quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dez Superstições da Gente de Teatro

Pelo menos o trevo de 4 folhas não faz parte das superstições teatrais

Superstição é coisa que pertence a almas infantis, fantasias criadas, que às vezes por coincidência de acontecimentos parecem ter base racional. Nem pensar. São apenas superstições, mas curiosamente vale relembra-las:

1- Amarela é uma cor que não se deve usar.

Esta superstição parece nascer da morte de Moliére que usava um traje amarelo quando se sentiu mal em cena e morreu logo depois;

2. Proibido desejar sorte

Não se deseja sorte aos atores nas suas apresentações, a tradição supersticiosa demanda desejar “que quebre uma perna “ ou “merda”;

3. Macbeth, a obra maldita

O pessoal de teatro evita dizer a palavra “Macbeth” título de uma obra de Shakespeare em cena. Segundo alguns as três bruxas apresentadas no início da peça lançaram uma maldição sobre esta palavra quando dita em cena, mesmo durante ensaios de qualquer outra peça;

4. Proibido assobiar

Assobios em cena ou nos bastidores é sinal de má sorte. Esta superstição vem do fato de que os técnicos, por falta de outra comunicação se comunicavam entre si por assobios, assim se um estranho assobiasse poderia provocar uma ordem estranha e provocar uma catástrofe;

5. Nunca presentear com cravos.

Jamais pense em enviar cravos a um camarim de atores. Esta superstição vem da Idade média quando pra contratar atrizes se enviava a elas uma rosa, ao contrário, se recebessem um cravo era sinal de demissão;

6. Plumas de pavão nem pensar

Os coloridos desta pluma se assemelham a olhos e por isso são confundidos com olho-grande, trazendo má sorte;

7. Uma luz sempre acesa

Deve sempre deixar-se uma luz acesa nos bastidores ou palco, mesmo sem apresentações, para afugentar os fantasmas do teatro;

8. Proibido tricotar

Para passar o tempo alguns atores ficam em seus camarins ou bastidores tricotando, isso pela superstição traz má sorte, pois enrola os fios e dá nós na sorte;

9. Sem espelhos

Esta superstição vem do fato de que se alguém quebrar um espelho trará sete anos de azar;

10. O texto embaixo do travesseiro

Alguns atores tem o hábito de colocar seus textos embaixo do travesseiro, como forma de que o texto penetre em sua memória enquanto dorme, mas isto pode trazer má sorte, pois o texto passa ao mundo do sono e pode-

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Riso Celebra a Vida


Certa vez uma amiga, conhecida por seu mau humor, me disse:

- “Bemvindo eu tenho inveja de você. Queria ser como você: você agradece a vida o tempo todo.”

Claro. Vou agradecer a quem? À Morte? Vou celebrar a Morte a troco de quê

Celebro a vida através do meu humor.

Pessoas permanentemente mal humoradas são um hino à Morte.

O Riso pressupõe inteligência, por isso o fascista espanhol, o quadrúpede General Astray gritou durante a guerra civil , espanhola: “Viva a Morte, abaixo a Inteligência!”

Que a gente tenha uma vez ou outra, uma crise de mau humor, faz parte da normalidade humana.

Mas passar o dia, ou temporadas de cara amarrada, com mau humor...?

Não ter senso de humor?

Fascistas não o tem. Pessoas rígidas, não o tem.

São os chamados “cururús!. Aqueles sapos gigantes que ficam na beira da lagoa só enchendo o saco com os resmungos deles.

E o Riso, reparando bem, varia de tom e intenção com a própria origem de classe social.

Povo fala alto e estridente. Gargalha onde deveria apenas sorrir, como manda o gosto das elites.

Afinal, para quem tem tudo na vida, viver pode ser muito tedioso, chato. A vida para tais pode ser muito chata. Não há razão para celebrá-la.

Às vezes, nem precisa ser dos que tem tudo na vida. Basta ter o olhar ruim. Se o teu olho é ruim tudo o que você vir será ruim, semn graça, sem humor.

E há os que acreditam que antes de mais nada é preciso ganhar dinheiro. A busca do dinheiro comanda a vida destes.

Rir de quê? Por quê? Não há tempo para isso.

Rir é perder tempo com coisas bobas.

Mas como o bardo inglês, eu afirmo: "A vida é sonho...ilusão".

Séria é a morte com seu cortejo de horrores.

Humor, humor sempre!

O Riso é emoliente. Acaba com prisões: de ventre, e de pélvis.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Falemos Sobre a Farsa, Gênero Teatral


Do latim farcire, una farsa é uma obra cômica cujo único objetivo é fazer rir os espectadores.

O sentido de farsa como gênero é denunciar certas normas e demonstrar a falência delas. Utiliza-se muito este gênero para criticar a forma como vivem os seres humanos e sua organização social.

É uma forma de desmascarar tudo aquilo que possa ser enganoso e ter uma dupla interpretação.

As farsas surgiram na Idade Média, onde pontificavam os gêneros teatrais dos Mistérios e das Moralidades. Por não serem bem vistas pelo sistema da época começaram primeiro por fazer sucesso junto às camadas mais humildes e marginalizadas da sociedade, só depois ganharam expressão e poder.

Pelo exagero na interpretação das personagens as farsas pertencem ao gênero do humor. Um humor bufão, e com linguagem pouco refinada.

Outra coisa que caracteriza as farsas é que elas sempre têm final feliz.

“A Farsa do Advogado Pathelin” de autor anônimo, da Idade Média é um dos grandes exemplos de farsa, mas recentemente – na Contemporaneidade - certos filmes de Chaplin, como “O Grande Ditador” trabalharam a farsa de maneira genial.

Também usa-se no dia a dia o termo “farsa” em qualquer situação da vida que falte credibilidade

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Amo a Poesia de Maiakovsky

O Jovem Maiakovsky (1893/1930)

“Hoje executarei meus versos na flauta de minhas próprias vértebras”.

Este é um dos versos que mais amo da poesia de Maiakosvsky. Outro que também sempre relembro: “Em mim a anatomia ficou louca: sou todo coração.”.

Maiakovski foi levado ao suicídio na data de hoje em 1930, uma das causas entre muitas outras foi o sistema de opressão de Josef Stalin, o” Paizinho” georgiano responsável pela morte de milhões d e pessoas.

O então comissário Molotov, do Partido Comunista, pressionava Maiakosvsky e exigia sobretudo uma arte mais simplista, mais de acordo com o “realismo socialista”, o que para o gênio de Vladimir Maiakovski era uma estupidez.

Há inclusive a possibilidade de não ter suicidado e sim ter sido morto pelos serviços de inteligência da repressão bolchevique.

De toda forma, por mais que a História oficial tente apaga-lo do Mundo, os amantes da poesia revolvem sempre o passado e perguntam por ele, como ele mesmo disse num de seus versos.

