segunda-feira, 31 de agosto de 2015

“Alô?! Toma Nota do Meu Nome, Endereço e de que Partido Sou, Porque Vou te Matar”.

Gato por Lebre. Informação honesta ajuda cidadania.

Um Presidente da Suprema Corte, de boa, atendendo pessoalmente o telefone, e ouvindo do outro lado:

-"Olha, eu sou fulano, do PT , e vou te matar!"

Aí, a Autoridade Suprema tomado de pavor decide: - "Estou deixando o cargo por causa dessa ameaça."

Só um néscio, um imbecil como o meu vizinho Ronaldo, pode acreditar numa história dessas. Um hipotético telefonema tão anônimo quanto a cara do Neymar.

É isso que "o maior jornal do País" está há dois dias tentando nos fazer acreditar. Tentando nos vender gato por lebre.

Eu, que sou eu , um humilde artista não atendo pessoalmente o telefone, quanto mais o midiático Chefe de um dos Tres Poderes da República.

O engodo já começa por aí.

Depois, como Chefe de um dos Poderes ele tem a mesma proteção da Segurança e Inteligência Militar que a Presidente Dilma e o Presidente do Congresso.

Isso não é um arrufo doméstico como se fosse ameaças emocionais entre esposa e amante: - "Olha se não deixar meu marido eu vou te matar."

Mas o "maior" jornal há dois dias insiste em afirmar que Barbosa deixou o cargo por causa de ameaças contra a sua vida.

Se fosse por isso o Obama nem tomaria posse. Fidel já estaria longe de Cuba há 50 anos...Dilma provavelmente já deve ter recebido muitas ameaças, que nem chegam à ela: são barradas e apuradas pela Segurança antes de tudo.

Todo poderoso está sujeito a esses contratempos e nem por isso sai correndo borrando as calças e abandonando seus compromissos. Essa é a imagem heróica e vitimizada que o "grande" jornal quer nos passsar.

O fato mais "perigoso" de que tenho notícia na singular gestão de Barbosa foi o jovem Rodrigo Pilha que postou-se à porta do restaurante onde o Ministro estava e o vaiou na saída.

Acredito que uma vaia pode ferir a vaidade egóica do Ministro, mas matá-lo...? É um pouquinho exagerado. Se vaia matasse alguém não sobrava um jogador de futebol em campo; os juízes de futebol então...morreriam todos, não sem antes tererm suas mães envergonhadas, sentimento esse - vergonha - que o imbecil do meu vizinho Ronaldo sente sempre.

Barbosa - que poderia ter anunciado a sua saída em fins de junho, mas o fez agora para pegar os holofotes antes da Copa - deixa o cargo porque desgastou-se profundamente com amplos setores do País. Esse é o fato.

A gota dágua teria sido o protesto da OAB e a Carta da CNBB. Durante sua batmaníaca passagem pelo Supremo indispôs-se com seus pares de forma muits vezes agressiva e desrespeitosa, com a OAB, com juizes e magistrados do Brasil , até com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e com a Associaçãodos Juízes Federais do Brasil, com a CNBB, com Partidos Políticos, com autoridades civis, com grande parcela dos cidadãos, enfim, chegou o momento em que faltou-lhe o chão.

Faltou-lhe o recosto da cadeira onde apoiar-se para amenizar as mazelas estruturais.

Proximamente seria derrotado em público pelo Plenário do Supremo no julgamento da questão do direito ao trabalho dos condenados à prisão aberta. Porque seu ato vingativo contra José Direceu e Delúbio acabaria prejudicando quase cem mil presos no Brasil.

Isso provocaria um aumento das despesas do Sistema Penitenciário, superlotação dos presídios, uma crise jurídica, e uma gigantesca maldade contra apenados que procuram com o trabalho reintegrar-se à Sociedade, como garante o senso humano.

E Barbosa ainda corria - e corre - o risco de ser denunciado pelos réus do Mensalão a Cortes Jurídicas Internacionais.

Por essas coisas é que o o austero Juiz pediu o chapéu, e não por ameaças - que como dizia eu - só um imbecil como meu vizinho Ronaldo poderia acreditar ao ler "o maior jornal do País", como sendo realmente factíveis.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Raulzito, a Metamorfose Ambulante


Raulzito. Era assim que a gente o chamava na Bahia.

Muito antes do sucesso nacional, muito antes de virar mito de uma juventude da Sociedade Alternativa já era inquieto.

Eu o conheci pela primeira vez em 1970.

Estava eu com o Maestro Carlos lacerda, folcórica figura baiana, grande maestro da terra de Castro Alves, no Barcaninha. Uma casa noturna da orla de Salvador.

Uma orla cuja urbanização acabava bem antes do Barcaninha, que situava-se entre a Boca do Rio e Piatã.

Havia a sede do Sport Clube Bahia, em seguida um grande vazio com pequenos lotes para só depois encontrarmos a Itapuan de Caymmi.

Eis que chega aquela figura estranha, magra, de mal cuidada barba. Raul Seixas.

Uma festa entre os músicos presentes - então a história da MPB baiana : Ederaldo Gentil, Edil Pacheco, Vevé Calazans, Waldir Serrão e o próprio Lacerda.

Raulzito tazia consigo uma maleta, o que o tornava mais parecido com um fiscal, ou um auxiliar de contabilidade que própriamente um roqueiro.

A dado momento , aberta a maleta ,revelou- se o conteúdo: remédios! Fármacos os mais variados. Não era uma metamorfose ambulante, era antes uma farmácia ambulante.

Havia de tudo, de antiácidos a ansiolíticos, de antiinflamatórios a bandeides.

