terça-feira, 25 de dezembro de 2012

CORPO ILUMINADO: CACILDA BECKER E O TEATRO MODERNO


       Atrizes de teatro e de cinema são diferentes. Uma avaliação sucinta dos mais importantes aspectos dessa diferença é essencial para entendermos o desempenho da atriz brasileira Cacilda Becker, apontado como extraordinário. O objetivo da análise é duplo: entender as razões que alçaram a competência dessa atriz ao nível extremo e relacionar sua elogiada atuação nos palcos à renovação que ocorria no teatro brasileiro e ao prestígio conquistado também por outras intérpretes teatrais ao longo dos decênios de 1940 e 1950.

Heloísa Pontes

Para os aficionados pelas artes da representação, a sueca Greta Garbo (1905-1990) e a francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) são nomes obrigatórios. A primeira pelo glamour que infundiu à ‘sétima arte’.

A segunda pelo que fez nos palcos e fora deles. Divas cuja notoriedade é inseparável dos meios com que se expressaram e das personagens que interpretaram. A primeira ganhou fama no cinema, a segunda fez nome no teatro. Disso decorrem implicações intrigantes, como a diferença entre as personagens teatrais e cinematográficas.

Greta Garbo marcou o imaginário de milhões de fãs em virtude de sua ‘inacessibilidade’ quase mítica. Ao contrário dos grandes atores e atrizes de teatro, que oferecem o melhor de si quando interpretam personagens marcantes da dramaturgia ocidental, Garbo, embora tenha ‘emprestado’ seu corpo para inúmeras personagens femininas, interpretou antes de tudo a si mesma, ou melhor, à persona que se construiu em torno dela. Por isso, o que persiste dela não é propriamente a atriz, “mas essa personagem de ficção cujas raízes sociológicas são muito mais poderosas do que apura emanação dramática”, como mostrou o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977) no livro A personagem de ficção.

A menção a Greta Garbo visa realçar uma das mais notáveis diferenças entre o cinema e o teatro quando o assunto é a personagem interpretada. Se em ambos as personagens são ‘encarnadas’ na pessoa e no corpo dos intérpretes, ocorre que, no cinema e nas palavras de Paulo Emílio Gomes, “os mais típicos atores e atrizes são sempre sensivelmente iguais a si mesmos”, pois “em última análise simbolizam e exprimem um sentimento coletivo”. Além disso, os filmes podem ser vistos novamente, o que assegura uma espécie de imortalidade aos intérpretes. No teatro, ao contrário, atores e atrizes estão sujeitos aos ‘infortúnios’ da temporalidade. “Quando um ator para o ato teatral, nada fica, a não ser a memória de quem o viu”, na opinião daquela que é considerada a maior atriz viva do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro.

O fato de serem retratados na pintura e de receberem um registro visual preciso a partir da invenção da fotografia não minimiza as imposições da fugacidade a que os atores e as atrizes de teatro estão sujeitos por praticarem uma arte que deixa poucas provas materiais de sua existência. Enquanto o texto teatral pode ser consultado séculos depois da primeira encenação, uma montagem específica só sobrevive no testemunho dos que estiveram presentes, nos programas impressos, nas críticas publicadas. Mesmo quando filmada integralmente, ela torna-se outra coisa. Parte importante do ‘mistério’ e da ‘magia’ – para usar uma terminologia nativa do teatro se perde ao ser reproduzida em filme, pois este não é capaz de transmitir aquilo que acontece ao vivo e que depende essencialmente da capacidade de interpretação dos atores e do modo como isso é captado pelo público.

Um ótimo exemplo nesse sentido está na avaliação que o diretor belga radicado no Brasil Maurice Vaneau (1926-2007) fez sobre o impacto e a força expressiva de uma das mais emblemáticas atrizes do teatro brasileiro, Cacilda Becker (1921-1969).

Cacilda Becker

Comparando-a com as grandes atrizes do mundo, Vaneau enfatiza: “Ela tinha um talento de dimensão extraordinária. Quando estava no palco, ocupava-o por inteiro, projetando para toda a plateia (não somente para as duas primeiras fileiras) todos os sentimentos que precisariam ser traduzidos a partir da personagem que estava representando [...]. 

Cacilda tinha esse fluido imenso, emanando ondas, circulando ondas do palco para a plateia, da plateia para o palco e vice-versa, num sistema que é básico para o teatro, porque esse fluido é capaz de tocar o intelecto, o coração, o estômago, os nervos, as artérias e o sangue do espectador”. Transitando por personagens muito distintas, Cacilda triunfou porque elevou sua competência como atriz a um nível excepcional, em um contexto muito particular de renovação do teatro brasileiro. 

Ela pertence ao time seleto das grandes atrizes que, fazendo de seus corpos o suporte privilegiado para a reconstrução de experiências alheias, dominam as convenções teatrais a ponto de burlar constrangimentos sociais de classe, gênero e idade, infundindo às personagens uma pletora de significados novos e inesperados. Eis aí a grande diferença entre a atriz de cinema e a de teatro: enquanto a primeira é tida como ‘grande’ quando se revela sempre igual a si mesma, no teatro a notoriedade nasce da capacidade de encarnar as mais diversas personagens.

Autoridade Artística

Arte essencialmente espacial, o espetáculo dramatúrgico é criador e dependente de convenções teatrais – para usar uma noção desenvolvida pelo crítico e novelista britânico Raymond Williams (1921-1988) – decorrentes a um só tempo de exigências espaciais e valores culturais. Por isso, essas convenções não podem ser apreendidas apenas em termos estéticos e devem ser analisadas nos contextos teatrais particulares. Assim, encerramos a comparação entre as personagens no teatro e no cinema para nos concentrar na história do teatro brasileiro, com o objetivo de entender as razões que levaram algumas intérpretes a conquistarem tamanho prestígio ao longo das décadas de 1940 e 1950.

Época em que, no dizer de uma delas, a atriz Maria Della Costa, “as mulheres mandavam no teatro”. Experiência bastante distinta daquela que elas próprias teriam quando passaram a atuar também na televisão, o que permitiu a muitas delas a ampliação da fama, mas não necessariamente a autoridade artística. Diferente ainda da experiência das atrizes que as sucederam em termos geracionais – por exemplo, Dina Sfat (1938-1989).