“Caros camaradas futuros, revolvendo a merda fóssil de agora perscrutando estes dias escuros talvez pergunteis por mim...”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Humor – Se Você Tem Mais de Trinta Anos Conheceu Estes Remédios?


O remédio de hoje tem nomes muito complicados, fórmulas químicas complexas. Os de antanho (gostaram do antanho) eram mais caseiros, mais reconhecíveis. Relembrando de alguns deles:

Água Inglesa Granado, Água Rubinal, Limonada Purgativa (para prisão de ventre).

Havia um que era nada, apenas água com alguma coisinha misturada e servia pra tudo de topadas a má digestão era a Maravilha Curativa do Dr. Humphrey.

Terrível era ter dor de garganta e a mãe pincelar sua garganta com Azul de Metileno, ficava aquela língua roxa, e você ia melando tudo de roxo (eles chamavam de azul, mas era roxo, juro).

Um que era uma pasta preta e que tinha um cheiro que por si só curava qualquer coisa, usava –se muito pra caxumba: Iodex.

As mulheres desde cedo usavam Regulador Xavier e Regulador Gesteira.

Os calvos insistiam no Capiloton, ou em Tricomicina.

Os rapazes não dispensavam uma Benzetacil.

Tosse? Xarope de Limão Brabo, Mel Poejo, Rum Chreosotado.

Anemia e perde de apetite? Emulsão de Scott, Vinho Reconstituinte Silva Araújo.

Vaselina? Manvel. O “Capitão Manvel”, brincávamos nós.

Havia a linha ciba: Cibazol, Cibalena...

Um horrível, em gotas, parecia urina do diabo: Pyretane, para baixar a febre.

Sal de Uvas Picot, Emplastro de Basilicão, Antiflogistine, Pomada do Dr. Chauvin, Gotas Amargas, Cálcio Dalari...esses nem eu tomei, nem sei pra que serviam.

Mas havia as Pílulas de Vida do Dr. Ross, “fazem bem ao fígado de todos nós! ”.

Purgoleite, Agarol, Linimento de Sloan, Pílulas do Dr. Mc Coy, Guaraina (que não ataca o coração), Bromil, Peitoral Pinheiro, Iodalb (velho, coração moço) e até o famoso Phimatosan, “o amigo que lhe faz bem”, além de outras mezinhas da nossa farmacopeia.

E você? Lembra de mais algum?

PS.: com a colaboração dos leitores, acrescentamos : Biotonico FGontoura, Fontol; Minâncora; Cafiaspirina; Colubiazol; Moinheira Mundial (para calos); Permagnato de Potássio.; Permanganato de prata;Vinol;Gaduzan (injeção de cálcio);Run Creosotado; Elixir Paregórico...

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os Chatos e os Humoristas

Costinha, hoje, sobreviveria aos chatos?

Leio duas entrevistas, uma do humorista Diogo Portugal e outra do Marcos Veras. Diogo afirma que está cada dia mais difícil fazer humor por causa da perseguição dos chatos com seu “politicamente correto”. Marcos diz que não faz humor sobre tudo.

Duas opiniões diversas, que somadas nos levam a equilíbrio.

É fato que hoje há uma enorme quantidade de chatos, que baseados no politicamente correto enchem o saco de qualquer pessoa, não só de humoristas.

Mas há também os colegas humoristas que não tem limites e andam falando o que o bom senso manda calar.

Elegância no que se fala em cena é a origem do nosso oficio.

Ser humorista não nos libera das regras sociais ou morais. Quando a gente vai abrir a boca em cena pra contar uma piada, uma anedota ou um caso há um superego (e sempre há) dentro de nós que diz: “Isso não”. Se não ouvimos esta voz e não negociamos ela com o inconsciente que nos diz: “Isso sim” buscando o meio termo, o caminho do centro, então é claro que estaremos expostos às almas raivosas que saem dos infernos buscam encher o saco dos seus semelhantes.

Os tempos são agressivos e rudes – vide “Charlie Hebdo” - e "Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Humor – No Congresso do PT Ministro Explica o Inexplicável


Crônica muito sarcástica baseada no diálogo da peça francesa “O Diabo Vermelho” (bem sugestivo o título) escrita há 400 anos atrás no reinado de Luiz XIV, e escrita em tempos do 5º Congresso do PT, em Salvador.

(Primeiro, único, e indecente ato)

Cidadão - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, senhor Ministro, que me explicasse como é possível gastar mais dinheiro para tocar o País quando já se está endividado até o pescoço…

Ministro - Um simples cidadão quando está coberto de dívidas e não consegue honra-las, vai parar no SPC, na Justiça, tem bens penhorados, ficha suja...Mas o Estado é diferente! Então, ele continua a endividar-se…

Cidadão - Ah, sim? Mas como será isso, se já foram criados todos os impostos imagináveis?

Ministro - Aumentando as taxas de luz, gás, promovendo cortes na Educação, Saúde, Cultura e Segurança Pública; além disso podemos reduzir os benefícios previdenciários e até criar novos impostos.

Cidadão - Mas já não se pode sacrificar ainda mais os cidadãos comuns. Porque não lançam impostos sobre as grandes fortunas...os Bancos...as grandes famílias que dominam a mídia...os ricos...

Ministro - Os ricos não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.

Cidadão - Então, como fará?

Ministro - Você parece um petista, daqueles que só tem titica na cabeça. A quantidade de pessoas pobres e de classe média é muito maior , mas muito maior que a de ricos, então que sustentem a merda em que nos metemos. Porque quanto mais aumentamos os encargos sobre eles mais eles trabalharão, mais os ricos ganharão dinheiro com o trabalho deles, e mais os ricos fornecerão empregos e farão viver milhares , milhões de cidadãos comuns.

Entendeu como funciona a nossa teoria econômica? Quanto mais tirarmos dos trabalhadores mais eles trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável de mão de obra barata, disponível e divididos entre si...fáceis de dominar e assim continuar “tudo como dantes no Quartel de Abrantes”.

Cidadão – (Com cara de imbecil) Ah...agora entendi ...Puxa!! Que legal, o Aécio ganhou a eleição e eu nem percebi!

(Fecha o pano rápido- Só dói quando eu rio)

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 4 de julho de 2016

As “Celebridades” e a Vulgarização da Profissão de Ator

Sarah Bernhardt , esta sim uma celebridade que atravessa os séculos

Quando eu comecei a fazer teatro, há meio século atrás nem havia a indústria de conteúdo para teledramaturgia. Uma ou outra novelinha. Era teatro mesmo. E com isso todos os atores se conheciam, todos nós sabíamos quem era quem na profissão.