Retirou o que naquele momento julgava vital para a sua sobrevivência (era mesmo hipocondríaco) e em seguida todos os presentes reviraram sua maleta, tirando dela seu quinhão: de lexotans e a melhorais.

Dezenove anos depois deste encontro, na manhã do dia 21 de agosto de 1989, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca.

A prática antiga de automedicação, aliada à seu alcoolismo, e agravada pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.

Um louco, um visionário, um gênio...não há - ainda bem - classificação para aquele que se autodenominou com muita razão uma "metamorfose ambulante".

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Quando nossos bisavós iam ao cinema

Cine Avenida. O início de uma bela época do Rio de Janeiro.... 

A primeira sala fixa de cinema no Brasil foi inaugurada em 31 de julho de 1897 por Paschoal Segreto, que com ele trouxe uma camera de filmar.

Mas sómente 20 anos mais tarde , em 01 de setembro de 1907 foi inaugurado o Cinema Avenida, luxuosa sala de projeção na esquina da Avenida Central ( hoje Avenida Rio Branco) com a Rua da Assembléia.

É a partir desta data que se pode contar que o Rio de Janeiro, e o Brasil passaram a ter cinemas com fins comerciais.

Depois do cine Avenida em 1907 foram inauguradas 33 salas de cinema na cidade.

Entre 1907 e 1911 foram abertas 145 salas de projeção, com uma média de 29 salas por ano. Entre 1907 e 1920, foram inaugurados 230 cinematógrafos no Rio, com uma média de 16 salas por ano, mostrando que, nas duas primeiras décadas do século, o cinema era a maior diversão.

Portanto para a garotada que pensa que cinema é coisa de hoje e ontem, é muito mais além: é coisa de hoje, ontem, anteontem, e trasanteontem. Coisa que já tem 105 anos desde o Cinema Avenida.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A Senha ou a Vida


O mundo virtual nos trouxe entre tantas outras modernidades, as senhas.

São dezenas, centenas delas.

Senha pra tudo.

Cada navegada na web solicita uma senha.

Cada atendimento em balcão exige uma senha.

Eu cheguei ao ponto de possuir 87 senhas e códigos permanentes.

Para se ter uma idéia: possuo 8 cartões de crédito. Cada um tem uma senha para compras em balcão, outra para compras na WEB e outra para máquinas de banco. Logo: oito cartões, 24 senhas diferentes.

O assaltante já não diz mais: "A bolsa ou a vida.". Agora é :" A senha ou a vida.". Nem saio com os cartões à rua.

Já pensaram, num relâmpago sequestro, o quanto vou apanhar até lembrar das senhas?

São dezenas de senhas... No início bastava anotá-las num papelzinho e deixar na gaveta.

Depois passei a te-las num arquivo word protegido por senha. Sujeitas a desaparecerem no primeiro vírus.

Passei a ter copias espalhadas em pendrives que sumiam dentro de casa....

Para evitar tudo isso a modernidade criou a mãe de todas as senhas: Um programinha (são vários á disposição) onde você pode armazenar todas as senhas. Tem a vantagem de estar na "nuvem" (epa, que perigo!). Você pode acessar de qualquer lugar, e se der "pau" no hd vc não perde os dados.

Mas para acessar este programinha é preciso ter senha também. Passa a ser a Grande Senha, a Senha Mestra, a Senha que abre todas as Senhas.

A chave da caixa de pandora da criptografia.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;
Foto: Dirceu Garcia - Cia Teatral Commune levando a platéia às gargalhadas com 'Nem Todo Ladrão Vem Para Roubar' 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

DEU MOLE EU BLOQUEIO


A "garotada" sabe melhor que nós, veteranos, usar as redes sociais.

Fico impressionado com a rapizdez como teclam em minúsculos teclados as mensagens e torpedos.

Como criam linguagem e signagem própria.

Nesta área virtual uma das coisas mais difícieis para mim é exercer o botaõ de "block".

Bloquear alguém é para mim sinônimo de intolerância da minha parte.

Por isso sou muito complacente. Paciente e tolerante.

Mas de tempos para cá tenho aprendido com a "garotada" a usar este botão. E tenho me dado muito bem.

Descobri que o virtual às vezes é como na vida: não gosto e não dou conversa para estranhos com alteração de consciência, drogados ou bêbados; não gosto de papo com chatos; não suporto radicais, venham de onde vierem; pessoas amargas e pessimistas menos papo ainda...assim sou eu na vida.

Porque não seria na Rede, não é mesmo?

Confesso a vocês que no início foi doloroso bloquear alguém. Creio no próximo, no ser humano, sempre acho que é possível o diálogo.

Mas agora...deu mole tou bloqueando.

O que significa isto? Significa que o veneno, a malícia, a maldade, e as palavras carregadas de ódio e intolerância eu não quero nas minhas conversações, nem manter na minha "timeline".

Salvo apenas alguns adolescentes, que por natureza da idade estão procurando seu discurso social, por isto às vezes passam dos limites. Normal.

Mas, reafirmo, estou amando dar "block".

Vejos ás vezes um ou outro se queixando: "poxa, fulano me deu block."

E ponho-me a imaginar que tamanha grosseria teria um ou outro feito para levar o "fim de papo?

Enfim, a "timeline" só é desagradável quando você não sabe se defender. Como na vida.

Quando você põe limites no outro, põe em você também, torna-se mais cuidadoso e cordial com o próximo e passa a exigir isto também para você.

Portanto, você que me lê: se fizer comentário grosseiro sobre este texo já sabe: block!!! (risos cibernéticos) Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;