quinta-feira, 22 de março de 2012

TEATROS DO MUNDO


Continuando com a nossa mega série de estudos e matérias sobre os Teatros do Mundo, hoje você terá acesso a uma lista no site de pesquisas Wikipedia, a qual relaciona os principais teatros nos Estados Unidos. São tantos teatros que daria uma série especial só para os Teatros dos EUA! [risos] Mas esse não é apenas o nosso foco. O nosso foco é conhecer os principais Teatros do Mundo. Mesmo tendo a plena consciência de que será impossivel apresentarmos estudos e matérias sobre todos, todos e todos os teatros da história da humanidade. Mas conheceremos os principais, que para nossa companhia e creio que para você também, é muita valia. Então com essa lista, encerramos os nossos estudos e materias sobre os Teatros dos EUA.

Para acessar a lista CLIQUE AQUI

Na próxima semana, iremos viajar juntos para Albania‎ e depois para a Argentina, para conhecermos os principais teatros desses paises! Muito obrigados pelos comentários e pelo seu carinho, para com a Cia Atemporal e para com a nossa série! Estamos juntos! Sempre!

segunda-feira, 19 de março de 2012

A VOZ DO PERSONAGEM


Quem quer contar uma história, quer contar uma história de alguém, e esse alguém, entre todas as características, tem uma em especial que o torna único. A sua voz! Mas não o timbre e sim a sua fala.

- Óia, hoje vamô prosear um tiquinho sobre essa tar de fala de personagem.
- É isso aí, mano! A treta é massa e o bagulho é louco!
- Não obstante toda a complexidade que o tema nos sugere, vale salientar que um personagem fala de maneira única.
- Só, meu!
- Ôrra! Ô louco, meu!
- Bah! Eu falo como todo mundo!
- Uaí! Eu tumbém!

Esse pequeno diálogo acima, dá perfeitamente a noção de como cada personagem é único e de como cada um é singular e representa perfeitamente o seu interlocutor. Sendo a Dramaturgia pautada em diálogos, a forma pela qual o personagem se expressa é de fundamental importância para homogeneidade da história.

Quando o dramaturgo consegue acentuar seus personagens com a singularidade que cada um deles tem, a história se expressa com maior precisão e tudo o que se quer contar, se torna bem mais verossímil aos olhos de quem vê. Cada personagem é o retrato de uma pessoa, tem o seu próprio jeito de falar e é assim quem tem que ser quando se quer contar uma história.

Um diálogo bem construído passa pela fala singular de cada personagem, pois não há conversa linear e ninguém fala igual. Cada característica fica ainda mais acentuada quando o personagem se expressa através de suas falas de acordo com a sua personalidade. Essa voz pode ser marcada por vícios e manias, gírias, cacófatos, erros gramaticais, ou ser de grande eloqüência. Tudo vai depender de quem estiver contando a história.

Quando se escreve e fala com a voz de um personagem, não existem regras gramaticais, não se deve prender-se a isso, mesmo porque, dificilmente encontramos pessoas no nosso dia-a-dia que pratiquem com exatidão, a complexa língua portuguesa. Portanto, quando se quer contar a história de alguém, tem de se falar como este alguém, pois as palavras que você escreve, deve soar como a sua voz.

- Óia, não é que isso tudo é verdade, sô?
- Fiquei boladão!
- O personagem que fala, expressa o que sente pelo jeito que fala, assim...
- Assim? Sei lá! Pode até ser.

É assim, procurando conhecer a maneira de como o seu personagem fala, que você contará sua história de uma maneira bem mais interessante.

- Ôrra, meu! Cê tá cheio de razão!
- Bah! Tu me fizestes pensar, hein guri?
- Óxente! Fiquei cheio de caraminholas nas minhas idéia, vixe?
- Uaí! Mas tá tudo bem claro. Nóis fala como nóis é, ou não é?

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaboraram: Oficina de Teatro & Bacante; Foto: Espetáculo "Greta Garbo Quem Diria…"

segunda-feira, 5 de março de 2012

QUANDO O HUMOR ERRA A MÃO


Não há como negar, é evidente o crescimento da exploração do humor como forma de entretenimento para o povo, seja no teatro ou na TV. E falando em TV, é só ligá-la, (você pode escolher o canal que quiser) que tem programas para tudo que é gosto, aliás, tem até os de mau gosto. Mas, cada um é livre para escolher o quer ver e quem os faz, deve ter a certeza que está fazendo o que tem de mais engraçado no momento.

Os programas de TV buscam a qualquer custo arrancar risos do telespectador, mas ás vezes, nem os próprios humoristas se divertem, pois não consigo achar possível que eles achem que realmente estão fazendo humor. Chega até ser deprimente assistir certos humorísticos na TV. Repetitivos, velhos e com humor do tempo do meu avô.

Outra tentativa de se fazer humor nos dias de hoje, são os chamados “Stand up Comedy’s”. Essa forma de se fazer engraçado, responde pela atual febre do momento. Cara limpa, palco vazio, (na verdade, pode ser no bar, restaurante, em qualquer lugar que tem gente a fim de diversão) e a mistura de doses de histórias insólitas com muitas bobagens são o suficiente. Parece que todo mundo agora virou “Zé Graça”. Mas o que se vê por aí é muita gente e muito programa errando a mão. Fazer humor tem se mostrado ser mais difícil do que se pensa.

Tem certos programas de TV, que em troca de alguns números do IBOPE são capazes de coisas inimagináveis. E tentam de tudo, piadas, cutucadas, tortas na cara “estilo pastelão”, tiram a roupa, fazem micagens e caretas, chegam a níveis que beira a debilidade. E quando algumas dessas tentativas não dão certo, partem para expor o ridículo da pessoa, apelando de vez para baixaria e a falta da educação.

É certo que existe muita gente boa, que sabe ser engraçada, sabe fazer um humor que diverte, sabe até entender quando não foi realmente feliz na piada e, acima de tudo, respeita o espectador, não fazendo dele seu refém para algumas tentativas infelizes de demonstrar seu humor. Também é certo que é da quantidade que se tira a qualidade, mas a quantidade que tem tentado é de fazer chorar.

Não falo como especialista, pois nem contar piadas eu sei, falo como espectador, aliás, como telespectador, que chora toda vez que liga a televisão e se depara com a quantidade de programas humorísticos na programação da TV Brasileiro, um pior do que o outro. Tenho impressão que, ou eu ando mesmo carrancudo demais, ou as pessoas que tentam fazer humor, estão errando a mão, e muito.

Eu sei que a tentativa de fazer rir é louvável e deve ser sempre estimulada, mas entendo que a arte de fazer rir é para poucos. Humor tem de pegar a pessoa distraída e desarmada, a ponto que ela não tenha nenhuma reação, a não ser, rir, somente rir. Qualquer coisa fora disto, é apenas uma tentativa de se fazer engraçado.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: Stephen em sua primeira STAND UP COMEDY TOUR