segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ARTISTA POR COMPLETO


Vocês hão de concordar comigo que é sempre bom assistir a um espetáculo onde os atores, além de mostrarem uma boa interpretação, são capazes de cantar e dançar com a mesma desenvoltura. Mas, uma coisa eu não consigo entender. Por que é que existe um certo preconceito com quem tenta flutuar entre duas artes, como interpretar e cantar, por exemplo?

São raros os artistas que não sofrem críticas quando resolvem transitar entre uma arte e outra, mesmo mostrando talento e condições para desenvolvê-las com grande desenvoltura.

É sabido que muitos artistas, que não estão preparados para executar uma arte diferente da sua, se aventuram em executá-la, recebendo muitas vezes, até elogios por suas atuações. Mas sabemos também, que muitas vezes, essa troca de arte, como um cantor interpretando, ou um ator cantando, são simples participações para garantir a audiência de certos programas, pois um artista completo que realmente leva a sério ás várias artes que domina, não consegue a mesma exposição.

Quando um ator sem grande expressão, tenta se lançar com um cantor, muitos torcem o nariz, pois duvidam de sua capacidade. O mesmo acontece ao inverso. Quando um cantor sem tanta popularidade, quer enveredar pelo caminho da interpretação, chovem críticas. É esse preconceito que acho estranho. Os artistas populares, podem tudo, mas o artista completo, não pode se dar a esse direito.

Ora, se o artista é completo, não interessa em que arte ele tenha maior visibilidade. O que interessa é que se ele tem talento suficiente para transitar entre várias artes, que o faça. O que podemos fazer é simplesmente aplaudir tamanha desenvoltura e talento.

Por isso, abaixo ao preconceito. Artista completo deve ser respeitado, pois ele não se fecha em torno de apenas uma arte. Não que quem não faça isso seja inferior. Um artista por completo, não tem limites para expor suas emoções, por isso necessita de várias manifestações artísticas. E cá entre nós, um espetáculo feito por um artista completo é muito melhor de assistir, não é mesmo?

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: Bastidores do espetáculo "Réquiem" do dramaturgo israelense Hanoch Levin. Fotografado em Maio de 2009 em São Paulo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O QUE VOCÊ QUER DO TEATRO?


Muita gente anda procurando o teatro como um meio de conseguir um lugar na televisão, acho isso até interessante, pelo menos é uma forma de aprender um pouco sobre o que se quer fazer. O problema é que muitos já chegam querendo fazer o papel principal, mas não duram mais do que quatro ou cinco ensaios, isto quando não desistem assim que o diretor lhes dá um papel que para eles seja de pouco destaque.

Acho que muitos jovens andam equivocados com a questão do “fazer” teatro, pois, muitos vão atrás de algo que dificilmente encontrarão fazendo teatro. É óbvio que quem tem talento, se sobressai, e consegue até ter uma certa fama, obtendo o respeito e a admiração da classe.

Só que o interesse pela fama, tem causado grandes dificuldades para quem quer fazer teatro. Estou cheio de histórias de diretores que não conseguem realizar um trabalho por falta de elenco, principalmente no meio amador, e isso se deve por conta de algumas pessoas, que simplesmente, querem do teatro, somente a oportunidade de poderem inflar seus egos e mostrar-se perante a alguns amigos, mas, não hora do vamos ver, correm do pau.

Tenho notícias que algumas cidades estão passando por uma crise, principalmente com os grupos amadores de teatro, com muitos mostrando uma enorme falta de qualidade, e um total despreparo de algumas pessoas envolvidas, que acham que só porque já subiram em um palco, são demais! E até se arriscam a dirigir, a escrever e a atuar, sem ter um mínimo de noção do que estão fazendo.

É louvável que muitas pessoas até se esforcem para fazer um trabalho digno, mas o problema, está no propósito. O que você quer do teatro? Com certeza, muitos não saberão responder essa pergunta, e com isso, o que se apresenta como teatro, não passa de um arremedo de caras e bocas, e de uma tentativa frustrante de se mostrar algo que não é merecedor de ser visto.

