sábado, 27 de novembro de 2010

UM DESAFIO PELA DAGUI


Com muita honra o Blog da Cia. De Teatro Atemporal recebeu um desafio da Dagui, do Blog "Amigos do Mania Colorida". Agradecemos, de coração, a nossa querida Dagui, pelo desafio e pelo lindo carinho por nós. Agradecemos também a todos que admiram o Blog de nossa companhia teatral. Procuramos sempre, oferecer a todos o que a arte do teatro pode oferecer de melhor.

1ª O que te levou a criar um Blog?

Criamos este Blog com a finalidade de divulgar os nossos espetáculos, agenda, todo o processo de produção e pós-produção de nossos espetáculos. Além de podermos fazer novas amizades, novas parcerias, promover grandes promoções, como sorteios e concursos para os nossos internautas. Em nosso Blog também postamos grandes artigos e noticias relacionadas a cultura, em especial o teatro. E tem sido muito gratificante, pois o carinho das pessoas para com o nosso Blog é simplesmente excepcional!

2º O que te tira do Sério?

A falta de reconhecimento, oportunidade e burocracias; que os artistas, companhias e grupos de teatro, dança, música, capoeira... sejam profissionais ou amadores, encontram atualmente. é simplesmente lamentável...

3º Você tem alguma mania ou vício?

Uma mania de nossa companhia é ser muito aplicada e dedicada nos trabalhos de nossas produções teatrais.

4º Qual a sua melhor lembrança?

Foi em um ensaio no dia 5 de junho de 2008 ter sido, em acordo com todos os componentes, o nome "Atemporal" ter sido concedido a nossa companhia.

5º Qual o seu maior sonho?

Nós desejamos a Salvação, para cada um de nós, para cada uma das pessoas que nos admiram, nos odeiam e para todos que um dia trabalharam conosco.

6º Se fosse um dinossauro, como se chamaria?

A nossa companhia se chamaria "Tiranossauro Rex" (risos)

7º Qual a personagem de desenho animado gostaria de ser?

Gostariamos de ser o "Doug"

8º Cite uma peça que não pode faltar no seu guarda-roupa e outra que já mais usaria:

O que não pode faltar é a camisa oficial de nossa companhia. O que jamais usariamos... não temos, somos artistas e não podemos fazer nenhhum tipo de restrição de figurino em nosso guarda roupa. (risos)

9º Um lugar que amo:

Amamos o palco.

10º Um Ídolo:

O SENHOR JESUS.

11º Que filme vc amou e recomenda?

Amamos muitos, mas muitos filmes... dentre um que amamos e recomendamos é "Pearl Harbor", de 2001.

12º Qual o último livro que leu?

Varios... Destacamos: "Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios" do Bispo Macedo.

13º Qual palavra te define?

Fé.

14º. Quantas horas diárias dedica ao blog?

Varia... programamos o nosso Blog para publicar as postagens automaticamente, mas geralmente em média de três a quatro horas diárias, isso umas duas ou três vezes na semana.

15º Quais são seus planos para 2011?

Em 2009 os trabalhos de teatro em nossa companhia foram encerados. Até o momento apenas o nosso Blog está em atividade.

Havia um projeto para que futuramente os nossos trabalhos de teatro retornassem, mas esse projeto foi cancelado neste ano de 2010.

Em 2011, o nosso Blog ficará inativo. E como despedida, publicaremos o fim da serie de estudos e matérias sobre os "Teatros do Mundo", uma matéria especial sobre a "Broadway" e promoções.

16º Se pode-se fazer uma pergunta ao primeiro ministro do teu país o que perguntavas?

Sabe, não perguntariamos nada, apenas diramos para que o primeiro (a) ministro (a) de nosso país colocasse o DEUS vivo no controle de tudo, pois "Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR".

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DO PAPEL AO PALCO


Quando começo a escrever um texto, seja ele adulto ou infantil, o processo desde a concepção da idéia até o ponto final no texto pronto, sempre é diferente, a única coisa que não é diferente é o trabalho que dá, muito embora para mim, seja por demais prazeroso. A complexidade de se contar uma história através de diálogos, não é nada fácil.

Depois de muito trabalho e algumas noites mal dormidas, visto que, o sono, volta e meia é atrapalhado pelos conflitos dos personagens e pelo rumo que a história deve tomar, consigo pôr o ponto final.

Pronto, mais um texto terminado. Nada disso! Agora vem a principal parte para mim, a leitura do texto. Minha esposa é a primeira leitora, e que tanto ler e reler meus textos, se tornou a principal crítica deles, e confesso: ela pega pesado. Pois bem, depois de várias leituras, muitas folhas imprimidas e rasgadas, e inúmeras correções ortográficas e de estrutura cênica, tenho o texto pronto, lido e relido. Enfim, mais um trabalho concluído.

Mas, e daí? O que adianta ter o texto concluído sem ter como encená-lo? Pois, texto de teatro só é teatro em cima do palco, de outro modo, não passa de Dramaturgia, não é mesmo? Para quem faz parte de um grupo de teatro, a tarefa acaba sendo facilitada, já para quem não faz, como fazer para ver sua história em cena?

