segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Cabeça de Para Raios do Eduardo Bueno

Uma Metamorfose Ambulante

Estava posto no recesso do meu lar (risos) assistindo um programa noturno. Presentes no programa além de muitas outras personalidades - inclusive Thiago Lacerda - estava o historiador Eduardo Bueno , o Peninha.

Autor de vários livros sobre o Brasil do século XVI.

Mas de repente, não mais que de repente, sem quê nem pra quê, num adendo da conversa o Peninha me larga: "Aquela bosta que é o Nordeste." Vi e ouvi com meus próprios sentidos.

Ninguém editou, ninguém postou pela metade... nada. Estava lá, a "obra" inteira sujando a linguagem da TV.

Fiquei chocado, sobretudo pela parte nordestina (baiana e sergipana) que me toca.

Mas como compreender Eduardo Bueno?

Mais tarde lendo uma entrevista sua datada de 1998 vi a geleia geral que se passa na sua cabeça.

Diria que ele é um prisma. Reflete várias imagens e personalidades conforme o mundo gira e ele gira com o Mundo.

Lembrou-me, pela maneira de falar e pelas expressões usadas um amigo que tive, rico exemplar de esquizo, consumido por gênios que o levavam a vagar entre o real e o imaginário.

Como diria Raulzito: Eduardo é "maluco beleza"! Não diz coisa com coisas, mistura todos os conceitos e diverte-se com seus próprios egos inflados.

Como em uma típica feira nordestina na cabeça de Peninha tem de um tudo pro gosto de qualquer freguês, basta escolher o ego que te agradar no momento.

Dono de um raciocínio rápido, e de uma retórica idem, faria realmente falta ao universo brasileiro de hoje.

Se eu estivesse na Bahia diria com o humor que nos caracteriza que ele tem a cabeça de para raios: cada hora uma centelha de energia vinda de espaço diverso desata mais um curto circuito no seu cérebro.

Não sei como conseguiu escrever com tanta lógica e coerência as obras que lhe encomendaram Fernando Henrique e José Serra.

Espero continuar lendo os seus bons livros e separando o joio do trigo. Pelo visto , muito mais joio que trigo (risos).

Em tempo: o Nordeste não precisa da minha defesa, nem da de ninguém. O nordestino é antes de tudo um forte, escreveu Euclides da Cunha, e o Nordeste fala por si.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

3 comentários:

  1. Isso mesmo pensar muito dá em obras que, nem sempre é bem compreendida de momento, só o tempo que diz!
    Amei ler!
    Abraços!

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  2. concordo que temos que aprender a separar o joio do trigo e termos a cabeça mais aberta para certos assuntos...

    Beijos
    Ani

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  3. concordo que temos que aprender a separar o joio do trigo e termos a cabeça mais aberta para certos assuntos...

    Beijos
    Ani

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