Profissão aliás que se escolhia por pura vocação, já que era reprimida em sua maioria pelos familiares, e amigos. Ser ator ou atriz era quase equivalente a ser promíscuo e marginal.

Nos dias de hoje são tantos e tantos atores e atrizes jovens chegando ao mercado que a gente não tem nem tempo de conhecer um e já temos outros chegando. Mal sabemos os nomes de uma pequena percentagem. E a maioria aparece e desaparece como caudas de cometas.

Houve a época dos modelos. Todos queriam ser modelos, depois descobriram que modelo era pouco, era preciso ser ator para ter mais visibilidade (há uma crise de identidade em cada indivíduo na sociedade de hoje) .

Conclusão: são milhares de jovens, sobretudo no Rio e SP, quase todos com o mesmo biótipo: sarados ou esquálidas, rejeitando glúten e tomando suprimentos.

Vulgarizou-se a profissão, no sentido de tornar-se popular. Nos tornamos hoje mais próximos de um comportamento social tipo executivos demultinacionais que de românticos criadores.

Basta um vestido novo, ou um casamento de marketing e a pessoa torna-se celebridade do mundo artístico, maior celebridade até que Sarah Bernhardt ou Laurence Olivier.

Mas, é assim mesmo, é a tal sociedade de massas. A industrialização; a beocidade do neoliberalilsmo; da economia de mercado.

E a gente vai levando, com a certeza de que das milhares de pareiras que vão brotando a cada dia pela mídia de consumo algumas afnal darão boas uvas para um bom vinho.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Humor – O Comércio da Saúde


Há uns meses atrás caminhava pela rua quando senti uma dor no peito à medida que andava. Caminhei mais devagar e a dor foi passando.

Um dia em que eu estava de bobeira, as seis da tarde, passei em frente a um destes hospitais onde tenho plano de saúde e pensei: - Vou entrar pra tirar a pressão, aquela dor foi muito estranha.

Entrei e na sala de espera enquanto aguardava um senhor chegou e teve um enfarte na minha frente. Minha pressão já subiu um pouco...

Entrei na sala do médico e avisei logo pra ele: - Minha pressão vai estar 15 por 10, porque fiquei nervoso vendo o enfarte e fico nervoso quando vejo a turma de uniforme branco.

Ele não teve nenhuma reação humana. Parecia estar em outro universo.

Tirou a pressão. Na bucha: 15 por 10!

Abriu uma porta lateral do consultório e disse: - Entra aqui.

E de repente me vi dentro do CTI do Hospital.

- O senhor aguarde aqui que daqui a pouco a cardiologista vem lhe ver.

Aí um enfermeiro me deu aqueles aventais que a gente fica de bunda de fora, e eu mais nervoso ainda já imaginando transplante de coração e coisas assim.

Junto a mim um senhor de idade estava moribundo respirando com aparelhos; à minha volta o cenário parecia um campo após uma batalha. Aos olhos deste criador eram mortos e feridos para todos os lados.

O enfermeiro me pôs numa cadeira de rodas e fui levado a um Raio X de tórax. Na volta mandou-me deitar e me ligou a dezenas de fios e aparelhos fazendo plim-plim (e não era a Globo).

Um frio danado pelo ar condicionado e eu sem uma coberta e de bumbum de fora.

Consegui alcançar meu celular e disse à minha mulher;

- Amor, eu tou no CTI...

- Eu estou vendo a novela, você acha que eu devo ir?

- Não. Desculpe incomodar.

E resignei-me, afinal por que interromper o sagrado momento da novela?

Frio, muito frio. A bexiga já reclamando...fios pra todo lado. Afinal, às 10 da noite apareceu a médica e olhou os parelhos e disse - O senhor está com a pressão 19 por 12.

- Claro Dra.. Se a senhora me deixar urinar eu juro que ela baixa em seguida.

Fui levado de novo em cadeira de rodas até o banheiro. Verti água e voltei. A pressão foi baixando na hora.

Ela olhou todos os eletros, ressonâncias, radiografias e disse: - O senhor não tem nada. Mas é melhor fazer depois um exame mais profundo. E fui liberado daquela arapuca as 10 e meia da noite.

Mais tarde fiz os tais exames profundos.

Mas nessa o Hospital faturou uma grana em cima do plano de saúde com todo o custo de 4 horas e meia de CTI com direito a todos os exames anteriores e posteriores. E eu de cobaia no comércio da saúde.

A dor? Eram apenas gases.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Escrever À Mão É Coisa Antiga. Caligrafia Já era?


Leio a notícia de que na Finlândia as crianças que entram agora no colégio estão desobrigadas das aulas de caligrafia cursiva. Ou seja: aquelas intermináveis páginas de letrinhas bordadas que tomam horas das crianças, e que segundo os finlandeses de hoje não servem pra nada mais.

A maioria absoluta das escolas da Finlândia possuem computadores, tabletes, etc... para uso de seus alunos. Então o que as crianças vão aprender no lugar da caligrafia tradicional será digitar com os dez dedos, e escolherão a fonte que desejarem para seus trabalhos, redações etc...

Devem apenas saber escrever à mão. Pode ser apenas com maiúsculas, mas a importância de uma letrinha bordada ou “bonitinha” já era. Pelo menos na Finlândia.

Confesso a vocês que de uns anos para cá eu mesmo tenho tido dificuldades em escrever à mão. A mão fica endurecida, pouco maleável, não obedece com a rapidez com que o cérebro ordena. Isto, credito, a anos escrevendo em teclado digital. Creio que outras pessoas já devem sentir o mesmo.

É claro que a Finlândia é Primeiro Mundo, pequena, rica, e o Brasil é um gigante cheio de contrastes, emergindo agora no cenário mundial. Primeiro precisamos resolver a falta de escolas, de professores, de melhores salários, de cultura, a corrupção que rouba da merenda escolar ao transporte dos pequeninos ...etc. etc. e até a falta de dispositivos digitais.

Aí então, quem sabe poderemos ver nossos tropicais tupiniquins com o mesmo desenvolvimento que os nórdicos finlandeses.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Humor – Bumbum Siliconado Explodiu na Academia


A notícia está no Portal R7: "...bumbum explodiu enquanto gravava vídeo fazendo agachamento pra postar no Instagram".

A moça do fato a ser relatado é adepta do corpo perfeito.

Embora o tal “corpo perfeito” nem sempre signifique corpo saudável. Até porque “corpo perfeito” varia conforme a época. No século XIX a beleza feminina exigia mais carne e mais curvas (modelo Erundina).

Já neste século XXI é beirando a anorexia ( modelo Marina Silva) que as modelos femininas ditam a beleza enquanto outras se entopem de silicones e botoxes até ficarem semelhantes a um cruzamento de boneca de inflar com o Super Homem com boca de peixe (modelo Martha).

