quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CASA DA ARTE DE EDUCAR


O Grupo Capoeira Cultura Viva esteve na Casa da Arte de Educarm no bairro da Mangueira, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro para conferir de perto o belo trabalho que eles desenvolvem junto as 240 crianças (da Mangueira e de Vila Isabel) com faixa etária de 06 e 16 anos. A Casa da Arte foi fundada e formalizada entre 2004 e 2005 pela Sra Suelí de Lima.

O grupo ficou muito contente e encantado com tudo o que viu e ouviu por lá! O carinho e o respeito que a Instituição tem com as crianças, e até com o Capoeira Cultura Viva que estive por lá o dia inteiro ( fotografando, filmando e colhendo depoimentos ) foi simplesmente fantástico! Por isso todos nós estamos satisfeitos em ver que a capoeira pode e deve fazer parte de projetos como este, e poder observar mais uma vez de perto a alegria e o encantamento das crianças com a arte capoeira.

Além da capoeira a Casa da Arte oferece também as crianças apoio escolar e uma gama de outros benefícios culturais.

A Instituição recebe o apoio do:

Ministério da Cultura
Secretaria da Cultura
UNESCO
UNICEF
Rede Globo / Criança Esperança

Para saber mais sobre a Casa da Arte, acesse:

http://www.artedeeducar.org.br/mangueira.html


"Instrutor Kong e a Coordenadora do Projeto Casa da Arte da Mangueira"

"O nosso Projeto é um trabalho continuado em busca da educação das crianças, a Casa da Arte ensina, educa busca fornecer o lazer fazendo com que a criança sinta vontade de estar aqui, arte e educação.

A capoeira entra como desafio, colocar a capoeira no projeto como a arte que educa.
O Carlos (Instrutor Kong do Grupo Capoeira Cultura Viva) merece nota 10 e consegue chegar ao objetivo esperado pela nossa instituição, estamos muitos satisfeitos com ele aqui."


Rose Carol, ou Carol como é chamada pelas crianças do projeto é moradora da comunidade Mangueira e demonstrou muito orgulho disso ao nos levar até a sua casa, em seu terraço para tirar a foto para o Blog. Ela disse que se era para tirar foto, que fosse então com a imagem das casas da comunidade ao fundo, dando um grande sorriso para a foto! Parabéns, Rose Carol! Pela simpatia e pelo trabalho realizado, é de pessoas como você e a Fundadora Sueli de Lima que o Brasil precisa!

Confira alguns depoimento dos alunos do Instrutor Kong beneficiados pelo Projeto:


"Faço capoeira para ocupar meu tempo, a minha mente e desenvolver a saúde do meu corpo, eu gosto muito de capoeira! O Kong é legal, e quando está explicando e a gente não entende, ele explica de novo, e faz isso brincando. E a Carol é muito legal também me ajuda na escola, arruma passeios para irmos, -Lugares que eu nunca fui e acho que nem iria, e graças a ela eu fui e conheci. Ela tem projetos pensando no nosso futuro!" - Samara Limeira da Silva, 11 anos.


"Faço capoeira porque gosto, me ajuda a movimentar o corpo, coordenação. O Kong é muito legal, o modo de ensinar é bacana, a capoeira é um pouco difícil mais se eu continuar a treinar um dia vou achar fácil.(Risos). E a Carol é muito boa, faz muita coisa para nos ajudar ela é carinhosa!" - Amanda Domingos Antonio, 12 anos.


Da esquerda para direita Emerson P. Santos, 11 anos, Vinícius M. de França, 12 anos e Lorran K. S. dos Santos, 11 anos.

Emerson: "A capoeira ajuda a minha saúde, eu gostou muito mesmo, e fico treinando em casa tudo que o Kong passa na aula, e pretendo ficar velho jogando capoeira! E a Carol é quem ajuda a aprender mais, quando tenho dúvidas na escola ela explica até entender, eu gosto muito dela."

Vinícius: "A capoeira me ajuda na escola também, disciplina, o Kong é maneiro tem paciência e sempre tem novidades, e a Carol está sempre pensando em todos e eu agradeço a ela por tudo!"

Lorran: "A capoeira representa muita coisa boa para mim, vou continuar na capoeira até quando puder... O Kong tem muita paciência e nos deixa feliz! A Carol é bacana mais também é muito exigente, mais é para o nosso bem, e ela tem sempre muitas idéias!"


A foto acima com o olhar desta criança nem precisa de comentários! Lindo!


Se você deseja trazer a arte de capoeira para sua escola ou instituição, envie um e-mail para: capoeiraculturaviva@gmail.com para maiores informações.

Material cedido gentilmente pelo Grupo Capoeira Cultura Viva á Cia. De Teatro Atemporal, para divulgação.