Esta estreou em 1962, como atriz amadora, e projetou-se na cena teatral paulista no ano seguinte, quando passou a integrar o Teatro de Arena. Reconhecida como atriz de teatro, televisão e cinema, Dina Sfat, que – como Cacilda Becker – morreu no auge da carreira, lamentava-se por ter “desperdiçado sua fotogenia no cinema”. Nas palavras da atriz, transcritas no livro Dina Sfat: palmas pra que te quero: “Eu poderia ter feito grandes filmes e grandes personagens. Mas esses grandes filmes e grandes personagens não aconteceram na minha geração.

Os filmes eram feitos, quase sempre, para personagens masculinos. O Cinema Novo era todo voltado para o homem, as mulheres funcionavam como enfeite de bolo. (...) Os exemplos são vários e incluem os filmes de Glauber Rocha. Ele mesmo dizia – com a maior graça, mas com total franqueza – que o mundo tem o lado masculino e o lado negativo. As mulheres fizeram cinema e teatro, sim: Maria Della Costa, Fernanda Montenegro, Cacilda Becker, Natália Thimberg, Tônia Carrero, todas ativíssimas. Mas no teatro do meu tempo, dos meus 20 anos [referência ao teatro dos anos de 1960], que seria o Teatro de Arena, era assim: Gianfresco Guarnieri e nós, mulheres, o complemento, a massa”. A leitura em conjunto dos depoimentos de Maria Della Costa e de Dina Sfat ajuda a situar a questão da autoridade artística.

Mas não esgota a questão, uma vez que a importância (ou não) das mulheres no teatro e o renome conquistado só podem ser explicados à luz das convenções teatrais e de gênero). Pois, como é sabido, no Brasil (mas não só aqui) e por muito tempo, as atrizes de teatro foram associadas às prostitutas e o teatro de extração popular às casas noturnas de reputação e gosto ‘duvidosos’. A alteração dessa percepção decorreu da importância e do prestígio que as atrizes conquistaram na cena teatral a partir dos anos de 1940.

Cacilda Becker como o menino Pega-Fogo, na peça de Jules Renard, encenada pelo Teatro Brasileiro de Comédia em 1950

Essa transformação é inseparável, por um lado, da origem social mais elevada dos amadores e dos grupos que eles criaram no período. Entre esses grupos estão o Grupo Universitário de Teatro, o Grupo de Teatro Experimental, o Teatro do Estudante, Os Comediantes – o último é responsável pela encenação de Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues (1912-1980), peça tida por todos e desde a sua estreia no Rio de Janeiro, em 1943, como o marco zero do moderno teatro brasileiro.

Por outro lado, não pode ser separada dos projetos que implicaram na profissionalização da atividade teatral, como o Teatro Brasileiro de Comédia, fundado em 1948 e frequentado por um público de extração burguesa. Símbolo do teatro paulista na época, ele contribuiu ativamente na implantação e na sedimentação das rotinas de trabalho do teatro moderno. Entre elas, o respeito ao texto, a eliminação dos ‘cacos’ (falas improvisadas em cena), os espetáculos bem montados, a presença obrigatória do diretor, os ensaios prolongados, a disciplina dos intérpretes.

Trabalho Infernal

Reconhecida como a maior atriz do teatro paulista, Cacilda Becker converteu seu corpo em suporte de experiências alheias – distantes de sua vivência pessoal. Nessa ‘incorporação’, imprimiu às personagens verossimilhança e verdade renovadas. Nem bonita nem bem formada, em razão da origem social e da precária escolarização, ela se aprimorou como atriz com a ajuda dos diretores estrangeiros que vieram para o Brasil, fugindo da Segunda Guerra Mundial ou das condições pouco animadoras de trabalho no pós-guerra europeu.

Com eles, Cacilda supriu as deficiências de sua formação, driblou os atributos físicos menos favoráveis, familiarizou-se e dominou as convenções teatrais que fizeram do Teatro Brasileiro de Comédia o modelo por excelência de companhia até meados dos anos de 1950.

Ao ser contratado para dirigir a companhia, em 1949, o italiano Adolfo Celi (1922-1986) encontrou em Cacilda Becker a atriz ideal. Profissional impecável, pontual e disciplinada, ela era a primeira a chegar e a última a sair do teatro. Entregava-se totalmente ao papel que estava fazendo e amava repetir as falas até a exaustão. Nas palavras do polonês Zbigniew Ziembinski (1908-1978), diretor com quem mais trabalhou em sua carreira (ele a dirigiu em 10 peças), um dos ‘motes’ de Cacilda, quando recebia a proposta de um novo espetáculo, era: “Vamos trabalhar! Vamos ter um trabalho infernal!”.

Ziembinski (em depoimento no livro Uma atriz: Cacilda Becker, organizado por Maria Thereza Vargas e Nanci Fernandes) diz que, para ela, “trabalho infernal era fonte de alegria, de necessidade de esforço extremo”. “No calor do trabalho, da luta para conquistar novos valores, ela se sentia renascer, ao mesmo tempo em que o corpo frágil se transformava em corpo de gigante, um corpo iluminado”, completa. Foi esse corpo que possibilitou a ela interpretar personagens muito distintas, da rainha escocesa Mary Stuart ao menino Pega-Fogo, protagonista da peça do mesmo nome (Poil de carotte, no original), do escritor francês Jules Renard (1864-1910).

Não só em virtude dos aparatos externos que ela mobilizava para dar verossimilhança às personagens encenadas – o traje majestoso com que se paramentava de rainha ou o esparadrapo com que apertava os seios debaixo da camisa para tornar mais crível sua representação de menino. Mas, sobretudo, pela capacidade de converter a experiência da privação, vivida na infância e na adolescência, em uma poderosa chave interpretativa, como bem souberam reconhecer as pessoas que lhe eram mais próximas – atores, diretores e críticos – por estarem inteiramente imersas, como ela, no mundo do teatro.