E quem sofre? Quem realmente leva o teatro a sério, pois acaba sendo colocado do mesmo balaio de gatos, sofrendo as conseqüências, como as críticas generalizadas, a falta de público, até o desdém da população sobre a arte que se faz com todo empenho e dedicação.

Vocês hão de concordar comigo, que não temos como impedir isso, porque cada qual é livre para fazer o que quiser, então, que pelo menos, as pessoas que se acham as tais, procurem obter um pouco mais de informação, se interessem um pouco mais em aprender, e nos façam acreditar naquilo que eles fazem, pois aquele que acha que já sabe tudo, nunca saberá o quanto deixou de aprender.

Ah, quanto o que eu quero do teatro, bom, eu quero no mínimo, poder sentar em um teatro e assistir um espetáculo de verdade, e não, brincadeiras de faz de conta.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Registro de uma das 5 partes de “Os Sertões – O Homem II”, do Teatro Oficina, em sua temporada no Rio de Janeiro. Fotografado no Rio Cena Contemporanea, 2007.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO TEXTO INFANTIL


Muito mais do que conter e contar fábulas, um texto infantil para teatro, tem uma função ainda pouco explorada, ou pelo menos, não se vê muita divulgação de sua utilização para esse fim: o de servir como um forte instrumento de apoio pedagógico, auxiliando na educação da criança.

Enfatizar apenas o lado lúdico que o teatro, com toda sua magia, é capaz de passar, é muito pouco para um texto infantil de teatro. Ele pode ser muito melhor explorado, do que ser apenas uma parte de um espetáculo infantil oferecido à criança como passeios em datas festivas.

Utilizar o texto infantil de teatro na sala de aula, servindo-se de suas histórias para trabalhar de maneira mais lúdica, assuntos por vezes difíceis de lidar, até mesmo pela complexidade do tema, a princípio pode parecer que não, mas é sim, um diferencial para a educação infantil.

A pedagogia precisa se ater a esse detalhe, pois o teatro como arte pura e o seu texto infantil utilizados como instrumentos multiplicadores de idéias e, acima de tudo, como facilitadores para trabalhar ações e sentimentos, só tem a acrescentar na melhoria da educação, seja ela de forma informal, ou de forma didática.

Mais e mais fica claro, que não bastam apenas os métodos ortodoxos de educação para ensinar a criança dos dias de hoje, e cada vez mais é preciso se buscar um diferencial para estimular a criança á aprender. E a utilização do texto infantil de um espetáculo teatral caminha neste sentido.

É claro que não é sempre que se pode se utilizar de textos infantis, mesmo porque, ainda são raros, ou de pouco conhecimento, textos que possam servir de fato, como apoio pedagógico. E também, não se deve incorrer no mesmo erro de outrora, forçando a criança a ler vários textos infantis, assim como se fez, e se faz com a literatura, pois assim, corre-se o risco de se obter o efeito contrário.

O texto infantil se faz importante quando ele é usado na medida certa entre o que é lúdico e o que é didático, servindo de estimulo, instigando a investigação, apoiando a pedagogia no dia-a-dia e trazendo para sala de aula, a magia existente no teatro de uma forma natural, para que todos possam usufruir de cada pedacinho da história.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: "A Tempestade e os Mistérios da Ilha" de William Shakespeare, em uma montagem voltada para o público infantil. Porto Alegre em Cena, 2007.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PROGRAMA ATEMPORAL


O escritor espanhol Juan Mayorga conquistou o prêmio Max de Melhor Autor Teatral pelo texto Hamelin, de 2005. No Brasil, a obra já ganhou algumas adaptações para o teatro e agora reestreia no Rio de Janeiro, no Teatro Glaucio Gil. Hamelin explora o tema da pedofilia. A peça possui direção de André Paes Leme e atuação de Vladimir Brichta, Alexandre Mello, Oscar Saraiva, Cláudia Ventura, Patrícia Simões e Alexandre Dantas.