Texto e fotos: Luciane Santiago

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O MEDO DA REPETIÇÃO


Quem escreve, uma hora ou outra, acaba vivendo esse grande dilema: Por mais criatividade que se tenha, sempre parece que algo está se repetindo. Mesmo que tenha ali toda a sua verdade, sempre fica a sensação de "déjà-vu". E é aí que bate aquele baita medo da repetição. Então a gente se pergunta: Será que perdemos a mão para coisa?

Como falar sobre o mesmo assunto que já foi dito e feito de frente para trás e de trás para frente e de inúmeras formas? E quando você já escreveu várias histórias? Parece até que a coisa fica ainda pior. O medo da repetição não se resume apenas ao texto, até a maneira de contar a história, as personagens, os diálogos e o formato, tudo assusta.

A cada início de uma nova aventura, ou melhor, antes mesmo de começar a escrever a primeira linha, esperando usar toda a criatividade com o propósito de contar uma história que valha a pena ser contada e seja ao mesmo tempo singular, apesar de nada mais ser novidade, o fantasma se coloca ao nosso lado e, dar o pontapé inicial é uma luta.

É..., a vida de escritor não é nada fácil. Talvez muito mais difícil que alguém possa imaginar. Quem vê o espetáculo pronto, nem imagina o quanto sacrificante foi á criação daquele texto. Quantas barreiras tiveram de ser transpassadas até o seu ponto final. E, se não bastasse todo o processo criativo, ainda tem essa luta incansável com o medo da repetição. E depois, ainda vem um crítico de arte e diz: "O texto é cheio de clichês". As favas com a opinião da crítica.

Eu quero é, a cada nova história, vencer esse meu medo da repetição e procurar acima de tudo, contar a cada história cujo tema já tenha sido exaustivamente tratado, da maneira mais criativa possível e dentro da mais absoluta entrega. Procurando passar, da minha maneira, o que minha experiência pode filtrar. Esperando transmitir a minha visão, independente do que possam achar, mas torcendo para atingir o meu objetivo.

É certo que o meu jeito de escrever, de contar, de organizar as idéias, é único, e vai estar sempre em todas as minhas histórias, quer eu queira ou não. Só que isso não pode ser tratado como repetição, e sim, representar o meu estilo, a minha marca. Todo escritor tem o seu jeito de escrever. E nem comigo e com ninguém, vai ser diferente. Por isso, eu digo: Xô! Medo da repetição!

Ufa!... Parece que tirei um peso das minhas costas. Pronto! Passado esse momento em que exorcisei esse fantasma que andava me incomodando nos últimos dias, posso voltar a escrever o meu novo texto infantil: A caixinha de Dora. Aguardem!

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: "A Tempestade e os Mistérios da Ilha" de William Shakespeare, em uma montagem voltada para o público infantil. Porto Alegre em Cena, 2007.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SELO


A Cia. De Teatro Atemporal recebeu mais um maravilhoso selo da Bela, Vanessa Monique do Blog "Altos Babados!" A companhia está honrada e muito, muito feliz com tamanha lembrança e carinho desta bela menina, que é fantástica! Obrigado a você, Vanessa e a todos que admiram o Blog da Cia. De Teatro Atemporal. Neste selo, a companhia deve dizer 9 coisas sobre ela:

  1. Nossa companhia começou no segundo semestre de 2007, na Escola Municipal Juliano Moreira, no bairro do Pechincha, Jacarepaguá/RJ;
  2. Para nomear a companhia, o nome "Atemporal" foi sugerido por Serginho Clemente, em um ensaio da mesma no dia 5 de junho de 2008, a idéia surgiu após Clemente ter ouvido algumas vezes a música "Atemporal" da Banda Catedral;
  3. O nome Atemporal nos faz de fato sermos Atemporais, que significa: Que transitamos no tempo sem necessariamente pertencer ao passado, futuro ou presente;
  4. Trabalhamos com todos os gêneros teatrais, desde a pantomima ao infantil; 
  5. Odiamos a expressão "merda" no teatro;
  6. Temos fãs, admiradores e amigos, em todos os continentes do mundo;
  7. Defendemos o Meio Ambiente;
  8. Apoiamos o Instituto Ressoar e a Rede Record de Televisão;
  9. Os trabalhos da Cia. De Teatro Atemporal pararam no final de outubro de 2008, porém muito em breve, a companhia retomará os seus trabalhos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MARGINAL OU POPULAR?


O teatro sempre foi considerado uma arte marginal. Um ambiente freqüentado por desocupados, prostitutas, homossexuais e ébrios boêmios, onde, aos filhos de uma sociedade, não lhes era permitido freqüentar. E, por muito tempo, fazer parte de um grupo de teatro, dava este rótulo para quem o fazia.