Comentando o desempenho de Cacilda em Pega-Fogo, Adolfo Celi afirmou, também no livro Uma atriz: Cacilda Becker: “Foi a coisa mais bonita que vi dela. Foi uma coisa extraordinária (...) Ela conseguiu mostrar toda a sua infância, uma infância que não deve ter sido fácil”. Avaliação corroborada (no mesmo livro) pelo historiador do teatro brasileiro Sábato Magaldi, que, desconcertado com a constatação de que os dois papéis de sua predileção na carreira da atriz eram masculinos – Pega-Fogo e Estragon, este em Esperando Godot, de Samuel Beckett (1906-1989) –, esclareceu o significado dessa coincidência. Ela nada tinha a ver com o fato de que Cacilda “aparentasse masculinidade em cena”. Ao contrário, “ela era bem feminina, em tantas criações”. Sua fragilidade pessoal, pondera Sábato, “é que lhes emprestava o corte profundamente humano”.

Walmor Chagas e Cacilda Becker

Para o historiador, “desamparo, tristeza, perplexidade diante da vida, sofrimento contido, humilhação – eram a matéria-prima que vinha das raízes da infância e se colava às personagens, fazendo-as tão autênticas”.

Masculinos, esses dois papéis são a expressão contundente do quanto o ‘nome próprio’ se associa, no caso das grandes atrizes – como a italiana Eleonora Duse (1858-1924), a russa Ludmilla Pittöeff (1895-1951) e as brasileiras Fernanda Montenegro e Cacilda Becker – à corporificação dos mecanismos de burla produzidos pelas convenções teatrais. Dotando o corpo de uma plasticidade imaginária maior do que a exibida em outras artes cênicas – cinema, balé e moda –, o teatro permite às grandes atrizes contornar os imperativos implacáveis da beleza e os constrangimentos impostos pelo envelhecimento. Assim, atrizes de corpo iluminado como Cacilda dão o que pensar sobre a beleza.

Projetada pelo artista moderno, ela só se manifesta por inteiro quando atenua o suporte corporal.

Colaborou: Astros em Revista (com a foto de Walmor Chagas e Cacilda Becker)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FAÇA SEMPRE O SEU MELHOR


É sempre complicado quando não nos colocamos como vidraça, ainda mais quando fazemos isso para mostrar nossa arte. Seja ela o teatro, a dança, a música ou outra arte entre as tantas que existem e que nos encantam, as pedras, com certeza, vão nos atingir, isso é inevitável.

O que devemos ter em mente é que nunca conseguiremos agradar, nem gregos, nem troianos, pois a arte é muito subjetiva e cada qual vai recebê-la de uma maneira. O que devemos ter como certeza, é que temos a obrigação de dar o nosso melhor, sempre!

E como as pedras são inevitáveis, procuremos aprender, cada vez que uma delas atingir nossa vidraça, pois talvez tenham nos atingidos porque não demos o nosso melhor. Ignorar as pedras que nos atingem, pode ser fatal para que quer fazer da sua arte o seu ganha peso. É certo também, que não devemos dar mais valor do que elas merecem.

O segredo de muitos que atingem o sucesso com as artes, talvez não esteja no grande talento que estes possuem, mas sim, no poder de entender que se deve fazer o melhor sempre. Mas, qual o melhor? O seu! Faça tudo com a verdade que você acredita, pois a sua verdade vai lhe dar a certeza que, mesmo o caminho sendo longo, sua vitória será certa.

E não dá as pedras, mais importância que elas mereçam. O ser humano é um insatisfeito por natureza, isso ninguém vai mudar. Nunca tenha essa pretensão. Procure fazer que sua verdade, faça que sua arte, mude você. Isso, por certo, será o começo para que você faça o seu melhor.

A vida é uma gangorra e nas artes, não poderia ser diferente, ora sucesso, ora fracasso, ora vitórias, ora derrotas, mas se sua verdade estiver à frente daquilo que você faz e a busca pelo seu melhor for a excelência de seu trabalho, não haverá pedras que destruirão sua vidraça por completo. Você sempre será capaz de recompô-la e coloca-la a mercê de novas pedras. Por isso, faça o seu melhor, sempre.

Bem, a todos que por mais um ano despenderam um pouco de seus preciosos tempos para lerem meus artigos, meu muito obrigado. E estejam certos que procurei sempre dar o meu melhor. Um Feliz Natal e um Ano Novo a todos!

Escrito por Paulo Sacaldassy

Como Modificações

Colaboraram: Oficina de Teatro & Bacante; Foto: Divulgação da peça "Movimentos Para Atravessar a Rua", concebida na Praça da Sé (São Paulo, SP), em 2005

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

VAI TER CACILDA E MUITO MAIS!


O nosso Blog já está em clima de festa e preparamos surpresas para você!

Para o último mês de 2012, preparamos o especial, "CORPO ILUMINADO - Cacilda Becker e o teatro moderno" elaborado por Heloísa Pontes. É incrível e imperdível! Você não pode deixar de conferir!

O especial será postado aqui no Blog no dia 25 deste mês!

Em 2013 apenas quem segue o Blog poderá participar de grandes promoções e sorteios que ocorrerão ao longo de todo o ano.


E sempre de 15 em 15 segundas-feiras, os artigos de Paulo Sacaldassy (foto acima) continuarão disponíveis para você! 

Agradecemos o seu amor e o seu carinho para com a nossa companhia! Em 2013... e sempre, estaremos juntos!

"O nosso palco é seu também!"

Feliz Natal e um Feliz 2013!
***Boas Festas!***

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SERÁ DESTA VEZ O FIM DO PALHAÇO?


Acabei de ler uma notícia publicada na revista americana “Forbes”, listando as dez profissões que perderão terreno e “encolherão” nos próximos anos e, por incrível que pareça, na lista consta á profissão de artista performático, onde se incluem o mágico, o malabarista, o dançarino e o palhaço. Todos, segundo a reportagem, estão perdendo terreno para os videogames e algumas tendem a desaparecer.

Quero dizer que discordo de parte desta lista, pois, na minha opinião, artista performático não deveria ser parte integrante da lista, visto que, bem mais que uma profissão, ser artista é uma condição de espírito. Se o artista é capaz de se manter financeiramente ou não, isso é assunto para um outro artigo. E não é uma reportagem americana que decretará o fim de um artista, pois sempre haverá um espaço para que este artista demonstre sua arte.

