quarta-feira, 29 de julho de 2015

Minha Experiência no UnP Encena

Cabral Lima, Eu, Elanne Maciel, Amadeu "Negrito" Almeida e Ana Francisca Oliveira

Como já postei aqui no Blog, no primeiro semestre deste ano ingressei no UnP Encena - Curso de Extensão da UNP (Universidade Potiguar).

Um dos meus objetivos é sempre aprender mais, e ingressei no UnP Encena com esse objetivo e também para me reciclar como artista.

Nos sábados de março a junho, tive honra de fazer grandes amigos e reforçar, sentir, o quanto a união de um grupo faz a diferença, não só no teatro, mas em todos os aspectos.

No UnP Encena destaco a união do grupo, e chave dessa união é Ana Francisca Oliveira, que faz esse trabalho muito, muito bem. E é devido a essa união que o grupo está presente do início dos anos 2000 até hoje.

Amigaço "Professor" Cabral Lima 

Bia, Muito Querida! Grande Amiga!

Com um grupo composto por estudantes, atores veteranos e novatos, aprendi técnicas novas, reforcei técnicas antigas, pude como aluno-ator, ouvir mais e conhecer de perto o jeito potiguar de fazer teatro.

Há muito tempo eu não fazia uma oficina, e essa me deu uma boa aquecida!

Fiquei honrado e feliz pelo certificado, pelo carinho e respeito de todos para comigo! Como sempre... quando eu estava de fora, pude rir muito nas cenas cômicas de meus amigos. (Risos)

Katia Pereira, Nota 1000

Ana Francisca Oliveira, a "Dama" do Teatro Potiguar

Sem contar que apresentei o meu monólogo "Quebra-Cabeça" na oficina!

Muito legal!

Em novembro o grupo apresentará o espetáculo "MilkShakespeare". Eu não irei compor o elenco da produção porque é bem provável que eu não esteja mais em Natal. Por isso não pude me comprometer.

Foto pós-exercício de improvisação

Kleyton Guilherme, Dani, Belle e Elanne Maciel

Venho aqui fazer um agradecimento especial a:

Cabral Lima, Elanne Maciel, Amadeu "Negrito" Almeida, Bia e sua mãe, Katia Pereira e suas filhas, Mercio Firmino, Luzinete Mendes, Netinho e Gabriel, Belle e Dani, Evandro Santos, Josemar Macedo, Danilo de Souza, Nio Santos, Juliana Vale, Fernando Júnior, Amanda Passos, Alan Yuri, Yogi Brito, Reyes Felipe, Luciany Macedo, Kleyton Guilherme e Vitoria Oliveira.

A visitas de:

Cida Gertrudes, Flávio Nascimento e Zezo Silva.

Agradecimento mais que especial:

Ana Francisca Oliveira

Se renovando, inovando, resgatando... com a força e união do grupo, o UnP Encena também é ATEMPORAL!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

“DA REPUTAÇÃO DA CLASSE TEATRAL”

Para relembrar e chamar a atenção de como as coisas mudam (?) publico este pequeno trecho da biografia do comediante Groucho Marx, escrito há mais de 70 anos:

"Da reputação da Classe Teatral"

NA ÉPOCA EM QUE COMECEI A TRABALHAR EM TEATRO, A POSIÇÃO DE UM ATOR NA SOCIEDADE ESTAVA ENTRE A DE UM CIGANO CARTOMANTE E DE UM BATEDOR DE CARTEIRAS...

QUANDO UM ESPETÁCULO DE CÔMICOS ITINERANTES CHEGAVA NUMA PEQUENA CIDADE AS FAMÍLIAS ENCARCERAVAM SUAS FILHAS, CORRIAM OS FERROLHOS E ESCONDIAM SEUS OBJETOS DE PRATA...

O PRETENSO BRILHO DOS PALCOS NÃO CHEGAVA AOS TEATROS E CIDADES ONDE REPRESENTÁVAMOS. PARA SE PODER ENTRAR NOS CAMARINS DA MAIORIA DOS TEATROS DE VARIEDADES, DEVÍAMOS, ANTES DE MAIS NADA, PROCURAR A PASSAGEM MAIS SUJA DA CIDADE.