Pois exagerando neste último modelo é que a tal moça se enquadrou. Botou tanto silicone no bumbum que como podem ver pela foto estava mais pra um balão tangerina que pra qualquer outra “coisa”.

E com esta “beleza esculpida” foi pra academia. Malha de cá, malha de lá...faz esteira...pesos...bicicleta...e o bumbum aguentando firme, heroico, empinado como o cavalo de El Cid... até a hora do agachamento.

Na primeira agachada o bumbum aguentou firme. Na segunda ouviu-se um ranger como balão de gás (paulista chama de bexiga) sendo esfregado. Na terceira agachada ele emitiu um som agudo, como válvula de escape, e na quarta agachada o desastre: o bumbum explodiu espalhando pedaços de nádegas e litros de geleca siliconada pra todo o canto.

Soube através dos fofoqueiros de plantão que a academia e a moça, desbundada, estão fechadas para perícia técnica. Os clientes atingidos criaram a AAA, Associação dos Atingidos pela Abundância para um processo coletivo contra a Mulher Moranga (eufemismo tucano para se referir à pobre que explodiu).

Com todo o respeito que o caso merece, desejando que a moça se recupere, mas eu tive que viver pra ver pela primeira vez na História do Mundo uma bunda explodir.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Uber ou Táxi?


Essa questão do aplicativo Uber em contraposição ao serviço regular de taxis vai além da briga entre as partes.

No quadro tradicional fico com os taxistas. Mas o fator é mais complexo.

A revolução informática e a mudança dos valores cidadãos, com as conquistas trazidas pela revolução da Internet é que traz esta briga.

Uber denuncia a burocracia do Estado, Denuncia a tirania sobre os prestadores de serviços. Para ter um taxi rodando são necessárias tantas taxas e fiscalizações, tamanhas burocracias, - fora as propinas que sempre se ouve fala- denuncia um Estado anacrônico, onipresente, quase totalitário sobre os trabalhadores autônomos, isto para não falar em outros setores da Economia.

Assim como os Partidos políticos em todo o mundo perderam sua razão de ser e só não desaparecem porque ainda não foi encontrado outra alternativa, também o Estado gestor como o conhecemos, vindo do século analógico está fadado ao fracasso e à desmoralização no século digital.

Não só o Estado, mas muitas instituições. Que o digam os milhões de “gatos” de luz, internet, tv a cabo, água, que existem pelo País.

Como este modelo antidemocrático de Estado vai gerenciar isto? Com Polícia? Que Polícia? A que mata, espanca e que ainda vive no século dosa czares? Que não resolve nem 10% dos homicídios culposos na sua área? Uma polícia que o próprio Estado velho não consegue modernizar?

Os próprios “sagrados” Direitos Autorais são revirados de cabeça pra baixo , bem como downloads e de filmes e músicas, com a nova revolução cibernética.

Tudo isto é o que vejo vindo à tona nesta discussão do Uber, e não ap0enbas uma briga entre taxistas regulares e “piratas”.

Escrito Por Bemvindo Sequeira


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Humor – Em Caso de Polícia Chame o Ladrão


(Diálogo real, com pequenas pinceladas fictícias de humor, e nomes e endereços fictícios.)

Três e meia da madrugada. Cidadão acorda com o barulho e percebe que estão tentando arrombar a porta do seu apartamento. Olha pelo olho mágico e vê um sujeito que não reconhece. Interfona ao porteiro que responde sonolento com um “dialeto” ininteligível. Então o cidadão desesperado liga para o 190 da Polícia Militar:

- 190

- Polícia militar?

- (Do outro lado é dita alguma coisa também ininteligível)

- Meu nome é Álvaro, Rua Pio Ferreira 122, apartamento 804. (Diz com a urgência que o momento requer).

- Como é seu nome?

- Álvaro.

- A sua identidade.

- 1104567358-79

- 1104567358-69?

-Não senhor, é: 1104567358-79

- 79 né? Certo. Como é mesmo seu nome?

- Álvaro.

- Boa noite seu Álvaro. Qual é o seu endereço?

- Rua Pio Ferreira 122, apartamento 804.

- Um momento... (Tempo. E o estranho forçando a porta. Terror.) Não estou achando esta Rua Pinto Ferreira.

- Não é PINTO Ferreira é PIO Ferreira.

- Ah, sim, uma questão eclesiástica. Tem alguma referência pra essa rua?

- Começa em frente ao Viaduto Adroaldo de Mello.

- É, né? Não conheço esse Viaduto...Mas qual é o problema seu Armando?

- Álvaro.

- Quem é Álvaro?

- Meu nome. É Álvaro, não é Armando.

- Qual o problema seu Álvaro?

- Estão tentando arrombar a porta do meu apartamento. O porteiro não soube me dizer nada e está adormecido. Por isso estou pedindo ajuda a vocês. - Quem está tentando arrombar?

- Não sei. Um sujeito que eu nunca vi.

- Como o senhor sabe que nunca viu?

- Porque vi pelo olho mágico.

- Então o senhor já viu ele.

- Sim, vi. Mas nunca vi.

- Viu, mas nunca viu?! (Ri).O senhor está confuso...

- Não estou confuso, estou nervoso.

- Fique calmo.

- Sim. Mas o cara está forçando minha porta.

-Mas como ele entrou no prédio?

-Não sei. - Como ele passou pelo porteiro?

- Não sei, meu senhor! Eu estou dentro de casa, e só sei que ele está forçando a porta.

- Mas o senhor não conhece ele?

- Já disse que não!

- Está bem. Vamos enviar uma viatura ao local.

- Obrigado.

(O sujeito parou de forçar a porta e é visto agora em pé no corredor do lado de fora falando coisas desconexas)

- 190

- Há vinte minutos pedi uma viatura porque há um sujeito tentando arrombar a minha porta.

-Ah, é o seu Álvaro?

- Sim. Demora muito pra vir uma viatura?

- Não é mais com a gente, vai depender da disponibilidade...

(Tempo de angústia e terror. Quinze minutos depois...)

- Aqui é da Central da PM. Qual é o problema seu Álvaro?

O cidadão explica tudo de novo e pergunta pela viatura.

- Aqui é do Batalhão do Centro, mas estamos enviando uma do seu bairro.

Mais dez minutos e silêncio total na escuridão do corredor externo. De repente toca o interfone:

- Seu Álvaro, é Ismael.

- Quem, é Ismael?

- O porteiro. - Mas o senhor não se chama Zinho?

- Apois então: Zinho, de Ismaelzinho.

- Sim, seu Ismael,zinho. Já chegou a viatura?

- Não precisa de viatura não. O homem já se resolveu. Foi engano. Era o morador do 704 que chegou muito chumbado e confundiu as portas.

Cidadão liga de novo para o 190.

- 190

-É o Álvaro!