Dançarinos sempre conseguirão empregos em programas de auditórios de TV, existem tantos no ar, não é mesmo? Os malabaristas e os mágicos sempre terão espaço, até mesmo nos mesmos programas de auditórios. Quantos já não foram demonstrar suas habilidades em vários deles? E o Palhaço, bem, o Palhaço está em outra categoria. Palhaço é a alegria da vida, pois ontem, hoje e sempre, apesar de todas as dificuldades que um artista tem para viver de sua arte, o Palhaço sempre divertiu e divertirá a garotada. E não tem e nem terá, internet, nem vídeogame, que afastará o Palhaço do seu ofício.


Uma coisa é fato: entre todos os artistas performáticos citados na reportagem, o Palhaço é o que causa o maior encantamento e não pode haver explicação lógica para acreditar no seu fim. Isso só pode ser coisa de americano, ranzinza e mal-humorado. Pode-se até discutir sobre a sua popularidade, se está em baixa ou não. Eu acho que sempre estará em alta. Para mim, palhaço é palhaço e isso já basta.

O Palhaço pode estar longe da grande mídia, longe dos olhos dos pequenos de hoje em dia, mas a culpa não é dele. O fato de ser cada vez mais raro encontrarmos um Palhaço, não quer dizer que a profissão está encolhendo, ou está sumindo, ou que chegará ao fim. O Palhaço está sempre pronto para aprontar mil e uma travessuras e trocar o choro do rosto de uma criança, pelo mais largo sorriso. E ele pode estar ali, ou aí, bem do seu lado, duvida?

Só mesmo esses americanos, industrializados, robotizados, que não sabem e não conhecem o valor de uma emoção é que acreditam no encolhimento de uma arte. Arte é muito mais que profissão. E quando se trata de um Palhaço, isso chega a transcender a lógica do que é real ou imaginário, pois o rosto maquiado de um Palhaço espera apenas um pagamento: um sorriso.


Por mais que novas mídias tomem a vida das pessoas e as afaste da arte performática, sempre haverá um artista disposto a romper essa barreira e quebrar a parede com a qual o ser humano tem se isolado cada vez mais. Bem, e o Palhaço, esse jamais terá fim, pois, quem um dia conheceu um Palhaço, jamais conseguirá apagá-lo da memória e sempre estará a espera de um dia reencontrá-lo.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colabortaram: Oficina de Teatro & Bacante; Fotos: Espetáculos "Palhaços" (2008), "Decripolou Totepou" (2009) & “O mundo é uma bola, ora bolas” (2010)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

TEATROS DO MUNDO


Encerramento e Agradecimentos

Em primeiro lugar, agradeço a DEUS, pela conclusão de Teatros do Mundo, aqui no Blog da Cia. De Teatro Atemporal. Agradeço a você, que viajou virtualmente e acompanhou conosco essa maravilhosa série de estudos e matérias. E não poderia deixar de agradecer também a todos os sites, historiadores e teatrólogos, quem colaboraram conosco.

Foram anos, de muitas pesquisas, elaborações e criação de textos, fotografias, edições, etc. Mas valeu a pena! Foi um trabalho árduo e difícil, porém muito prazeroso e maravilhoso.

Não poderíamos deixar de incluir em Teatros do Mundo o nosso: Teatro Atemporal, que em breve DEUS nos dará.

Um abraço bem espremido! E um bom descanso da viagem, que você fez pelos teatros conosco! Ficamos por aqui!

Fé em DEUS!

Foto: The Saenger Theatre in New Orleans, Louisiana

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

TEATROS DO MUNDO

Teatro Campos Elíseos (Bilbau)


O Teatro Campos Elíseos, cujo nome oficial atual é Arteria Teatro Campos Elíseos Antzokia e é popularmente conhecido como El Campo ou Bombonera de Bertendona, é um teatro da cidade espanhola de Bilbau, capital da província Biscaia, no País Basco.

Inaugurado a 7 de agosto de 1902 e reinaugurado após ter sido restaurado a 11 de março de 2010, é uma das salas de espetáculos mais importantes daquela cidade e alegadamente a mais avançada tecnicamente de Espanha.



Foi construído entre 1901 e 1902, quando o então novo ensanche estava em plena expansão. O projeto é da autoria do arquiteto local Alfredo Acebal.


O edifício destaca-se pela sua fachada, desenhada pelo basco-francês Jean Baptiste Darroquy, ricamente decorada e que é a referência exterior deste importante exemplo da arquitetura modernista no País Basco, que está classificado como Bem de Interesse Cultural na categoria de monumento histórico.

Nome do Teatro: Teatro Campos Elíseos
Localização: Bilbau, País Basco, Espanha

Teatro Arriaga


O Teatro Arriaga é um teatro de Bilbau, a capital da Biscaia, no País Basco espanhol.

É um edifício neobarroco do final do século XIX da autoria do arquiteto Joaquín de Rucoba e dedicado ao compositor bilbaino Juan Crisóstomo de Arriaga, a quem se apelidou de "Mozart espanhol". Foi inaugurado a 31 de maio de 1890.

É uma das principais salas de espetáculos de Bilbau e um dos seus edifícios mais notáveis. Ao longo da suas história sofreu vários acidentes que obrigaram à sua reconstrução, desde um incêndio de 1914 até às inundações de 1983.

Nome do Teatro: Teatro Arriaga
Localização: Bilbau, País Basco, Espanha

Teatro de la Zarzuela


O Teatro de la Zarzuela é um teatro de Madrid, Espanha, situado na rua Jovellanos.

Foi inaugurado a 10 de Outubro de 1856 (data do aniversário da então rainha, Isabel II).

Nome do Teatro: Teatro de la Zarzuel
Localização: Madrid, Espanha

Teatro Romano de Cádiz


O Teatro Romano de Cádiz está localizado no bairro do Pópulo. Achado em 1981, foi construído por ordem de Lucio Balbo "o Menor" no século I antes de Cristo e é o segundo maior de Espanha (ainda que não se tenha escavado totalmente), só é superado pelo teatro de Corduba.