Passava longe das cabeças de uma sociedade pequeno burguesa, que teatro fosse algo maior, algo que engrandecesse o ser humano como pessoa, e que a arte de interpretar podia ser algo desfrutada por todos. E na esteira deste rótulo de marginalidade, o teatro seguiu e, resistente como ele só, aos poucos, foi vencendo as barreiras do preconceito.

Hoje em dia, é certo que, muito por conta do sucesso das telenovelas, essa imagem do teatro deixou de ser assim, tão marginal, pois, interessados no sucesso como futuras celebridades de uma próxima novela, pais incentivam os seus filhos a freqüentarem o ambiente do teatro, dando-lhe então, um caráter cada vez mais popular.

Mas, a essência marginal permanece nos arredores de alguns poucos grupos, que ainda preferem que seu teatro seja reconhecido pela sociedade como uma arte marginal, mesmo que entre os seus freqüentadores, não circulem mais, nenhum dos estereótipos de outrora, pois a idéia de fazer um teatro popular acaba indo de encontro a alguma de suas convicções.

Pontos de vista diferentes para uma mesma arte, marginal ou popular, o que deve sim ser deixado de lado, é essa coisa preconceituosa de que teatro de verdade tem que ser marginal. A arte de interpretar tem que ser o “x” da questão, a forma pela qual cada um vai se dispor a passar sua mensagem, pouco importa.

Nos tempos de agora, burgueses e marginais, cada qual sabe muito bem o quão o teatro é importante como instrumento enriquecedor da alma humana, e não cabe tratar com desdém, nem o lado “A”, nem o lado “B” de uma mesma arte, pois já bastou todo o preconceito enfrentado por aqueles que encararam os olhares tortos de uma sociedade, para fazerem do teatro, uma arte realmente popular, na verdadeira concepção da palavra.

O teatro é a arte do povo, seja ele marginal ou não, pois, em cima do palco, pouco importa a origem do ator.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: Registro do ensaio aberto de "Bandidos" do Teatro Oficina Uzyna Uzona em 1 de julho de 2007.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PROGRAMA ATEMPORAL


Novo projeto do Teatro Trupiniquim, o premiado texto da baiana Cláudia Sampaio Barral conta a história de um amor num sertão margeado pelo “Velho Chico”, o Rio São Francisco; "Sob o céu que torna tudo uma possibilidade".


A história das irmãs Teresa, Carminha e Madalena é contada pela trupe, trazendo o riscado do destino destas mulheres, seus segredos e seus amores... que seguem com as águas do rio.


O jogo teatral e toda a proposta visual emergem da cultura popular do sertão, seus festejos, suas danças típicas, seus cordéis e da figura do brincante.


Ficha Técnica

Espetáculo: Cordel do Amor Sem Fim
Elenco: Bruno Peixoto, Karol Schittini, Lita Sahun, Márcio Sam, Renata Andrade
Músicos: Antonio Escobar, Antonio Moreira, Daniel Ilê, Flávia Marina, Vinicio Andrade
Direção de Cena: Aline Fontenelle
Direção de Arte: Alexandra Arakawa
Fotos: Alexandra Arakawa

Serviço

Temporada: Sábado, dia 18 de setembro de 2010
Horário(s): Ás 16hs
Local: Centro Cultural Parque da Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2252-1039
Ingresso(s): GRATUITO.


O espetáculo A Caolha é o novo musical da Cia. Dramática de Comédia e foi baseado no conto homônimo de Júlia Lopes de Almeida, escritora, abolicionista, conferencista e uma das pioneiras na defesa dos direitos femininos.

A peça é inspirada nos melodramas circences do início do século 20 e conta a história de uma mulher e de seu filho Antonico. A personagem central da trama é deficiente, discriminada e cria sozinha seu filho.

Com composições de João Batista em parceria com Marcelo Alonso Neves, A Caolha destaca a mulher que, por seu aspecto, causava medo nas crianças e repulsa aos adultos. Na trama, conforme vai crescendo o pequeno Antonico substitui o amor que sente pela mãe por sentimentos de repugnância e revolta, após ficar conhecido como "o filho da caolha".

Ficha Técnica

Espetáculo: A Caolha
Elenco: Sonia Praça, Giselda Mauler, Cleiton Rasga, Péricles Amim, Julia Deccache, Leonardo Miranda, Conrado Cavalcante
Texto: Júlia Lopes de Almeida
Adaptação e Direção: João Batista
Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Foto: Divulgação

Serviço

Temporada: Até 26 de setembro de 2010.
Horário(s): De quinta a domingo, às 21h.
Local: Teatro Municipal do Jockey
Endereço: Rua Bartolomeu Mitre, 1110, Gávea - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2540-9853
Ingresso(s): R$ 20,00.