- Oi seu Álvaro! Tudo bem?

- Tudo. Olha eu quero cancelar a viatura que não chegou até agora, mas foi apenas um engano e tudo se resolveu. (Constrangido). Desculpem o trabalho que eu dei.

- Não foi trabalho nenhum. Estamos aqui para servir.

E assim vamos vivendo com toda a segurança, graças a Deus. E pra dizer a verdade: só graças a Ele, mesmo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O Palhaço Piolin


Na língua castelhana “piolin” designa um tipo de barbante, muito fino.

Pois foi este barbante que deu nome a um dos maiores palhaços brasileiros e dos mais renomados no mundo: Piolin. Ganhou este nome porque era muito magro e tinha as pernas tão finas que o assemelhavam a um barbante.

Abelardo Pinto, o Piolin, nasceu no circo de seu pai, armado em Ribeirão Preto, em 1897 e veio a falecer em São Paulo no dia 4 de setembro de 1973.

O palhaço profissional tem em sua origem cômica atividades físicas que trazem para a a composição de sua arte, no caso, Piolin, teve formação de ginasta e equilibrista.

Iniciou sua carreira no Circo Americano ainda criança, envolvendo-se em diferentes atividades. Conquistou o reconhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literário realizado no Brasil em 1922, como exemplo de artista genuinamente brasileiro e popular. Em 1929, no dia do seu aniversário, os modernistas homenagearam Piolin com um almoço que chamaram de Festim Antropofágico. Considerando que os antropófagos comiam o inimigo para adquirir suas qualidades, o ato simbólico de “comer Piolin” constituiu-se numa verdadeira consagração ao palhaço. Há hoje em São Paulo uma famosa cantina com seu nome, que também batizou a antiga Travessa Paysandu, a rua onde os circos eram armados em São Paulo..

Foi considerado "o maior palhaço do mundo". Washington Luis, presidente da república deposto pela Revolução de 1930, era um dos seus admiradores e costumava assisti-lo.

Pra quem não sabe ainda, Piolin foi tão importante que o dia de seu nascimento foi escolhido para a data comemorativa do Dia do Circo no Brasil.

Quando faleceu – uma parada cardíaca motivada pelo engasgo com uma bala - uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada para acompanhar o seu enterro, eram pessoas simples levando sua derradeira homenagem àquele que tanto os divertira.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Adeus Aos Relógios e Câmeras

Tempo do famoso Patek Philippe, uma jóia nos pulsos

Estive observando meus netos, todos entrando na adolescência. E percebo uma curiosa mudança dos tempos: nenhum deles jamais pediu de presente ou desejou um relógio de pulso ou uma máquina fotográfica.

Lembro-me do tempo em que um pai dava de presente ao filho desejoso um relógio que ele carregaria com orgulho pra toda a vida: “O relógio que meu pai me deu”, ou “ O relógio que foi de meu pai.” A mocinha aos 15 anos ganhava seu primeiro relógio de pulso e brilhava nos salões dos clubes dançando sua primeira valsa.

Máquinas fotográficas eram outro motivo de cobiça para a garotada. Quem não queria ter a liberdade e o poder de registrar seus momentos com amigos, paisagens, férias, passeios?

Pois não é que reparo agora que os smartphones substituíram estes dois objetos no imaginário da juventude.

Com as exceções de quem tem dinheiro e coragem para usar um Rolex nas ruas do Brasil, ou uma Nikkon pelas nossas praias de arrastões, hora e imagem agora são registradas pelos celulares e tablets que todos temos.

Se tudo na vida é passageiro, objetos de consumo são ainda mais rápidos de caírem em desuso…

Querem um exemplo? A caixa de fósforos. Houve um tempo em que era raro quem não tivesse uma caixinha de fósforos no bolso ou na bolsa.

Há de chegar o tempo findo dos smartphones e similares. E vamos à frente.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

domingo, 5 de junho de 2016

8 Anos Que Nos Fazem Atemporais


Hoje é um dia muito especial, de celebração e alegria, pois hoje é o dia em que se comemora 8 anos de existência da Cia. De Teatro Atemporal. Uma companhia que nasceu numa sala de aulas de uma escola de Jacarepaguá/RJ se tornou um marco em nossas vidas.

O amor ao teatro e o prazer e em fazer parte deste trabalho nunca sairá de nossos corações.

Que DEUS continue abençoando sempre a Cia. De Teatro Atemporal.

Feliz Aniversário!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

“A Boca Fala do Que o Coração Está Cheio”


Acredito na existência de um plano espiritual além da matéria. Ao tempo em que afirmo a impossibilidade compreendermos o mistério divino.

Querer conhecer a Deus e compreendê-lo pertence ao mecanismo de através do conhecimento, deter informação e com ela exercer poder sobre o objeto ou sujeito em foco.

Querer conhecer a Deus leva ao perigoso terreno de querer determinar suas ações. Impossível. Penso que a Divindade é mistério para se sentir e não par4a se conhecer e dominar.

Também, neste raciocínio, sinto que há no Universo forças negativas e positivas, o tal do Bem e o Mal, que Sartre disse certa vez que era “tudo igual”.

Não creio no que Sartre disse. Creio que há uma luta invisível, de poderes invisíveis em torno de nós que nos influenciam em nossos atos cotidianos. A escolha é nossa de que lado queremos estar.

Vou dar um exemplo: há pessoas que por suas bocas só passam palavras más, de inveja e depreciação. Palavras e pensamentos expressos em palavras e atos que denigrem, enxovalham depreciam, humilham, ofendem e agridem tudo e todos em volta.

E nem precisam ser palavras de baixo calão. São formas amargas de expressar os amargos e malévolos sentimentos que trazem em si. “A Boca fala do que o coração está cheio”.

São pessoas infelizes e que tentam espalhar infelicidade à sua volta. Não tenham piedade desse tipo de pessoas, tenham piedade de vocês mesmos e fujam do convívio com estas almas envenenadas. O veneno delas é letal para a alma.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Humor – Food Truck: A Idosa Confusa e a Filha Prostituta


A modernidade, a revolução cibernética, e sobretudo a neocolonização globalizada cria fantasmas na cabeça de gente simples.

Dona Marina, é uma senhora já setentona, que mora em Cordovil, a bem da verdade: depois do valão de Cordovil. Cordovil, pra quem não conhece o Rio é um bairro do subúrbio, de gente pobre e trabalhadora - o que aliás, e uma redundância já que nunca vi trabalhador rico.

Mas Dona Mariana estava desconsolada. Veio me procurar chorosa pra tentar entender o porquê do desvio de conduta da sua filha Rhayanne que ela criara com tanto zelo e esmero. A caçula, logo a caçula, desviar-se desta forma, aos 35 anos!

Pergunto a ela o que houve.