Nome do Teatro: Teatro Romano de Cádiz
Localização: Cádiz, Espanha

Teatro Real de Madrid


O Teatro Real, conhecido como El Real, é a maior casa de ópera de Madrid, Espanha.

Após trinta e dois anos de planejamento e construção, uma Ordem Real decretou, em 7 de Maio de 1850, a construção imediata do Teatro do Oriente, e a construção foi completa cinco meses depois. A casa, localizada em frente ao Palácio Real, a casa oficial da Realeza, foi finalmente inaugurado em 19 de Novembro de 1850, com a performance de La Favorite, de Gaetano Donizetti. Em 1863, Giuseppe Verdi visitou o teatro, com a première espanhola de La Forza del Destino. Em 1925, os Balés Russos de Sergei Diaghilev apresentaram-se no teatro, com a presença de Vaslav Nijinsky e Igor Stravinsky.


De 1867 até 1925, foi a residência do Conservatório Real de Madrid, quando uma Ordem Real, no dia 6 de Dezembro, retirou-o de lá, graças aos danos que a construção do Metro de Madrid causou ao teatro. Ele foi reaberto em 1966, como um Teatro de Concertos, sendo a residência da Orquestra Nacional Espanhola e a Orquestra Sinfônica RTVE.


Na década de 1990, a casa foi reformada para voltar a apresentar óperas e foi reaberto em 1997. A primeira ópera apresentada foi El Sobrero de Tres Picos e La Vida Breve de Manuel de Falla. Seguidas imediatamente da première mundial de Divinas Palavras, de Antón García Abril, com Plácido Domingo no elenco.

Nome do Teatro: Teatro Real
Localização: Madrid, Espanha

Teatro Gayarre


O Teatro Gayarre é um edifício de Pamplona, capital da Comunidade Foral de Navarra, Espanha. Foi construído em 1932 e situa-se na Avenida Carlos III, no bairro do Segundo Ensanche.

A origem do teatro remonta a 1839, quando foi edificado o Teatro Principal na Praça da Constituição (atualmente Praça do Castelo). O Teatro Principal fechava o lado sul daquela praça, juntamente com o Palácio da Deputação (atual Palácio de Navarra).

Ambos os edifícios foram construídos nos terrenos do antigo convento das Carmelitas Descalças que tinha sido desamortizado pouco antes. O projeto do antigo teatro foi da autoria de Pedro Manuel Ugartemendía, embora a fachada fosse de José de Nagusia, que também dirigiu a obra. O Teatro Principal substituiu o antigo Patio y Casa de Comedias, situado na rua do mesmo nome desde 1608.


O nome do teatro foi mudado em 1903 para o atual em honra do tenor Julián Gayarre, natural da localidade vizinha de Roncal. O teatro foi demolido em 1931, quando se abriu a Praça do Castelo em direção a sul, criando a Avenida Carlos III, conservando-se apenas a fachada, a qual foi transladada para a nova localização. Parte do interesse arquitetónico foi perdido com a mudança, nomeadamente com o desaprecimento do frontão clássico. O novo edifício é da autoria de Javier Yárnoz, que ganhou o concurso lançado pelo Ayuntamiento de Pamplona (administração do município) em 1929. Foi inaugurado em 3 de maio de 1932.


O teatro é propriedade do município. Entre 1931 e 1942 a exploração esteve a cargo da empresa que o construiu, a Erroz y San Martín. Depois disso a gestão ficou a cargo da Sociedad Anónima Inmobiliaria de Espectáculos (SAIDE). Em 1953, ante a necessidade de reformas urgentes, essa sociedade acedeu em suportar os gastos das obras e foi assinado outro contrato de exploração que deveria ter terminado em 3 de maio de 2003.

No entanto, o governo municipal decidiu terminar o contrato cinco anos antes, passando a gestão para a Fundação Municipal Teatro Gayarre. Desde então que foram efetuadas obras importantes de acondicionamento.

A Fundação Municipal Teatro Gayarre é presidida pela alcaidesa de Pamplona e cinco vogais, atuando um deles como vice-presidente, um por cada grupo político eleito para o ayuntamiento.

Nome do Teatro: Teatro Gayarre
Localização: Pamplona, Espanha

Teatro Pavón


O Teatro Pavón, localizado na Rua de Embajadores 9, é um teatro de Madri que abriu em 1925. O arquiteto foi Teodoro de Anasagasti.

Nome do Teatro: Teatro Pavón
Localização: Madri, Espanha

Teatro Maria Guerrero


O Teatro Maria Guerrero é um teatro localizado em Madrid, Espanha. Foi declarado Interés Bien De Cultural em 1996. É a casa do teatro nacional da Espanha, Centro Dramático Nacional.

Nome do Teatro: Teatro Maria Guerrero
Localização: Madri, Espanha

Teatro de la Maestranza


O Teatro de la Maestranza é uma casa de ópera localizada em Sevilha, Espanha.

O teatro foi concebido para ser um dos principais locais culturais da Expo Sevilha 92, e a primeira apresentação aconteceu em 1991, pouco antes da inauguração da Expo Internacional. O teatro foi re-remodelados em 2005.


Apesar de o Teatro de la Maestranza é dedicado principalmente a ópera, há também apresentações de Zarzuela (opereta espanhol) e outras apresentações musicais.

A orquestra residente é o Real Sevilha Symphony Orchestra (Ross). O teatro é a ROSS 'sala de concertos principal e casa do Coro da Sociedade dos Amigos da Maestranza Teatro.


Em 16 de julho de 1992, durante um ensaio no Teatro de la Maestranza de uma apresentação da Ópera Nacional de Paris de Verdi's Otello, uma plataforma suspensa que fazia parte do cenário desabou sobre o palco, matando um membro feminino do coro e ferindo mais 41 pessoas, várias delas em estado grave.

Nome do Teatro: Teatro de la Maestranza
Localização: Sevilha, Espanha

Palácio das Artes Rainha Sofia


O Palácio das Artes Rainha Sofia é uma casa de ópera e um centro cultural localizado em Valência, na Espanha. Foi inaugurado em 8 de outubro de 2005; sua primeira encenação foi a ópera de Fidelio de Beethoven, em 25 de outubro de 2006.

O palácio faz parte do complexo arquitetônico da Cidade das Artes e das Ciências, projetado por Santiago Calatrava e Félix Candela.