Céu e Branca são dois jovens que se parecem muito um com o outro e, apesar de estudarem na mesma sala e no mesmo colégio, nunca haviam se visto antes. Um dia, porém, se trombam no corredor da escola e finalmente percebem a incrível semelhança.

Deste encontro, surge uma longa e agradável conversa, onde os personagens se dão conta de que têm muitas coisas em comum. Inevitável: entre um assunto e outro, nasce uma grande paixão.

O problema está exatamente aí. Apaixonada por Céu, Branca tenta fugir do rapaz, temendo que ele lhe faça sofrer. No enredo, o expectador é transportado a uma emocionante experiência com muita música, romance e diversão.

Serviço

Temporada:  De 17 de setembro á 14 de novembro de 2010.
Horário(s): Sexta e sábado, ás 21h; Domingo, ás 19h30.
Local: Centro Cultural Anglo Americano
Endereço: Avenida das Américas, 2603, Barra da Tijuca - Zona Oeste - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2439-8002
Ingresso(s): R$ 40,00.

EVENTO


EncontrArte

Começou no dia 15 e vai até o dia 25 de setembro de 2010 o Encontro de Artes Cênicas da Baixada (Encontrarte), evento que terá dezesseis montagens apresentadas ao público gratuitamente, nesta que será a nona edição de um dos mais importantes eventos culturais da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro.

Ciente do desafio, os realizadores defendem a importância dessa iniciativa voltada para as companhias teatrais e para a democratização do acesso à cultura. As entradas serão gratuitas, e as apresentações ocorrerão no Teatro do SESC de Nova Iguaçu e no Espaço Cultural Sylvio Monteiro.

Nos últimos nove anos, o EncontrArte teve a participação de 70 espetáculos de grupos da Baixada Fluminense, 64 espetáculos das demais regiões do estado do Rio de Janeiro e quatro grupos de outros estados do Brasil. Em sua última edição, ano passado, mais de 10 mil pessoas assistiram às peças.

Evento: EncontrArte
Local: Espaço Cultural Sylvio Monteiro - Nova Iguaçu/RJ
Endereço: Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu/RJ
Datas: Até 25 de setembro de 2010.
Horário(s): Diariamente ás 10hs, 16hs, 19hs e 20hs
Produção: Claudina Oliveira, Éverton Mesquita, Fábio Mateus, Mário Marcelo e Tiago Costa.
Telefone(s): (0**21) 2698-1601
Ingresso(s): GRATUITO

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SELOS


Amor e Amizade de Silviah Carvalho, do Blog Um coração que ama!


Prêmio Blog de Ouro - Eu Admiro Este Blog de Malu Medeiros, do Blog Apenas um Cadinho de Poesia ...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O PESO DA INTERPRETAÇÃO


Ao abrir as cortinas do palco, nem sempre a surpresa é agradável, pois não é sempre que temos a felicidade de nos deliciarmos com a magnitude de uma boa interpretação. Sendo o teatro a arte do ator, o peso de uma interpretação é tudo.

Pouco importa o excelente figurino, o cenário deslumbrante, um texto primoroso, o que interessa é ver a entrega do ator em cena. E também, pouco importa se o espetáculo é um drama, uma comédia, ou um espetáculo infantil. O ator tem de ser pleno e absoluto em cena.

O ator tem de se entregar de corpo e alma, ser visceral, buscar nas entranhas, a melhor parte que a personagem solicitar. Não bastam caras e bocas, jeitos e gestos estereotípicos e micagem em cima do palco, nada disso convence e, põe a perder qualquer excelente produção.

A interpretação é a parte mais importante dentro de um espetáculo, pois é ele que conta a história, que sente a história, que vive a história, por isso, precisa mergulhar até o fim do poço a fim de conhecer o seu personagem. O ator deve e tem de colocar o seu peso na interpretação, assim é que se conhece um bom ator.

Tudo tem de ser meticulosamente cuidado, a voz, o andar, o falar, o jeito de se vestir... tudo isso, junto e misturado, vai construir a personagem que sustentará qualquer história, mesmo aquelas rasas e sem pretensões. E isso vale para qualquer ator que esteja em cena.

Não cabe a justificativa pífia de que por ter apenas duas ou três falas em cena, não é preciso todo esse emprenho, muito pelo contrário. Há situações que essas duas ou três falas fazem a diferença de uma história. E imagine você: A grande chance de mostrar o seu potencial está em duas ou três falas, e você, talvez por se achar mais do que seja, desperdiça?