Durante anos, não tinha como divulgar meus textos, apenas mostrava-os para alguns amigos, está certo que sempre tive um certo medo de expor o que eu escrevia, hoje já superado, graças a Deus. Com a internet e os sites de relacionamentos consegui enfim, ter um bom espaço de divulgação para os meus textos, e através desses canais de comunicação, inclusive esse site, pude ver montados dois de meus textos e espalhar o meu trabalho Brasil a fora.

Acontece que me deparei com um dilema que até então não havia dado conta, ceder gratuitamente os direitos de meus textos para vê-los encenados ou cobrar pela cessão desses mesmos direitos? Durante muito tempo, o que eu mais queria era ver meus textos no palco, isto já me bastava, mas, com o tempo, refleti: se quero viver da minha dramaturgia, necessito ter um mínimo de valorização, pois escrever um texto é um trabalho árduo e como tal, merece ser remunerado.

É certo que as dificuldades de se montar um espetáculo são grandes e os incentivos quase nenhum, e que muitas pessoas despendem o seu tempo para fazer teatro em grupos amadores, apenas pela divulgação da arte, e posso atestar que conheço muito bem esse universo, pois por um bom tempo fiz parte de um. Só que acho não haver nenhuma dificuldade em se pagar pelos direitos autorais, pois os mesmos, quase sempre, são pagos através da bilheteria, sem onerar em nada o espetáculo. Então, por quê alguns insistem em não pagar? É claro, que cada caso é um caso, e é certo, que não só eu, mas como outros dramaturgos, não se negarão a liberar a cobrança dos direitos autorais para projetos sociais.

Acredito que, por menor que seja a remunaração pelos direitos autorais, ela é justa e representa um estímulo para todos que se dedicam a dramaturgia, uma arte quase marginal. E contrapondo um ditado popular, nem só de arte vive o homem, ele necessita do pão. E o caminho entre o papel e o palco é longo, difícil e quase sempre sem oportunidades.

Todos nós, que de alguma forma estamos ligados ao teatro, vivemos pela arte, mas seria melhor se todos conseguissemos viver da arte que se faz.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: Espetáculo "Manifiesto de Niños" (2008)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

VALE TUDO POR UM PÚBLICO?


Cada vez mais, as comédias escrachadas, os espetáculos chamados "besteirol", os "stand-up comedy" e coisas do tipo vão ganhando força e angariando cada vez mais público. É fato que o público de hoje em dia anda ávido por comédia, quer o riso fácil. Diz que de tristeza, basta a vida! Mas, será que vale tudo por um público?

Essa é uma dúvida que sempre pairará na hora de se produzir um espetáculo teatral. Optar por um clássico ou algo extremamente dramático ou partir para algo do tipo comédia da qual o público sempre estará disposto a assistir? Afinal de contas, é preciso garantir o leitinho das crianças, não é mesmo? Isso acaba pesado na hora da decisão de quem vive de arte. Que atire a primeira pedra, aquele que nunca teve de realizar um trabalho apenas pelo dinheiro, ignorando a qualidade artística do projeto.

Talvez, o ideal seria conseguir encontrar o equilíbrio e apresentar uma comédia que causasse o riso fácil e tivesse um texto com um pouco mais de profundidade, mas, nem sempre se encontra algo assim. Acontece que tem hora que é bem mais fácil ir na certa e garantir a bilheteria, porque tem vezes que desanima fazer apresentações com diálogos profundos e fazê-las para meia dúzia de gatos pingados.

O fato é que não cabe ficar aqui julgando que quem está certo é quem opta por apresentar comédias escrachadas ou quem prefere clássicos, teorias filosóficas e melodramas. A questão é saber se o artista está disposto a se "vender" para atender a vontade do público. Cada um deve saber o seu preço e o que quer do Teatro.

Por mais que muitos roguem pragas, desconjurem e queiram exorcizar aqueles que preferem " vender" a alma para o capitalismo selvagem, precisa-se medir sem preconceitos, o contexto do trabalho. Não é porque se trata de uma comédia, que não pode ser legal. Radicalismo não faz bem para nenhum dos lados.

É certo que essa questão causa e causará discussões infindáveis e que cada lado tentará mostrar a qualidade de sua arte, muito embora, todos sabemos que tem coisas por aí que chamam de arte, que pelo amor de Deus!... Mas isso é assunto pra depois.

O que não pode ser esquecido é que a opção também é do público. É ele quem está atrás das comédias escrachadas, dos "besteiróis", dos "stand-up comedy". O problema não é único e exclusivo do artista, talvez o público prefira mesmo "emburrecer" ou simplesmente se entreter sem maiores questionamentos e reflexôes.

A verdade sobre esse assunto é que os "don quixotes" do teatro continuarão correndo atrás dos seus moinhos de vento, alguns não tão radicais sobre essa questão, tentarão encontrar um meio termo e outros tantos, que pensam a arte como um simples produto de entretenimento, estarão sempre dispostos a venderem suas almas ao diabo, para poderem contar com o teatro entupido de gente.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: "Greta Garbo Quem Diria…" (2010)