- Vai virar prostituta. Não sei o que deu nessa menina. Acho que foi “trabalho” feito por alguma inimiga, assim o pastor Malafita me disse. Mas o “seu” Claudio do Detran me disse que é por causa da crise que a Dilma mergulhou o País; Dra. Maria Tereza que é ”pisicóloga merendeira ” da escola municipal me disse que pode ser trauma pós-operatório, ela operou uma hérnia “belical” há um ano atrás.

- Sim, mas o que se passa?

- Rhayanne vai virar prostituta. Eu vi o papel!

- Que papel?

- Da Prefeitura. Faz o cadastro na Prefeitura.

- A Prefeitura está cadastrando moças pra trabalharem como prostitutas?

- Deve ser por causa da Olimpíada. Me disseram que japonês ainda gosta de mulher.

- Mas que papel é esse Dona Marina?

- Uma licença pra trabalhar na zona. Eles vão indicar a zona onde ela vai trabalhar. E ainda por cima não é honesto, é pra enganar os fregueses, é na base do truque, eu vi lá escrito: fode truque (disse ela abrasileirando as palavras)

- Ah, Dona Marina, é o Food Truck (Fud Trock, repliquei eu)

- Tanto faz que sotaque tenha meu filho, Vai trabalhar de puta num caminhãozinho na zona. E a Prefeitura é que vai dizer em que bairro. Tomara que pelo menos seja aqui perto do valão, que assim ela pode vir almoçar em casa, tomar um banho e descansar as pernas antes de voltar.

- Dona Marina, sossegue, é a nova onda, comida em vans, caminhonetes, comida de primeira.

- E eu não sei? Minha filha é muito bonita, uma comida de primeira. Ninguém vai reclamar. Mas o que me incomoda mais ainda é que ele a vai ter que dividir os ganhos com a Prefeitura. Em que mundo vivemos, Jesus!? O Prefeito carimbando a prexeca das mulheres!!

Não teve jeito de convencer Dona Marina, deixei-a ir de volta ao seu mundo além valão. Com o tempo ela vai entender. Contanto que a filha possa vir almoçar em casa.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A Juventude é Passageira


Quando se é jovem tem-se a sensação de que a juventude é eterna. Mas pouco tempo depois essa ilusão se desfaz, e ainda assim não queremos acreditar no efêmero do tempo, e assim vamos chegando a velhice. E aí sim estamos na porta para a eternidade.

A juventude é passageira.

Qual de nós quando jovens não estufava o peito e proclamava que chegou a mundo a passeio, e que dotados de vibrante potência seria vitorioso sobre a morte?

Ilusão e vaidade, que também é ilusão, posso afirmar que a mais traiçoeira das ilusões é a vaidade. Quanto mais vaidosos mais a mercê de humilhações estamos.

Viver a vida como passagem, como mistério e graça, agradecendo a cada dia na sua finitude é a única maneira sadia de vivermos a angústia do inexorável caminho onde estamos todos correndo de braços abertos para o Mistério. Sendo que para ser coerente com o início desse post, os jovens correm mais depressa.

Que ironia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 28 de março de 2016

Quer ser Ator? Comece Por Conhecer a Língua!

Língua ele também tem, mas para ser ator precisa conhece-la.

Muitos jovens que desejam seguir a profissão de ator me perguntam o que devem fazer pra ser um bom ator.

-"Como fasso para ser ator?"

_"Sempre quis enterpretar no pauco."

Parece brincadeira, mas é com essa ortografia que recebo inúmeras mensagens.

Primeiro que tudo para ser um bom ator é preciso conhecer a Língua em que se fala. No caso, o Português. Conhecem melhor o Inglês que a Língua Pátria!.

Nunca me esqueço de um ator , já formado, já profissional, trabalhando comigo que gritava em cena: -"Peguem os fusíveis!!!" .Porque ele achava que este era o plural de "fuzil".

Eu iria adiante: além de Português é preciso ter noções de Latim, origem da nossa Língua.

Mas, como já seria pedir demais, fiquemos no bom Português: conhecer os sufixos, prefixos, radicais, desinências, objetos diretos, indiretos, predicados, sujeitos, verbos (ação)...

Para dar um exemplo: se você desconhece o Verbo como pode determinar qual a ação da cena? Qual é o sujeito que protagoniza a ação? Qual o objeto direto da ação a que se refere o verbo? Se não sabe o que diz como poderá dize-lo com a verdade que a cena necessita? E por aí vai...

Claro que existe a pintura primitiva, a dança popular...a arte popular...a cultura de massa...mas se você que está agora começando, ou que vai começar na arte do ator quiser ir mais além, quiser buscar a obra de arte inspirada tem que começar por saber como orar, ou seja, a partir da sua palavra bem dita tocar a alma dos espectadores enlevando-a.

"Orar: falar em público; proferir discurso ou expressar-se em tom oratório; discursar."... Tem que dominar a oratória: "...conjunto de regras que constituem a arte do bem dizer, a arte da eloquência; retórica." (Houaiss), a Gramática ...

Senão você pode até comunicar-se, cães, gatos e até gambás fazem isso a toda hora, nem por isto são atores. Mas se você quer ser um grande ator comece por aprender a Língua em que vai se comunicar.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sem Música Todo Ator Tropeça e Cai

Joan Collins e Candy Barr nos bastidores de "Seven Thieves", Califórnia, 20 de Agosto de 1959. (AP Photo)

O canastrão é antes de tudo um péssimo intérprete musical.

Para interpretar é necessário ter melodias na cabeça. A melodia da cena, e a da obra toda.

É uma melodia imaginária que ajuda o ator a manter o compasso e o tom de cada ação. A manter-se afinado na sua interpretação: allegro, allegro vivace, stacato, moderato...como numa ópera ou numa sinfônica.

Relendo Meyerhold, o grande diretor russo (1874-1940) encontrei este pensamento que trago a vocês:

"O pessoal de circo necessita da música como um guia rítmico que os ajuda a organizar seu "timing". Eles trabalham em termos de fração de segundo, e a menor mudança de compasso provocaria uma queda e um desastre. Com uma melodia bem conhecida servindo de acompanhamento a coisa fica diferente, tornando o cálculo do tempo quase isento de erro. Sem música seria possível, mas muito difícil. E se a banda se puser a tocar uma melodia diferente da esperada pelo acrobata, este se vê em perigo. Em certa medida o mesmo acontece no teatro (e também na tv digo eu). Construída sobre uma base musical , a atuação torna-se mais precisa. No teatro orient5al , nos momentos de clímax, o contra-regra provoca sons ritmados: é um guia para ajudar o ator a atuar precisamente. Ator necessita de um background musical para medir a passagem de tempo."