O ator é uma profissão que precisa ser levada a sério, até mesmo nos ensaios, aliás, é nos ensaios que um ator precisa se dedicar e caminhar em busca da melhor interpretação, pois, é nos ensaios que ele vai conhecendo pouco a pouco, o quanto o peso ele terá no espetáculo. Para aí sim, quando se der o abrir das cortinas, faça da sua interpretação um motivo de admiração.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colaborou: Oficina de Teatro; Foto: Registro do ensaio aberto de "Bandidos" do Teatro Oficina Uzyna Uzona em 1 de julho de 2007.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PROGRAMA ATEMPORAL


Nova comédia estrelada por Cláudia Jimenez, Mais Respeito Que Sou Tua Mãe é inspirada no blog do jornalista argentino radicado em Barcelona Hernán Casciari. Publicado em formato de novela na internet, o diário virtual ganhou notoriedade ao ser eleito em 2005 o melhor blog do mundo pelo canal de TV Deutsche Welle International.

A trama se passa em uma casa modesta do subúrbio, onde mora a esforçada dona de casa Esmeralda Silva. A peça retrata a briga da mulher com a crise econômica. Com 50 anos de idade, Esmeralda anda preocupada com o desemprego do marido, com o sogro que planta maconha em casa e com os três filhos adolescentes às voltas com a puberdade.

Ela ainda tem que lidar comos sintomas típicos da menopausa e com os embates domésticos que tantas vezes surgem entre quatro paredes.

Ficha Técnica

Espetáculo: Mais Respeito Que Sou Tua Mãe
Elenco: Cláudia Jimenez, Ernani Moraes, Henrique César, Frank Borges, Gabriel Borges, Sara Freitas, Séfora Rangel
Texto: Hernan Casciari
Versão Teatral: António Gassala
Direção: Miguel Falabella
Produção: Sandro Chaim
Cenografia: José Dias
Figurinos: Sônia Soares
Trilha Sonora: Leandro Lapagesse

Serviço

Temporada: Até 19 de dezembro de 2010.
Horário(s): De Quinta a sábado, 21h; Aos domingos, 20h.
Local: Teatro do Leblon - Sala Marília Pêra
Endereço: Rua Conde Bernadote, 26, Leblon - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2529-7700
Ingresso(s): R$ 70,00 (quinta e sexta); R$ 80,00 (sábado e domingo).


Estréia hoje no Teatro Solar de Botafogo o espetáculo Os Dragões, adaptação de Fernanda Boechat e Renato Farias para o livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu. Com este monólogo dramático, a Companhia de Teatro Íntimo comemora cinco anos de atividade.

A trama apresenta uma personagem mergulhada em memórias que reflete sobre o amor e suas correlações com o sexo, a morte, o abandono, a alegria, o medo e a loucura. A proposta do grupo é de fazer uma teatro intimista.

Para consolidar esse aspecto, a atriz expõe a intimidade dos seus sentimentos, lida com a verdade do que fala e se expressa com extrema sinceridade. A trilha sonora original é elemento marcante da peça e é toda produzida pelo baterista e produtor musical Pupillo, integrante da banda Nação Zumbi.

Ficha Técnica

Espetáculo: Os Dragões
Texto: Caio Fernandes de Abreu
Adaptação: Fernanda Boechat e Renato Farias
Direção: Renato Farias
Cenário: Melissa Paro
Figurino: Tânia Oliveira
Trilha Sonora Original: Pupillo
Iluminação: Jathyles Miranda
Preparação Vocal: Jorge Luis Cardoso
Realização: Cia. do Teatro Íntimo
Foto: Carol Beiriz

Serviço

Temporada: De 10 de setembro a 17 de outubro de 2010.
Horário(s): Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h.
Local: Teatro Solar de Botafogo
Endereço: Rua General Polidoro, 180, Botafogo - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2543-5411
Ingresso(s): R$ R$ 30,00.


Até domingo (12/09/10) o teatro Nelson Rodrigues, na Caixa Cultural, recebe a peça Casting, que foi inspirada na obra de Aleksandr Gálin. A montagem lida, de forma bem-humorada, com questões do meio artístico e dilemas morais.

A história se passa em uma província russa, onde são anunciados testes para mulheres com habilidades artísticas para um espetáculo produzido em Cingapura. Tais atividades se desenrolarão em um cinema abandonado, onde as moças e seus maridos descobrirão que tal montagem não é tão inocente quanto pensavam.

Dirigido por Marco Antônio Rodrigues, o elenco conta com o ator global Caco Ciocler, além de Aline Moreno, Bete Dorgam, Bia Toledo, Flávio Tolezani, Heitor Goldflus, Nani de Oliveira, Natalia Gonsales, Nicolas Trevijano, Ricardo Oshiro e Selma Luchesi.

