segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O SANGUE, O SUOR E A LÁGRIMA DA CRIAÇÃO


Diante de uma folha em branco e do desafio de criar mais uma história, o escritor, dramaturgo ou roteirista tem muitas vezes de chorar lágrimas de sangue para conseguir contar uma bela história. Por mais domínio que se tenha da arte de conduzir uma narrativa, nunca é fácil criar, ainda mais quando as histórias parecem ter sido todas contadas.

A impressão que dá é que não se vai conseguir escrever uma única linha sequer, pois, não é apenas escrever palavras, é preciso contar uma história e esta história tem que ter algo que seja interessante de ser contado, algo que alguém queira ler ou ver e é aí que se derrama sangue, suor e lágrima para se criar uma obra literária.

E essa dificuldade fica ainda maior quando nos lançam o desafio de desenvolver uma história em cima de um tema pré-determinado, aí parece que as idéias fogem, nada parece fazer sentido e não há uma única história que tenha um conflito razoável sobre o tema, uma única pontinha que desencadeie uma ação dramática que valha a pena ser contada. E então, o sangue escorre, o suor escorre, a lágrima escorre…

Engana-se quem pensa ser tarefa simples escrever uma história. Tirar a idéia da cabeça e colocá-la no papel, muitas vezes leva, dias e noites de, escreve e apaga na tela do computador. Ver a peça encenada, o filme em cartaz, ou ler o livro publicado, faz parecer fácil a arte de contar histórias, mas transpor emoções para o papel é trabalho duro.

Só que é esse trabalho duro que lapida a arte de um escritor, é ele que faz possível, criar ações dramáticas que se desencadeiam num elo de outras ações dramáticas, em busca das resoluções dos conflitos que justificam as histórias contadas. É esse trabalho duro que faz o escritor, dramaturgo ou roteirista fugir dos clichês e trabalhar sua criatividade para sempre surpreender.

É claro que nem sempre se consegue escrever uma obra literária de grande qualidade, pois, por mais que se tenha derramado sangue, suor e lágrima, para criar uma história, não se foi suficientemente capaz de desenvolver ações dramáticas que fugissem do convencional para que fizesse dela mais que uma história comum com conflitos comuns.

Mas, é assim: trabalhando duro, misturando inspiração, com sangue, suor e lágrima, que se vai ao encontro da criatividade, para aí sim, ir em busca de escrever uma grande história. Se ela vai surpreender? Sempre se espera que sim. Mas, como vai se saber? O importante de tudo é desenvolver sua arte com verdade, independente de sua história vir a ser um sucesso ou não.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Poucas Palavras de Paulo Sacaldassy; Foto: Turma no Festival de Curitiba

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