Nome do Teatro: Palácio das Artes Rainha Sofia
Localização: Sevilha, Espanha

Grande Teatro do Liceu


O Grande Teatro do Liceu (em espanhol, Gran Teatre del Liceu) ou simplesmente Liceu em catalão ou Liceo em espanhol, é uma casa de ópera em La Rambla, Barcelona, Catalonia, Espanha, inaugurada em 4 de abril de 1847, considerada uma das casas mais importantes do mundo.

Nome do Teatro: Grande Teatro do Liceu
Localização: Barcelona, Espanha

Teatro García Barbón


O Teatro García Barbón, construído no centro da cidade, nas ruínas do que foram do Teatro Rosalia de Castro.

O atual teatro foi inaugurado em 23 de abril de 1927, sob o nome de Teatro García Barbón, mas não foi só um teatro, foi também auditório e Casino, onde as pessoas podem ver diferentes tipos de show e se tornando um ponto de encontro.

Nome do Teatro: Teatro García Barbón
Localização: Galiza, Espanha

Teatro Bretón de los Herreros


O Teatro Bretón de los Herreros ou Teatro Breton inaugurado em 19 de setembro de 1880 e está localizado na parte antiga da cidade de Logroño, Espanha, é considerado um dos maiores centros de exposições do país.

O modelo do arquiteto Felix Navarro foi usada para construir o Teatro Gijón. Este teatro tem um lugar de destaque desde 18 de novembro de 1896 foi o primeiro local a exibir uma obra cinematográfica na região.

Nome do Teatro: Teatro Bretón de los Herreros
Localização: Logroño, Espanha

Lista de Outros Importantes Teatros na Espanha:

Auditório Monte do Gozo
Teatro Principal de Maó
Teatro Lliure
Teatro Nacional de Catalunya
Teatre Principal (Barcelona)
Palau de la Música Catalana
Palau Robert
L'Auditori
Coliseu (Barcelona)
L'Antic Teatro
Auditori AXA
Barcelona City Hall
Barcelona Teatro Musical
Biblioteca da Catalunha
Brossa Espai Escenic
Café-Teatro Llantiol
Círcol Maldà
Clube do Capitólio
Clube Helena
Coliseu (Barcelona)
Espai Navae
El Molino
Fundação Joan Miró
Guasch Teatro
Jove Teatre Regina
La Farinera del Clot
La Puntual, especializada em espectáculos de marionetas
La Riereta Teatre
Mercat de les Flors
Sala Aurélia Capmany
Sala Ovidi Montllor
Nau Ivanow
Palau de la Música Catalana
Palau Sant Jordi
Porta 4
Sala Atrium
Sala Beckett
Sala becool
Sala El Off
Sala Màgic
Sala Muntaner, teatro
Sala Raval
Sala Razzmatazz (ex-Zeleste)
Sant Andreu Teatre
Sidecar Clube Fábrica
Tantarantana Teatre
Teatro Apolo
Teatro Arteria Parallelo
Teatro Borràs
Teatro CCCB (Centre de Cultura Contemporània de Barcelona)
Teatro Centro de Gràcia
Teatro Condal
Teatro del Raval, Carrer Sant Antoni Abat 12
Gaudí Teatre de Barcelona, musicais
Teatre Goya
Teatre Grec, um anfiteatro em estilo dos antigos teatros gregos. Em Montjuïc
Teatre Lliure, Montjuïc
Sala Fabia Puigserver
Espai Lliure
Teatre Nacional de Catalunya
Teatre Novedades
Teatre Poliorama
Teatre Principal (Barcelona)
Teatre Romea
Teatro Tivoli
Teatre Victòria
Teatreneu
Versus Teatre
Villarroel Teatre
Institut del Teatre
Sala Maria Planos
Teatre Alegria
Teatre Estudi
Teatre Laboratori
Teatre Ovidi Montllor
Átrio Viladecans, em Viladecans
Auditori de Cornellà, em Cornellà de Llobregat
Auditori Miquel Martí i Pol, em Sant Joan Despi
Estraperlo (Club del Ritme), em Badalona
Círcol catolic, em Badalona
Fomento Cultural i artística, em Sant Joan Despi
Fundació La Roda, em Montcada i Reixac
Salamandra, em L'Hospitalet de Llobregat
Teatre Blas Infante, em Badalona
Teatre Joventut, em L'Hospitalet de Llobregat
Teatre Mercè Rodoreda, em Sant Joan Despi
Teatre Núria Espert, em Sant Andreu de la Barca
Teatre principal, em Badalona
Teatre Sagarra, em Santa Coloma de Gramenet
Teatre Zorrilla, em Badalona
Avenida del Parallelo
Circo Price
Gran Teatro Falla
Teatro Guimerá
Teatro Lope de Vega (Madrid)
Teatro Lope de Vega (Sevilha)
Teatro Lope de Vega (Valladolid)
Teatro Muñoz Seca
Palacio Valdés Teatro
Teatro Municipal Pedro Muñoz Seca (El Puerto de Santa María)
Teatro romano (Mérida)
Teatro Calderón (Valladolid)
Teatro Cervantes de Almería
Teatro de la Cruz

Colaborou: Wikipedia

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

E VIVA OS FESTIVAIS!


Não existe nada mais democrático do que um festival e quando se trata de festival de teatro, seja ele amador ou estudantil, de cenas ou de monólogos, isso se mostra muito mais verdadeiro e valoroso, Pois, quantos grupos, atores, diretores, de vários lugares do país, tem a oportunidade única de trocar informações, conceitos e concepções, e ainda por cima mostrar o seu trabalho quando de um festival?

Poder levar o seu espetáculo além de sua aldeia, ou até mesmo dentro dela, inovando, experimentando, ousando, ou simplesmente colocando em cena aquilo que você sempre idealizou, muitas vezes só é possível nos palcos de um festival e muitos, esperam, ansiosos, a realização de cada um deles.

Cada vez mais, mais as cidades estão realizando festivais de teatro pelo Brasil afora e muitas das cidades que já os realizavam, vem ratificando as suas exibições, solidificando assim, o movimento por um teatro mais forte, o que por si só, acaba contribuindo de uma maneira geral para todo o segmento teatral.