Ficha Técnica

Espetáculo: Casting
Autor: Aleksandr Gálin
Tradução: Aimar Labaki e Elena Vássina
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Direção Musical: Dagoberto Feliz
Direção Geral de Produção: Alexandre Brazil
Cenografia: Ulisses Cohn
Iluminação: Davi de Brito
Figurinos: Cássio Brasil

Serviço

Temporada: Até domingo, dia 12 de setembro de 2010.
Horário(s): Sexta, sábado e domingo, 19h30.
Local: Teatro Nelson Rodrigues - Caixa Cultural
Endereço: Avenida República do Chile, 230 Conjunto Cultural da Caixa Cultural, Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2262-8152
Ingresso(s): R$ 20,00.


Na segunda-feira uma boa pedida é a peça Palácio de Neve, que reconta a história de um poeta chamado Ka, que após 12 anos de auto-exílio na Alemanha, retorna para a Turquia para o enterro de sua mãe e resolve ir a uma pequena aldeia para investigar uma série de suicídios de jovens mulheres.

Durante sua visita ao vilarejo, o poeta, interpretado por Raphael Andrade, fica isolado na cidade por conta de uma tempestade de neve e se vê como protagonista involuntário de uma série de episódios, inclusive de um golpe político. Ao mesmo tempo, ele inicia uma relação amorosa com uma antiga colega de universidade.

No elenco, também estão Dinah Cesare, Marcus Fritsch, Carlos Tonelli, Carol Caju, Juan Carlos e Joana dos Santos. A dramaturgia foi construída ao longo do processo de criação do próprio espetáculo.

A história é é retirada do livro Neve, de autoria do escritor turco Orhan Pamuk, que recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 2006. A trama foi adaptada para o teatro por Celina Sodré, diretora do Studio Stanislavski.

Ficha Técnica

Espetáculo: Palácio de Neve
Elenco: Carol Caju, Carlos Tonelli, Dinah Cesare, Joana dos Santos, Juan Carlos, Marcus Fritsch e Raphael Andrade
Texto Original: Orhan Pamuk
Dramaturgia: Celina Sodré, Henrique Gusmão e Marcus Fritsch
Direção: Celina Sodré
Assistência de Direção: Clara Choveaux
Espaço Cênico: José Dias
Figurino: Celina Sodré e Thais Medeiros
Luz: Paulo César Medeiros

Serviço

Temporada: Até 27 de setembro de 2010.
Horário(s): Segunda, 21h.
Local: Instituto do Ator
Endereço: Rua da Lapa, 161, Lapa - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2221-8040
Ingresso(s): R$ 20,00.

EXPOSICÃO


Rocinha - Arquitetura e Cotidiano

Está em cartaz, até o dia 26 de setembro, a exposição Rocinha - Arquitetura e Cotidiano, do fotógrafo Rodrigo Queiroz. A mostra acontece no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

A exposição traz 34 imagens selecionadas pelo fotógrafo e pretende mostrar um retrato do cotidiano de uma das maiores comunidades do mundo, diferente do que é reproduzido pela mídia e sem enfatizar a miséria. O trabalho do artista prima muito pela diversidade de cores.

As fotos foram feitas por Rodrigo entre novembro de 2008 e setembro de 2009 e o que mais influênciou o artista foram as edificações e as infinitas soluções criativas que os moradores encontram para resolver problemas arquitetônicos.

O objetivo desta ação é realizar uma integração social, promover o resgate e a elevação da auto-estima dos moradores e fortalecer os vínculos sociais entre as diferentes camadas. Além da exposição, os visitantes poderão contar também com eventos paralelos como palestras e visita guiada.

Rodrigo Queiroz é brasileiro, formado em jornalismo e começou a fotografar profissionalmente em 1993, para o Jornal dos Sports. Trabalhou também como correspondente, no Rio de Janeiro, do Diário de São Paulo e foi editor de fotografia do Núcleo de Alto Consumo da Editora Abril; hoje trabalha como editor na Editora Globo - revista Quem Acontece.

Exposicão: Rocinha - Arquitetura e Cotidiano
Local: Centro Cultural Justiça Federal - Rio de Janeiro/RJ
Endereço: Avenida Rio Branco, 241, Centro - Rio de Janeiro/RJ
Datas: Até 26 de setembro de 2010.
Horário(s): De terça a domingo, das 12h às 19h.
Telefone(s): (0**21) 3261-2550
Ingresso(s): GRATUITO

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

POR QUÊ SER ATOR?


