segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Saiba Quem foi Henriette Morineau, a “Dame” do Teatro Brasileiro


Quando eu comecei a fazer teatro, há quase cinquenta anos atrás vi, convivi, com muitos mitos e personalidades das artes nacionais.

A chamada cultura de massas ainda não estava tão poderosa no País, a televisão engatinhava nas telenovelas, o rádio ainda era um prestigioso veículo e o teatro a forma mais sofisticada de arte cênica.

Procópio Ferreira, Jaime Costa, Modesto de Souza, Raphael de Carvalho, Eva Todor, Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Tonia Carrero, Bibi Ferreira, Iracema de Alencar, Maria della Costa, Sergio Cardoso, Cacilda Becker, Fregolente, Jardel Filho, e tantos outros, mas entre eles a maravilhosa Madame Henriette Morineau. (Paris 1908 - Rio, 03 de dezembro de 1990)

Eva Todor com Henriette Morineau (Foto: Funarte)

Uma mulher gigantesca, por assim dizer e pela sua própria estatura, uma voz grave e forte, uma personalidade.

Nascida na França, ela se apaixonou por literatura no colégio em que estudava e interpretava os textos que tinha que ler nas aulas. Convenceu seu padrasto a permitir que estudasse com um professor de arte dramática em Paris. Saiu-se tão bem que foi indicada para um conservatório, e foi aprovada para o mesmo, em 1926, em primeiro lugar.

Atuou por três anos na Commédie Française e em uma de suas excursões, conheceu na Bélgica seu futuro marido, George Morineau. O marido foi aconselhado pelos médicos a se mudar para um país tropical e eles resolveram se mudar para o Brasil. Henriette chegou ao Rio de Janeiro em 1931.

Jardel Filho com Henriette Morineau no Teatro

Em 1946 ela fundou a Companhia dos Artistas Unidos, na qual por 14 anos dirigiu e interpretou peças adultas e infantis. Em pouco tempo virou uma lenda para o teatro e o cinema brasileiros e era chamada de a madame do teatro brasileiro. Foi condecorada duas vezes pelo governo brasileiro com o Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro do Sul e também recebeu as honras de se transformar em Carioca Honorária e em Cidadã Honorária do Rio de Janeiro.

Teve uma carreira de 60 anos e um de seus últimos espetáculos de teatro foi como a Maude de "Ensina-me a Viver", em 1982, que inclusive fez com que a estrela caísse no palco e tivesse que ser substituída por Maria Clara Machado.

Foi casada com o ator e diretor teatral Delorges Caminha.

Escrito Por Bemvindo Sequeira

Colaboraram: Bemvindo Sequeira; entretenimento.r7.com; astrosemrevista.blogspot.com.br; Fenata 2012

3 comentários:

  1. Uma grande Dama do Teatro.
    Muito obrigada.
    Desejo-vos um Ano de 2015 pleno de scesso.

    Abraço

    Olinda

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De fato!

      Nós é quem agradecemos a você, Olinda!

      Que DEUS abençoe sobremodo o seu ano de 2015!

      Abraços Espremidos!

      Clemente.

      Excluir

A Cia. De Teatro Atemporal agradeçe os seus comentários.