segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Lição de Um Ano Que Se Vai


Veja os pontinhos nesta foto.

Uma foto tirada a talvez 3 km de distância.

O que são estes pontinhos? Seres humanos.

Cada um deles com o seu ego, a sua vaidade.

Vaidade de ser generoso,

Vaidade de ser bondoso,

Vaidade de ser correto,

Vaidade de ser humilde,

Vaidade de ser brilhante,

Vaidade de ser criativo,

Vaidade de ser religioso,

Vaidade de ser belo,

Vaidade de ser caridoso,

Vaidade de ser sábio,

Vaidade de ser rico,

Vaidade de ser amado...

Vaidade de ser saudável...

Vaidade, vaidade...

A vaidade nasce do coração enganoso.

E bastam apenas três quilômetros de distância para que perguntemos: o que vale a vaidade de cada pontinho destes?

Imagina agora estes pontinhos vistos a um milhão de anos luz.

Qual então a importância de todas as teorias deles para o Universo ?

A importância de todas as dúvidas e certezas deles para o Universo?

Qual a importância da vaidade de cada um deles para o Universo?

E estes pontinhos, são poeira deste Universo.

E este Universo, é o infinito ato de criação, e como toda ação de criar: pura ação de amor .

Que 2016 nos traga a simplicidade e a humildade para apenas deixar fluir em nós, com paciência- a Ciência da Paz - e agradecer ao Divino, o Mistério da Vida.

A Vida apenas, nada mais.

Este, o meu mais profundo desejo a todos.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

2 comentários:

  1. Um ótimo 2016 pra vc, regado de conquistas e vitórias.

    bjokas =)

    ResponderExcluir
  2. Grande reflexão!
    acabo de postar em meu blog "Passagem" um texto de Lin Yutang que explica o porquê de seu paganismo. Publiquei-o justamente porque ele fala exatamente dessa vaidade humana, de achar-se o queridinho de Deus, o protegido. O texto é longo, mas trago um pedacinho:"Ó insolência e vaidade do homem, cujo lapso de vida é apenas de três vintenas de anos! A humanidade, em conjunto, pode ter uma história significativa, mas o homem como indivíduo, segundo as palavras de Su Tungp’o, não é mais que um grão de milho num oceano ou um inseto fuyu, que nasce de manhã e morre à tarde. Não quer ser humilde o cristão. Não se satisfaz com a imortalidade da grande corrente da vida, de que faz parte e que flui para a eternidade como um poderoso rio. Um vaso de argila perguntará ao oleiro: “Por que me deste esta forma e por que me fizeste tão quebradiço?” O homem não se satisfaz com haver recebido este corpo maravilhoso, este corpo quase divino. Quer viver para sempre! E não deixa tranquilo a Deus, há de dizer suas ladainhas e rezar diariamente, para pescar pequenos dons pessoais na Fonte de Todas as Coisas. Por que não pode deixar tranquilo a Deus?"
    Feliz 2016!

    ResponderExcluir

A Cia. De Teatro Atemporal agradeçe os seus comentários.