Com o forte investimento que vem sendo feito em Dramaturgia pelas grandes redes de televisão, mais e mais pessoas tem procurado cursos de teatro com o intuito de conseguir uma formação mínima que lhes dê condições para disputar uma vaga no concorrido mundo dos atores de televisão. Muitos fazem isso, impulsionados pelo anseio de se tornarem uma celebridade.

Muitos até decidem serem atores por modismo, para fazerem sucesso com as meninas, para passarem imagem de culto e intelectual, para fazerem parte de uma turma legal e acham que a qualquer momento vão ser guindados a um papel de uma telenovela. Não que isso não possa acontecer.

Só que muitos não tem uma resposta clara sobre o porquê querem ser atores. Minto, a maioria sabe sim. Quer ser ator para fazer a novela das nove. A idéia de fama e sucesso contamina de tal forma, que uma cortina de fumaça encobre o rosto e distorce o verdadeiro sentido do que venha a ser um ator e o porquê se tornar um.

É claro que todo mundo tem o direito de fazer da sua vida o que bem entender, mas ao resolver se tornar um ator, esta pessoa precisa ter a consciência e a certeza da sua escolha, pois qualquer celebridade instantânea ou não, pode participar de uma telenovela, mas raramente será um ator.

Quando se resolve se tornar um ator, é preciso entender o porquê desta deci-são e ela deve estar pautada, além de uma certeza de vocação, na consciência do papel que o ator tem, de ser um veículo e um instrumento que conta a evolução de uma sociedade, pois é através da interpretação de um ator que a sociedade é vista, revista e reinventada.

Ser ator não é apenas subir no palco, conhecer as teorias de Stanislavski, é preciso ser um investigador da alma humana, dos conflitos sociais, do mundo que nos cerca. É ser um observador do comportamento humano, dos anseios e vontades dos homens do nosso tempo, saber que servirá de filtro para que uma sociedade se reconheça. E, acima de tudo, contribuir para a constante evolução em que vive o ser humano.

Você pode ainda decidir ser ator para crescer como pessoa, entender os seus limites, compreender até que ponto suas ações como cidadão comum, podem interferir num contexto global na sociedade em que você vive. E fazer isso tudo centrifugar dentro de você e devolver tudo em forma de interpretação.

Então, quando você decidir se tornar um ator tem que saber o porquê, pois só assim fará sentido todo o sacrifício que a arte vai lhe impor.

Escrito por Paulo Sacaldassy

Colacorou: Oficina de Teatro; Foto: Espetáculo "Cardenio" (2009)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PROGRAMA ATEMPORAL


Após dez anos de sucesso no Paraná e com mais de 500 apresentações em todo o Brasil, a comédia Nem Freud Explica está em cena no Rio de Janeiro, no teatro Glauce Rocha. No palco, João Luíz Fiani, que assina o texto e a direção da peça, e Marino Jr apresentam a montagem baseada no teatro do absurdo, fazendo graça com diversas teorias psicanalíticas, de Freud a Jung, passando pelo behaviorismo.

A dupla leva ao palco a história de Frederico, homem atormentado por um problema incomum: todos que olham para ele morrem de rir. O espetáculo satiriza as tradicionais sessões de terapia e, de forma bem-humorada e inteligente, coloca em discussão as diversas vertentes da psicanálise.

Ficha Técnica

Espetáculo: Nem Freud Explica
Elenco: Marino Jr e João Luiz Fiani
Texto e direção: João Luiz Fiani
Iluminação: Glaudiane Krull
Sonoplastia: Marco Novack
Figurino: Thamis Barreto
Música: Carlos Careca
Foto: Divulgação

Serviço

Temporada: Até 25 de setembro de 2010.
Horário(s): Sexta e sábado, ás 19h.
Local: Teatro Glauce Rocha
Endereço: Avenida Rio Branco, 179, Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2220-0259
Ingresso(s): R$ 10,00.


Estreia hoje, dia 3 de setembro de 2010, no Espaço Sesc, em Copacabana, o espetáculo Estragaram Todos os Meus Sonhos, Seus Cães Miseráveis!. A peça tem texto inédito de uma das maiores expoentes da nova geração de dramaturgos nacionais: Daniela Pereira de Carvalho.

Tudo gira em torno das dificuldades vividas por três irmãos: André, Mariana e Caio. Os dois últimos ainda vivem às custas do pai; Já André tornou-se um bem sucedido corretor de investimentos financeiros, entretanto, perde todo o dinheiro da família e dos clientes após decisões equivocadas.

No momento em que seus planos estão prestes a desabar, seus pais desaparecem durante uma viagem no mar e a situação, que antes era desesperadora, se transforma em uma verdadeira catástrofe.

Trancados em casa, sem informações e sem um tostão, os três irmãos decidem elaborar um plano contra o mundo que está se voltando contra eles. A partir daí os personagens tomam atitudes drásticas, expondo a incapacidade de um grupo da atual geração de 30 em lidar com as consequências de seus atos.