Para pensar. Sobretudo para aqueles que vão chegando e acham que interpretar é só abrir a boca e falar o texto decorado.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 21 de março de 2016

Quando a Vocação é Maior que o Peso dos Anos

A farra da longeva idade na piscina de "Cocoon"

A Arte Cênica tem um poder mágico, semelhante à piscina do filme "Cocoon", onde os velhinhos mergulhavam e saíam rejuvenescidos.

Comecei a perceber este poder há muitos anos atrás, início da década de 90, quando com minha mulher fui assistir ao grande Paulo Gracindo no Teatro Thereza Rachel - Copacabana, Rio, representando a peça "Num Lago Dourado".

Gracindo subia e descia escadas e praticáveis em cena, caminhava, corria, falava em alto e bom som, gesticulava...pleno de saúde e brilho de vida.

À saída do Teatro fiquei esperando para abraçá-lo. Saiu-me das entranhas dos bastidores um ancião claudicante, arrastando os pés, amparado por um amigo, tão distinto do vivaz ator posto em cena.

Esse poder vivificante você vê na Bibi , na Selma Lopes, na Nathalia Thimberg, Fernanda Montenegro, Nicete Bruno, Edney Giovenazzi, Francisco Cuoco, Milton Gonçalves... todos já passados dos 80 anos e uns jovens saltitantes em cena.

Vi a mesma gana de vida ao trabalhar com dois veteranos que já partiram deste mundo: Henriqueta Brieba e Jorge Dória.

Vi este poder agindo em Zezé Macedo, Walter D'Ávila, e Brandão filho.

É o gosto pela profissão, o prazer de comunicar-se, a certeza de que ainda se é útil, criativo e capaz.

O artista ao interpretar esquece artroses, cíaticas, diabetes, vista turva, pressão alta, marca passos, dores lombares, cansaço crônico...o que seja.

Por isso quando vejo um iniciante, na faixa dos vinte anos, dizer que não veio ensaiar, ou gravar, porque estava gripado, ou com dor de cabeça, ou com estômago enjoado, percebo logo que a vocação profissional passou ao largo deste jovem equívoco cênico.

O Tempo é a prova da verdade, pois o que é verdade permanece.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 14 de março de 2016

“Se Essa Rua, Se Essa Rua Fosse Minha..”

Universo ou pedrinhas de brilhantes?

A rua era o Universo.

A pequena e desconhecida rua de terra do subúrbio caroca era o Mundo inteiro.

Tudo que acontecia no Planeta acontecia também naquela rua , só que com mais intensidade.

Um eclipse lunar era acompanhado por todos, visto e revisto da calçada ainda quente do sol suburbano.

Eclipse solar então... era motivo de desespero. Uma calamidade. Algo sobrenatural. O Mundo ia acabar ali, agora? E se o Sol se espatifasse na Terra e acabasse em fogo como diziam os antigos?

Eliezer, único exemplar adicto da rua sentava-se plácido à porta da sua casa, na escada de entrada e via o mundo eclipsado através dos seus olhos vagos após uma crise que toda a rua tomava conhecimento.

Passado o "fim do mundo" e a crise de Eliezer as pipas voltavam aos céus, com bastante cerol, moído e remoído, colado e recolado em linha 10, aos gritos de "Tá com medo tabaréu? É linha de carretel!"

O Mundo era a rua e era simples como aquela gente que ali vivia.

Jorge e Ney eram negros; Vital e Ivanzinho, mulatos; Bebel e eu éramos morenos; Josimar era louro de olhos azuis e usava tranças mesmo com sete anos de idade, promessa de sua mãe para uma cegueira de que fora curado.

Não sabíamos que haviam cores entre as pessoas. Todos eram pessoas, amigos, gente.

Como disse muito bem Mandela: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

E era assim naquela rua: as crianças brincavam e sequer imaginavam que houvessem tais diferenças.

Naquela rua o jogo de bola parava quando passava uma senhora. Havia todo o tempo do Universo para marcar um gol. Podíamos esperar Dona Delfina passar com a sacola carregada de bananas, a sobremesa mais barata e amadurecida na quitanda do português à base de carbureto.

Mais tarde , não muito, quando calçaram a rua, caminhando por ela à noite, a luz dos postes faiscava o granito a cada passo cumprindo-se a canção: "Ladrilhada com pedrinhas de brilhantes para o meu amor passar..."

E eu sentia o gosto das estrelas no céu da minha boca.

Acredito que ainda existam ruas e gentes como aquelas. Deve haver sim . Precisa haver. É ali que nasce a humanidade.

É ali que se educa para a humildade e solidariedade.

Percebo-me a pensar na minha neta, prisioneira de um computador num bairro nobre de São paulo...vou perguntar-lhe se já pisou na rua descalça, ou se já pulou amarelinha na calçada riscada com giz.

Quando o tempo vier e ela amadurecer provavelmente recordará não de ruas de terra, mas de vias cibernéticas nas suas boas memórias da infância, percebendo afinal, como Drummond, que "...o Mundo não pesa mais que amão de uma criança."

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

terça-feira, 8 de março de 2016

As Minhas Mulheres

Mulher, a grande companheira na viagem da existência.

No Dia Internacional da Mulher relembro neste post uma prosa que escrevi há alguns anos em homenagem à mulher da minha vida.

"No outono da vida, as folhas secam, o rio é prata,o amor é ouro.

Quantas vezes a gente casa e separa da mesma pessoa?

Num casamento que já dure mais de trinta anos, por exemplo, quanto casamos e separamos?

Meu primeiro olhar de desejo foi para uma estranha. Sedutora... brilhante... bela... mas estranha.

Depois eu tive uma namorada. Jovem, alegre, vivaz, paixão.

Mais tarde assumi um compromisso sério com uma mulher já feita.

Mas quando conheci outra que além de mulher era mãe, eu - volúvel - apaixonei-me por esta.

Separei da mulher anterior, porém às escondidas, com sabor de traquinagem continuava encontrando às vezes a antiga namorada.

Mas foi aí que a vida me deu uma companheira muito melhor.

Uma companheira muito mais solidária, lutadora, firme, consoladora... muito mais que todas as outras que eu tivera antes.

Foi uma grande companheira que me acompanhou em todas as lutas.

Aventureiro, troquei-a por uma mulher que me passara desapercebida, mas que descobri madura. Paciente... sábia.

Mas quando esta mulher madura distraía-se eu encontrava-me com a namorada da juventude, e com a amante fogosa que era a mulher feita.

Ás vezes calhava de estarem todas num mesmo lugar: numa festa, num evento, na cama... de repente.

Relembrando João Cabral eu diria que foi "uma educação pela pedra, por aprender da pedra " administrar isto.

Mas este garanhão cheio de amantes e namoradas envelheceu e hoje vivo um amor tranquilo com uma charmosa mulher, que é mãe e uma avó carinhosa, a mulher do resto dos meus dias.

