão cheio de amantes e namoradas envelheceu e hoje vivo um amor tranquilo com uma charmosa mulher, que é mãe e uma avó carinhosa, a mulher do resto dos meus dias.

E no outono da vida descubro que desde o início ela sempre foi uma só- e várias - e agradeço a Deus por ter me dado a sabedoria e a paciência para encontrá-las todas numa só."

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

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