terça-feira, 25 de novembro de 2014

'DOM QUIXOTE' NO TEATRO ALBERTO MARANHÃO


Na noite do domingo passado eu estive apreciando o espetáculo de Ballet "Dom Quixote" da Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (Natal/RN).


No momento da apresentação o teatro estava lotado, com destaque para as famílias, crianças e pessoas da melhor idade.


O espetáculo teve duas horas de duração com um intervalo de cinco minutos. Com um elenco de aproximadamente duzentos artistas, dentre crianças, jovens e adultos, "Dom Quixote" foi bem produzido e agradável. Parabéns a todos os artistas e equipe de produção que compuseram o espetáculo!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NÃO HÁ PRISÃO QUE RESISTA AO HUMOR


Certa vez Bibi Ferreira me disse:

- “Bemvindo eu tenho inveja de você. Queria ser como você: você agradece a vida o tempo todo.”

Claro. Vou agradecer a quem? À Morte? Vou celebrar a Morte a troco de quê

Celebro a vida através do meu humor.

Pessoas permanentemente mal humoradas são um hino à Morte.

O Riso pressupõe inteligência, por isso o fascista espanhol, o quadrúpede General Astray gritou “Viva a Morte, abaixo a Inteligência!”

Que a gente tenha uma vez ou outra, uma crise de mau humor, faz parte da normalidade humana.

Mas passar o dia, ou temporadas de cara amarrada, com mau humor...?

Não ter senso de humor?

Fascistas não o tem. Pessoas rígidas, nem precisam ser de direita, não o tem.

A rigidez é com bastante frequência encontrada entre os de “esquerda” .

São os chamados “cururús!. Aqueles sapos gigantes que ficam na beira da lagoa só enchendo o saco com os resmungos deles.

Se eu posso, poe exemplo, comparar Dilma e Lula , não faço como o PIG que tenta separá-los, dividi-los pra desconstruir Lula.

A diferença fundamental é, que por essência de cada um, Lula gargalha, e Dilma sorri.

Tem a ver com a própria origem de classe.

Povo fala alto e estridente. Gargalha onde deve apenas sorrir.

Dilma não gargalha,mas sorri. Tem humor.

O sorriso de Serra na Campanha era algo inexistente, forçado, fabricado.

Se Collor tivesse levado no bom humor, como Lula nas crises golpistas que tentaram acabar com seu governo, talvez tivesse continuado na Presidência.

Faltou-lhe sobretudo o humor.

Afinal, para quem tem tudo a seu dispor a vida é muito chata, tediosa mesmo. Não há razão para celebrá-la.

Rir de quê?

Não há tempo para isso.

Rir é perder tempo com coisas bobas.

Mas como o bardo inglês eu afirmo: "A vida é sonho...ilusão."

Séria é a morte com seu cortejo de horrores.

Humor, humor sempre.

Ditadores sempre perseguiram os humoristas.

Porque o riso desconstrói, é emoliente. Acaba com prisões: de ventre e de pélvis.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaborou: Bemvindo Sequeira e entretenimento.r7.com

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

“TEJE PRESO!”

Eu e Reynaldo Gonzaga, os "perigosos assaltantes"

O ano era 1970.

O “Presidente/Ditador de Plantão” era o General Médici.

Estávamos - Reynaldo Gonzaga e eu - em tournée teatral pelo Brasil com “O Assalto”, um excelente texto do José Vicente, com direção do Fauzi Arap.

Naquele tempo não havia DDD, que dirá email... as mensagens urgentes eram enviadas por telegramas.

Havíamos nos apresentado em Aracaju, e antes do Recife íamos nos apresentar em Natal, no Rio Grande do Norte.

1970 era a época da Luta Armada contra a Ditadura – há os que como no Chile prefiram o eufemismo “Regime Militar” (risos).

Era a época das "expropriações": assaltos a bancos para angariar fundos para a luta armada...entre outras ações.

Neste cenário o nosso empresário, um ingênuo em política, envia um telegrama ao produtor local em Natal nos seguinte termos:

-“Assalto em Natal dia 15. Chegaremos Rodoviária 18h procedentes Aracaju.”

Não deu outra: desembarcamos em Natal, equipe técnica e atores , já com a Polícia Política nos esperando.

Não sabia a "Gestapo Potiguar" quem eram os perigosos “terroristas”, mas quando “Maurício Gaguinho”, o nosso operador de luz, retirou do bagageiro do ônibus aquelas armas estranhas (refletores e “canhão”pretos) recebeu voz de prisão na hora, ouvindo a conhecida frase :

-“Teje preso!!!!”