É claro, que muitos destes festivais, não contam com nenhum tipo de apoio de órgãos governamentais ou de mídia e são, na sua grande maioria, realizados com esforços de algumas pessoas que sabem da importância de um festival para quem faz teatro e precisa desse tipo de intercâmbio, até mesmo para avaliar como anda o seu trabalho.

Não existe lugar mais propício para se descobrir talentos. Quantos atores, diretores, dramaturgos, cenógrafos, iluminadores, sonoplastas, despontaram para uma carreira de sucesso nos palcos de um festival? Mesmo que nem todos os espetáculos mostrem qualidade, um festival de teatro sempre valerá a pena.

Então, a todos aqueles que tem a oportunidade única de participar de um festival, que façam de suas apresentações um momento de engrandecimento de sua arte, independentemente de ganharem ou não algum prêmio, pois num festival, o que vale, é a participação, o intercâmbio e a chance de poder mostrar o seu trabalho.

Agora, desliguem os seus celulares, não fotografem com flash, pois já vai começar em algum lugar do Brasil, mais um festival de teatro.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Com Alterações

Colaboraram: Oficina de Teatro & Bacante; Foto: Apresentação do espetáculo "Este Lado Para Cima" no canteiro de obras do Condomínio Vanguarda em Santos – um conjunto habitacional construído por trabalhadores organizados da União Nacional por Moradia Popular. Na Mostra do grupo Olho da Rua em fevereiro de 2011

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TEATRO DO MUNDO

Shakespeare's Globe


O Shakespeare's Globe é uma reconstrução do Teatro Globe, um teatro elisabetano no bairro londrino de Southwark, na margem sul do rio Tamisa, que foi destruída por um incêndio em 1613, reconstruída em 1614, e depois demolida em 1644.

A reconstrução moderna é uma aproximação acadêmica com base nas evidências disponíveis dos edifícios 1599 e 1614.


Foi fundado pelo ator e diretor Sam Wanamaker e construiu cerca de 230 metros (750 pés) a partir do local do teatro original e abriu ao público em 1997, com uma produção de Henry V.

Nome do Teatro: Shakespeare's Globe
Localização: Londres, Inglaterra

The Old Vic


O Old Vic é um teatro localizado sudeste da Estação Waterloo, em Londres, na esquina da The Cut e Waterloo Road. Ele se tornou um monumento registrado em 1951.

É também o nome de uma empresa de repertórios dedicados ao teatro, e fazer obras para o Royal National Theater.

Nome do Teatro: The Old Vic
Localização: Londres, Inglaterra

Brixton Academy


O Brixton Academy ou Brixton é um dos principais locais de concertos musicais em Londres.




Situado em Brixton, sul de Londres, Inglaterra, o teatro de 4,921 lugares foi palco de diversos concertos de rock desde que se tornou uma casa de shows em 1983.

Nome do Teatro: Brixton Academy
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Fortune


O Teatro Fortune é o nome de dois teatros, um histórico do período Elisabetano, e outro atual. Ambos em Londres, Inglaterra.

O Teatro Fortun era contemporâneo do shakespeariano Globe Theatre, o Cisne e outros; estava na paróquia de St Giles-without-Cripplegate, a oeste dos locais em Shoreditch: The Theatre e o Curtain Theatre, entre a Rua Whitecross e a Golding Lane. Entre 1600 e 1642, esteve entre os primeiros locais que representavam obras dramáticas em Londres.

Já o Fortune Theatre localizado na Russell Street, próximo ao Covent Garden também em Londres, foi aberto em 1924 e está no lugar da velha Albion Tavern. O nome original do teatro era Fortune Thriller Theatre.

Nome do Teatro: Teatro Fortune
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Haymarket


O Teatro Royal Haymarket (também conhecido como Haymarket Theatre ou Little Theatre) é um teatro do West End theatre em Haymarket na cidade de Westminster, é o terceiro mais antigo teatro de Londres ainda em uso.

Samuel Foote adquiriu o contrato de arrendamento em 1747, e em 1766 ele ganhou uma patente real sobre o drama legítimos (ou seja, o drama falado, ao contrário de ópera, concertos ou apresentações com música). Em seu local atual desde 1821, quando foi redesenhado por John Nash. Ele tem uma capacidade de 888. Pelo valor simbólico, é de propriedade de Crown Estate.


O Haymarket tem sido palco de uma inovação significativa no teatro. Em 1873, foi o palco para a primeira matinê programada, estabelecendo um costume seguido logo nos cinemas de toda parte.

Nome do Teatro: Teatro Haymarket
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Lyceum (Londres)


O Teatro Lyceum é um teatro de 2,000 lugares localizado na Cidade de Westminster, no West End de Londres. O teatro existe neste local desde 1765, e a construção atual, projetada por Samuel Beazley, foi inaugurada em 14 de julho de 1834.

Uma reforma comandada por Bertie Crewe em 1904 alterou substancialmente o interior, mantendo apenas a fachada e o grande pórtico de Beazley. Um projeto de restauração em 1996 sob responsabilidade da firma Holohan Architets marcou o retorno do uso da construção como teatro, após longo tempo utilizada como salão de dança.

Nome do Teatro: Teatro Lyceum
Localização: Londres, Inglaterra

Royal Albert Hall


O Royal Albert Hall é um salão de espetáculos em South Kensington, Londres, capital do Reino Unido, com capacidade para mais de 8.000 pessoas. Foi inaugurado a 29 de Março de 1871 pela rainha Vitória, em memória do seu falecido consorte Alberto de Saxe-Coburgo-Gota.



O edifício, caracterizado por uma abóbada de vidro, foi desenhado pelo capitão Francis Fowke e pelo coronel H.Y. Darracott Scott, que optaram pelo uso do tijolo em terracota. Esta preferência arquitectónica é característica da era vitoriana e está presente, por exemplo, no Museu de História Natural de Londres.

Nome do Teatro: Royal Albert Hall
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Rainbow


Teatro Rainbow (em inglês: The Rainbow Theatre, originalmente chamado de Astoria Theatre), é um antigo teatro localizado em Finsbury, na parte norte de Londres.