A trama se desenvolve a partir de uma acusação de abuso infantil. O juiz do caso está determinado a provar que um importante membro da sociedade é culpado pelo ato contra uma criança. Entretanto, ao passar da investigação, ele se depara com a dificuldade de distinguir o bem do mal.

A montagem revela a impotência da sociedade em proteger a inocência das suas crianças e a impossibilidade de se chegar a uma única conclusão quando as palavras são tudo o que se tem para apurar a verdade.

Ficha Técnica

Espetáculo: Hamelin
Elenco: Vladimir Brichta, Alexandre Mello, Oscar Saraiva, Cláudia Ventura, Patrícia Simões e Alexandre Dantas
Texto: Juan Mayorga
Tradução: Patrícia Simões e António Gonçalves
Direção: André Paes Leme
Foto: Divulgação

Serviço

Temporada: Até 31 de outubro de 2010.
Horário(s): Sexta e Sábado, às 21:00hs; Domingo, às 19:00hs.
Local: Teatro Glaucio Gil
Endereço: Praça Cardeal Arcoverde s/n - Copacabana - Zona Sul - Rio de Janeiro, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2547 7003
Ingresso(s): R$ 20,00


O espetáculo Comício Gargalhada leva ao palco um verdadeiro comício eleitoral. Em cartaz no Centro Cultural Anglo Americano, a comédia é interpretada pelo ator Rodrigo Sant´Anna, que atua no humorístico Zorra Total, da rede Globo.

Em seu primeiro monólogo, o ator vive sete personagens diferentes, que tentam conquitar o voto do "eleitorado": Adimílson, Adelaide - a favelada, Vanderley das Almas, Sara-menininha, Frango de Padaria, Homossexual Obeso e São Jorge.

Entre um personagem e outro, Rodrigo ainda encontra espaço para histórias engraçadas de sua vida, no estilo stand-up comedy. O ator escreveu, dirigiu e atuou na peça Os Suburbanos, que fez sucesso no Rio em 2005.

Serviço

Temporada: Até 31 de outubro de 2010.
Horário(s): Sexta e sábado, ás 21h30hs; aos domingos, ás 20h30hs.
Local: Centro Cultural Anglo Americano
Endereço: Avenida das Américas, 2603 - Barra da Tijuca - Zona Oeste - Rio de Janeiro, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2439-8002
Ingresso(s): R$ 30,00


Até o dia 10 de outubro, o Teatro Municipal do Jockey apresenta A Devolução Industrial, do grupo brasiliense Circo Teatro Udi Grudi. A peça mescla música e engenhocas criativas para contar a evolução do mundo e da raça humana.

A direção é de Leo Sykes e o elenco é formado pelos atores Luciano Porto, Marcelo Beré e Joana Abreu. A montagem está em cartaz no Teatro do Jockey até domingo, depois de ter passado por Brasília, Goiânia, Porto Alegre e São Paulo.

Serviço

Temporada: Até domingo, dia 10 de outubro de 2010.
Horário(s): Sábado e domingo, ás 18h30hs.
Local: Teatro Municipal do Jockey
Endereço: Av. Bartolomeu Mitre, 1110 - Leblon - Zona Sul - Rio de Janeiro, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2540-9853
Ingresso(s): R$ 20,00

EXPOSICÃO


Chão, Parede e Gente

A exposição do artista plástico carioca Raul Mourão, apresenta esculturas pela primeira vez no Rio quatro esculturas cinéticas em aço da recente série Balanço. Nesta série o espectador é convidado a mexer nas formas geométricas criadas pelo artista e modificar o formato delas, sempre equilibrando-as.

Toda a mostra é inspirada em um espetáculo acrobata da companhia carioca Intrépida Trupe, que em um de seus espetáculo interage com esculturas. Cada obra exposta, quando acionada, tem um tempo específico de movimento. Essa série foi iniciada em 2009 e já teve obras expostas em individuais em Porto Alegre e em São Paulo.

