segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Médico Imaginário de Moliére

Moliére: enquanto a mulher procurava um médico para atendê-lo, ele morreu nos braços de um vizinho que ele odiava. Tuberculoso.

Hoje retomo a discussão levantada por Moliére, o autor francês de comédias, que considerava a Medicina uma Arte e não uma Ciência.

Na Grécia antiga o deus da Saúde era o mesmo da Música, era Apolo Phebo, o deus da Harmonia.

O que não deixa de ser hoje o princípio da homeopatia:saúde é harmonia.

Moliére considerava Arte porque achava que cada médico dava uma interpretação para a doença e para o tratamento de seu paciente. Logo, não seria uma ciência exata e sim uma ciência da área de Humanismo ligada aos conceitos de cada terapeuta.

Sou exemplo claro disto: em 2000 viajei com minha mulher por todo o Brasil. Usando meu carro. Passeamos por seis meses, e dirigi 22.000 km no total. Do Rio a Pelotas - RS e de lá a Belém - PA , e depois todo o Nordeste , e ao chegar em Salvador dois dedos da minha mão esquerda não obedeciam ao comando do cérebro. Não abriam e fechavam, e se o faziam era com imensa dificuldade.

Um distúrbio por causa das péssimas estradas do Brasil , onde eu tive que dirigir com as mãos tensas agarradas ao volante para manter o controle do carro.

Levado ao melhor Hospital de Salvador, à época, fui apresentado a um japonês que diziam ser o "cobra" em ortopedia, tendões etc. etc..

De saída ele condenou o dedo anular, dizendo que aquele estava perdido, e que só uma cirurgia do cotovelo à palma da mão poderia recuperar em parte os movimentos dele. Quanto ao dedo médio poderia ser salvo, com punções diárias a começar imediatamente

Eu disse a ele que ia pensar sobre o assunto, e fugi dali antes que ele estuprasse minha mão esquerda.

De volta ao hotel, conversei com Doia e ela me sugeriu colocar gelo, e fazer exercícios tamborilando os dedos.

Voltei ao Rio sacrificando apenas uma mão ao volante e fazendo exercícios. Meses depois não havia mais nenhum sintoma de lesão. E até hoje meus dedos funcionam muito bem. Doia que o diga.

Fico imaginando e sorrio de ironia quando penso que poderia estar com a mão e braço costurados e deformados com a excelente interpretação dada pelo médico "salvador" de Salvador.

De lá para cá ao menos uma dezena de médicos já tentaram de alguma forma me cortar, abrir, costurar, enfim invadir minhas entranhas - à época de Moliére o faziam com clisteres , vide "O Doente Imaginário" .

A estes sempre respondo com um "vou pensar"...

Meu primo morreu por causa do choque de uma anestesia; meu sogro por causa de septicemia de uma simples cirurgia de próstata com laparoscopia; e uma amiga por um simples cateterismo que virou enfarte.

Mas os médicos não deixam de ter suas razões e competências, por isso prometo a eles que "vou continuar pensando sobre o assunto"...rsrsrs

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com;

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