Também foi um cinema em meados da Década de 1930, hoje em dia foi adquirido pela Igreja Universal do Reino de Deus.

Nome do Teatro: Teatro Rainbow
Localização: Londres, Inglaterra

Earls Court Exhibition Centre


O Earls Court Exhibition Centre é um centro de artes em Londres, entre Hammersmith e Fulham e Kensington e Chelsea, e que integra uma conhecida sala de espetáculos e eventos desportivos com 19 000 lugares.

Várias bandas mundiais já passaram por lá, de Led Zeppelin a Iron Maiden, mas o maior show de todos os tempos foi o P.U.L.S.E da banda Pink Floyd. Outra banda que costumava se apresentar no local era o grupo Oasis, que inclusive gravou no local parte do vídeo ao vivo ...There and Then no dia 4 de Novembro de 1995.


A sala recebeu as competições de voleibol dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

Nome do Teatro: Earls Court Exhibition Centre
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Her Majesty's


O Teatro Her Majesty's (em inglês: Her Majesty's Theatre) é um teatro de Londres, na Inglaterra.

Foi fundado em 1705 pelo arquiteto e dramaturgo John Vanbrugh, recebendo o nome de Queen's Theatre, e funcionando como uma casa de ópera, local onde Händel apresentou várias de suas produções.

Com a ascensão de Jorge I ao trono, seu nome foi mudado para King's Theatre. Ao longo do século XIX foi reformado várias vezes, e no século XX, no reinado de Elisabeth II, recebeu a denominação de Her Majesty's Theatre. O prédio atual data de reformas empreendidas em 1897 por Herbert Beerbohm Tree.

Sua capacidade é de 1.216 assentos, e foi classificado como edifício histórico de grau II na classificação da English Heritage.

Nome do Teatro: Teatro Her Majesty's
Localização: Londres, Inglaterra

Coliseu de Londres


O Coliseu de Londres, está localizado em frente à pista de St. Martin, perto da Praça de Trafalgar Square, no município ou distrito de Westminster, em Londres.

É um dos maiores e mais bem equipados da capital britânica. Foi inaugurado em 24 de dezembro de 1904, sendo projetado pelo arquiteto, Frank Matcham, que também projetou o London Palladium.

Teatro Coliseu de Londres , também conhecido como Coliseu Teatro está localizado em frente à pista de St. Martin, perto da Praça de Trafalgar Square , no município ou distrito de Westminster , em Londres . É um dos maiores teatros e melhor equipada da capital Inglês. Foi inaugurado em 24 de dezembro de 1904 , sendo projetado pelo arquiteto teatro acima de tudo, Frank Matcham , que também projetou o London Palladium, para o empresário, Sir Oswald Stoll.

O teatro é descrito como "exuberante interior barroco livre ambiciosa concebida, a "House of London Theatre" Edwardian é ricamente decorados e possui um grande auditório, três andares, fachada principal assimétrica com uma torre para a arcada direita e triplo de entrada aproximadamente no centro, com colunas de granito polido vermelhos.

A entrada suntuosa e áreas de circulação culminando em um grande auditório com detalhes ricos visual clássico de opulência bizantino".

Tem o maior palco de Londres e foi uma das primeiras a ter energia elétrica.

Nome do Teatro: Coliseu de Londres
Localização: Londres, Inglaterra

Palladium


O Palladium de Londres ou London Palladium é um teatro de 2.286 assentos, localizado na Oxford Street na Cidade de Westminster (Londres).


O teatro foi inaugurado em 1910 chamado O Palladium como um espaço para várias interpretações. Desde a sua abertura, já recebeu inúmeros shows, concertos e eventos como um show dos Beatles, Miss Universo de 1990, Saturday Night Fever, em 1998, entre muitos outros.

Nome do Teatro: Palladium
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Regent's Park Open Air


O Regents Park Open Air é um teatro do Reino Unido, localizado em Regents Park, na cidade de Westminster, em Londres. O teatro foi fundado em 1932 por Sir Robert Atkins e Carroll Sydney.

Nome do Teatro: Regent's Park Open Air
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Royal Court


O Royal Court é um teatro britânico em Londres, Inglaterra, localizado em Sloane Square, no bairro de Kensington e Chelsea. É um teatro não comercial, cujo principal objectivo é a promoção do teatro contemporâneo. Desde 1956 , é de propriedade de sua empresa residente, a the English Stage Company.

Nome do Teatro: Teatro Royal Court
Localização: Londres, Inglaterra

Teatro Royal National


O Royal National da Grã-Bretanha é um teatro localizado na margem sul, no bairro londrino de Lambeth, Inglaterra. O teatro foi projetado pelo arquiteto Sir Denys Lasdun e abriu as suas portas entre 1976 e 1977. Desde 1963, e até o local permanente da companhia de teatro foi concluída, a Companhia Nacional de Teatro tinha a sua sede no teatro Old Vic em Waterloo.

Desde 1988, o teatro é chamado Royal National Theatre, como seu nome original é raramente utilizado.

O Teatro Nacional tem três audiências distintas:

O Teatro Olivier (nomeado em honra do primeiro diretor artístico do teatro, Laurence Olivier ) é auditórios maiores e principal, e foi construída sobre o modelo do teatro de Antiga Grécia de Epidaurus , tem um palco aberto e uma etapa Capa para 1.160 pessoas.

O Teatro Lyttelton (nomeado em honra de Oliver Lyttelton , que foi o primeiro diretor do teatro) pode acomodar 890 pessoas.

O Teatro Cottesloe (nomeado em honra do Senhor Cottesloe , diretor do teatro South Bank ) é um pequeno espaço, projetado por Iain Mackintosh, ele pode conter, dependendo da colocação, até 460 pessoas.

Em setembro de 2007 , uma estátua de Sir Laurence Olivier como Hamlet caracterizada foi descoberto fora do prédio, para marcar o centenário do primeiro diretor artístico do teatro.

Nome do Teatro: Teatro Royal National
Localização: Londres, Inglaterra

PARA CONFERIR A LISTA COMPLETA E ALGUMAS INFORMAÇÕES 
SOBRE OS TEATROS NO REINO UNIDO


Colaborou: Wikipedia