Raul Mourão, artista que produz desenhos, esculturas, vídeos, fotografias, textos, instalações e performances, nasceu em 1967 e estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A exposição estará em cartaz até 29 de outubro, na galria Lurix Arte Contemporânea.

Exposicão: Chão, Parede e Gente
Local: Galeria Lurixs Arte Contemporânea - Rio de Janeiro/RJ
Endereço: Rua Paulo Barreto, 77 - Botafogo - Rio de Janeiro/RJ
Datas: Até 29 de outubro de 2010.
Horário(s): Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, 14h - mediante agendamento prévio por telefone
Telefone(s): (0**21) 2541-4935
Ingresso(s): GRATUITO

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

OS DONOS DO TEATRO


Sempre se pregou a popularização do teatro, o que já está mais do que na hora de acontecer, pois não pode ser admissível uma arte tão popular ser de tão difícil acesso para as pessoas mais carentes. E não é só isso. Como pode pessoas que fazem do teatro um sacerdócio, não conseguirem verbas para realizarem seus projetos?

Uma pena, não é mesmo? Hoje o teatro até tem um espaço maior da mídia, principalmente a televisiva, mas somente meia dúzia de produtores capitalistas tem acesso às verbas para seus projetos teatrais. Não me parece ser esse o melhor modelo de popularização, certo?

Mesmo porque o teatro não tem dono e não pode ficar nas mãos de meia dúzia de pessoas que na verdade, não estão interessadas, de fato, no bem do teatro, ou na importância que o teatro tem, pensam eles, somente em lucros, lucros e lucros.

Dizem pois, que eles se beneficiam da lei, sorte que a lei está sendo revista. Torcemos que seja para melhor. Que contemple mais os quatro cantos deste país imenso e não só as capitais, mesmo porque no interior também se faz teatro, e dos bons. E o que é pior, sem verba nenhuma.

O teatro sempre foi uma arte para ser compartilhada com todas as camadas sociais. O que adianta se fazer um teatro popular desse jeito? Produções grandiosas com ingressos altíssimos e lucros ainda maiores. Tudo produzido com verba pública, mas povo, ó!

Teatro se faz nas escolas, nas comunidades carentes, de forma amadora. Teatro é feito na raça, é feito de graça, é feito sem verba. Teatro é feito para entreter, é feito para educar, é feito para formar. E mesmo sem recursos e sem apoios, ele se fará presente.

O teatro não precisa de donos. Teatro precisa de verbas divididas igualmente à todos os artistas. Do Oiapoque ao Chuí. De Corumbá a Vitória. Não precisa destes poucos produtores capitalistas, pseudo-interessados na arte. Mesmo porque, o teatro não precisa de migalhas, pois quem faz teatro, sempre come o pão que o diabo amassou para colocar seu espetáculo em cartaz.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: "Aqueles Dois" Adaptação da Cia. Teatral Palhaços Noturnos para o conto de Caio Fernando Abreu. Fotografado no FIT Rio Preto, 2008.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PROGRAMA ATEMPORAL


Comemorando 25 anos de sua vida com atriz, Ana Beatriz Nogueira estrela a peça Tudo o que eu queria te dizer, baseada no livro homônimo de Martha Medeiros, em cartaz no Centro Cultural Correios.

Com direção de Victor Garcia Peralta, a trama mostra como a comunicação estabelecida por meio de cartas, em tempos atuais, é algo quase extinto. A reflexão e os estímulos à comunicação por correspondências manuscritas compõem o espetáculo, a partir da interpretação de cada uma das cartas.

Seis cartas publicadas no livro de Martha Medeiros servem de mote para o ínicio da trama. Em cena, o público acompanha as entradas e saídas de cada personagem, o relato de pessoas que nunca se viram e nem vivem na mesma cidade, mas que possuem em comum o fato de carregarem uma bagagem muito parecida, constituída por dores de cotovelo, mágoas, medos e vontade de mudar de vida.