EM ALGUM LUGAR DAQUELE BECO SE ABRIA A PORTA QUE DAVA PARA OS CENÁRIOS. NÃO RARO DESCÍAMOS VÁRIOS DEGRAUS IMUNDOS E CHEIOS DE RATOS PARA CHEGARMOS AOS CAMARINS.

DEVO ADMITIR QUE HAVIA UMA CERTA JUSTIFICATIVA PARA A DESGRAÇADA REPUTAÇÃO SOCIAL DOS ATORES.

A MAIOR PARTE DE NÓS ROUBAVA UM POUCO - COISINHAS SEM IMPORTÂNCIA COMO TOALHAS DE HOTEL E PEQUENOS TAPETES.

HAVIA ALGUNS ATORES QUE SE ATRACAVAM COM QUALQUER COISA QUE PUDESSEM CABER EM SEUS BAÚS... FELIZMENTE A MAIORIA DOS HOTÉIS TINHA PREÇOS MUITO CAROS PARA NÓS.

VIVÍAMOS EM HOSPEDARIAS, SEM QUARO INDIVIDUAL, ÀS VEZES ATÉ COM TRÊS ATORES NUM SÓ QUARTO.

EU MESMO CONHECI UNS ATORES QUE NÃO FREQUENTAVAM NEM OS HOTÉIS NEM AS HOSPEDARIAS, DORMIAM EM SEUS CAMARINS EM LEITOS DE CAMPANHA DO EXÉRCITO E PREPARAVAM SUAS COMIDAS EM FOGÃOZINHOS A QUEROSENE.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Eu tive um sonho


...e vossos velhos sonharão..." Jl 2.28

Pois eu sonhei...que os artistas brasileiros não teriam uma única tv para trabalhar...uma única gravadora para divulgar suas músicas...um único jornal para publicar suas peças...

Sonhei... que o povo brasileiro poderia ser melhor informado...que o povo não seria manipulado por uma única rede de comunicações para eleger os interesses dos poderosos...que fraudes eleitorais como a da Proconsult nas eleições cariocas não aconteceriam mais...que novelas coloridas para eleger um colorido seriam denunciadas...

Sonhei...que os artistas não mendigariam trabalho como fantasmas em corredores...e que seus salários seriam dignos e não seriam esmolas distribuidas ...

Sonhei...que a mentira veiculada não seria mais a "verdade absoluta" e que a verdade nos libertaria...e que o povo saberia distinguir entre a pomba e a serpente...

Sonhei... que o "Big Brother" ( George Orwell) não vigiaria a nossa vida...e que zapeando pela vida poderíamos escolher nossos próprios caminhos, cultura, padrões e gostos...

Não me envergonho da minha velhice; sequer me envergonho de sonhar e continuar sonhando. Acredito nos meus sonhos.

"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles." Vladimir Lenin

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 13 de julho de 2015

“Quero ser Marilyn Monroe”

O máximo que consegui de sensualidade foi este sorriso de Monalisa 


Ando meio por baixo na mídia nos últimos anos.

Afinal , não tenho o corpo sarado, não tenho 20 anos, não estou me casando pela 17ª vez, não fumei nada estragado e fui parar na UTI, ou sequer aderi ao casamento gay.

Percebendo isto, Zafar al Bahdi, meu divulgador talibã, teve mais uma de suas radicais idéias:

-"Posta fotos de você nu na WEB!"

Achei a idéia estranha mas como Zafar al Bahdi jamais erra o alvo - quero dizer: o público alvo - topei a proposta.

Corri pro meu banheiro, me pendurei no vasculante e como uma garça reumática expus-me ao sol dos flashes.

Depois entrei no box, abri os braços... e quase não conseguia sair de lá: meu box mede 0,50 cm X 0,40 cm...

Mas, tudo pela mídia...

Abracei-me ao leãozinho de pelúcia que tenho (vide foto) e cobri com ele as partes mais íntimas, deixando exposta apenas a juba.