Todos detidos durante horas até desfazer a confusão do telegrama. (risos tragicômicos)

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaborou: Bemvindo Sequeira e entretenimento.r7.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dramaturgia: Mudaram os Heróis ou Mudou o Mundo?


Irene Ravache, grande colega, diz em entrevista: " Antes as protagonistas eram heroínas, bons exemplos. Hoje enfiam o pé na jaca, sinto falta de algo mostrando que vale a pena ser honesto. Eu e minha filha temos um caso com o mesmo homem e tudo termina bem. Não termina, é horrível se acontece."

Com o filme "Casablanca", na década de 1940, o público norte americano cansou-se dos moralistas personagens de James Cagney e o trocou pelo personagem mau caráter, amoral, e apátrida de Humphrey Bogart. Isto foi há 70 anos atrás, o que permite revelar que o fenômeno não surge agora, nesta época de Black Blocks.

Nos EEUU é muito comum existir fãs clubes para prisioneiros condenados à morte que cometeram terríveis e hediondos crimes.

Quando fiz "Mandacaru" - a novela - o meu vilão, Zebedeu, era o personagem mais querido da história.

Li que a atriz que fez Skyler White (Anna Gunn), esposa de Walter White (Bryan Cranston) em "Breaking Bad" foi ameaçada até de morte na vida real porque é honesta. Todos torcem pelo marido dela, traficante, fabricante de drogas.

Nas favelas do Rio os bandidos parecem ser muito mais reconhecidos como poder pela maioria dos moradores que a Lei e a Ordem. Que o Estado.

Li que a família do pedreiro Amarildo, desaparecido desde que foi levado pela polícia na Rocinha, vive trancada em casa com mais 17 pessoas com medo da Polícia.

O que será isto? Será sintoma de que nosso inconsciente reconhece que o Estado, o Sistema é tão podre, tão repressor, tão malévolo que diante disso os vilões tornam-se os heróis?

Que a ambiguidade do Poder leva as pessoas a achar que a honestidade e o bom caráter é coisa inventada pelos poderosos para manter a massa "boazinha", servil e obediente?

Ou o Coisa Ruim realmente tomou conta do Mundo?

Por que esta identificação com o Mal?

Com a palavra os sociólogos, psicólogos, etc. etc.... Eu apenas registro aqui o fenômeno e faço as indagações.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaborou: Bemvindo Sequeira e entretenimento.r7.com

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

DERCY E PROCÓPIO JAMAIS GANHARAM PRÊMIOS


O grande ator Procópio Ferreira, mestre do teatro brasileiro, aclamado nacional e internacionalmente jamais ganhou um prêmio por sua atuação durante toda a sua vida.

Aliás, ele e Dercy, a grande comediante brasileira.

Os motivos que levaram à negação de prêmios?

Que os explique a Crítica Teatral, o gosto dos críticos, a estética dos que ditam a ética. (Ou a ética dos que ditam a estética. )Rs

Ambos vítimas de preconceito, e provavelmente de muita inveja também.

A grande Dercy dizia que não precisava de prêmio nenhum , que os teatros enchiam para vê-la, e ela ganhava tanto dinheiro que podia mandar fazer a taça, a placa, o que quisesse numa loja esportiva e encher a cristaleira de prêmios.rs

Ambos tiveram em vida o reconhecimento , aplausos e gratidão do público brasileiro.

Dos críticos, nada.

Pelo contrário: juntos com Oscarito, Grande Othelo, Ankito, e tantos outros, eram sacos de pancadas.

Mas eram feitos da mesma têmpera de todos que caminham com o povo. Estes são como omelete: quanto mais se bate mais cresce.

Hoje, a crítica e os intelectuais os saúdam e homenageiam. A televisão faz mini-série sobre a vida de Dercy visando a classe C e D, o IBOPE do momento...Procópio ganha nome de teatros...livros são escritos sobre eles e seus trabalhos... os chanchadeiros cinematográficos de ontem, hoje ganham páginas inteiras e retrospectivas...

Tentaram humilhá-los e eles foram, e são, exaltados.

Por isto gosto tanto da frase de Francis Bacon, usada por Brecht em “Galileu Galilei”:

“A verdade é filha do Tempo e não da Autoridade”

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaborou: Bemvindo Sequeira e entretenimento.r7.com

Meu Presente


Um verdadeiro presente, que recebo com muito prazer.

Assim defino minha coluna que estreia hoje.

Prometo que através deste espaço presentearei vocês com o melhor do meu pensamento, vertido em posts, artigos, teses, contos, etc.

É o meu desejo ao abrir este presente que recebo sob a forma desta coluna.

Um grande abraço do Bemvindo.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaborou: Bemvindo Sequeira e entretenimento.r7.com