Serviço

Temporada: Até 24 de outubro de 2010.
Horário(s): Quinta a domingo, às 19:00hs.
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2253-1580
Ingresso(s): R$ 20,00


Em Mordendo os Lábios, uma aeromoça aposentada, amiga fiel e mãe de FELIX, seu filhinho querido, que é namorado de ELEONORA, uma garota descolada e grande amiga de seu pai SAMUEL, um bom chefe de família e um sedutor advogado. Duas famílias que se encontram, duas gerações de cariocas da gema, pai X mãe e filho X filha tomam conta da cena, enquanto a platéia morde seus lábios.

Ficha Técnica

Espetáculo: Mordendo os Lábios
Elenco: Hamilton Vaz Pereira, Lena Brito, Bianca Comparato e Ivan Mendes
Texto, música e direção: Hamilton Vaz Pereira
Foto: Divulgação

Serviço

Temporada: Dia 2 e 3 de outubro de 2010.
Horário(s): Sábado, ás 20:00hs e domingo, às 19:00hs.
Local: Teatro Municipal Raul Cortez
Endereço: Praça do Pacificador, s/nº - Centro - Duque de Caxias, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2771-3062
Ingresso(s): R$ 20,00 (INTEIRA), R$ 10,00 (MEIA) E R$ 5,00 (ANTECIPADO)


A peça Os Sonhos de Tom e Théo conta a história de dois irmãos que aprenderam a se divertir dentro de seus próprios sonhos. A trama acontece em torno do fato de que toda criança já sentiu vontade de vivenciar seus sonhos e pesadelos.

Na medida em que Tom e Théo descobrem como podem vivenciar as experiências dos sonhos, eles passam a conviver com diversos personagens, como o Rei e a Rainha, o Homem da Capa Preta e um misterioso Mapa do Tesouro. Esse espetáculo promete levar muita magia, encantamento e diversão para todas as crianças.

Ficha Técnica

Espetáculo: Os Sonhos de Tom e Théo
Elenco: Bruno Zukoff e Joanna Justen
Texto: Arnaldo Miranda
Direção: Filippe Néri
Foto: Andrea Rocha

Serviço

Temporada: Até 31 de outubro de 2010.
Horário(s): Sábado e Domingo, às 16h.
Local: Teatro Sesi
Endereço: Avenida Graça Aranha, 1 - Centro - Rio de Janeiro, RJ.
Telefone(s): (0**21) 2563-4163 / 2563-4168
Ingresso(s): R$ 20,00

EXPOSICÃO


Keith Haring - Selected Works

A exposição fica em cartaz na galeria 3 da Caixa Cultural até o dia 28 de novembro de 2010. A mostra traz 94 obras inéditas do artista no Brasil.

Após o em São Paulo, onde cerca de 38 mil pessoas foram à exposição ao longo de 5 semanas, a estimativa é de que 50 mil pessoas possam ver as criações dentro de oito semanas.


A exposição, que tem produção e ciradoria da norte-americana Sharon Battat, revela a obra de um dos ícones da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80. No total são 55 serigrafias, nove gravuras, 29 litografias e uma xilogravura feitas por Keith.

Haring já esteve no Brasil em diversas ocasiões, tendo participado da Bienal Internacional de São Paulo em 1983. Além da exposição, acontece uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais.


Keith Haring se destacou por suas criações fortes, democráticas e despretensiosas, cheias de mensagens de vitalidade e união. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características. Antes de falecer, no início da década de 1990 após contrair o vírus do HIV, Keith criou uma fundação, ajudou programas infantis e utilizou seu nome para divulgar alertas sobre a prevenção da doença.

Exposicão: Keith Haring - Selected Works
Local: Caixa Cultural - Rio de Janeiro/RJ
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 (Próximo à estação Carioca do Metrô) - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Datas: Até 28 de novembro de 2010.
Horário(s): De terça a sábado, 10h às 22h; aos domingos, das 10h às 21h.
Telefone(s): (0**21) 2544-4080 / 2544-7666
Ingresso(s): GRATUITO