Depois uma sequência de fotos: de frente, de costas, de lado...com espuma, sem espuma... na cozinha com torradeira; na sala lambendo a TV LCD que financiei na Caixa; na garagem ao lado do meu Gol 98...

E publiquei tudo isto no meu site.

Sabem o que rolou? Ninguém acessou minhas fotos!

Hoje contratei os serviços do advogado Dr. Salman al Bahdi, primo de Zafar al Bahdi, irmão de Bashwar al Bahdi - o Grande, para processar a WEB.

Isto é um crime. Não sei qual, mas é.

Não aconteceu nada! Ninguém quis ver!

Pra não dizer que não aconteceu nada: recebi apenas um único email, de um zoológico da Mongólia Interior perguntando se podia usar as minhas fotos para acalmar chimpanzés!

Ah, que inveja: porque não nasci loura e bela?

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Que Gente é Esta?

"Eu nunca havia visto você sem o uniforme."

Ouvi esta frase ontem à noite, assistindo ao filme "The Help" que trata das empregadas domésticas negras americanas, e que concorreu em várias categorias ao Oscar.

O cérebro da gente é muito curioso. Além de fantástico. Ele opera por associação.

Imediatamente ao ouvir a frase lembrei-me do fato ocorrido há alguns anos atrás: havia sido convidado para assistir ao Dia D. Uma grande concentração evangélica na Praia de Botafogo.

Tive que ir à pé , da minha casa no Jardim Botânico até lá. As ruas completamente engarrafadas. Centenas de Õnibus transportando fiéis engarrafavam todo o trânsito.

Quando cheguei mais próximo do evento era um formigueiro humano. Milhares de pessoas dirigiam-se a pé para o local. No total 2.500.000 de pessoas reunidas de Botafogo até o Flamengo.

Na porta de um bar saiu um cidadão, destes que fazem do boteco pé-sujo escritório e moradia , olhou aquela gente e disse em alto tom:

- De onde veio esta gente:? Caiu do céu?

Olhei em volta e constatei a surpresa dele. Era a mesma que a minha: uma gente que eu nunca havia visto. Um gestual diferente, roupas diferentes, rostos diferentes do cotidiano.

Onde esteve aquele povo durante toda a minha vida que eu nunca o vira. Estranhos a mim. Ou eu estranho a eles?

Foi então que percebi. Eram os excluídos. Os uniformizados. Aqueles que a gente só vê de uniforme. Não vê como cidadão, sequer como pessoa humana.

São o uniforme que vestem. Personagens subalternos de uma sociedade restritiva. Porteiros, bombeiros, soldados, empregadas, balconistas, caixas, padeiros, office-boys, recepcionistas, babás, guardas,auxiliares de enfernagem, faxineiros, garis...

Só conhecemos seus uniformes. Do alto da nossa presunção, instalados em poltronas fofas, ou cadeiras executivas falamos de povo brasileiro como se o conhecêssemos.

Não sabemos nada sobre nossos próximos, aqueles que trabalham anônimos, sem face, mas com uniformes. Exatamente isto: uniformes - uma só forma.

Por isto o espanto do quase bêbado à porta do bar: Caíram do céu? Porque para ele, e para os que nunca haviam visto este povo sem uniforme, eles eram como Ets.

Pode não parecer, mas a isto chama-se exclusão, discriminação. Veladas. Um véu vela nossa consciência.

Mas são eles os que votam, os uniformizados... são eles que surpreendem os elitistas, os analistas de plantão, os bêbados e os equilibristas, como eu.

Não têm face...nomes...são apenas uniformes. Caíram do céu ameaçando velhos valores.

PS.: Foi de forma infleiz que a querida Danuza Leão esceveu em sua coluna que perdeu a graça ir a Paris ou nova York e dar de cara com o porteiro do prédio. Pois é...sem uniformes são pessoas, cidadãos...Danuza deve estar se perguntando: de onde veio esta gente? Caiu do céu? kiakiakiá

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;