Ficha Técnica

Espetáculo: Estragaram Todos os Meus Sonhos, Seus Cães Miseráveis!
Elenco: Alexandre Varella, Carol Portes, Pedro Osório e Vitória Frate
Texto: Daniela Pereira de Carvalho
Direção: Pedro Neschling
Assistente de Direção: Karla Dalvi
Cenografia: Fernando Alexim
Iluminação: Adriana Ortiz
Figurino: Ana Roque
Coordenação de Movimento: Toni Rodrigues
Trilha Sonora: Marcello H e Pedro Neschling
Direção de Produção: Diga Sim Produções - Miçairi Guimarães e Sandro Rabello Produtores Associados: Pedro Neschling e Pedro Osório
Realização: Nesch Produções
Foto: Divulgação

Serviço

Temporada: De 3 a 26 de setembro de 2010.
Horário(s): De quinta a sábado, às 21h; domingo, às 19h30.
Local: Espaço Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 2548-1088
Ingresso(s): R$ 16,00.


A partir de 10 de julho, o espaço Oi Futuro abriga o espetáculo infantil Ludi na Revolta da Vacina. Uma Odisséia no Rio Antigo, adaptado da obra premiada de Luciana Sandroni e dirigido por Augusto Madeira. No conto, a personagem Ludi é a filha mais nova da família Manso.

A aventura se passa no Rio de Janeiro, na época em que o cientista Oswaldo Cruz acompanha a luta popular contra a vacina obrigatória, enquanto o prefeito Pereira Passos reurbaniza o centro da cidade e inaugura a Avenida Barão do Rio Branco. O cenário remete a lembranças como a Confeitaria Colombo, a Praça XV, um típico cortiço e o bonde.

Ficha Técnica

Espetáculo: Ludi na Revolta da Vacina. Uma Odisséia no Rio Antigo
Elenco: Alexandre David, Amora Pêra, Claudio Mendes, Marianna MacNiven, Pedro Rocha e Thais Tedesco
Texto: Luciana Sandroni
Adaptação e direção: Augusto Madeira
Músicas originais: Ronaldo Mota
Cenários: Fernando Mello
Figurinos: Ronald Teixeira
Direção de Produção: Thais Tedesco e Mônica Behague

Serviço

Temporada: Até 31 de outubro de 2010.
Horário(s): Sábado e domingo, 16h.
Local: Oi Futuro - Flamengo
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 (Antigo Museu do Telefone), Flamengo - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Telefone(s): (0**21) 3131-3060
Ingresso(s): R$ 10,00.

EXPOSICÃO


Manuel Caeiro - Upside Down

O espaço Lurixs: Arte Contemporânea apresenta até o dia 17 de setembro, a exposição Up Side Down, com obras inéditas do artista português Manuel Caeiro. O artista vive em Lisboa e está no Rio de Janeiro desde o dia 18 de julho, para produzir obras para esta mostra.

Nessa exposição, o artista apresentará quatro pinturas, de 180 x 180 cm, da série Trompe-l´oeil e a escultura Twins. Manuel Caeiro aproveita seus passeios pela cidade para inspirar suas criações. Seus novos trabalhos possuem mais luz, nuances de cor e tem uma perspectiva diferente do que em obras anteriores.

O nome da exposição, "de cabeça para baixo" - em inglês - , tem a ver com o fato de que as telas podem ser viradas de ponta-cabeça, invertendo seu plano e sua perspectiva; suas pinturas podem ser consideradas abstratas ou figurativas. O artista cria suas pintura diretamente nas telas de linho, usando apenas um caderno para anotar suas ideias. Outro diferencial de suas criações é que a tela é presa diretamente na parede e só depois de pronta é colocada no chassi.

Apesar da escultura Twins, feita em alumínio e esmalte sintético, com luz fluorescente vermelha, Caeiro não é um escultor; ele é um pintor que complementa suas obras com esculturas.

A mostra terá ainda uma série de desenhos em preto e branco, que são uma espécie de estudo para as pinturas. Manuel Caeiro segue um princípio construtivista que investiga as relações entre o desenho, a pintura e a arquitetura.

Exposicão: Manuel Caeiro - Upside Down
Local: Lurixs Arte Contemporânea - Rio de Janeiro/RJ
Endereço: Rua Paulo Barreto, 77 - Botafogo - Zona Sul - Rio de Janeiro/RJ
Datas: Até 17 de setembro de 2010.
Horário(s): Segunda a sexta, das 14h às 19h.
Telefone(s): (0**21) 2541-4935
Ingresso(s): GRATUITO