E no outono da vida descubro que desde o início ela sempre foi uma só- e várias - e agradeço a Deus por ter me dado a sabedoria e a paciência para encontrá-las todas numa só."

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 7 de março de 2016

Buster Keaton: o Rei do Riso Que Não Ria


Buster Keaton.

As novas gerações e até mesmo algumas mais velhas não o conhecem nem à sua obra.

Um dos maiores comediantes do século XX. Faleceu na data de hoje em 1966.

Keaton foi considerado o grande rival de Chaplin. Protagonizava filmes mudos.

Porém sua principal característica é que jamais sorria nos filmes. Sempre sério era capaz das maiores tiradas de humor.

O humor nos filmes de Buster Keaton, basicamente, se fazia através das chamadas gags; corridas, quedas, fugas. Uma das grandes inovações de Keaton, no entanto, é o fato de sua comédia se basear num personagem impassível, que mantém as mesmas feições diante dos fatos ocorridos

Keaton nasceu no final do século 19 nos bastidores do vaudeville. Seus pais eram artistas deste gênero de variedades.

Entrou em decadência quando do surgimento do cinema falado e por um péssimo contrato que fez com a nascente Metro Goldwin Mayer.

Foi reabilitado pelo próprio Chaplin no filme "Luzes daRibalta" da década de 50.

Na tv às vezes se apresentam suas comédias, e você pode encontrar seus filmes em boas locadoras que tenham filmes cult.

Keaton e sua cara de pau fazia gargalhar a plateia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cada Vez Mais Busco o Som do Silêncio

"(Escolhe) teu melhor silêncio. Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos".
Drummond

Ouça o som do silêncio

Esses dias estive em São Paulo gravando um Programa, onde participei como jurado de um concurso de dança.

Lá, uma equipe de jornalismo da Record me entrevistou para um perfil .

A última pergunta que me fez a jornalista foi:

"- O que mais você deseja agora. O que você almeja?"

Acho que ela quis dizer profissionalmente. Em geral os atores respondem:-

"-Ah eu gostaria de fazer o Rei Lear, de Shakespeare. Ou: queria fazer Pirandello. Ou Tartufo de Moliére..."

Eu não entendi a objetividade da pergunta e respondi:

"- Quero muito aprender a ficar calado. Almejo o silêncio."

Talvez tenha frustrado a repórter, mas realmente este é um objetivo que venho perseguindo nos últimos tempos: o silêncio.

Falei demais a vida inteira. Raramente mantive-me calado. Falei e ainda falo pelos cotovelos. Dou palpites em tudo. Discuto tudo. E isso serve também para o quanto falo pelas redes sociais.

Não consigo ficar em silêncio ouvindo minha voz interior.

Antes que a ideia se forme na minha cabeça o meu coração já tomou a palavra. Sempre foi assim.

Hoje, mais velho, sinto uma necessidade imensa do silêncio.

Falar pressupõe conhecimento, porém conhecimento não pressupõe sabedoria.

A sabedoria é pacificação.

O sábio fica em silêncio e no silêncio ele ouve o Mundo inteiro falar. Mas ouve sobretudo seu Voz interior.

Hoje, mais velho, busco o silêncio como forma de ouvir Deus.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Plateia Canastrona

Encarar uma plateia dessas numa comédia é de matar o comediante!

O colega, veterano Agildo Ribeiro tem uma tese muito engraçada. Ele acha que em certas sessões de teatro os chatos combinam:

- "Vamos lá ver o Agildo hoje. Já sabem: ninguém ri, hein?!"

Ele acha que há um inconsciente coletivo em que certas noites de espetáculo a platéia resolve não participar. Não rir. Não interagir.

Claro que não há nada científico que comprove esta tese. Mas eu mesmo já vi plateias assim e concordo com ele.

É um exemplo de plateia canastrona.

É aquela plateia que não reage no tempo certo. Se ri, ri com delay, atrasada e complica o ritmo da peça.

Se suspira num drama o faz também fora de tempo. É aquela platéia que vai assistir um drama que exige silêncio absoluto e leva balas embrulhadas em celofane pra chupar e repassar de mãos em mãos durante a peça.

Há também os celulares - que nem sempre tocam - mas acendem no escuro da plateia e distraem público e atores.

Há os que chegam atrasados e vão sentar bem no meio da fileira: "- Com licença...licença..licença..." E toda a fila levantando e sentando.

É a plateia que quando o teatro não está lotado sentam do meio pra trás. Afastam-se dos atores. Fogem da trama.

Lá de cima do palco a gente observa tudo isso.Quando não vê por estar muito concentrado no foco da ação, ouve.

A relação dos atores com a plateia é como uma orquestra. A plateia também é instrumental. Todos tem qua estar afinados. Aí acontece o fenômeno da arte cênica: a inspiração que seja pela comédia, ou seja pelo drama enche de graça todos que dele participam.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Barba de Cinco Dias, Moda do Momento

Não sei porque, mas desconfio que essa moda vem de Hollywood. (risos).

É moda entre a garotada (já nem tão garotos assim) a barba de cinco dias.

O que é isso exatamente? É aquele rosto masculino que traz estampado uma pequena barba por fazer.

Não grande demais que os torne ortodoxos radicais, nem pequena demais que os torne imberbes adolescentes.

Não. Há uma medida certa: cinco dias. E muito bem aparada para que dê a impressão certa de desleixo medido e comedido.

Na verdade a barba já está lá, no rosto, há mais de ano, mas tem que ter a aparência de cinco dias. Nem mais, nem menos.

Ai dos que tem falhas de barba, ou dos imberbes: perdem a disputa das garotas no mercado das paixões emocionantes.

Observo a barba dos judeus ortodoxos...dos muçulmanos...a barba dos antigos militantes petistas...a barba dos cubanos de Sierra Maestra...a barba dos políticos e barões do século 19...eram barbas de respeito!!!

A barba de Leon Tolstoi. Aquilo sim era uma barba!!!

Tolstoi

Barbas históricas sob as quais podia-se imaginar um mundo de criaturas microscópicas, mas vivas, pululando de alegria protegidas do sol e demais adversários.

Hoje as barbas higiênicas, assépticas da garotada. Barbas eróticas, sexualizadas, cuidadosamente aparadas para o único objetivo: o charme contemporâneo.

Não a barba ou o bigode do qual se arrancava um fio e com ele honrava-se os compromissos. Nada disso.

Mas seja como for, a barba ou a raspagem dela revelam sobretudo um código de expressão de um indivíduo na sociedade, em qualquer época, desde os barbudos filósofos gregos do século V AC até os barbudos gays dos EEUU de hoje, ou aos lisinhos e depilados galãs de academias.

Entre Tolstoi e ele muitas signagens sociais.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;